ANÁLISE: Novas screenshots de Alpha Protocol

ANÁLISE: Novas screenshots de Alpha Protocol

O Xperia Z1 é o novo top de linha da Sony, que une uma tela gigante de 5 polegadas com uma alta resistência, com proteções contra poeira e construção à prova dÂ’água. Poderoso, o aparelho é equipado com um processador quad-core e 2GB de memória RAM. Mas a melhor parte é a bateria monstruosa: são 3000mAh, além de um gerenciador de energia super eficiente. Isso significa que, na prática, finalmente surgiu um smartphone que você não precisará recarregar todos os dias. 


O dispositivo, porém, tem seus pontos fracos. E o pior: alguns são relacionados justamente à resistência do aparelho, que tem uma traseira em vidro linda, porém, sem Gorilla Glass e que arranha só de olhar. Confira mais detalhes.

Especificações e comparativos

Dimensões: 144 x 74 x 8.5 mm
Peso: 170g 
Tela: 5" TFT 1080x1920
Memória: 16 de armazenamento, 2GB de RAM
Cartão SD: Sim
WLAN: Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, Wi-Fi Direct
Bluetooth: 4.0 com A2DP
NFC: Sim
DLNA: Sim
HDMI: Não
MHL: Sim
USB:  microUSB 2.0
Câmera traseira: 20,7MP com abertura 1/2.3', autofoco, flash LED
Vídeo câmera traseira: [email protected]
Câmera frontal: 2MP
Sitema operacional: Android 4.2 (Jelly Bean)
CPU: Qualcomm Snapdragon 800 quad-core de 2.2GHz
Sensores: Acelerômetro, giroscópio, proximidade, bússola
GPS: Sim, A-GPS e GLONASS
Bateria:  Li-Ion 3000mAh

Obs.: nesta review, não faremos um vídeo específico. Estamos preparando um comparativo entre três Androids top de linha, incluindo o Xperia Z1. Abaixo, uma tabela que mostra as principais especificações dos três modelos que iremos mostrar a vocês: 


Galaxy S4
LG G2
Xperia Z1
Processador
Exynos 5 Octa / Snapdragon 600 quad-core 1.9GHz Snapdragon 800 Quad-core 2.26GHz Snapdragon 800 Quad-core 2.2GHz
Armazenamento
16/32/64GB (interna) + 64GB (microSD) 16/32GB
16GB (interna) + 64GB (microSD)
Memória RAM
2GB 2GB 2GB
Sistema operacional
Android 4.2.2 (Jelly Bean)
Android OS, v4.2.2 (Jelly Bean) Android OS, v4.2 (Jelly Bean)
Câmeras
Traseira 13MP / Frontal 2MP Traseira 13MP / Frontal 2.1MP Traseira 20.7MP / Frontal 2MP
Tela
Super AMOLED 5' (1080 x 1920) 5.2' True HD-IPS LCD ( 1080 x 1920)
LCD TFT 5'
(1080 x 1920)
Dimensões
136.6 x 69.8 x 7.9 mm 138.5 x 70.9 x 8.9 mm 144 x 74 x 8.5 mm
Peso
130g 143g 170g
Bateria
Li-Ion 2600 mAh Li-Ion 3000 mAh Li-Ion 3000 mAh
LTE

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HDMI

NFC
Preço (22/11/13) R$1.799 R$1.699 R$2.011

Design e tela

O Xperia Z1 é lindo, possivelmente o mais bonito da linha Z. Bastante discreto, tem bordas laterais bem pequenas, o que possibilita uma tela grande sem prejudicar o uso do aparelho com uma mão só. Quando desligado, display e bordas parecem uma coisa só. O problema é que as bordas superior e inferior são muito grandes, sem necessidade. O telefone poderia ser menor mantendo o mesmo tamanho da tela, o que o deixaria mais agradável. Um exemplo de aparelho que lida bem com esses aspectos é o LG G2. Com uma tela maior (5.2'), ele é fisicamente menor, por aproveitar bem melhor o espaço.

As laterais têm detalhes em cinza escuro e comportam as diversas entradas do Xperia Z1, todas devidamente tampadas, algo essencial para proteger os conectores da água e da poeira. À direita, fica o botão Power cromado e circular, característico da série Z, e o slot para microSIM com uma “bandejinha” bastante irritante de manusear. Além, é claro, dos botões de volume e um prático botão de disparo da câmera. Na parte esquerda, fica a microUSB e o slot para microSD, além de um conector para o carregador magnético.

O design é muito bonito, no geral. Apesar de grande, o aparelho é fino, com 8,5mm, mas um tanto pesado, com 170g. Mas ele é fácil de manusear, não fica tão grande nas mãos quanto parece e, por ser fino, não incomoda muito nos bolsos ou na bolsa. 

Há, porém, um grande problema: a traseira. Toda em vidro temperado, dá um efeito visual maravilhoso e chamou muito a atenção assim que abrimos a embalagem. Dá a impressão de ser uma segunda tela, graças ao brilho. O problema é que ela não tem lá muita proteção. O smartphone, embora se venda como resistente sendo à prova dÂ’água e com resistência à poeira, tem uma traseira que arranha só de olhar. E logo fica muito suja e cheia de marcas de dedos. Ou seja, o acabamento é muito bonito, mas não vale realmente a pena.

