ANÁLISE: LG G2

ANÁLISE: LG G2

O G2 é o smartphone topo de linha da LG, apresentado em agosto e lançado no Brasil em outubro. Tem como principais destaques o seu design com bordas bastante finas, os botões reposicionados na parte traseira (ao invés na lateral, como tem sido padrão em toda a indústria) além de uma equalização do áudio que promete fazer a diferença na hora de ouvir músicas em seu fone. Outro destaque é o hardware de alta performance, mas por um preço abaixo dos concorrentes deste segmento.


Especificações técnicas

  • Tela: 5.2" True HD-IPS LCD, resolução FullHD (1920x1080), Corning Gorilla Glass 3
  • CPU: Qualcomm Snapdragon 800, quad-core, 2.6GHz
  • GPU: Adreno 330
  • RAM: 2GB
  • Armazenamento: 32GB interno, não expansível
  • Câmera: 13MP traseira, 2.1MP frontal
  • Dimensões: 138.5 x 70.9 x 8.9 mm
  • Peso: 143 gramas
  • Sistema: Android 4.2.2


Galaxy S4
LG G2
Xperia Z1
Processador
Exynos 5 Octa / Snapdragon 600 quad-core 1.9GHz Snapdragon 800 Quad-core 2.26GHz Snapdragon 800 Quad-core 2.2GHz
Armazenamento
16/32/64GB (interna) + 64GB (microSD) 16/32GB
16GB (interna) + 64GB (microSD)
Memória RAM
2GB 2GB 2GB
Sistema operacional
Android 4.2.2/
update para 4.3
Android 4.2.2
Android 4.2/
update para 4.4
Câmeras
Traseira 13MP / Frontal 2MP Traseira 13MP / Frontal 2.1MP Traseira 20.7MP / Frontal 2MP
Tela
Super AMOLED 5' (1080 x 1920) 5.2' True HD-IPS LCD ( 1080 x 1920)
LCD TFT 5'
(1080 x 1920)
Dimensões
136.6 x 69.8 x 7.9 mm 138.5 x 70.9 x 8.9 mm 144 x 74 x 8.5 mm
Peso
130g 143g 170g
Bateria
Li-Ion 2600 mAh Li-Ion 3000 mAh Li-Ion 3000 mAh
LTE

HDMI

NFC
Preço (22/11/13) R$1.799 R$1.699 R$2.011

Design e tela

O G2 está entre os modelos mais finos e leves na casa das 5 polegadas de tela. Com bordas muito estreitas, especialmente nas laterais, este aparelho consegue entregar um display com grande área sem aumentar (demais) as dimensões do celular. Ele é só um pouco maior e mais pesado que o S4, da Samsung, mas no uso a diferença entre os dois modelos é imperceptível.

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A tela do tipo True-HD IPS com resolução FullHD está entre as melhores que já testamos, com cores muito vivas e alto contraste. Fica pouco, mas bem pouco, atrás do Galaxy S4, que tem vantagem por distorcer menos a imagem quando vemos a tela de ângulos mais agudos. Assim como acontece com tecnologias como o Super AMOLED, esta tela possui cores bastante saturadas.


 A tela tem bordas quase imperceptíveis

Se a frente o celular parece um espelho preto, na traseira a LG trouxe uma textura discreta na cor azul e em linhas diagonais. Apesar de ser perceptível na luz que esta traseira tem ondulações, na prática a sensação que temos é que o aparelho é completamente liso, o que não me agradou. O plástico torna a pegada insegura quando usamos o celular por um longo período, e ficamos com aquela mistura misteriosa de suor das mãos com "sujeira de dedos", e a pegada não é tão segura quanto aparelhos que optaram por acabamentos mais "rugosos", como o Moto X ou mesmo os plásticos mais "ásperos" da linha Lumia.

A principal diferença no design do G2 é o deslocamento dos botões de volume e destrave da tela. Ao invés de colocados nas laterais, a LG deslocou estes três botões para a parte traseira. Segundo a empresa, o movimento de pressionar o botão na parte traseira é um movimento mais natural que o "jogo com os dedos" para pressionar nas laterais.


