ANÁLISE: LG Slidepad H160

ANÁLISE: LG Slidepad H160

O Slidepad é um híbrido de tablet-PC com a capacidade de virar um computador através do deslizar da tela, que libera o teclado presente na parte inferior. Ele possui especificações "leves", bem próximas ao do Latitude 10 também testado recentemente, com processador Intel Atom da geração Clover Trail e 2GB de RAM.

Comparativos


Dell Latitude 10
LG Slidepad H160
Processador
Intel Atom Z2760 1,80Ghz
Intel Atom Z2760 1,80Ghz
Chip GrÁfico
PowerVR SGX 545
PowerVR SGX 545
Memória RAM
2GB
2GB
Tela
10.1" IPS LCD (1366x768)
11.6" IPS LCD (1366x768)
Armazenamento
64/128 SSD
64GB SSD
Dimensões
274 x 176.6 x 10.5 mm
286.4 x 192 x 15.9 mm
Peso
658 g
1.05 Kg
Câmera

Frontal 2.0MP /
Traseira 8MP

Frontal 2.0MP
Slot para cartão de memória
Tela sensível a toques
Preço (18/09)
R$ 1.999,00
R$ 1.799,00


Do ponto de vista dos componentes, o Latitude 10 e o Slidepad são idênticos. O que muda é o design: enquanto o modelo da Dell aposta no formato tablet, e se transforma em um computador através de um dock, o Slidepad "ataca" no estilo híbrido, com um teclado que surge ao deslizarmos a tela.

Esta diferença causa um efeito colateral na portabilidade, que é quase o dobro que o presente no Latitude, e também na espessura. Este aumento não é exagerado, e não serÁ problema nenhum para quem quer a comodidade de ter um teclado sempre disponível.

Design e Tela

A característica mais chamativa do Slidepad, como o nome nos leva a suspeitar, é seu movimento de deslizar, que deixa o teclado aparente. O movimento que abre o aparelho é feito através de um botão na lateral, sendo que um sistema de molas fica encarregado de "saltar" a tela para cima. Quando queremos que o híbrido volte ao formato tablet, basta empurrar a tela para baixo com as mãos.

Esta transformação é rÁpida e fÁcil, mas a tela não estÁ totalmente inserida em um trilho, e parece haver uma certa folga durante o movimento de encaixe que as vezes faz com que o aparelho não trave na forma tablet (a Risa demonstra isso acidentalmente durante o nosso Videocast Tech). Isto estÁ longe de ser um grande transtorno, e basta empurrar novamente e por um pouco mais de firmeza no gesto para que o encaixe seja feito sem problemas.

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A maior preocupação é mesmo a durabilidade, pois este mecanismo parece ser bastante frÁgil, especialmente considerando que dÁ pra ver até um cabo flat ali no meio, e se você forçar muito ao abrir a tela chega a passar do ponto onde devia encaixar quando aberto. Por conta disto, talvez esta não seja a melhor opção para donos descuidados (eu até faria uns drop tests para ter certeza, mas acho que a LG ia ficar chateada).


Tirando este fato, o Slidepad é bastante consistente em suas duas formas. Como tablet ele é portÁtil, podendo ser usado em uma mesa ou no colo. Também pode ser usado em pé, mas por curtos períodos, afinal 1kg é leve mas nem tanto. Como notebook, o estilo slide tem duas perdas: o teclado não tem uma Área útil muito grande e não hÁ um touchpad. Apesar deste problema, a digitação no Slidepad não ficou comprometida, e a falta do touchpad é praticamente suprimida pela tela sensível a toques. A tela também tem um ângulo fixo de uso, parecendo mais focada no uso no colo, mas felizmente sua qualidade contorna esta limitação.

A tela LCD IPS deste aparelho da LG tem ótimas cores e contrastes, bons níveis de luminância (a tela brilha bastante) e, felizmente, bons ângulos de visão. Assim não hÁ problema nenhum em não ser possível mudar o nível da tela: é possível ver com clareza o display mesmo de posições com bastante inclinação em relação à tela.

