ANÁLISE: Microsoft Xbox One

ANÁLISE: Microsoft Xbox One

Após oito anos de marcado e mais de 80 milhões de unidades vendidas com o Xbox 360, a Microsoft entra na oitava geração de consoles com o Xbox One. Por US$500 (R$2300), a promessa da empresa é entregar um aparelho do tipo tudo-em-um; ou seja, que ofereça tanto jogos quanto recursos de entretenimento, como música, filmes, seriados e programas televisivos. 

O console é tecnologicamente poderoso e traz uma ótima combinação entre jogos disponíveis, diversos conteúdos de entretenimento, funções de compartilhamento de conteúdos nas redes sociais, um controle reformulado bastante confortÁvel e bons comandos por voz usando o novo Kinect. Mas como nada é perfeito, o Xbox One também sofre com uma interface consideravelmente complicada, com a falta de retrocompatibilidade e de conteúdos localizados na Xbox Live para o Brasil.  

Leia a anÁlise do videogame, abaixo, mesmo sabendo que estamos atrasados com o conteúdo. ;p

EMBALAGEM

A caixa do Xbox One traz, além do console, o controle do videogame, manuais com instruções bÁsicas de uso e das primeiras conexões, um cabo com saída HDMI, um cabo de força, a fonte externa de alimentação de energia do aparelho, um headset mono com fio que se conecta ao controle e a nova versão do sensor de movimentos Kinect. Tudo o que você precisa para se divertir com o mÁximo que o console oferce jÁ estÁ disponível na caixa logo de cara; portanto, não é preciso ficar se preocupando para comprar acessórios extras para usufruir de todos os recursos disponíveis.  

ESPECIFICAÇÕES

Dimensões: 33,3 cm x 27,4 cm x 8 cm (sem incluir o Kinect)
Peso: Cerca de 4,8 kg
Processador: AMD Jaguar x86 com oito núcleos
GPU: 1,23 TFLOPS, AMD Radeon GCN
Memória: DDR3 8GB
HD: 500GB
Leitor: Blu-Ray, DVD e CD
Entradas: Três portas USB 3.0, uma IR e uma para Kinect
Comunicação: Ethernet e Wi-Fi IEEE 802.11n
Vídeo/Áudio: HDMI 1.4 in/out e S/PDIF (Áudio digital)

DESIGN E CONEXÕES

Diferente do primeiro Xbox (2001) e do Xbox 360 (2005), a Microsoft preferiu não ousar muito e foi bastante conservadora no design do Xbox One. A empresa optou por linhas retas e pela cor preta para construir todo o visual do seu novo console. Basicamente, a carcaça do videogame combina alguns traços que o divide em duas metades e traz algumas Áreas com texturas lisas e outras mais rugosas, situadas sempre em lados opostos e em intervalos milimetricamente calculados. No geral, não é algo muito atrativo de se ver e nem pode ser simplesmente considerado como bonito. Também não chega a ser feio, mas é consideravelmente monótono e não vai impressionar praticamente ninguém à primeira vista.

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Na verdade, o Xbox One chama bem a mais atenção pelo seu tamanho do que pelo seu design. Suas dimensões são bem generosas, 33,3cm x 27,4cm x 8cm, e esses números só reforçam a ideia de que a Microsoft preferiu não arriscar muito nos traços da arquitetura e quis possivelmente evitar, a todos os custos, passar pelos mesmos problemas de superaquecimento tidos na geração anterior com o Xbox 360. Uma prova disso é, mesmo sendo grande, robusto e espaçoso, a fonte de alimentação do aparelho não se localiza dentro dele, mas fora, sendo necessÁrio conectÁ-la a ele para fazê-lo funcionar. Além disso, o videogame é pesado e não faz esforços em ser compacto, às vezes passando a impressão que quer mais chamar a atenção do que os outros eletroeletrônicos situados num mesmo ambiente. 

