ANÁLISE: MSI GX60 1AC

ANÁLISE: MSI GX60 1AC

O MSI GX60 é um notebook gamer equipado com um dos hardwares mais potentes disponíveis, resultado da combinação de componentes da AMD, com o processador A10-4600M, geração Trinity, e o chip grÁfico Radeon HD 7970M.

Apesar dos hardwares de ponta, o GX60 não ficou excessivamente grande e pesado, para os padrões de um notebook gamer. Com 3.5kg e 5 centímetros de espessura, ele entrega uma boa portabilidade, se considerarmos a potência dos componentes. 

O design do aparelho é robusto, entregando a imponência que esperamos de um aparelho de alta performance, sem chegar ao nível constrangedor de alguns modelos como o presentes em outros notebooks gamers. Só hÁ um ponto que o GX60 ficou devendo: poderia ter incluído um teclado retroiluminado.

Especificações técnicas

Componentes
CPU : AMD Quad-Core A10-Series processor
Chipset: AMD AM70 FCH
Memória: DDR3 1600MHz, support up to 16GB
Tela: LCD15.6" Full HD (1920x1080) LED backlight, Antirreflexo
GrÁficos: AMD Radeon HD 7970M
VRAM: GDDR5 2GB
HDD: 750GB SATA 7200rpm
Drive óptico: BD Writer / Blu-ray / DVD Super Multi
Audio Boost, 2.1ch Speakers, THX TruStudio Pro virtual surround
Webcam: HD([email protected])
Leitor de cartão SD (XC/HC)/MMC

Conectividade
LAN 10/100/1000 Killer E2200 series
Wireless LAN 802.11 b/g/n
Bluetooth 4.0
D-Sub (VGA) 1
HDMI 1(v1.4)
USB 2.0 port 1
USB 3.0 port 3
Mic-in/Headphone-out 1/1
Line-in 1

Teclado 103 teclas
Sistema Operacional Windows 8


Energia
Adapatdor AC 180W
Bateria 9 células
Power Management ECO engine

Dimensões
Medidas: 395 x 267 x 55mm
Peso 3.5kg 

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GX60 1AC vs ASUS G55VW vs Titanium G1540



MSI GX60 1AC
ASUS G55VW
Avell Titanium G1540
Processador
AMD A10-4600M Intel Core i7 3720M Intel Core i7 4700MQ
Chip GrÁfico
AMD Radeon HD 7970M NVIDIA GTX 660M NVIDIA GTX 770M
Memória RAM
8GB 8GB 8GB
VRAM
2GB GDDR5
2GB GDDR5 2GB GDDR5
Tela
15.6" FullHD Led-backlight, antirreflexiva 15.6" FullHD Led-backlight
15.6" FullHD Led-backlight
Dimensões (AxPxL)
39.5 x 5.5 x 26.7 cm  38.4 x 2 ~ 5.1 x 29,9  cm 41.2 x 4.18~4.54 x 27.6 cm
Peso
3.5 Kg 3.8 Kg 3.1 Kg
Armazenamento

750GB HDD

750GB HDD 1TB SSHD
Bateria
9 células Li-Ion
8 células Li-Ion 8 células Li-Ion
Suporte ao 3D estereoscópico



Preço
R$ 5.999,00
R$5.599,00 R$ 4.949,10

{break::Fotos, design, aquecimento e autonomia}O visual do GX60 é bem interessante, com linhas arrojadas o suficiente para indicar que temos aqui um modelo de alta performance, mas pegando leve o suficiente para não ficar constrangedor. A carcaça é composta em material plÁstico, em sua maioria, com o uso de metal escovado no apoio para os pulsos.

O teclado completo é do tipo chiclete, com um tamanho bastante confortÁvel para a digitação. As setas do lado direito não foram "contraídas", como acontece em outros notebooks. Só vejo dois poréns, neste notebook: as teclas não são retroiluminadas, o que seria uma adição interessante, e como acontece na maioria dos teclados de notebooks gamers, ele não estÁ no padrão ABNT-2. Apesar de ser um aparelho com enfoque para jogos, e a maioria não ligar para isto, é algo que incomoda se você pretende aproveitar o dispositivo para seus momentos de produtividade.

