ANÁLISE: Sony Smartwatch 2

ANÁLISE: Sony Smartwatch 2

É legal andar por aí com um relógio estiloso que emite alertas quando você recebe uma mensagem, um e-mail ou uma ligação. É como se a gente fosse uma espécie de Power Ranger. Essa é a sensação provocada pelo Sony Smartwatch 2. O acessório chama a atenção e ajuda em algumas situações: como quando você está em uma reunião e não pode atender o celular, mas pode ter uma noção se alguém importante precisa falar com você. Mas, fora isso, o produto ainda está longe de ser indispensável. Na verdade, ele ainda é muito pouco útil - apesar de maneiríssimo.

Especificações 

Tela: LCD 1,6'
Resolução: 220x176 pixels
Dimensões: 42 x 9 x 41mm
Peso: 122g
USB: microUSB 3.0
NFC: Sim
Bluetooth: 3.0
Compatibilidade: Android 4.0 ou superior

Design e tela

O visual do Smartwatch 2, como todos os smartphones da Sony, é bem bonito e discreto. O relógio é todo preto, mas sua pulseira emborrachada é um pouco grossa e que esquenta um bocado o pulso, de forma que, em uso durante atividades físicas, essa região do braço vai suar bastante e possivelmente deixar a pulseira com um pouco de mau cheiro. Pelo menos, ela tem vários furinhos e é perfeitamente ajustável a qualquer tamanho de punho. 

Fora isso, o design é bem acertado. O relógio é basicamente quadrado e tem um tamanho razoável, com sua touchscreen de 1,6 polegadas. O acessório tem uma pequena moldura prateada e, no seu lado direito, fica o botão liga/desliga com o mesmo acabamento. Na parte inferior, ficam os botões da plataforma Android: voltar, home e opções. Por fim, há uma microUSB na lateral esquerda para recarregar a bateria, que fica protegida por uma tampinha bem fácil de abrir. O conector é o mesmo usado na maioria dos smartphones atuais.

No geral, o visual agrada bastante. Apesar de ser um smartwatch, ele não parece uma bugiganga tecnológica e, na verdade, de longe pode se passar por um relógio comum. Até porque ele vem com vários layouts para exibir as horas, inclusive com ponteiros, de modo que o usuário pode personalizar um pouco a interface ao seu gosto. Quem olha mais de perto, percebe que se trata de um aparelho diferente. Se você usá-lo bastante, com certeza será questionado sobre vários aspectos do reloginho.

O uso é confortável. O Smartwatch 2 não é muito pesado, com 122g. Você provavelmente não vai "esquecer" que tem algo amarrado ao pulso, mas também não irá se incomodar. A textura da borracha é que pode ser um pouco inconveniente, especialmente no calor. Ela meio que "gruda" na pele e retirar o acessório, às vezes, é um verdadeiro alívio.

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Usabilidade e aplicações

A princípio, o SmartWatch 2 empolga bastante. É uma novidade, afinal. E, com algum tempo de uso, mostra-se bastante prático, embora não mude muito a nossa vida. Por exemplo, você pode facilmente esquecer seu smartphone no bolso ou na bolsa e simplesmente verificar de tempos em tempos suas novas mensagens e chamadas recebidas na telinha do relógio. Toda vez que você recebe uma ligação, uma mensagem ou um tweet, por exemplo, o acessório vibra e exibe o conteúdo da mensagem na tela (ou a foto e/ou o nome de quem está ligando), o que é bem útil para determinar se você vai ou não retirar o telefone de onde ele está para atender à solicitação.

Esse tipo de funcionalidade é especialmente interessante para quem participa de muitas reuniões, ou que deixa o telefone muito tempo sem poder ser utilizado. Assim, você pode dar um feedback para as pessoas que ligam para você sem que você precise interromper alguma atividade para atender à chamada, o que pode ser deselegante e desencorajado em muitas situações. Basta um swipe para enviar uma mensagem padrão avisando que você está ocupado.