Na parte frontal, o Xbox One traz uma entrada para as mídias do console (Blu-ray, DVD e CD) situada numa superfície em preto fosco e, na porção em preto liso, estÁ o logo oficial do console, jÁ bastante conhecido dos usuÁrios de longa data da marca. Além der ser um botão de alta sensibilidade que liga o videogame, o logo brilha discretamente quando o console estÁ em operação e ameniza parte da monotonia do visual dele. JÁ nos lados direito e esquerdo, estão localizadas grandes ventoinhas horizontais que ajudam a dissipar o calor gerado pelo aparelho. E, é preciso destacar, elas funcionam muito bem e, em nenhuma momento durante os testes, ele apresentou temperaturas de risco. No lado esquerdo ainda se encontra uma entrada USB 3.0, perfeita para conectar dispositivos modernos que exigem maior taxa de transferência de dados.

 

 

Mas é na parte traseira que o videogame mostra o que realmente é capaz de fazer. Ali se encontram mais duas entradas USB 3.0, uma porta Ethernet ( conexão com fio à internet), uma entrada para conectar o Kinect, uma HDMI OUT (ligar o console à sua TV), uma HDMI IN (ligar o console ao receptor de vídeo a cabo ou satélite compatível), uma saída IR (infravermelho) para controlar outros eletrônicos via Kinect, uma porta para conectar o cabo de alimentação (fonte de energia) e uma S/PDIF, para Áudio óptico. Pelas conexões, é fÁcil perceber que a Microsoft realmente estÁ apostando num aparelho que cumpra funções tanto de console quanto de centro multimídia para ser colocado na sala de estar do jogador/usuÁrio. As possibilidades de interação e diversidade de conteúdos disponibilizados têm potencial para isso e, definitivamente, estão entre as principais justificativas de compra do sistema.  

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INTERFACE

A primeira coisa que você quando acessa a interface do Xbox One pela primeira vez é a sua similaridade com o Windows 8, o sistema operacional mais recente da Microsoft. No melhor uso da interface "Modern", tudo estÁ disposto num conjunto de blocos com diferentes tamanhos e cores personalizadas que dão ao usuÁrio acesso rÁpido às principais funções do console, entre eles jogos, aplicativos de entretenimento, lista de amigos, conquistas desbloqueadas, acesso à loja online da Xbox Live e configurações gerais do console.



E igualmente à sensação de uso do sistema operacional, é comum sentir-se um pouco confuso e perdido na navegação num primeiro momento, pois a disposição das funções através destes blocos é um pouco desorganizada, não muito amigÁvel e leva-se um tempo até se acostumar com as possibilidades. Mas uma vez vencida esta barreira, que não demora mais do que pouco mais de uma hora de exploração descompromissada pelos menus, praticamente tudo estÁ ao alcance do usuÁrio de forma medianamente Ágil e intuitiva. Basta o jogador ir direto ao tipo de conteúdo que estÁ procurando.

A interface estÁ dividida entre três grandes campos: 1) Marcação, 2) Início e 3) Loja. Mostradas numa linha horizontal na parte superior da tela, cada uma delas traz suas próprias funcionalidades, atrações e características que as diferenciam uma das outras em importância, acessibilidade e disponibilização de conteúdos. Vamos dissecar cada uma delas e, abaixo, você confere e a descrição das suas principais funções. 

1) Marcação: aqui mostra os conteúdos marcados por você, ou seja, aqueles considerados os mais importantes e que são acessados com mais frequência. Uma vez colocados em destaque, essa opção funciona como uma aba de atalho para acessÁ-los de uma forma mais rÁpida e dinâmica. Funciona com jogos, aplicativos de todos os tipos, conteúdos de multimídia e configurações. Dependendo da frequência de uso desta aba, ela pode se tornar uma das mais importantes diante todas as outras do sistema.

 

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2) Início: essa é, sem dúvidas, a principal parte da interface do Xbox One. São, ao todo, 9 blocos, sendo um bloco central grande, quatro com funções estÁticas e os outros quatro que mostram as últimas atividades exercidas pelo jogador no console. É aqui que são mostradas informações de perfil, últimos games jogados, aplicativos usados e configurações acessadas. A seguir, você confere o que as opções-padrão (as quatro estÁticas) desta aba oferecem.

Perfil: Mostra absolutamente todos os detalhes sobre o perfil do jogador. Uma vez conectado à Xbox Live, é possível editar detalhes como avatar, cor de fundo, nome, informações gerais do usuÁrio, mudar gamertag, ver as conquistas desbloqueadas, editar o avatar, interagir com amigos através de mensagens, buscar por novos contatos e seguidores, definir configurações de privacidade, editar e compartilhar seus arquivos DVR (conteúdos gravados durante a jogatina ou uso geral do console).

