ANÁLISE: Lenovo Yoga 13

ANÁLISE: Lenovo Yoga 13

O Lenovo Yoga é um Ultrabook conversível bastante versÁtil, capaz de ser usado como tablet e notebook de diversas formas graças ao amplo movimento da tela, capaz de girar em até 360º. Com acabamento fosco, o aparelho vem equipado com CPU Intel e diversas das tecnologias presentes em Ultrabooks, como o antirroubo.

A performance do modelo não chega a impressionar, jÁ que vem equipado com um processador menos potente que os que vimos nos Dell XPS 12 e Acer Aspire S7, mas ainda assim entrega desempenho mais que suficiente para rodar as aplicações cotidianas de forma satisfatória.

A tela é a principal desvantagem deste modelo, comparado aos rivais. Enquanto muitos Ultrabooks desta geração estão equipados com telas FullHD, a Lenovo colocou um display de apenas 1600x900 de resolução, com um brilho de tela e qualidade de cor e contrastes apenas regular. Considerando o custo de um modelo como este, esperamos nada menos que componentes de alta qualidade. 

Confira, no restante da anÁlise e os detalhes sobre este modelo. 

{break::Especificações e comparativos}O Yoga 13 é o modelo com hardware menos potente que o presente no XPS 12 e Aspire S7, por conta de seu processador. Infelizmente só encontramos disponíveis no país modelos com o processador Core i5-3317, enquanto que no exterior hÁ opções com Core i7. O restante das especificações ficam dentro da média do que vemos na maioria dos Ultrabooks, como 4GB de RAM e armazenamento em SSD.

Processador: Intel Core i5-3317U (1.7GHz; 3MB Cache)
Sistema Operacional: Windows 8 em Português
GrÁficos: Intel® HD Graphics 4000}
Memória: 4GB (1x4GB) DDR3 1600MHz
Tela: 13.3" HD LED (1600x900) Multitouch
Armazenamento: 128GB SSD
Bateria: 4 células
Conectividade
Wireless 802.11b/g/n
Bluetooth 4.0
HDMI
USB 3.0
USB 2.0

Dimensões: 333,4 x 224,8 x 16,9 mm 
Peso: 1,54 kg
Garantia: 1 ano Lenovo em casa 

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Dell XPS 12 vs Acer Aspire S7 vs Lenovo Yoga 13


Dell XPS 12
Acer Aspire S7
Lenovo Yoga 13
Processador
Intel Core i5 3337U Intel Core i7 3517U Intel Core i5 3317U
Chip GrÁfico
Intel Graphics 4000 Intel Graphics 4000 Intel Graphics 4000
Memória RAM
4GB 4GB 4GB
Tela
12.5" FullHD  13.3" FullHD Led-backlight
13.3" 1600x900 Led-bakclight
Dimensões (AxPxL)
31.7 x 21.5 x 1.5-2.0 cm  32.3 x 21.8 x 1.3 cm 33.34 x 22.48 x 1.69 cm
Peso
1.52 Kg 1.3 Kg 1.54 Kg
Armazenamento

128GB SSD

256GB HDD 128GB SSD
Bateria
6 células Li-Ion
4 células Li-Ion 4 células Li-Ion
Preço

R$ 4.599,00

R$ 6.089,00 R$ 4.599,00

{break::Fotos e design}O Yoga 13 possui acabamento fosco, tanto na parte interna quanto externa. Ele possui um porte mais robusto entre os demais Ultrabooks que recebemos para anÁlise, mas isto não é comprometedor em sua portabilidade, sendo tão prÁtico quanto os demais modelos para ser carregado e manuseado.

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O Yoga tem o teclado mais amplo que jÁ testamos, com teclas bastante grandes e um teclado completo (naturalmente, não contando o teclado numérico). O touchpad e a Área para apoio dos pulsos também são espaçosas, o que resulta em um dos modelos mais confortÁveis deste ultracompactos que jÁ testamos. Só ficou devendo um elemento para a produtividade: ser retroiluminado.

