ANÁLISE: Company of Heroes 2

ANÁLISE: Company of Heroes 2

Introdução
Company of Heroes 2
é um jogo apenas bom, que prometia surpreender trazendo vÁrias inovações como, por exemplo, uma engine inédita que permitiria um visual bem acima da média, mas que no fundo acabou não acontecendo.

Na jogabilidade o game se manteve no mesmo nível do anterior, sem muitas novidades. O modo single-player onde é apresentada a história, ficou um pouco "sem sal", monótono, sem grandes destaques.

A única novidade de fato é o Theater of War que traz acontecimentos reais da Segunda Guerra Mundial e que pode ser jogado contra a IA ou em modo cooperativo com os amigos.



História
Em Company of Heroes 2, o jogador é um comandante do Exército Vermelho Soviético entrincheirado na linha de frente de uma guerra com o propósito de libertar a Rússia dos invasores inimigos no ano de 1941. Esse conflito histórico foi marcado por ser o mais sangrento da Segunda Guerra Mundial, onde mais de 14 milhões de soldados morreram.

A história do game é verídica, por isso fica complicado avaliar o fato em si, jÁ que não é uma coisa criada, imaginada por alguém. Mas mesmo assim hÁ problemas na forma como a Relic Entertainment conduziu a história. Apesar dela ser verdadeira, o jogo single-player peca por ser lento demais nas primeiras missões, o que pode fazer com que muitos jogadores desistam de jogar esse modo.


Existem pouquíssimos recursos disponíveis para o jogador – leia-se soldados e blindados – e os objetivos são muito mal explicados. Em vÁrias missões o jogador tem que fugir e/ou literalmente "perder". Teve uma missão que foi repetida 4 vezes porque eu sempre tentava vencer os Alemães e nunca conseguia. Até que, em determinado momento, percebi que devia "perder" para poder avançar no jogo.


{break::Jogabilidade, Multiplayer}Jogabilidade
Company of Heroes 2 traz de volta uma jogabilidade que marcou a franquia onde, ao invés de coletar recursos, o jogador tem que capturar Áreas pré-determinadas para poder criar construções e unidades de combate como soldados e/ou blindados.

Desta vez a produtora adicionou alguns desafios, principalmente no que se refere ao terreno. Agora é possível usar vÁrias estratégias para aniquilar os inimigos como, por exemplo, queimar todos eles. Para isso basta jogar um coquetel molotov em determinadas Áreas, principalmente com vegetação, para o fogo se espalhar. AliÁs, essa ação também pode matar as tropas do jogador, então é necessÁrio saber muito bem onde iniciar o fogo.


Os cenÁrios com neve forte também possuem vÁrias peculiaridades, como pegadas que ficam marcadas na neve e permitem ao jogador saber por onde passaram os inimigos. Além disso, a maioria dos soldados morrem congelados se o jogador não achar algum ponto com fogo para se aquecer como, por exemplo, uma fogueira. Isso torna a jogabilidade bem mais complexa, onde mesmo no nível mais fÁcil hÁ uma certa dificuldade em relação ao game anterior e suas expansões.

Company of Heroes 2 tem opções quase que exclusivas como, por exemplo, montar seu próprio exército que inclui vÁrios tipos de blindados e soldados. É até um pouco complexo isso, e assim fica impossível explicar em detalhes. Mas isso faz com que o jogo tenha uma longevidade maior, para quem tiver paciência de personalizar tudo.


A jogabilidade de Company of Heroes 2 ainda possui uma terceira opção, além da single e multiplayer: trata-se do interessante modo Theater of War, antes mencionado. Esse modo coloca o jogador em cenÁrios reais baseados em acontecimentos históricos também reais. Ele pode ser jogado sozinho ou com amigos em modo cooperativo, se tornando a melhor parte do game.


Multiplayer
O multiplayer de Company of Heroes 2 segue a mesma linha do anterior, com modos padrões de confronto entre os jogadores e modos cooperativos, em 13 mapas variados. Podem jogar até 8 pessoas em um mapa grande, sendo 4 vs 4.

O grande problema nisso tudo é a questão dos servidores. Durante os testes para a review, não foi possível jogar online com pessoas desconhecidas porque o jogo não achava partida disponível e nem jogadores. A única maneira possível de se jogar online foi contra amigos, usando o modo de convite.

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Independentemente desse problema dos servidores, o grande destaque é o modo Theater of War, que jÁ foi citado anteriormente na review. Nele hÁ missões históricas e reais cooperativas onde você joga com seus amigos por meio de convites. Esse modo é sempre cooperativo, ou seja, serÁ sempre você e seus amigos contra a IA do game. Vale destacar que o jogador poderÁ escolher se quer jogar as missões históricas da antiga União Soviética ou da Alemanha.

{break::GrÁficos, Áudio}GrÁficos
Apesar da produtora ter anunciado que Company of Heroes 2 usaria uma nova engine e que traria grÁficos bem superiores ao primeiro game, o que se vê são poucas mudanças. Existe sim uma pequena melhora nas animações das tropas e movimentações dos veículos, passando a impressão de que agora possuem um sistema de física mais realista. O destaque fica apenas para uma quantidade maior de itens na tela, como a vegetação. Mas as coisas param por aí.

