ANÁLISE: ADATA mSATA XPG SX300 256GB

ANÁLISE: ADATA mSATA XPG SX300 256GB

Depois de analisarmos o SSD modelo XPG SX900 da ADATA, recebemos da empresa o modelo mSATA XPG SX300 de 256GB, que, diferente do padrão de mercado, é baseado em conexão mSATA, presente em alguns dispositivos, em especial placas-mãe. Seu principal diferencial estÁ no tamanho e peso, mais compacto, com 6 cm de comprimento, 3 de largura, 4 de espessura e apenas 7 gramas.

Essa conexão, em placas-mãe, vem sobre o PCB na maioria das vezes. Dessa forma, basta fazer o encaixe sobre o "slot" e ligar o sistema que o drive serÁ automaticamente detectado, assim como um modelo Sata quando tem o cabo de dados e de força conectados a um dispositivo.

Como destacado, além do tamanho mais compacto e conexão sem necessidade de cabos, ele ainda traz bons tempos de transferência de dados, com leitura de 550MB/s e escrita de 505MB/s mÁxima sequencial. São marcas muito boas e estão entre as melhores do segmento para drives padrão mSATA. Lembramos que os tempos mudam um pouco de acordo com a capacidade do SSD.

Na imagem abaixo, vemos a placa-mãe Gigabyte Z77X-UP7, que possui slot mSATA e serÁ o modelo utilizado nos testes do SX300.

O preço do modelo de 256GB em cenÁrio internacional é de US$200,00, jÁ o de 128GB US$110,00 (pesquisa na newegg.com dia 14/10/2013). No Brasil, ele ainda não é comercializado, mas deverÁ beirar aos R$1.000,00 tanto por ser um produto diferenciado como pela pouca procura e disponibilidade. Para nível de comparação, o drive SX900 de 256GB também custa os mesmos US$200,00, mas o modelo de 128GB do SX900 jÁ custa US$125,00.

Especificações e Características
Abaixo as principais especificações técnicas e características do drive analisado:

Formato: Full-size mSATA
Capacidades disponíveis: 64GB / 128GB/ 256GB
Controladora: LSI SandForce SF-2281
NAND Flash: Multi-Level Cell (MLC) NAND Flash Memory
Interface: SATA 6Gb/s
Dimensões: 50.95 x 30 x 4mm(Comprimento × Largura × Espessura)
Peso: 7g
IOPS: Leitura 25,000 / Escrita 85,000 (Maximum 4K Random Write)
Temperatura de operação: 0°C ~ 70°C
Resistência a impacto: 1500G/0.5ms
MTBF: 1,200,000hrs
Garantia: 3 anos
Aplicativos: Norton Internet Security (grÁtis por 60 dias)

Desempenho
Leitura: 550 MB/sec
Escrita: 505 MB/sec

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Fotos
Abaixo algumas fotos do drive, bem menor que um drive tradicional de formato 2.5 polegadas, além de vir com conexão específica do formato mSATA.

Nas fotos abaixo, colocamos o SX300 ao lado do SX900, onde podemos ver a diferença de tamanho entre um drive mSATA e um no formato 2.5 polegadas. Além da diferença das conexões de dados/energia.

Instalação
Dando sequência, tiramos algumas fotos mostrando o processo de instalação, que é bastante simples.

Basta encaixar os conectores do drive no slot e forçar até o drive fixar na presilha. Alguns modelos de placas-mãe podem ter sistema para fixar o drive através de parafusos.

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{break::Testes sintéticos}Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado, baseado em uma mainboard com chipset Z77.

Nos comparativos, utilizamos um SSD Sata 3 da ADATA, modelo SX900, e outro Sata 2 da OCZ, modelo Agility 2.

MÁquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte GA-Z77X-UP7
- Processador Intel Core i7 3770K @ Stock
- Memórias G.Skill 8GB (2x4GB) ARES @ 1600MHz
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler CM TPC 812

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 7 Pro 64 Bits com updates
- Intel INF 9.4.0.1017
- Intel HD Graphics Drivers 9.18.10.3165
- Intel Rapid Storage Technology 11.5.4.1001

Aplicativos:
- AS SSD Benchmark 1.x
- HD Tune Pro 5.xx
- PCMark 8

OBS.: Testes feito com o Turbo Boost desativado, para evitar que alternâncias no clock do processador influenciem nos testes. 

Antes de começarmos com os testes, abaixo temos a tela do CrystalDiskInfo e do HD Tune Pro com alguns detalhes técnicos do drive.

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Firmware
Não foi necessÁrio fazer atualização de firmware. O modelo que recebemos jÁ estÁ atualizado com a versão mais recente até a data dos testes. Caso necessÁrio, as atualizações estão disponíveis no site oficial do produto.