Performance e autonomia

Com o mesmo processador, mesma quantidade de memória e mesmo sistema operacional, não tinha como ser diferente: o Slidepad tem uma performance bem semelhante a que observamos no Dell Latitude 10. O processador Atom geração Clover Trail consegue encarar bem as atividades da interface Modern, sendo Ágil na abertura de programas e vídeos (auxiliado principalmente pelo SSD, neste aspecto). Porém, quando vamos ao desktop e "mandamos ver" em aplicativos de mais produtividade, como o Photoshop, vemos que o Atom não consegue ir muito longe.


Na maior parte das situações de uso do cotidiano, como abrir e-mails, vídeos em FullHD, navegar na internet e games casuais o Slidepad tem um desempenho satisfatório. A pouca potência do processador e de seu chip grÁfico se fazem sentir somente em situações mais extremas, então não chegam a ser um empecilho. Você poderÁ editar imagens no Photoshop, só vai precisar ser paciente na hora de aplicar algum filtro. Games? Nem pensar.

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O abismo entre a performance dos Atoms e os Cores fica bem evidente neste teste do WinRAR: mesmo o Core i3 do Vivobook é 240% mais potente que o Slidepad. Para quem precisa de mais desempenho, partir para os Ultrabooks pode ser uma alternativa melhor, porém a diferença de potência se reflete no preço (os modelos do topo do benchmark custam mais de R$ 5 mil) ou um notebook intermediÁrio como o RF511 (mas perdendo muito da portabilidade). Se for só para fazer o bÁsico, o Atom jÁ serÁ o bastante.

A autonomia do Slidepad é uma das características mais impressionantes do modelo. Ele conseguiu superar o Latitude 10 e se tornar o dispositivo com mais alta autonomia jÁ testado pelo Adrenaline. Com o Powermark, em atividades de produtividade e com baixo brilho de tela, ele segurou impressionantes 11h30min.

Conclusão

O Slidepad é um modelo que tem tudo para agradar o público que quer um tablet capaz de fazer algumas atividades de produtividade. Seu teclado "sempre a postos", graças a sua forma rÁpida de hibridismo, vai atender muito bem quem deseja navegar na internet, abrir e-mails, assistir vídeos e, em alguns momentos, digitar textos maiores ou fazer leves edições de imagens, por exemplo.

Seu desempenho é bom nestas atividades, mas é preciso estar ciente que ele não terÁ condições de ir longe em atividades mais exigentes. Ele é capaz de rodar aplicações de edição mais leves, por exemplo, mas é preciso ter paciência com o tempo que ele demandarÁ para renderizar filtros, culpa do "perfil leve" da CPU Atom.

Assim como aconteceu com o Latitude 10, um pouco da experiência como tablet deste modelo é comprometida pelo sistema Windows 8, com uma biblioteca de aplicativos ainda em crescimento. VÁrios serviços importantes, como o Dropbox, por exemplo, não tem apps para este sistema, e você acaba tendo que utilizar um software de terceiros.

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Em compensação, é o sistema da Microsoft que possibilita arriscar mais na hora de trabalho, com todos os softwares do "bom e velho Windows". O próprio Dropbox pode ser usado em sua versão tradicional para PCs, no Slidepad, por mais que seu uso não seja o ideal em toucscreens. Neste tipo de aparelho, acaba sendo assim: quem não tem Metro Modern app, ataca de desktop mesmo.

O Slidepad é um tablet-PC ideal para quem busca a experiência de um tablet Windows 8, mas quer ter um teclado físico sempre "a mão". Só é preciso estar ciente que seu processador não conseguirÁ lidar com atividades mais pesadas, e que o Windows 8 ainda nos deve mais aplicativos na forma tablet



PRÓS
RÁpida transformação tablet/notebook
Autonomia impressionante
Design fino e leve
Boa tela
CONTRAS
Articulação meio "molenga"
Atom não tem muita performance
Faltam apps para o Windows 8 em sua forma tablet
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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