 

Meus jogos e Apps: Aqui você pode visualizar por completo e acessar todos os jogos, aplicativos, funções e configurações usadas no videogame. A forma como a listagem é organizada varia de acordo com o último item iniciado, sendo o mais recente à esquerda da tela e o mais velho à direita. Serve mais como uma forma mais Ágil de voltar a executar os últimos conteúdos utilizados pelo usuÁrio. Essa aba poderia ganhar uma reformulação que permitisse a organização desses itens de acordo com a vontade do jogador e sua existência poderia ser menos redundante, jÁ que as últimas atividades também são mostradas na tela de Início e na aba Atividades.  É também um pouco redundante   

Fixar: Marca na dashboard do console os conteúdos que o usuÁrio considera mais importante. É muito útil quando se sabe que irÁ usar uma função, um aplicativo ou um jogo com maior frequência, tornando o conteúdo, assim, rapidamente acessível e executÁvel com pouquíssimos toques.    

Insira o disco: Apenas identifica se um disco de jogo ou filme estÁ inserido no aparelho, mostrando uma arte conceitual própria no bloco referente à visualização do conteúdo.

 

 


3) Loja: é dividida em 4 grandes blocos verticais que dividem os conteúdos por Jogos, Filmes, Música e Apps. Escolhendo qualquer um deles o usuÁrio é redirecionado à Marketplace, a loja online da rede do console, que vende absolutamente todos os todos os tipos de conteúdos. Essa Área é muito bem abastecida com conteúdos específicos, atualizados e de acervo. Esses mesmos conteúdos são divididos em subcategorias, como Ofertas, Lançamentos, Mais Vistos, Mais Populares, Mais Vendidos e Melhores Avaliados. Tudo tem acesso bem fÁcil e Ágil e se não encontrar algo num primeiro momento, basta usar o campo de busca para procurar o item desejado. Jogadores com amplo interesse em multimídia e entretenimento não têm do que reclamar.       


JOYSTICK

O novo controle do Xbox conseguiu aprimorar bastante seu design. Sua versão para o Xbox 360 foi muitíssimo bem recebida, mas tinha lÁ seus defeitos, dos quais muitos foram corrigidos.

Logo de cara percebe-se que não hÁ mais aquele "calombo" atrÁs dele, o compartimento removível de pilhas. Agora, hÁ apenas a tampa para acessar as pilhas, que ficam embutidas nele. AliÁs, este é justamente o principal, e talvez único, defeito do novo controle: a insistência nas pilhas. Ainda que a Microsoft venda o kit para colocar uma bateria recarregÁvel nele, seria melhor que ele jÁ viesse com ela embutida, de fÁbrica.

Todo o acabamento estÁ bem melhor que seu antecessor, em matéria de ergonomia e estética. Os sticks analógicos estão muito bem desenhados e detalhados, além de serem feitos em excelente qualidade, mostrando que dificilmente vão começar a se desgastar (diferentemente do DualShock 4). Em matéria de jogabilidade, a vibração dos gatilhos é um extra interessante, mas é o D-Pad que leva o prêmio. Os direcionais ainda não são os melhores disponíveis no mercado, mas evoluíram MUITO em relação à sua versão para o Xbox 360, o que chegou em boa hora, jÁ que um dos títulos de lançamento mais legais do Xbox One é o clÁssico "Killer Instinct", que pede por um D-Pad respeitÁvel para ser bem jogado.

COMPARTILHAMENTO

Uma das funções mais legais também disponíveis no Xbox One é a produção, edição e o compartilhamento de conteúdos na internet. Durante a utilização do console, é possível gravar vídeos e disponibilizar na internet tudo o que você fizer nele. A maneira como isso é feito não é tão simples ou intuitiva como no PS4, mas também não tem muitas complicações. Através do aplicativo UPLOAD Studio, o usuÁrio ganha acesso a um editor de vídeos bastante completo, com vÁrias ferramentas de cortes e efeitos para deixar o conteúdo com a cara do autor. É preciso um pouco de paciência para aprender todos os padrões de edição, mas não é algo que vai demandar muito empenho. E, por ser bastante Ágil nos menus, chega a ser divertido experimentar as diferentes opções e os resultados dos vídeos jÁ editados. 

