ANÁLISE: LG Optimus L7 II

ANÁLISE: LG Optimus L7 II

O Optimus L7 II é um smartphone intermediário da LG. Vendido a um preço camarada, o aparelho tem belos atrativos para quem não quer desembolsar muito e, mesmo assim, preza pela qualidade: uma tela razoavelmente grande, com 4.3 polegadas, um design sofisticado e um desempenho satisfatório para o uso cotidiano.


Nem tudo, porém, é perfeito. O aparelho está bem distante dos tops de linha quando o assunto é resolução de tela e desempenho em benchmarks. As câmeras também fazem um trabalho apenas mediano – apesar das vastas opções de configuração. No geral, o saldo é positivo. Confira os detalhes a seguir.

Especificações, vídeo-review e comparativos

Dimensões: 121.5 x 66.6 x 9.7 mm
Peso: 118g 
Tela: 4.3" LCD IPS 480x800 
Memória: 4GB de armazenamento, 768MB de RAM
Cartão SD: expansível em até 32GB
WLAN: Wi-Fi 802.11 b/g/n, Wi-Fi Direct, Wi-Fi hotspot
Bluetooth: 3.0 com A2DP
NFC: Sim
DLNA: Sim
HDMI: Não
MHL: Não
USB:  microUSB 2.0
Câmera traseira: 8MP (3264 x 2448 pixels), autofoco, flash LED
Vídeo câmera traseira: 854x480 [email protected]
Câmera frontal: VGA
Sitema operacional: Android 4.1.2 (Jelly Bean) 
CPU: Qualcomm Snapdragon dual-core de 1GHz
Sensores: Acelerômetro, proximidade, bússola
GPS: Sim, A-GPS 
Bateria:  Li-Ion 2460 mAh


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Optimus L7 II
Lumia 720
Motorola Razr D3
Processador
Snapdragon dual-core 1GHz
Snapdragon dual-core 1GHz
Dual-core 1.2GHz
Armazenamento
4GB + slot microSD
8GB + slot microSD
4GB + slot microSD
Memória RAM
768MB
512MB
1GB
Sistema operacional
Android 4.1.2
Windows Phone 8
Android 4.1 (Jelly Bean)
Câmeras
Traseira 8MP / Frontal VGA
Traseira 6.1MP / Frontal 1.3MP
Traseira 8 MP / Frontal 1.2MP
Tela
IPS LCD 4.3"
IPS LCD 4.3"
TFT 4'
Dimensões
121.5 x 66.6 x 9.7 mm
127.9 x 67.5 x 9 mm
119.3 x 59.8 x 9.8 mm
Peso
118g
128g
120g
Bateria
Li-Ion 2460 mAh
Li-Ion 2000 mAh
Li-Ion 2000 mAh
LTE



HDMI



Preço (27/09/13) R$679 R$832 R$611

Design e tela

O L7 II lembra seu antecessor, com um jeitão quadrado, embora este modelo seja mais moderno, com as bordas mais arredondadas. Em comum, ele ainda tem o botão central que funciona como o “Home” e os botões capacitivos laterais “voltar” e “opções”. O tamanho da tela também não mudou – ela continua com 4.3 polegadas.

Um aspecto interessante é o LED posicionado no entorno do botão Home, com capacidade para várias cores. Na hora de ligar o aparelho, inclusive, é possível ver a luz acendendo em diversos tons diferentes.

A tampa traseira é removível, mas não há nenhuma ranhura para facilitar o processo. É preciso colocar a unha um pouco acima da microUSB. Quem não tem unhas grandes pode se complicar um pouco, mas, no geral, é fácil de retirar essa parte. Inclusive, a tampa passa uma boa sensação de resistência. Ela é levemente flexível (não tanto quanto a dos Galaxys, porém), o que dá um pouco mais de segurança também.


 

O material de todo o telefone, no entanto, é um plástico bem mediano. O acabamento em preto brilhante é bonito, mas, especialmente na traseira, acumula muita sujeira e marcas facilmente. O aparelho não tem cara, digamos assim, de um produto “Premium”. Nem esperávamos por isso, é claro, tendo em vista a sua faixa de preço. Mas se o material for mesmo importante para você, talvez seja melhor optar pelo Lumia 520, feito em policarbonato e até mais barato que o modelo da LG.

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L7 II lado a lado com o Nokia Lumia 625

A tela compensa um bocado. É incrivelmente “gostosa” de usar, sem aquele aspecto exageradamente liso de muitos aparelhos nesse segmento. Tem uma aderência natural aos dedos e não suja tão facilmente – as marcas de dedos quase não ficam aparentes. Não há proteção Gorilla Glass, algo que existia no primeiro L7. Mas a usabilidade do display foi com certeza um dos grandes aprimoramentos do L7 II em relação ao modelo anterior.