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A tela é boa, mas não chega a ser das melhores do segmento. Com 5 polegadas, é bem grande, de forma que o Z1 torna-se uma boa opção para quem quer um aparelho parrudo, mas não tão gigante quanto um Galaxy Note. Acontece que ela não tem lá a melhor tecnologia do mercado. Assim como outros modelos da linha, o display é TFT, inferior aos Galaxys, por exemplo. Curiosamente, porém, ele é melhor que o do Xperia ZQ, que também analisamos aqui no Adrenaline. As cores são vivas e o display não deixa nada a desejar em nitidez. O que pode, inclusive, causar algumas “pegadinhas”: várias fotos, por exemplo, ficam bem melhores vistas direto no celular do que no computador.

Câmeras e multimídia

Como sempre, essa é a parte forte do smartphone. Os Xperia sempre se saem bem nas câmeras e nos recursos de áudio e vídeo e desta vez não é diferente. A câmera, com estrondosos 20,7 megapixels com abertura 1/2.3', faz ótimas fotos, mesmo em ambientes com baixa luminosidade. Mas é preciso ficar atento: em alguns casos, é melhor usar os ajustes manuais da câmera, ao invés do modo automático.

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O software de câmera tem vários recursos interessantes. Além do panorama, do HDR e da sequência do Timeshift, que captura rapidamente várias fotos para que você escolha a melhor, ainda há um modo de efeitos com realidade aumentada. Basta apontar a câmera para o que você quer fotografar e escolher o efeito desejado, que aparece na hora na tela. Pode ser desde flores e borboletas até máscara de carnaval, um black power e um dinossauro. Os elementos "fantasiosos" se encaixam automaticamente na imagem, sem grandes dificuldades.

A câmera frontal também faz um bom trabalho. Com 2 megapixels, é superior a várias câmeras do segmento, e ainda é capaz de fazer vídeos em 1080p, o que torna as conversas em vídeo bem mais nítidas e com melhor qualidade. As cores são vivas (e até um tanto saturadas demais), mas o resultado final peca um pouco em nitidez e apresenta ruído.

A melhor parte é a gravação de vídeos com a câmera traseira. O smartphone grava em 1080p a 30fps com uma qualidade excelente. Praticamente não há ruído, a movimentação é suave e o aparelho é super rápido em ajustar automaticamente o foco. Isso sem contar a estabilização de imagem, uma das melhores que já vimos no segmento.

Fora isso, a Sony caprichou na interface dos seus apps multimídia, como o player musical, que normalmente não recebe muita atenção das fabricantes. O álbum e a galeria de vídeos também estão muito bonitos, colocando em destaque, ao fundo, uma das imagens ou algum dos vídeos da biblioteca. E isso sem perder desempenho. Uma solução diferente e muito legal.

Funcionalidades e desempenho

O Xperia Z1 é um ótimo concorrente no mercado dos tops de linha. Seu desempenho cotidiano é simplesmente perfeito, sem engasgos, travadas ou quaisquer incômodos. A transição entre as telas é suave e o display é extremamente responsivo. E a reprodução de vídeos em FullHD também ocorre sem problemas.

Nos benchmarks, o Z1 mostra todo o seu fôlego. No AnTuTu, ele marcou nada menos que 38.885 pontos, ficando acima até mesmo do badaladíssimo Galaxy S4, que marcou 25.442 no nosso teste

O 3D Mark, nos dois primeiros testes (Ice Storm e Ice Storm Extreme) avisou que o smartphone era poderoso demais, tanto que ele marcou os mais altos scores possíveis. Na versão Unlimited, o smartphone da Sony também fez bonito, com 17.368 – lembrando que vários aparelhos que já testamos simplesmente não rodaram esse benchmark.


Apesar de ser poderosíssimo, o Z1 perde um pouco para concorrentes como o LG G2 e o próprio Galaxy S4 por não contar com nenhum recurso exclusivo que realmente faça a diferença e seja decisivo na hora da compra. Aqui, o que é mais interessante é a sua integração com o SmartWatch 2, que também analisamos aqui no Adrenaline. Outro aspecto interessante é a possibilidade de tirar fotos e fazer vídeos embaixo d´água, algo que fica fácil com o botão físico presente no aparelho.

Um diferencial do aparelho no mercado brasileiro é a TV digital, algo que concorrentes do segmento top não possuem. A transmissão é boa e há alguns recursos interessantes, como o closed caption e a possibilidade de gravar programas, inclusive agendar a gravação. Para quem gosta bastante de ver televisão, é uma boa pedida, já que aparelhos com esse recurso costumam ser de um segmento mais baixo.

A grande vantagem do Z1 é a bateria. Com 3000mAh, e um excelente software de gerenciamento, ela tem poder o suficiente para aguentar três dias com uso intenso, o que inclui Bluetooth ligado o tempo inteiro (pareado com o SmartWatch 2), Wi-Fi, transferências de dados via Internet e captura de fotos e vídeos, além do envio de e-mails e mensagens SMS. Para terem uma ideia do que isso significa na prática, cobri os três dias do Intel Press Summit dessa forma, usando o aparelho o tempo todo, inclusive para tirar fotos do evento. Precisei recarregá-lo apenas no final do terceiro dia.

Se você busca um smartphone poderosíssimo, com uma tela grande e, principalmente, com uma autonomia bem superior à média do segmento, pode apostar no Xperia Z1. Ainda mais se tiver a intenção de usá-lo debaixo dÂ’água. Mas fique atento às desvantagens: não deixe de comprar uma case de proteção porque a traseira arranha com muita facilidade. E não espere uma tecnologia excepcional no display. Apesar de custar mais de R$2 mil, o aparelho tem uma tela inferior até mesmo a dispositivos mais modestos.

PRÓS
Realmente resiste à submersão
Câmera poderosa
Excelente hardware com ótimo desempenho
TV digital
CONTRAS
Traseira arranha com facilidade
Tela de baixa qualidade se comparada a outros modelos do segmento
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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