  

  

Com um simples comando pelo controle ou por voz pelo Kinect, o usuÁrio pode iniciar as gravações, que registram apenas os últimos cinco minutos jogados. O tempo é pouco, se comparado ao console concorrente, mas deve ser o suficiente para registrar os momentos mais épicos da jogatina. Uma vez terminada a captura, é possível compartilhar o novo vídeo, incluindo gravar suas falas sobre eles usando a tecnologia de captura de Áudio do Kinect. E é aqui que começam os problemas dessa função. O Xbox One não exporta os conteúdos diretamente ao Facebook ou Twitter, por exemplo, sendo necessÁrio fazer o upload do vídeo ao serviço na nuvem SkyDrivee, então, importÁ-los para essas redes sociais através de links diretos. Também é permitido fazer o download do vídeo para a sua mÁquina e subi-lo ao YouTube. Ambas as formas, embora sem muitas complicações, são consideravelmente trabalhosas e podem afastar os usuÁrios menos entusiastas. Também não é possível 


JOGOS

A Microsoft fez a lição de casa para o lançamento do seu novo console e preparou um cardÁpio respeitÁvel de jogos exclusivos, disponíveis logo na estreia do Xbox One, os chamados "launch titles". HÁ exclusivos de ação como "Ryse: Son of Rome" e "Dead Rising 3"; de luta, como "Killer Instinct" e de corrida, com o aclamado "Forza Motorsport 5". HÁ ainda jogos menos bem-vindos, como "Crimson Dragon", "Fighter Within", "Zoo Tycoon" e "LocoCycle", que não se saíram bem nas anÁlises, mas não deixam de ser mais opções. Isso fora os multiplataforma que estão todos presentes no console também, criando um ambiente de jogos considerÁvel para um console que não tem três meses de "vida" ainda.

  

  

Os primeiros títulos ainda estão engatinhando com as funcionalidades do console, principalmente o Kinect (à exceção de "Fighter Within" que é jogado inteiro por ali), mas mostram potencial para a mÁquina. E, até o presente momento, contando apenas jogos jÁ lançados, é indiscutível dizer que o Xbox One tem uma seleção de games muito mais robusta que o PS4, seu concorrente direto. 


MULTIMÍDIA

Exatamente como anunciado pela Microsoft, a parte multimídia é um dos destaques do Xbox One. Para quem busca conteúdos que vão além de apenas jogos eletrônicos, o console é definitivamente a melhor opção entre os outros dois videogames concorrentes para investir, jÁ que ele oferece uma farta biblioteca de filmes, músicas, programas de televisão, seriados, documentÁrios, esportes e aplicativos de entretenimento em geral. 



No total, são 14 aplicativos de entretenimento disponíveis no Xbox One brasileiro. Cada um deles tem suas características próprias, conteúdos oferecidos e alguns requerem, além da assinatura OURO da Xbox Live, assinatura mensal do próprio serviço. São eles: YouTube, Skype, SkyDrive (armazenamento na nuvem de arquivos), Vivo Play (filmes, seriados e desenhos animados), Saraiva Player (filmes, séries, documentÁrios, palestras, clipes musicais), Netflix (tradicional sistema de aluguel sob demanda de filmes e seriadosa), Muu (filmes, esportes, shows, entrevistas, seriados e documentÁrios - alguns são localizados para o Brasil), SporTV (transmissão multiesportiva), Crackle (filmes e séries); Telecine Play (filmes); Sky Online (filmes e seriados); Machinima (gameplays e walkthroughs de jogos), TED (palestras sobre educação, economia, ciência, tecnologia, música e literatura) e Twitch (gameplays de jogos de outros usuÁrios - transmissão nativa chega ainda em 2014). 



Além destes aplicativos, hÁ muito mais conteúdos multimídia na Marketplace do Xbox One. A aba Loja da interface do videogame é dividida em 4 blocos, sendo que 2 deles dividem os conteúdos por Filmes Música. Ambos disponibilizam ainda mais filmes (cinema em geral, seriados de TV, programas televisivos) e músicas (shows, entrevistas com artistas, especiais e documentÁrios) e permitem que você organize suas listas, veja os conteúdos por gênero ou acesse categorias próprias que indicam as principais ofertas, os lançamentos, os mais vistos, os mais populares, os mais vendidos e os melhores avaliados. Não hÁ dúvidas aqui de que a proposta de centro multimídia amplamente defendida pela Microsoft para o Xbox One estÁ muito bem empregada no console.