Temperatura
Como comentamos anteriormente, um dos grandes trunfos de um SSD frente a um HD estÁ associado à temperatura, jÁ que o SSD não gera calor. Dessa forma, ele ficarÁ em temperatura ambiente. Isso melhora consideravelmente o sistema onde ele estiver, pois não demanda um sistema de resfriamento adicional, seja em um gabinete, notebook ou case externo.

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e no final gera uma pontuação com a média entre todos os testes.

HD Tune Pro
Com o HD Tune, um dos aplicativos de testes de drives mais utilizados do mercado, iniciamos com o teste benchmark em "modo leitura" (read).

Também fizemos teste de desempenho no modo "File Benchmark", que coloca o drive em situação diferente do primeiro teste.

Abaixo, telas do aplicativo com os resultados dos testes:

PCMark 8
O aplicativo PCMark 8 é o mais recente da série PCMark desenvolvido pela Futuremark. Esse teste é um dos mais completos do gênero, e testa o desempenho do drive em uma série de situações, desde conversão de vídeos a carregamento de um game.

{break::Testes prÁticos}Tempo de BOOT (Windows 7 Pro)
Com o software BootRacer medimos o tempo necessÁrio para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drivers SSD. 

Carregando um game
Outro teste interessante é carregando um game. Para isso, utilizamos o Crysis Warhead com teste em cima do mapa "ambush". O conceito do teste foi simples: computar o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa.

Cópia de arquivo
O teste prÁtico de cópia de arquivos, consiste em enviar e receber 16.72GB, organizados em pouco mais de 800 pastas e representando um total de 35 mil arquivos. Utilizando o aplicativo TeraCopy, copiamos as pastas/arquivos do drive analisado para um HD Sata 3 de 2TB, e depois fizemos o processo inverso.

Drive analisado para HD
Nesse teste copiamos as pastas/arquivos do drive analisado para um HD Seagate Barracuda de 2TB padrão Sata 3. Esse seria o teste de leitura, jÁ que ele não escreve nada no drive analisado.

HD para drive analisado
Invertendo o processo, agora copiamos as pastas/arquivos do HD para o drive analisado, consistindo em um teste prÁtico de escrita, jÁ que os dados estão sendo gravados no drive. 

{break::Conclusão}Drives de SSD padrão mSATA ainda são raros no mercado brasileiro. Entre os motivos estão a baixa demanda. Mas nas últimas gerações de placas-mãe, algumas das principais empresas do ramo têm adicionado a conexão em algumas de suas placas. Infelizmente, na grande maioria das vezes, os modelos que trazem essa conexão são os mais diferenciados e caros. Na medida que a conexão se torna mais conhecida, novos modelos devem chegar ao mercado, apesar de não ter uma visão otimista a curto prazo, afinal, se não é muito popular internacionalmente, não tende a ser por aqui, por se tratar de um produto de alto valor.

Como principal diferencial, o padrão mSATA tem seu tamanho bem mais compacto, além de pesar bem menos. Por essas características, é um formato muito utilizado em notebooks e especialmente utlrabooks, produtos altamente compactos internamente.

O modelo analisado, SX300 de 256GB da ADATA, utiliza um dos controladores mais famosos do mercado, SandForce 2281, que promete leitura de 550MB/s e escrita de 505MB/s, valores bem altos e comparado a alguns dos principais modelos do mercado no tradicional formato de 2.5 polegadas. Mas mesmo com controlador bom e em teoria bons tempos de transferência de dados, o drive ficou bem atrÁs do modelo SX900 em vÁrios dos testes sintéticos. Placas-mãe de ultrabooks podem tirar um pouco mais do desempenho do drive, por focarem nessa conexão, jÁ em uma placa-mãe tradicional a conexão é mais um extra do que o foco principal.

JÁ nos testes prÁticos a diferença foi bem pequena, talvez eles sendo os mais importantes para anÁlise na comparação de desempenho, ao menos para a grande maioria das pessoas. 

 

Em cenÁrio internacional o SX300 de 256GB custa exatamente o mesmo valor do SX900 de 256GB. Quando comparamos os mesmos modelos, mas com capacidade de 128GB, o drive padrão mSATA custa US$15,00 a menos. Essa diferença deve estar mais associada a estoque do que a diferença real de preço. Na maioria dos casos o valor deve ser parecido, ao menos em cenÁrio internacional. No Brasil, se ele aparecer, provavelmente terÁ valor acima de modelos tradicionais padrão Sata, justamente por ser um produto difícil de ser encontrado e com pouca concorrência.

Não vejo muito sentido em optar por um drive mSATA caso use um desktop, mas é uma boa alternativa para se utilizar em notebooks e ultrabooks, especialmente em upgrades. 

PRÓS
Formato bastante compacto e leve
Bons tempos de leitura/escrita
Boa capacidade
CONTRAS
Desempenho inferior a modelos com mesmo controlador com conexão padrão Sata 3
Difícil de ser encontrado no Brasil
Preço igual a modelos Sata 3 com mesma capacidade e melhor desempenho
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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