 

O acabamento é bastante firme e robusto, com uma exceção: o painel próximo a tela, no topo do teclado, é feito em plÁstico e parece com uma "folga", quando você pressiona os botões incorporados neste pedaço. A escolha deles também nem sempre faz sentido: hÁ atalhos para acionar o wireless, desligar a tela, abrir a unidade óptica e um para ligar e desligar o teclado retroiluminado (algo que este modelo não tem). Acho que a MSI poderia ter incluído botões para aumentar e diminuir o volume, e um para silenciar o notebook. 

O touchpad presente neste modelo é um dos piores que jÁ testamos. Além de pequeno, ainda mais se considerarmos que estÁ em um notebook de 15 polegadas, ele estÁ em um grande desnível em relação ao restante do corpo do notebook, algo que é bem irritante por conta dos vÁrios gestos do Windows 8 que são feitos arrastando os dedos pelas laterais. Este desnível faz com que os comandos feitos com deslizar dos dedos sejam errados com grande frequência.

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Aquecimento
Rodamos o game "Crysis 2" em qualidade mÁxima, por diversas vezes consecutivas, e fizemos a medição da temperatura do aparelho durante o testes, para verificar a eficiência do sistema térmico deste modelo.

O MSI GX60 mostrou um aquecimento considerÁvel em sua saída de ar, chegando aos 53ºC, mas sendo bastante eficiente em evitar que o calor se alastrasse para os demais componentes. Apesar de um pouco acima, esta temperatura não ficou tão acima de outros modelos, que costumam chegar próximo dos 50ºC em suas saídas de ar. 

Autonomia
Chegamos ao ponto crítico para todo notebook gamer: o tempo que ele consegue ficar longe da tomada. Atualizamos nosso software de testes, do Powermark para o PCMark 8, o que reduziu bastante o número de modelos disponíveis no comparativo, nesta primeira anÁlise.

O GX60 conseguiu uma autonomia dentro da média, ficando quase quatro horas ativo antes de ficar sem bateria. Isto estÁ dentro da média que verificÁvamos nos testes que realizamos com o Powermark, em anÁlises de outros modelos:

{break::CineBench, WinScore, WinRAR}Abrimos nossa série com testes "sintéticos" do sistema, mostrando com notebook lida com diversas atividades. Para começar, utilizamos o CineBench, uma ferramenta de benchmark que mede a capacidade do sistema (processador e placa de vídeo) em lidar com a API OpenGL, importante para quem deseja usar aplicações profissionais que trabalham neste padrão.

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A AMD vive duas realidades diferentes quando falamos de CPU e GPU:  quando a placa de vídeo é o componente mais demandando, a Radeon HD 7970M fica na mesma balada dos modelos da rival Nvidia, apenas 7% abaixo do MSI GT 0NE e sua GTX 680M, mas quando estamos para os lados do processador, a disparidade entre as CPUs Intel (todos os outros modelos neste benchmark) e a APU do MSI GX60 é evidente.

WinRAR
Com o programa de compactação de arquivos temos um ótimo teste para a capacidade de atuação do processador, a peça de hardware mais demandada por este aplicativo.

Novamente o A10 não impressiona, entregando metade da performance apresentada pelos Core i7 geração Ivy Bridge. Ele ficou próximo do i7 presente no FullRange G1730, sendo que o modelo que analisamos vinha com uma CPU geração Sandy Bridge, na época.

WinScore
Rodamos também o tradicional mecanismo de pontuação do sistema do Windows, para termos uma ideia de como o sistema operacional classifica o notebook em anÁlise. 

Fica claro, no teste do próprio Windows, que o elemento mais fraco deste sistema é seu armazenamento em HDD, o que torna este notebook menos Ágil ao inicializar o sistema e carregar aplicativos e arquivos. No restante, uma performance que garante notas na casa dos 7 pontos.

{break::PCMark, 3DMark e Photoshop}Começamos a segunda parte de testes sintéticos com o PCMark, software que verifica o desempenho geral do sistema em uma série de atividades como rodar vídeos e converter arquivos.

Como vemos ao longo dos testes, aparelhos sem SSDs são bastante "penalizados" neste benchmark, pois em vÁrios momentos a agilidade do dispositivo de armazenamento é um elemento importante (como testes em que são abertos arquivos ou programas). Com isto, o GX60 não impressionou, ficando bem atrÁs até de modelos que possuem HDs, como o G75VW. Neste comparativo, o que pode ter feito a diferença foi o processador Intel, no modelo da ASUS.

Adobe Photoshop CS5
Aplicamos o filtro Extrude, e uma imagem com resolução 5182x9754 e 4.5GB, para verificar o tempo que o notebook leva para aplicar este efeito.