KINECT

O Xbox One foi pensado e criado juntamente com o desenvolvimento de uma nova versão do Kinect, acessório que dispensa controles para jogar, interagir com elementos na tela e executar comandos por voz. Para o novo console, a experiência de uso é totalmente integrada ao dispositivo: jÁ nos primeiros minutos, o Kinect reconhece sua fisionomia e atributos físicos para agilizar o processo de log-in na Xbox Live e, a partir daqui, você pode acessar jogos, configurações gerais, iniciar aplicativos e visitar os produtos à venda na loja online do console sem maiores dificuldades.



O processo é intuitivo e costuma funcionar muito bem, bastando acumular alguns minutos de familiarização dos comandos, suas possibilidades e atalhos de acesso aos conteúdos para o funcionamento ser fluido. O mais legal é que o novo Kinect tem compatibilidade com 51 comandos por voz em português brasileiro, permitindo usar desde as funções mais bÁsicas às mais importantes do consoles sem mais precisar do joystick. Pode-se, por exemplo, pedir que o Xbox One se desligue, ir ao menu principal, navegar por entre abas referindo-se ao nome delas, abrir aplicativos, enviar e responder a mensagens, ordenar o início, pausar e fechar arquivos multimídia, assistir a canais específicos de TV, chamar amigos para participar de um mesmo grupo de conversa e gravar, editar e publicar seus próprios vídeos de gameplays na internet. Para a lista completa de comandos no nosso idioma, acesse este link.

 

   

 


Mas por mais que seja ainda mais preciso, reconheça melhor mais movimentos, a densidade do corpo humano e seja bem mais completo na resposta a recursos por voz do que o Kinect do Xbox 360, durante o uso, contudo, o novo Kinect apresentou dois problemas a se considerar. 1) Conversar com mais pessoas próximo ao videogame pode fazê-lo pensar que você estÁ querendo interagir com ele, podendo interromper momentaneamente a execução de algum jogo, aplicativo ou conteúdo multimídia. Principalmente se você vier a falar a palavra "Xbox" durante o bate-papo. Não é algo que chega a comprometer totalmente a fluidez da experiência, jÁ que é possível voltar rapidamente à ação, mas gera desconforto num primeiro momento e pode ficar bem irritante caso de repita com frequência. 2) O Kinect pode falhar em reconhecer certos comandos por voz num primeiro momento, mesmo aqueles falados com perfeita fluência e em velocidade mediana. Pode acontecer de ter que repetir certas falas para que, enfim, ele entenda o que você quer. 


CONSIDERAÇÕES

O Xbox One cumpre bem o que promete: traz uma ótima combinação entre jogos disponíveis (exclusivos e multiplataforma), conteúdos de entretenimento (diversos aplicativos multimídia) e interação aprimorada com o novo Kinect, que é bem mais preciso e funcional do que antes. Além do excelente joystick, que caprichou na ergonomia e na reformulação dos direcionais, o preço do videogame R$2300 (US$500) também é bastante interessante e deve ser um dos fatores mais decisivos dos consumidores brasileiros, principalmente se comparado ao videogame concorrente. Ainda assim, o Xbox One tem falhas agravantes nos aspectos de design e portabilidade, não traz uma interface muito amigÁvel, não tem retrocompatibilidade com jogos dos sistemas anteriores e é problemÁtico no sistema de compartilhamento de conteúdos, podendo causar o afastamento de jogadores menos entusiastas.  

PRÓS
Combinação robusta entre jogos + entretenimento + funções multimídia + Kinect
Preço brasileiro de R$2.300 é convidativo e ajuda a justificar a compra do console
Excelente controle: conforto + novos direcionais digitais + vibração nos gatilhos
Headset incluso na caixa tem qualidade acima do satisfatório
CONTRAS
Visual nada atrativo, dimensões exageradas e é pesado
Interface um pouco confusa, embora seja funcional
Sistema de compartilhamento de conteúdos é trabalhoso 
Pilhas ainda são mandatórias no controle
Sem retrocompatibilidade com os sistemas anteriores
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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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