A excentricidade do G2

Não sei se é uma questão de hábito, afinal estamos acostumados a buscar pelos botões nas laterais, mas não senti nenhuma diferença neste reposicionamento, e inclusive precisei me acostumar com o novo lugar: se em compensação não preciso mais me preocupar com a forma como pego o celular nas laterais, o indicador precisou aprender a encontrar este botão. Passada a curva de aprendizado, não há problema nenhum, e o uso é quase idêntico aos modelos com a colocação tradicional, ou seja: não é melhor nem pior, é só diferente.

Se não simpatizar com este botão, não tem problema: a LG incluiu um recurso chamado Knock On, parecido com o presente no Lumia 920: você dá duas batidas rápidas para que a tela desbloqueie. Apesar da minha dificuldade de demonstrar, neste Videocast dá para ter uma ideia do que faz. E acredite, funciona bem melhor do que na nossa demonstração.

Câmeras e multimídia

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Como já se tornou indispensável em um bom topo de linha, a LG equipou o G2 com ótimas câmeras. A principal traz resolução de 13 megapixels, flash de LED e é capaz de gravar vídeos em FullHD em 60 quadros por segundo. O principal diferencial em relação aos demais topo de linha é a estabilização óptica (OIS). Ou seja: ao invés de estabilizar a imagem apenas via processamento da imagem (EIS), o G2 possui um conjunto de mecanismos nas lentes que melhoram a estabilidade das fotos e vídeos, assim como acontece em modelos como o Lumia 920 e HTC One.




A LG implementou muitos recursos adicionais à câmera do G2. Além de diversos perfis de foto, para situações como esportes ou baixa luminosidade, o software consegue fazer "um destaque" dentro de uma cena, fazendo o zoom em um detalhe da imagem e o ampliando na mesma composição. O interessante é que o app é capaz de fazer isto com vídeo, e em tempo real: você pode ficar movendo qual o ponto quer ampliar, sem para de gravar o vídeo.

Acima temos exemplos de vídeos capturados com o G2. Além de cenas com movimento sobre uma bicicleta, onde testamos a estabilização óptica de imagem, também temos modos de captura com as duas câmeras e também outros efeitos executados pelo celular em "tempo real". Nos dois últimos casos, a resolução da imagem é reduzida automaticamente pelo aparelho, e nós redimensionamos para ocupar o máximo da tela, novamente.

Em geral, achei a qualidade regular. Não é o melhor aparelho para filmar, mas não chega a comprometer. A estabilização está próxima do que vemos no Lumia 920, e com certeza fica bem à frente do que em aparelhos sem o OIS, como o Z10, por exemplo. As brincadeiras de acionar as duas câmeras e os efeitos especiais são divertidas, mas fica evidente a queda de qualidade na gravação.

Outros recursos incluem a foto simultânea com a duas câmeras, que inclui o fotógrafo junto na foto, e também o "zoom do áudio": através de seu conjunto de três microfones, o G2 consegue direcionar melhor a captura de áudio em uma direção. Estes extras são bem interessantes, e dá para "se divertir" com as várias composições exóticas que eles possibilitam.

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Performance e funcionalidades

Equipado com o processador quad-core Qualcomm Snapdragon 800, o G2 não fica devendo nada em performance, comparado aos modelos mais poderosos com o sistema Android. O sistema roda de forma lisa, as animações e transições (algumas de gosto duvidoso) transcorrem perfeitamente e a experiência geral de uso do celular é muito positiva. Games e renderizações em 3D também acontecem de forma rápida, sem engasgos.




Apesar da bateria de 3000 mAh, semelhante a capacidade da presente no Xperia Z1, o G2 não chegou a ter uma autonomia tão impressionante quanto o modelo da Sony. Em nosso uso, com 3G e WiFi sempre ativo, ele segurou umas 36 horas, em torno de um dia e meio. Pegando leve no uso, creio que ele possa até segura dois dias, mas usuários mais entusiastas devem carregar o G2 todo dia, para não correr o risco dele apagar no meio do dia.


