ANÁLISE: TOP 10 dos jogos mais vendidos para PC nos EUA

ANÁLISE: TOP 10 dos jogos mais vendidos para PC nos EUA

"Journey Collector's Edition" é uma coletânea com os três games mais famosos e bem conceituados da produtora independente Thatgamecompany: "Journey" (2012), "Flower" (2009) e "Flow" (2006). O pacote ainda traz conteúdos extras, como trilhas sonoras completas, documentÁrios, trailers, avatares, galerias de artes e diÁrios de desenvolvimento destes jogos, além de acesso exclusivo a "Duke War", "Gravediggers" e "Nostrill Shot", os primeiros mini-jogos que serviram de protótipos da desenvolvedora, que acabaram não sendo oficialmente lançados e nem chegaram a ser conhecidos do grande público. A seguir, acompanhe a anÁlise da ótima coleção disponível exclusivamente para Playstation 3. Nem preciso dizer que ela é mais recomenda para os fãs dos jogos listados ou que queiram tê-los em formato físico, né?

Direto ao ponto: a principal atração do conjunto é "Journey", indiscutivelmente um dos melhores jogos de 2012 e um dos melhores games independentes jÁ feitos. JÁ tive a oportunidade aqui no Adrenaline de transcrever a imensa emoção e experiência extremamente envolvente que o título me proporcionou. Por isso, não vou me alongar numa anÁlise mais completa do game. Mas posso reafirmar com todas as letras que o jogo é um marco na experiência de qualquer gamer que resolva se aventurar num mundo fantasioso com características altamente artísticas. A história, por exemplo, permite diversas interpretações. O cooperativo online, por mais que não permita qualquer tipo de interação via mensagem escrita, consegue se fazer entender e por dois ou mais jogadores participantes em contato e interagirem entre si de uma forma muito orgânica. Fora a trilha sonora, que é assombrosa de excelente e não se cansa de transmitir sensações genuínas como solidão, felicidade, paz e tranquilidade. 

 

"Flower" não se alinha na mesma qualidade aproximar do pedestal alcançado por "Journey", mas nem por isso deva ser ignorado ou classificado como ruim. Bem longe disso, o game agrada em diversos aspectos e capricha na transmissão de sensações tranquilizadoras ao jogador o tempo inteiro. Basicamente, você controla pétalas de flores que, com o auxílio dos movimentos do vento, deve reanimar os seis ambientes bastante diversificados do jogo através do sensor de movimento do controle do PS3. A experiência, sem narrativas ou qualquer tipo de texto ou voz, fica mais interessante a cada Área "reacendida" porque existe capricho e esmero na identidade visual colorida dos grÁficos, que nunca ficarem exagerados pelo excesso de objetos ou de tonalidades mostradas na tela.

 

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Os controles não são tão fÁceis assim de sacar e é necessÁrio certo tempo de costume para dominar a precisão do reconhecimento dos movimentos. Os desafios são simples e não exigem grande gasto de energia para saber o que fazer, bastando seguir a trilha de flores ainda "abrochadas" para conseguir resolver os pequenos quebra-cabeças. JÁ a trilha sonora é definitivamente o grande destaque e a responsÁvel por criar a conexão mÁxima com o mÁximo: é sempre serena, calma, pacificadora, relaxante, sossegada e tranquila. Por isso, é game é extremamente indicado para momentos em que você eventualmente se sinta estressado, incomodado ou irritado com alguma coisa. 

"Flow" é o menos impactante entre os três principais jogos da coletânea. O jogo explora a vida marinha em nível de microorganismos que precisam se alimentar uns dos outros para sobreviverem à predatória das espécies caçadoras e evoluir de forma. Os controles, também controlados pelo sensor de movimento do controle, são bem fÁceis de se adaptar, sendo possível descer em direção às profundezas ou subir em direção à superfície, dependendo do tipo de alimento consumido. A cada pequeno organismo comido, uma nova parte é adicionada ao seu corpo, possibilitando a exploração de Áreas mais ou menos profundas na busca por alimentos que sustentem a nova espécie. E cada nova espécie em que você se transforma possui padrões de movimentação e ameaças mais específicas, necessitando de estratégias bem claras para conseguir sobreviver à cadeia alimentar dos ambientes. O visual é bastante simples em detalhes, mas exibe bastante variedade nas formas geométricas dos seres, com luzes fortes que indicam quando perigo estÁ próximo. A trilha sonora também é bem característica e possui efeitos sonoros que ajudam no envolvimento do jogador com o game.

Fora isso, os três mini-games que acompanham a coleção, "Duke War", "Gravediggers" e "Nostrill Shot" são bem rasos e podem ser classificados apenas como experimentos para as futuras produções da Thatgamecompany. Os desafios até têm pequenas variações e às vezes fazem você planejar sua próxima ação, mas não chegam a empolgar ou instigar a continuar jogando. Dando o devido desconto que são apenas conteúdo bônus para conhecer os primeiros projetos da desenvolvedora, temos três rabiscos com visuais e sonoridades bem arcaicas, cujas ideias não foram bem aproveitadas e pouco divertem. Valem, no mÁximo, um teste para conhecer mais do histórico da produtora. Nada mais além disso. Concentre-se nos outros três jogos principais da coletânea que a diversão é mais que garantida! 

 

PRÓS
"Journey", "Flower" e "Flow" são experiências únicas, agora em mídia física
Conteúdo bônus dedicado agrada fãs e colecionadores
CONTRAS
Três mini-games são chatos
Preço poderia ser menor
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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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