Na parte de textura, tudo é muito bonito de longe. Basta o jogador dar um zoom ou inclinar a câmera usando a tecla ALT, para que se veja a precariedade das texturas e efeitos. Mas é bom lembrar que estamos falando de um jogo de estratégia em tempo real, ou seja, é para ser jogado com visão de longe, de preferência isométrica. Nesta visão, os "defeitos" praticamente desaparecem.


Além da promessa de um visual melhor, a produtora também afirmou algumas vezes que a nova engine permitiria mais suavidade ao game, ou seja, teoricamente seria mais leve e adaptÁvel à qualquer mÁquina. Também não é isso o que acontece. O jogo não é leve, pelo contrÁrio, se o jogador inclinar a câmera e assim visualizar muito mais coisas na linha do horizonte, o jogo cai para menos da metade da performance. Nos testes em uma mÁquina i7 3.9GHz com 32Gb de RAM e uma Nvidia 560Ti, os frames ficaram em torno de 18! Foi preciso diminuir, e muito, a qualidade do visual para se ter uma boa performance.

Vale lembrar que usando a visão de cima e afastada, o que é o normal, o jogo se comporta dentro do aceitÁvel mesmo no mÁximo da qualidade.

Isso tudo quer dizer que, em mÁquinas razoÁveis, Company Heroes 2 não irÁ rodar com toda qualidade que o jogo oferece. O peso do jogo é realmente um problema, principalmente em missões onde hÁ ataques em massa dos inimigos, o que ocasiona uma lentidão irritante.

Agora, tudo isso é no modo História. Os modos de desafios e multiplayer, seja online ou Skirmish, rodam muito mais leves. Isso leva a crer que o maior problema seja o script e IA do modo História.

HÁ um ponto bastante negativo nessa parte grÁfica de Company of Heroes 2: as cut-scenes, ou cenas de corte. Elas são incrivelmente amadoras e, por vezes, mal feitas. Isso destoa totalmente do resto do jogo. Passa a impressão que foram feitas por outra empresa. Ficou realmente feio e mecânico demais.


Áudio
Em jogo de guerra que se preze, é fundamental ter uma qualidade bem acima do aceitÁvel. E nesse ponto, Company of Heroes 2 acertou na mosca. É possível diferenciar cada blindado apenas pelo som dele andando pelo cenÁrio, e isso cria uma realismo maior.

Além dos blindados, hÁ ainda uma variação imensa de sons de tiros, de tropas andando ou correndo, explosões em locais e/ou momentos diferentes, dentre outras coisas. A diversificação vem acompanhada de uma qualidade Hollywoodiana, o que cria uma imersão enorme caso você tenha um sistema de som parrudo de 5.1 canais.


Os efeitos em cada som dita o suspense dos combates. Digo isso porque quem tiver um sistema 5.1 ou superior, poderÁ perceber que é possível saber de onde vem os tiros e as tropas inimigas. Colocando a câmera mais perto do chão e/ou em terceira pessoa, percebe-se que foi feito um trabalho excelente de posicionamento de Áudio. Experimente usar a câmera bem de perto e rodear um blindado ou uma tropa. A sensação é de que você estÁ dentro da guerra.

{break::Conclusão}Company of Heroes 2 é um bom jogo, mas que não trouxe muitas novidades importantes em relação ao anterior. A única inovação de fato foi o modo Theater of War com missões históricas, mas, mesmo assim, a quantidade de missões é bem limitada.

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O grande problema do game é o fato de que quem não jogou o game anterior não conhece a mecânica e nem as tÁticas usadas para construir edificações e unidades, e pode ficar frustrado e confuso no início. O jogo traz tutoriais, mas não são automÁticos e ficam um pouco escondidos.

Company of Heroes 2 é bom para quem realmente gosta de estratégia em tempo real, jogado com muito mais tÁtica do que ação. Aqui não existe possibilidade de se criar exércitos gigantescos, dezenas de blindados, e etc. Tudo tem que ser calculado e muito bem pensado, e isso pode afastar aqueles que gostam de ação mais intensa.


 


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PRÓS
Manteve a jogabilidade do primeiro game
Modo Theater of War
Possibilidade de criar seu próprio exército
Twitch TV permite transmitir seu jogo ao vivo pela Internet
CONTRAS
GrÁficos não justificam o peso do jogo
Difícil achar servidor no multiplayer
Poucas missões no modo Theater of War
Jogabilidade complexa para muita gente
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  • Redator: João Paulo Losada

    João Paulo Losada

    Gamer por natureza, JP Losada, ou simplesmente DJLosada como é conhecido por toda a comunidade gamer, é um grande conhecedor de games em geral. Eventualmente analisa lançamentos e comenta sobre os sucessos e decepções relacionadas aos games que chegam ao mercado através do portal Adrenaline. Jé escreveu para revistas de games, artigos para produtoras, além de ter citações em seu nome em caixas de jogos de PC lançados no Brasil. Possui parceria com algumas produtoras, principalmente de corrida

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