ANÁLISE: Diablo III (console)

ANÁLISE: Diablo III (console)

Depois de mais de 10 anos de espera, os fãs de Diablo finalmente conseguiram um terceiro título para a franquia. Diablo III foi lançado para os PCs em maio do ano passado e, agora, ganhou uma versão para consoles. Com algumas diferenças na jogabilidade e ficando mais focado na ação, o game pode ser uma boa pedida para jogar com amigos. Mas até onde ele vale a pena? Leia a anÁlise e confira.

 

História e Jogabilidade

A história de Diablo III se passa 20 anos depois dos acontecimentos do segundo título da franquia. Deckard Cain e sua sobrinha, Leah, estão numa antiga catedral explorando pergaminhos e estudando sobre uma profecia quando um meteoro atinge o edifício. Leah escapa, mas vê seu tio sumir na cratera produzida pelo desastre.

 

O protagonista do jogo vai averiguar o acontecimento e é aí que o jogador entra na história. Cada uma das classes tem uma "desculpa" diferente para verificar o ocorrido, mas no fim dÁ na mesma, são todos heróis. As classes da vez são: o BÁrbaro, presente jÁ em Diablo II; o Caçador de Demônios, que se foca em ataques de longo alcance; o Monge, que usa ataques corpo a corpo, com habilidades diversas; o Feiticeiro, que lembra muito o Necromancer, mas com uma pegada vodu; e o Arcanista, que é o mago oficial do game.

  

 

Infelizmente não é possível realizar nenhuma edição na aparência do personagem, sendo dada apenas a opção de se escolher o sexo e o nome dele. A customização fica por conta do equipamento que se adquire ao longo do game, que vai "vesti-los" de maneiras diferentes (o que às vezes fica meio estranho especialmente no caso do Feiticeiro, em que muitas vezes uma armadura nova é uma pintura alternativa para o corpo).

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Jogar com personagens de longa distância no console pode ser um pouco frustrante por causa do sistema de mira. É impossível marcar o local exato onde seu golpe irÁ atingir, sendo que apenas definimos na direção de quem o golpe serÁ disparado. Dessa maneira, é mais satisfatório jogar com as classes que se focam no combate corpo a corpo, mas, essas, ficam um pouco tediosas depois de um tempo de ataques repetitivos sem a necessidade de muita tÁtica. Ainda mais com o novo sistema de habilidades, que não funciona como a Árvore típica de muitos games, mas na verdade vai liberando uma skill de cada vez na ordem definida pelo jogo e o jogador só pode escolher qual ele quer ter "equipada" em cada momento.

É por isso que o game se destaca mesmo no multiplayer. 

Multiplayer

É no multiplayer que Diablo III deve ser jogado e a própria Blizzard sabe disso. Provavelmente foi esse um dos motivos que levou a empresa a fazer o desastroso lançamento do game como "always on" no PC e com certeza foi esse um dos motivos que resultou na campanha fortemente voltada para o couch co-op, o "cooperativo de sofÁ", no lançamento da versão para consoles.

Acompanhado por Diego Kerber e Carlos Estrella, tivemos boas horas de diversão no cooperativo de Diablo III, aqui no Adrenaline. As classes se complementam de maneira bem interessante e o foco maior na ação para a versão de console faz com que o game progrida rapidamente e nos mantenha presos a ele por mais tempo.

Uma defasagem do jogo, porém, ficou bem aparente neste co-op local. Um elemento importante de Diablo é o gerenciamento de seu personagem, definindo suas habilidades, equipando seus itens e organizando seu inventÁrio, algo que toma bastante tempo do gameplay. Na jogatina local, nos consoles, todos os jogadores podem fazer estes processos, mas com uma diferença importante: apenas um por vez pode acessar o menu.  Isto transforma as pausas para "ajeitar as coisas" em verdadeiras maratonas, e que ainda por cima vão depender de um "acordo de cavalheiros" para evitar que alguém abra seu menu no meio da ação para equipar "aquela luvinha legal que eu achei".

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GrÁficos e Som

O foco de Diablo III certamente não estÁ nos grÁficos. Apesar da qualidade das cutscenes ser impressionante, durante o jogo em si, os grÁficos ficam bem defasados em relação a outros títulos que se tem hoje em dia. Nada que seja feio ou que atrapalhe a imersão, mas é um estilo bem "cartoonizado" que lembra um pouco World of Warcraft.


A parte de Áudio é uma ótima característica do jogo. A trilha sonora em estilo épico casa perfeitamente com a ambientação e alguns momentos da dublagem são fenomenais (como no vídeo acima). Dublagem essa, aliÁs, em português brasileiro. Só é uma pena que não se possa optar pelo Áudio original no menu. As vozes dessa versão estão excelentes, mas é sempre melhor quando se pode escolher, principalmente considerando que muitos de nós consideram a voz "oficial" de Deckard Cain a da dublagem em inglês, a mesma de Diablo II.

Conclusão

Diablo III para consoles pode ser uma boa pedida para quem tem amigos para o tal "couch co-op". A ação adaptada nessa versão e a interação das diferentes classes geram uma boa experiência para jogar acompanhado. A parte RPG do jogo garante uma duração satisfatória e demanda mais da comunicação entre os jogadores, daí o fato de ficar bem mais legal jogar "juntos no sofÁ".

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 A experiência solo jÁ não se segura tão bem, e arrisco dizer que pode decepcionar um pouco os entusiastas da franquia, por simplificar demais o jogo.

PRÓS
Ótima experiência no cooperativo
Classes se complementam muito bem
Progressão dinâmica e Ágil do jogo
CONTRAS
A experiência solo é um pouco entediante
Falta de opções de customização dos personagens
Simplificação excessiva do jogo
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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