ANÁLISE: Ryse: Son of Rome

ANÁLISE: Ryse: Son of Rome

"Ryse: Son of Rome" foi uma das maiores apostas da Microsoft para a promoção do seu console de oitava geração. Exclusivo no Xbox One, o game roubou a cena quando foi anunciado durante a E3 do ano passado e surpreendeu a todos com grÁficos dignos de respeito, turbinados pela CryEngine. Agora estÁ na hora de ver se o jogo corresponde às expectativas na anÁlise a seguir.

História e Jogabilidade

O game começa exatamente a partir do ponto que assistimos na E3, com uma apresentação épica e grÁficos que realmente impressionam. O jogador é colocado direto na ação e com tutoriais simples vai aprendendo como se joga. O processo não demora, jÁ que a jogabilidade de Ryse não é o que se possa chamar de variada. O jogador tem ataques simples com a espada que devem ser intercalados com ataques de quebrar a defesa do inimigo. Também é possível defender a si próprio e se esquivar com cambalhotas, além de arremessar lanças, quando as tiver. E é apenas isso. Um inimigo que esteja à beira da morte pode ser executado estilo quick time event (consagrado no "God of War") em cenas épicas estilizadas. Executar um inimigo assim garante experiência extra para desenvolvimento do herói e bônus que ajudam na luta (como ganhar vida, por exemplo). As mecânicas são divertidas no início, mas logo se tornam exaustivamente repetitivas.

A história do game, apesar de um pouco clichê, recebeu um cuidado maior do que o esperado para um título tão focado na ação. MÁrio, o personagem principal, se dedica integralmente ao exército de Roma para vingar a morte de sua família e de seu pai, figura proeminente na política que foi morto num ataque dos bÁrbaros. Ao desenrolar da narrativa, o jogador vai descobrir que esse ataque não foi completamente aleatórios e hÁ tramas a serem melhor desenvolvidas.

   

Multiplayer

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O multiplayer em Ryse: Son of Rome tem grandes cenÁrios com os objetivos mais variados e uma ótima dificuldade. Mas, infelizmente, assim como a campanha, logo enjoa, não passando de mais do mesmo que o jogador jÁ viu durante 6 horas de jogo offline.

Os modos cooperativos online trazem uma emoção diferenciada ao jogo e dão sim uma empolgação a mais para jogar com um parceiro e cumprir os objetivos das arenas. O problema aqui é que não hÁ nenhum modo competitivo. Nenhum. É possível também jogar solo, mas competir com outros jogadores ao redor do mundo, que sempre foi uma das maiores vantagens de qualquer multiplayer é simplesmente impossível. Isso teria trazido a maior diferença em relação à campanha para o modo online do jogo, evitando ser, mais uma vez, apenas repetições.

GrÁficos e Som

O grande forte de Ryse, certamente, são os grÁficos. A Crytek sempre se orgulhou dessa parte e seus games se gabam de impressionar, tanto que até alguns PCs de alta performance ainda choram pra rodar "Crysis", de 2007. O jogo é nivelado nos 900p pro Xbox One, mas nem por isso a experiência se perde. O que atrapalha mesmo são algumas telas longas de loading e perdas de frame em alguns momentos, que infelizmente acontecem. E o design dos personagens também poderia ser mais variado, os inimigos se repetem com uma frequência imperdoÁvel e os legionÁrios de roma são simplesmente idênticos.

 

O som fica por contar de uma trilha sonora épica e excelentes efeitos de batalha, que ajudam a compor o cenÁrio de guerra e geram ótima imersão. O game é completamente dublado em português brasileiro e as performances são satisfatórias. O único problema aqui é não ter a opção de deixar o jogo com o Áudio original, sendo possível apenas jogÁ-lo em português mesmo.

Conclusão 

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"Ryse: Son of Rome" não é ruim, mas poderia ter sido bem melhor. O jogo passa a impressão de que foi feito às pressas, e provavelmente, foi mesmo, para sair na mesma data de lançamento do Xbox One. Os grÁficos são demais e os combates são bem divertidos a princípio. Mas infelizmente a repetitividade do gameplay e da aparência dos personagens contribuem para o jogo logo enjoar, ficando tudo nas costas da história para prender a atenção do jogador.

 

PRÓS
GrÁficos excelentes
Dublagem em português brasileiro
Dificuldade bem balanceada
CONTRAS
Extremamente repetitivo
Impossibilidade de se optar pelo Áudio original
Falta de um modo competitivo no multiplayer
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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