Novamente a APU presente no GX60 não ajuda neste teste, resultando em uma performance entre 40 e 60% mais lenta que os demais modelos. O único que ficou para trÁs, neste comparativo, é o Pavilion DV6, outro notebook equipado com processador AMD.

3DMark
Hora de colocar as GPUs para esquentar com o software da Futuremark. Nesta bateria de três testes temos vÁrios recursos pesados rodando, vendo como a placa se comporta desde as animações mais simples até renderização de elementos complexos como fumaça e tesselação.

No 3DMark  surge um padrão que irÁ se repetir bastante ao longo dos testes: este notebook, com placa AMD, fica atrÁs dos aparelhos com GPU Nvidia nos testes mais "leves", e emparelha nos testes com mais demanda. Aqui, a GTX680M do G1473 fica bem à frente nos testes "Cloud Gate" e "Ice Storm", mas no mais "tenso" deles, o "Fire Strike", o chip topo de linha da AMD e da Nvidia ficam "pau a pau".

{break::Alien vs. Predator}

Nosso próximo teste é com o game "Alien vs. Predator", muito elogiado pelo uso das tecnologias disponíveis no DirectX 11, e que serÁ testado utilizando o Adrenaline Benchmark Tools, para rodar a bateria de testes.

 

Seguindo um padrão que vemos lÁ nos testes com placas para desktops, a AMD costuma levar a melhor neste game, e aqui não temos uma exceção. A HD 7970M bateu a GTX 680M (do MSI GT70) com vantagens entre 14 e 40%.


FullHD
Aumentando a resolução, e exigência do teste, os três modelos com a dupla Core i7+ GTX 660M ficam "na mesma balada", com uma performance muito semelhante. Nas configurações mais avançadas, o MSI GE70 jÁ começa a ficar com uma taxa média de quadros por segundo abaixo do recomendÁvel para um bom gameplay.

Aumentando a resolução, vemos que as diferenças entre os resultados dos notebooks ficam estÁveis, em relação ao teste anterior.

Tessellation
Por fim, acionamos a tecnologia do Tessellation, que aumenta a qualidade grÁfica tornando a modelagem dos objetos mais complexa e, de quebra, tornando mais difícil para a placa executar o game.

Nesta bateria mais exigente, a diferença entre a GTX680M e a Radeon HD 7970M caiu, mas ainda se manteve na casa dos 25%. É interessante observar que, mesmo em nosso teste mais pesado, o GX60 roda este game com uma média de quadros de 60 por segundo, o ideal.


Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Alien vs Predator Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

{break::Bioshock Infinite}


O game "BioShock Infinte" é um grande sucesso de crítica (inclusive aqui no Adrenaline) desenvolvido pela 2K Games. Para os testes com o este jogo utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool"

No começo do teste, a HD7970M ficou abaixo até mesmo da GTX 660M que equipa com Lenovo Y580, mas bastou tornar o teste mais exigente para a placa deixar GPU gamer de entrada da Nvidia para trÁs. Apesar de progressivamente diminuir a diferença, no mÁximo de qualidade e GTX 680M ainda conseguiu 30% mais desempenho.

FullHD
Subimos a resolução para os 1080p, para analisar o comportamento dos notebooks.

 

Apesar da diferença inicial, quando aumentamos a qualidade grÁfica vemos uma disputa mais "parelha" entre a GTX 680M e a HD 7970M. O chip da Nvidia leva a melhor com uma vantagem de 13% mas, em termos prÁticos, as duas placas tem uma performance semelhante no game. Quem não conseguiu mais rodar o game foi o modelo equipado com a GTX 660M da Lenovo, que ficou com apenas 20 quadros por segundo, o que não é o ideal.

{break::Tomb Raider}


O game marca o reboot da histórica franquia de Lara Croft, desenvolvido pela Crystal Dynamicscom sua engine própria, a Crystal Dynamics Engine. Para os testes com o este jogo utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool".

 

Inicialmente, a HD 7970M ficou abaixo da GTX 660M do modelo da Lenovo, nos testes mais leves. Quando mais demandado, o sistema mostra seu poder de fogo, emparelhando o jogo com a GTX 680M e chegando a ultrapassÁ-la na maior qualidade grÁfica, com uma vantagem de 12%.