A LG, assim como outras fabricantes como a Samsung, apostou na inclusão de muitos recursos adicionais. Alguns buscam explorar melhor a ampla tela do aparelho, possibilitando executar um app em uma porção da tela, enquanto abre outra coisa no restante da tela. Nem todo app pode ser usado assim, mas os que tem suporte já fazem a diferença:  você consegue abrir o calendário, uma página de internet ou uma calculadora enquanto troca mensagens, por exemplo, o que pode vir a ser bem útil. Também dá para capturar o que está na tela e fazer anotações rápidas, para então compartilhar na internet, tudo através do Quick Memo está sempre acessível na barra de notificações.



Por sinal, barra de notificações é outra coisa que gostei:  colocou os principais sensores e apps para acesso rápido em um lugar ágil e sempre acessível, sendo que dá para personalizar o que fica disponível por ali.

A empresa também apostou em interações mais avançadas, como um modo em que o celular percebe o usuário, e evita o travamento da tela quando ele estiver olhando para ela, ou mesmo pausar um vídeo se você para de olhar para o celular. Assim como aconteceu nos modelos em que a Samsung implementou estes features, eles dependem de condições como boa luminosidade para funcionar adequadamente, e em várias situações não vão evitar de que a tela apague "na sua cara".

Entre os adicionais que mais gostei está o Quick Remote. O app aproveita a presença de um sensor infravermelho, algo nem sempre presente nos smartphones hoje em dia, para funcionar como um controle remoto universal. O aplicativo tem uma ótima interface, e é possível criar diversos contextos com múltiplos controles, como os eletrônicos da sala, do quarto... Como o aplicativo trabalha tanto com os formatos específicos de algumas marcas, quanto os comandos dos controles remotos universais, é bem provável que funcione com a grande maioria dos eletrônicos.


Quick Remote

Nem todos os apps e funções adicionais são interessantes ou operam da forma como prometem, então creio que vários usuários vão preferi desabilitar várias destes extras, algo que pode ser feito sem dificuldades. Os mais radicais, talvez, vão partir para ROMs alternativas como Cyanogen, para conseguir um Android mais "puro". Porém, antes de sair "apagando tudo", creio que vale a pena ao menos testar alguns destes extras, pois alguns são bem interessantes.

Conclusão

O G2 chega para brigar pelo segmento dos modelos topo de linha Android, e enfrenta uma concorrência pesada, especialmente da marca consolidada Galaxy S. Em diversos momentos, inclusive, a LG segue estratégias semelhantes a da Samsung, como a implementação massiva de recursos e funcionalidades adicionais e que, como acontece com a concorrente, algumas funcionam muito bem, outras nem tanto. Em relação a outros aparelhos Android, o G2 só fica em desvantagem em um aspecto: não pode ter a memória expandida com um cartão MicroSD. Se você é do tipo que acumula muitos games, apps e arquivos no celular, é melhor partir para a versão de 32GB, ou outro smartphone que aceite cartões de memória.


Trecho do Videocast Tech em que comentamos sobre o G2

A empresa conseguiu entregar o mesmo patamar de qualidade no design e tela, e uma performance alta. Então, no final, só faltou uma coisa para resolver a questão "porque então levo o G2, ao invés do S4". E a LG fez: o preço. Enquanto o Galaxy S4 chegou com preço sugerido de R$ 2.399, a LG lançou seu topo de linha 400 reais mais barato. Esta diferença é menos drástica nas lojas, mas ainda assim é possível encontrar o G2 a, no mínimo, uns 100 reais mais em conta que o S4.

O G2 é um aparelho de alta qualidade, que consegue competir de igual para igual com modelos consolidados como o Galaxy S4, e conta com a vantagem de chegar por um preço mais competitivo



Nem pró nem contra: Botões em outro lugar


PRÓS
Ótima tela
Muitas funcionalidades adicionais
Bom design, leve e fino
CONTRAS
Acabamento em plástico
Não possui entrada para cartão MicroSD
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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