O hibridismo do Yoga 13 é feito através do giro completo da tela, conseguindo abrir a tela em 360º. Isto abre margem a uma grande gama de usos, de acordo com o ângulo da tela, podendo ser usado no modo convencional de notebooks, como tablet e vÁrios outros intermediÁrios. A dobradiça é bastante firme, o que faz com que o usuÁrio precise por "um pouco de força" para fazer o giro da tela. A transformação não é tão "macia" quanto outros modelos, mas em compensação garante que o Yoga 13 fique firme em suas vÁrias formas, então creio que esta seja a opção certa. Melhor que o Taichi 21, que por conta do peso de suas duas telas e a dobradiça muito leve ficava mudando o ângulo da tela ao menor movimento. 

No aspecto geral, o notebook traz uma impressão de bastante solidez, uma das características muito prezada por fãs da Lenovo. Mesmo a dobradiça segmentada, para conseguir o amplo giro, este modelo tem uma construção bastante robusta. No design, só vejo um defeito: a pegada do Yoga 13 fica um tanto estranha em seu formato tablet, por ficar com o teclado "para fora". Apesar do dispositivo automaticamente bloquear as teclas quando no formato tablet, a ergonomia fica esquisita, pois você fica constantemente pressionando teclas ao segurÁ-lo.

{break::CineBench e WinRAR}Começamos nossos testes sintéticos com o CineBench, ferramenta que avalia a capacidade do hardware de trabalhar com a API OpenGL.

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O Yoga ficou entre 10 e 25% abaixo dos demais Ultrabooks geração Ivy Bridge, como o S7 e o Taichi, tanto no teste com CPU quanto GPU.

 

Como WinRAR, um benchmark com desempenho bastante dependente da qualidade da CPU, o Yoga novamente é penalizado por seu processador menos potente, ficando entre 5 e 20% abaixo dos demais Ultrabooks de segunda geração testados.

{break::PCMark, Photoshop e autonomia}Seguimos nossa série de testes com o PCMark, benchmark que avalia a performance geral do sistema, testando a capacidade dos aparelhos em executar funções como abrir arquivos, navegação na internet, execução de vídeos e renderização de grÁficos em 3D.

Neste teste o Yoga 13 equilibra o jogo com o Taichi, mas manteve-se 15% abaixo do XPS 12 e 20% atrÁs do Aspire S7. Em relação o Folio 13, equipado com processador da geração anterior, o ganho de performance foi significativo, com 30% a mais de desempenho.

 

Aplicando o filtro Extrude no Photoshop CS5 vemos novamente uma diferença do Yoga para os demais modelos, levando entre 10 e 15% mais tempo para finalizar a aplicação do efeito na imagem, comparado aos demais Ultrabooks desta geração testados.

Autonomia
Chegamos a um ponto crítico para os Ultrabooks, dispositivos portÁteis que são uma resposta dos notebooks ao grande crescimento dos tablets. De nada adianta um aparelho superportÁtil que tenha uma portabilidade limitada até "a próxima tomada".

No teste de autonomia dividimos em dois perfis: no primeiro, rodamos o Powermark no modo produtividade, em que o aplicativo se limita a navegar na internet e editar documentos de texto, com o brilho da tela no mínimo e o sistema operacional configurado para economizar o mÁximo de energia. No segundo, mais exigente, colocamos a tela em brilho mÁximo, alteramos o gerenciador de energia do sistema para modo alto desempenho, e configuramos o Powermark para realizar o benchmark no modo "entretenimento", em que pode-se alternar entre executar vídeos e renderizar animações em 3D.  

Apesar de superar o Taichi 21, o Yoga 13 não se destacou pela duração de bateria. No comparativo com o melhor desempenho até o momento, o medido no Folio 13 (Ultrabook da primeira geração, ainda), ele conseguiu metade de autonomia, ficando em torno de quatro horas ativo em modo de economia de energia.

{break::Games: GRID 2}Apesar de não ser o foco neste tipo de dispositivo, uma das melhores formas de levar um hardware a seu limite são os games. Com um perfil menos potente, por conta dos grÁficos integrados da Intel, fizemos testes usamos o game GRID 2 em configurações medianas, para ver até onde o XPS 12 consegue ir, caso seu dono decida usÁ-lo na hora do entretenimento também.