Essas são as maiores utilidades do Smartwatch 2. O problema é que a configuração inicial não é muito intuitiva. Digamos que o aparelho não vem 100% pronto para ser utilizado assim que sai da caixa, o que causa uma certa decepção no início. Primeiro, ele pede para ser pareado via NFC com o smartphone, o que foi bem fácil e rápido. O problema é que, logo em seguida, ele solicita que seja feito um download de um aplicativo no telefone. Depois disso é que você conseguirá usar (um pouco) o seu relógio novo.

Isso porque as aplicações que vêm nele são bem desinteressantes e pouco úteis. Ele não vem com e-mail, Twitter e app de mensagens, por exemplo. Tudo isso você terá que baixar através do smartphone para que as soluções sejam enviadas ao smartwatch - lembrando que ambos os aparelhos devem estar pareados via Bluetooth o tempo inteiro.

Existem muitos aplicativos disponíveis, até mesmo de third parties, o que é um ótimo ponto positivo. Você terá muito o que explorar com o reloginho e novos apps aparecem o tempo inteiro. A parte negativa é que gerenciar esses aplicativos nem sempre é fácil. Às vezes, por mais que você baixe, instale e eles apareçam na lista de apps do smartwatch exibida no telefone, eles simplesmente não ficam disponíveis no relógio, sem nenhum motivo aparente. Vários aplicativos que baixamos se comportaram assim. Além disso, apesar de teoricamente ser compatível com qualquer Android 4.0 ou superior, não conseguimos pareá-lo com nosso Xperia P.

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Outro detalhe é que o relógio ainda é um pouco bugado. Às vezes, ele simplesmente não atualiza o conteúdo de forma alguma, e você fica a ver navios. Outras vezes, simplesmente some com a mensagem que você estava visualizando e não há como abri-la novamente. São situações não muito frequentes, mas que prejudicam a experiência de uso de um acessório que promete ser tão interessante.

Ao menos, a bateria não decepciona. Dá para usar durante dois dias, se você for heavy user. Comigo, o relógio aguentou três dias o tempo inteiro ligado e pareado ao smartphone, atualizando tweets, e-mails e recebendo várias mensagens por dia. Não é uma autonomia excepcional, mas ao menos já dura mais que um smartphone. Quando testarmos outros modelos, poderemos ter uma ideia melhor de qual é a média de duração da bateria desse tipo de equipamento.

Conclusão

O Sony Smartwatch 2 faz parte de um nicho de mercado novo, com pouquíssimos produtos disponíveis, o que nos deixa em uma situação delicada na análise. Não temos, por exemplo, outros modelos para comparação. Baseamos nosso teste em uma experiência totalmente nova.

Dito isso, podemos dizer que o relógio da Sony é, sim, um produto interessante. Após utilizá-lo por algum tempo, fica evidente que o uso do smartphone fica mais prático, especialmente para quem, como eu, costuma deixar o telefone jogado na mochila e esquecê-lo por lá. A ampla oferta de aplicativos torna o acessório bastante versátil, mas infelizmente muitos deles são bugados, tornando o uso um tanto frustrante.

O design é muito bem pensado e o relógio não parece uma quinquilharia bizarra, mas mesmo assim chama a atenção - de forma positiva. Relativamente resistente, conseguimos usá-lo por uma semana inteira sem parar, sem que ele sofresse nenhum arranhão. A pulseira emborrachada tem uma boa pegada e é facilmente ajustável. Só faltou uma maior resistência à água: nem pense em tomar banho ou mergulhar com ele. 

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PRÓS
Discreto e bem acabado
Ajuda a gerenciar ligações, mensagens e e-mails sem ter que mexer no celular
Grande variedade de apps disponíveis
CONTRAS
Aplicativos bugados
Pouco intuitivo
Baixa resolução
Preço elevado
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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