ANÁLISE: MSI Primo 73

ANÁLISE: MSI Primo 73

O MSI Primo 73 é um tablet de 7" equipado com o sistema Android que deve chegar ao mercado brasileiro até o final deste mês. Com um preço competitivo, vem com alguns recursos para buscar ser uma boa opção no segmento baixo custo, trazendo algo menos obscuro que os "xing lings" do mercado de entrada.


Especificações técnicas

  • Sistema: Android 4.2
  • CPU: Allwinner A20 Dual Core 1.0GHz
  • GPU: Mali400MP2
  • Memória: 1GB de RAM, 16GB de armazenamento
  • Display: 7' 1024x600
  • Câmera: Frontal (0.3MP) e traseira (2MP)
  • Conexões: Mini-HDMI, mini-USB, microSD e fone de ouvido
  • Bateria : 3000mAh
  • Dimensões: 196 x 121 x 9.5 mm
  • Peso: 300g

Fonepad x Nexus 7 x iPad mini


Fonepad
Galaxy Tab 3 7.0
Primo 73
Processador
Intel Atom Z2420 1.2GHz
Dual-core 1.2GHz
Allwinner dual-core 1GHz
Armazenamento
8/16GB (interna) + microSD 32GB
8/16GB (interna) + microSD 32GB
16GB (interna)+
microSD 32GB
Memória RAM
1GB
1GB
1GB
Sistema operacional
Android 4.1
Android 4.1
Android 4.2
Câmeras
Traseira 3.15 MP / Frontal 1.2MP
Traseira 3MP / Frontal 1.3MP
Traseira 2MP / Frontal 0.3MP
Tela
LCD IPS 7' (800 x 1280)
TFT 7.0' (600 x 1024)
LCD 7" (768 x 1024)
Dimensões
196.4 x 120.1 x 10.4 mm
188 x 111.1 x 9.9 mm
196 x 121 x 9.5 mm
Peso
340g
306g
300g
Bateria
Li-Ion 4270mAh
Li-Ion 4000 mAh
Li-Ion 3000 mAh
LTE



HDMI



Preço (09/09/13)
R$999
R$799
R$ 599,00

Se considerarmos apenas as especificações, o Primo 73 não fica muito longe de outros tablets de 7" Android com custo muito superior, como o Nexus 7 e o FonePad. A maior diferença fica por conta da câmera, um item que muitos podem considerar pouco importante em um tablet, e o processador. Mas nem só de especificações é que se faz um produto, e a diferença entre este modelos é mais sensível em outros aspectos, como performance e tela.

Design e tela

Apesar da economia de custo do Primo 73, o seu acabamento em aço escovado resulta em um aparelho bem interessante, com uma boa pegada e um peso leve para o segmento. Outro ponto a favor deste tablet da MSI é sua espessura: com 9.5mm, ele disputa até mesmo com aparelhos do segmento premium. Uma característica interessante são as bordas da tela, que são bem finas nas laterais e facilitam assim pegada deste modelo com uma única mão.

O baixo custo se faz sentir, e muito, em outro componente: a tela. Apesar da boa resolução, em qualidade HD, os contrastes e as cores são apenas aceitáveis. O problema maior é o ângulo de visão, sendo que basta você inclinar uns 20 ou 30 graus a tela para ter uma sensível perda de qualidade na imagem, beirando o inutilizável.

Câmeras e multimídia 

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Se o processamento não impressiona, a GPU Malibu 200 não se saiu nada mal na hora das multimídias. Mesmo em resolução FullHD, os vídeos rodaram de forma lisa no Primo 73, inclusive ligando em um monitor para poder rodar o conteúdo na resolução 1080p. Na hora de testar outros programas, como o Netflix, o desempenho foi desanimador: o tablet não conseguiu executar nenhum vídeo, e acabou matando assim muito do seu potencial como um player para ser ligado no televisor.

Como já destacamos, a tela não é um primor estético, o que acaba trazendo outra uma perda para o potencial deste aparelho. Outro fator importante é a saída de som: as "caixinhas" do Primo 73 não possuem boa intensidade ou definição, então o ideal é ligar um fone de ouvido para curtir seus vídeos. Melhor ainda é aproveitar a saída HDMI e ligar o tablet em um televisor de boa qualidade.