Confira nossa anÁlise do game GRID 2 

Entre os modelos analisados recentemente, o Yoga foi o único que não conseguiu performance o bastante para rodar Grid mantendo uma média acima dos 24fps, nas duas qualidades grÁficas testadas. Se você pretende jogar casualmente, ainda é possível arriscar alguns games mais leves, em qualidade baixa, mas neste quesito o XPS 12 e o Aspires S7 se saíram melhor.

{break::Tela, Áudio e armazenamento}O display é um dos pontos críticos para o Lenovo Yoga 13. Enquanto a maioria dos Ultrabooks desta geração vem equipados com telas FullHD, como a linha Zenbook Prime e os aparelhos analisados recentemente no Adrenaline, o Yoga veio com a resolução de 1600x900. Porém, não é só a densidade de pixels que é inferior: é visível uma menor qualidade em elementos como contraste e ângulos de visão.

HÁ outros modelos de Ultrabooks que também vem equipados com telas de menor qualidade, mas também costumam vir por preços mais acessíveis. Este não é o caso do Yoga, que vem por um preço semelhante aos demais aparelhos "premium", que além da tela melhor também costumam vir com teclado retroiluminado.

No quesito Áudio, o Yoga 13 consegue uma boa intensidade e definição de Áudio. Como temos visto nos últimos ultracompactos analisados, o som é bastante positivo em frequências agudas e intermediÁrias mas, como podemos supor pelo pouco espaço na carcaça do aparelho, os tons mais graves não possuem uma intensidade muito marcante. No geral, este modelo da Lenovo ficou dentro da média, emparelhado com o XPS 12 e o Aspire S7, sendo que a exceção é ainda o Zenbook, que faz um "pequeno milagre" com a tecnologia Sonic Master e Bang & Olufsen ICE Power.

Nosso último benchmark também não ajudou muito o Yoga 13: o desempenho de seus dispositivo de armazenamento também ficou abaixo dos concorrentes, com uma performance quase 30% abaixo da medida no XPS 12 e o Taichi 21. Comparar com o Aspire S7 e seu Raid 0 com dois SSDs é covardia.

{break::Conclusão}O Lenovo Yoga se mostrou um dos formatos mais interessantes de Ultrabooks híbridos. Seu giro em 360º não apenas foi capaz de tornÁ-lo um notebook-tablet eficiente, mas também criou uma série de outros estilos, como o tenda e o painel. Em todas as formas hÁ pouca perda, exceto no formato tablet: é estranho segurÁ-lo pressionando as teclas atrÁs, o tempo todo (apesar de elas automaticamente pararem de funcionar a partir de um certo ângulo).

Apesar do amplo giro da tela, o Lenovo é o híbrido que inspira mais confiança entre os modelos analisados pelo Adrenaline, por conta das dobradiças serem bastante firmes. Enquanto outros modelos utilizam apoios bastante sensíveis, casos dos sliders e do XPS 12, o Yoga parece um "tanque de guerra", com um acabamento bastante firme.

Na performance, porém, o modelo não empolgou. Por vir equipado com um modelo de processador abaixo dos concorrentes, seu desempenho ao longo dos testes sempre se manteve entre 10 e 25% abaixo de outros produtos, muitos na mesma faixa de preço. A tela também não foi um ponto alto deste aparelho, que ficou abaixo dos concorrentes em resolução e qualidade.

Após chegar ao mercado com um preço totalmente irrealista de R$ 8.999, ele recebeu uma redução e hoje estÁ no mesmo patamar (ainda caro, por sinal) dos Ultrabooks "topo de linha", como o Dell XPS 12. Ainda assim, o investimento na casa dos 5 a 6 mil reais ainda não é para qualquer um, e só faz sentido para quem faz questão das características destes ultrafinos.

Por conta de suas desvantagens frente aos concorrentes, o Yoga 13 é um produto para quem faz questão de sua robustez e que gostou de sua grande variedade de formatos para o uso, caso contrÁrio outros aparelhos, muitos jÁ analisados aqui no Adrenaline, podem ser mais interessantes. 

O Lenovo Yoga é o híbrido mais versÁtil, mas fica abaixo da concorrência em aspectos como performance e qualidade do display

 

PRÓS
Bastante versÁtil em seus formatos
Bom acabamento fosco na parte interna e externa
CONTRAS
Performance abaixo da concorrência
Tela não é FullHD
Teclado não é retroiluminado
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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