ANÁLISE: EVGA lança GeForce GTX 295 Red Edition

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Assassin's Creed IV: Black Flag, quarto game da franquia (sem contar os spin-offs), marca não só a estreia de um novo herói, mas também a chegada da série à oitava geração dos games. A versão analisada aqui é a do PS4, então serÁ que o game alcançou as expectativas? Veremos a seguir.

História

Para quem (eu) acha que a franquia de Assassin's Creed estÁ um tanto quanto saturada, Black Flag pode renovar um pouco os espíritos, trazendo um novo herói e uma nova perspectiva da história, agora que o personagem principal é Edward Kenway, avô de Connor Kenway, o protagonista do episódio anterior. 

Edward era um corsÁrio que fica naufragado em uma ilha junto com um Assassino e consegue matÁ-lo, assumindo suas roupas e sua identidade. Ao seguir uma carta que tinha entre os pertences do assassino, o personagem principal descobre que ele estava a caminho de trair seus votos e unir-se aos templÁrios e é a partir daí que o corsÁrio se envolve na trama da franquia. O que torna esse quarto título especialmente interessante é Edward Kenway é um pirata, e estÁ mais interessado em ouro do que defender a história ou lutar pela justiça ou qualquer outra coisa mais piegas do estilo.

Connor Kenway, por sua vez, é um novo funcionÁrio da Abstergo Entertainment, encarregado de acessar as memórias de seu avô e salvÁ-las na nuvem, a fim de produzir um novo jogo. Metalinguagem muito bem colocada aqui.

Jogabilidade

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A jogabilidade não muda muito de um game para o outro, apenas sendo refinada a cada título. Para dizer que aproveitou os recursos de um console da oitava geração, o game permite a navegação no mapa pelo touch-pad do controle do PS4 o que, na prÁtica, não faz diferença nenhuma, é até melhor usar o analógico.

Uma das maiores inovações aqui é a possibilidade de velejar cenÁrio afora e ter batalhas incrivelmente divertidas com barcos. A jogabilidade para "pilotar" o barco é um pouco difícil de se acostumar, mas é muito bem feita para simular como realmente se moveria um barco a vela e, uma vez dominada, fica divertidíssimo dominar os mares a bordo dos navios do game.

JÁ no futuro, outro novo ar é a perspectiva em primeira pessoa, que dÁ uma destoada ainda maior do gameplay que acontece no passado e ajuda a manter o game variado e menos cansativo. Ela traz missões de espionagem industrial muito divertidas que garantem uma quebra muito bem vinda na linearidade do jogo. Uma hora você estÁ velejando entre piratas e atirando em canhões, na outra você estÁ com uma prancheta tentando ouvir conversas secretas da firma.  

De qualquer forma, a jogabilidade jÁ consagrada em Assassin's Creed não muda porque não precisa, jÁ estÁ bem consolidada e funciona para o game (apesar da interação automÁtica com o cenÁrio atrapalhar mais do que de vez em quando).

Multiplayer 

O multiplayer de Assassin's Creed IV: Blackflag faz o seu melhor para trazer os elementos de assassinato furtivo encontrado no modo campanha para o modo online. E, na medida do possível, ele é muito bem sucedido. 

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O modo mais popular no momento é o "Caçada", onde dois times se enfrentam em turnos. O objetivo é se misturar com os NPCs do cenÁrio e tentar se passar por um deles, tanto para matar seus alvos como para fugir de seus assassinos. O jogo funciona por turnos e quem caça no primeiro é caçado no segundo. 


O modo "Oficina de Jogos" permite criar diferentes gameplays misturando-se regras e modificações, resultando num modo amplamente customizÁvel e um bocado imprevisível, o que pode resultar em gameplays muito legais ou muito tediosos, mas hÁ sempre uma expectativa e vale a pena experimentar. 

HÁ ainda diversos outros modos como "Dominação", "Alcateia", "Mata-mata" e assim por diante. Alguns têm mais ação do que outros, mas todos são permeados pela temÁtica da furtividade que garante muito mais pontos aos jogadores que sabem passar despercebidos. Isso dÁ mais certo no modo campanha do que no multiplayer, mas para quem quer jogar com os amigos ou aumentar a "vida útil" do jogo, o modo ficou bem consolidado e é uma ótima opção. 

GrÁficos e Som

Os grÁficos deste game são simplesmente incríveis. O jogo jÁ começa com a vantagem de se passar nas ilhas paradisíacas do Caribe, mas mesmo as partes que se passam na Abstergo têm cenÁrios extremamente bem feitos e trabalhados. Claro que o grande destaque é para o pedaço do game que se passa no passado, velejar por mares de um lindo azul vendo a vegetação nativa e as construções de época que compõem um cenÁrio vivo e dinâmico.

 

O único porém aqui são problemas de colisão. JÁ na oitava geração ter o pé do seu personagem atravessando corpos e objetos é imperdoÁvel e impossibilita uma nota 10 para o quesito grÁficos.

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O som, por sua vez, só deixa a desejar um pouco na dublagem em português brasileiro, que não ficou lÁ essas coisas. Mas, só o fato de ter essa opção jÁ é louvÁvel e muito bem vindo. A dublagem original estÁ ótima e a trilha sonora excelente. 

Conclusão

Assassin's Creed IV: Black Flag é um excelente jogo que traz novos ares para a franquia com sucesso e honra seu título de "Game de Ação do Ano". Alguns defeitos aqui ou ali não chegam a ofuscar o brilho do jogo, que serve de bom exemplo do que esperar da nova geração.

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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