O aparelho peca na resolução. São só 480x800 pixels, a mesma do seu antecessor, o que dá 217 pixels por polegada. Essa relação fica evidente ao ligar a tela. Os pixels ficam um tanto visíveis, o que causa estranhamento a quem já se acostumou a maiores densidades. Visualizar páginas sem zoom é uma missão impossível.

Câmeras e multimídia

Assim como no primeiro L7, a parte multimídia é o calcanhar de Aquiles do smartphone. Apesar de ter sido ligeiramente aprimorada, a câmera traseira, com 8 megapixels (contra 5 do modelo anterior) é apenas satisfatória. Conta pontos positivos o fato de o seu software permitir alguns ajustes manuais, como o ISO e o balanço de branco, e a presença de um flash LED – que se saiu razoavelmente bem em fotos noturnas. Mas as fotos não têm cores tão vivas e há presença de ruído, mesmo com boa iluminação.

A gravação de vídeos não chega sequer a HD – algo que alguns smartphones do segmento intermediário já fazem tranquilamente, como é o caso do Motorola Razrt D3. No máximo, 854 x 480, o suficiente para reproduzir na própria tela do aparelho, que também não roda vídeos em HD.

A câmera frontal também é apenas mediana. Com resolução VGA, faz fotos com cores lavadas e pouca nitidez. Mas está no nível de outros smartphones na mesma faixa de preço.

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O Optimus L7 II conta com rádio FM, o que é uma boa pedida para quem gosta de música. Mas o player de Mp3 não tem nenhuma novidade ou função que valha a pena mencionar. O aparelho, ao menos, tem Wi-Fi Direct e DLNA para ajudar a compartilhar arquivos multimídia com outros dispositivos compatíveis, o que é uma boa vantagem – embora esse tipo de recurso também tenha se tornado padrão em aparelhos intermediários.

Funcionalidades e desempenho

Na prática, o grande trunfo do Optimus L7 II é o desempenho nas tarefas cotidianas. O aparelho apresenta uma ótima resposta aos comandos do usuário, fluidez nas transições de tela mesmo com muitos apps abertos e uma boa experiência de navegação, apesar da baixa densidade de pixels, o que exige um bocado de zoom in/zoom out. O que fica fácil, já que a resposta aos gestos de ampliar e reduzir a página é imediata, mesmo quando feita repetidas vezes, rapidamente.

Nos benchmarks, porém, o aparelho não se saiu tão bem. Foi um tanto difícil rodar o AnTuTu, que travava completamente o telefone antes mesmo de iniciar os testes. Depois de muitas tentativas, conseguimos obter um resultado: 7605, bem atrás do Samsung Galaxy S II, um smartphone que era top de linha em 2011. 

No Ice Storm do 3DMark, o Optimus L7 II fez 2461 pontos. A versão Extreme do benchmark não rodou, algo que já esperávamos, uma vez que o teste é exigente em excesso, feito sob medida para os smartphones mais poderosos do mercado. O que, nem de longe, é o caso aqui.

 

No dia-a-dia, para o usuário médio, fica fácil esquecer os números. O produto se sai bem, inclusive, com jogos. Rodamos “Dead Trigger”, por exemplo, sem problema algum. O Optimus L7 II, sem dúvidas, atende bem a quem busca um smartphone com preço acessível, para realizar algumas tarefas básicas e até se divertir de vez em quando.

Inclusive, o telefone traz alguns apps interessantes. Existe, por exemplo, uma utilíssima ferramenta de backup, que permite criar uma “imagem” do aparelho em seu estado atual e guardá-la na memória interna ou no microSD para restauração em casos de emergência. Claro, levando em conta o pouquíssimo espaço disponível no armazenamento interno, é um tanto descabido optar por essa modalidade.

Outro recurso interessante é o Safety Care, da LG. Ele permite a você escolher alguns contatos como números de emergência. Assim, quando você estiver em perigo e acionar algum número especial, como o dos bombeiros, por exemplo, algum amigo ou familiar escolhido por você automaticamente receberá uma mensagem de alerta.

O LG Optimus L7 II, em resumo, é um bom smartphone intermediário. Sua performance no dia-a-dia surpreende, com usabilidade e resposta da tela excelentes. O aparelho peca apenas na parte multimídia, algo que outros smartphones do segmento conseguem fazer melhor.   

 

PRÓS
Ótimo desempenho em tarefas cotidianas
Boa usabilidade da tela
Ferramenta de backup pré-instalada
CONTRAS
Pouco espaço interno
Filmagem inferior a outros aparelhos do segmento
Material pouco resistente
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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