Fotos da câmera frontal e traseira, respectivamente

As câmeras frontal e traseira do Primo 73 entregam apenas o básico. A frontal de 0.3MP é suficiente para quem cogita fazer chamadas por vídeo em serviços como o Skype, enquanto a traseira de 2MP é praticamente um "pra dizer que tem". Vai quebrar um galho, mas dificilmente irá se tornar o dispositivo primário de alguém para capturar imagens.

Funcionalidades e desempenho

Dentro das especificações do Primo 73, a que pode deixar o consumidor mais receoso é o obscuro processador Allwinner dual-core de 1.0GHz. Apesar de suas especificações não serem ruins, esta empresa chinesa não tem a confiança do consumidor no nível que fabricantes como Qualcomm já possuem.

O resultado é que, junto com a tela, a performance do tablet são os principais contras deste modelo. A performance da CPU é suficiente para rodar o sistema Android e executar a maioria dos aplicativos, mas é evidente as engasgadas nas transições. Caso você digite muito rápido, é possível que o Primo 73 não consiga alcançar o seu ritmo, e abrir mais de uma aba no navegador já começa a deixar o tablet "sem fôlego".

Este desempenho não chega a ser algo irreal para o segmento de preço em que está localizado, recheado de tablets com componentes duvidosos e o sistema Android rodando "na estica". Anda assim, estes travamentos tornam mais interessante, para quem puder desembolsar mais, partir para outros modelos mais potentes.

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Rodando o benchmark do Antutu, vemos que a performance do Primo 73 é mesmo um de seus pontos fracos. Os 8934 pontos alcançados neste teste ficam pouco abaixo do alcançado pelo Galaxy SII, smartphone topo de linha da Samsung... do início de 2011.

Testamos o tablet com alguns games, e em geral o desempenho foi bom dentro do segmento em que este tablet se encontra, encarando alguns jogos mais elaborados, como o "Dead Trigger", que apesar de uma ou outra engasgada (normalmente nas explosões) foi capaz de rodar o app de forma aceitável. Em outros momentos, porém, o Primo 73 engasga em aplicações importantes, caso do já mencionado Netflix, que não abre vídeos de jeito nenhum.

Na autonomia, o Primo 73 nos mostrou um resultado bastante ruim: segurou apenas dois dias com uso bastante leve, abrindo o Facebook, navegando na internet, lendo e-mails e abrindo alguns vídeos. Se você "meter o pé na jaca", vai ter uma experiência de smartphone: no fim do dia você vai precisar procurar por uma tomada.

Conclusão

O Primo 73 é um aparelho que se situa na metade do caminho entre os tablets de marcas genéricas e os modelos de melhor qualidade, como o Nexus, o Galaxy Tab e o iPad Mini. Apesar de alguns componentes mais obscuros, como o processador, ele não tem uma experiência tão comprometida como acontece em modelos baratos (muitos ainda no Android 2.3).

Ainda assim, sua performance e a qualidade da tela fazem sentir o peso do "baixo custo" deste aparelho, e investir entre 200 e 400 reais a mais por modelos de melhor qualidade, como o Galaxy Tab 3 e o FonePad, é um caminho bem mais interessante para quem puder arcar com este custo a mais. Em alguns casos, um Tab 7.0 de geração anterior pode ser encontrado por um preço próximo ao cobrado no Primo 73, e ser assim uma opção mais interessante por conta da qualidade de tela da linha Galaxy e a melhor autonomia.

Se o valor a mais não é compatível com seu orçamento, ou você não faz questão de um aparelho com bom desempenho, e prefere apenas um tablet que entregue a experiência básica, o Primo 73 conseguirá lidar com as funcionalidades mais elementares do sistema Android.

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PRÓS
Acabamento em aço escovado
Preço competitivo
CONTRAS
Tela com péssimo ângulo de visão
Pouca performance
Autonomia baixa
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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