FullHD
Aumentamos a resolução para 1080p, aumentando também o "estresse" do sistema para renderizar as cenas do benchmark. 

 

Novamente temos uma vantagem para a Nvidia nos testes iniciais, um equilíbrio nas qualidades intermediÁrias e um melhor desempenho no teste mais exigente. Apesar de bater a concorrente na resolução mais alta, temos uma "vitória de Pirro": nenhum notebook foi capaz de rodar o game com uma taxa de frames suficiente para um bom gameplay. 

{break::Recursos adicionais e armazenamento}O MSI GX60 ganha algumas tecnologias adicionais com o objetivo de melhorar a experiência com games. O primeiro deles é a placa de rede Killer E2200 Intelligent Networking, que usa um sistema inteligente para "dar preferência" a aplicações como streaming de vídeos e, principalmente, games. Assim a placa LAN garante que atividades prioritÁrias, como games online, tenham o mÁximo de banda disponível e não sofram dos "malditos LAGs".

A combinação processador e placa de vídeo AMD também trazem um recurso interessante para quem deseja economizar energia, o AMD Enduro. Com esta tecnologia, o notebook ajusta de forma dinâmica o uso dos componentes, iniciando com o chip grÁfico integrado da  APU e acionando o chip dedicado apenas quando algum aplicativo "mais pesado" demandar. Esta tecnologia explica, inclusive, o resultado de nossos benchmarks: o notebook começa com resultados abaixo dos concorrentes, mas sempre mantendo uma média de frames alta e, a medida que aumentamos a qualidade grÁfica, ele vai acionando "mais poder de fogo" e equilibrando o jogo com os outros notebooks.

Outros destaques são o teclado SteelSeries, com uma ótima resposta tÁtil e capacidade de receber comando de múltiplas teclas acionadas ao mesmo tempo, e o som THX TruStudio Pro, com um dos melhores sistemas de Áudio que jÁ vimos instalado em notebook, conseguindo entregar boa qualidade e intensidade sonora (mas nada que vÁ fazer os gamers abandonarem o uso de um bom fone).

Armazenamento
Rodamos o aplicativo HDTune para mensurar a velocidade do disco presente no notebook.


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Não creio que a MSI vÁ contar muita vantagem do HDD que estÁ equipando o modelo de nossa anÁlise. Com certeza, uma troca por outra forma de armazenamento, com um HD mais Ágil ou um SSD, vão ser uma boa pedida.

{break::Conclusões}O MSI GX60 é um modelo bastante interessante por trazer alta performance em um tamanho e peso não tão comprometedores como o do Avell G1743, por exemplo. Ele coloca em um notebook de 15 polegadas e 3.5kg o mais poderoso chip grÁfico da AMD, o Radeon HD 7970M, o que garante que o aparelho rode os principais games com alta qualidade. Para os programas que demandam mais do processador, porém, a APU da AMD fica longe da performance dos processadores da Intel.

 

O design e o acabamento equilibram bem um visual imponente, sem ser excessivamente chamativo. Na maioria dos aspectos, a qualidade dos materiais e a posição dos elementos foram acertadas, com a exceção do touchpad: pequeno e com bordas com alto relevo, é possivelmente o pior que jÁ testamos para uso com o Windows 8.

Os diferenciais deste aparelho incluem diversas tecnologias interessantes para os gamers, como a placa de rede Killer E2200, que prioriza a banda para games e streaming, garantindo boa performance nestas atividades, o teclado da linha especializada em games StellSeries.


Tela antirreflexo 

As multimídias não fazem feio, no GX60. A tela FullHD com acabamento fosco tem ótimas cores e contrastes, e seu estilo antirreflexo evita que alguma fonte de luz comprometa a visão da tela. O Áudio THX TruStudios Pro também mostra seus efeitos, entregando um dos melhores Áudios que jÁ vimos em notebook gamers, sendo possível até mesmo "perceber" a direção de onde um som vem, durante o gameplay. Nada mal, mas acho difícil que algum gamer deixe de usar um bom fone de ouvido (e, especialmente, um bom mouse) na hora da jogatina.  

MSI GX60 é um notebook com uma ótima relação performance vs. peso, tecnologias adicionais interessantes para gamers e equipado com um ótimo chip grÁfico (mas um processador apenas regular)

 

PRÓS
Alta performance em games
Leve (considerando que traz uma placa gamer TOP)
CONTRAS
Processador AMD fica bem abaixo dos concorrentes com Intel
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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