ANÁLISE: Dell XPS 12

ANÁLISE: Dell XPS 12

Dell XPS 12 é um Ultrabook conversível, capaz de alternar entre o modo tablet e notebook, equipado com uma tela de 12,5" e processador Core i5 de terceira geração. Seu grande destaque é o uso de materiais resistentes e leves, como fibra de carbono e alumínio, além da tela com a proteção Corning Gorilla Glass.

Seu formato híbrido é composto por uma tela capaz de girar dentro de uma moldura, sendo possível deixar a tela para o lado "de dentro", ficando assim como um notebook convencional, ou para o lado "de fora", sendo que quando fechamos a tampa do aparelho temos algo semelhante a um tablet.

Outros destaque é sua tela de 12.5" LED Backlight com 400 nits e ângulo de visão de 160 graus, além da bateria de seis células de lítio, mais que a maioria dos demais ultrabooks que se limitam a quatro. 

{break::Especificações e comparativos} Como é comum em Ultrabooks, temos um processador Core i5 operando em baixa ultra low voltage (tensão ultra-baixa, em tradução livre). Esta redução acarreta benefícios no aquecimento e no consumo de energia da CPU mas, naturalmente, também trazem uma performance menor que os processadores convencionais de notebooks. As demais especificações também ficam bem próximas do padrão presente em outros aparelhos, como 4GB de RAM, armazenamento em SSD e tela FullHD sensível a toques com tecnologia Corning Gorilla Glass.


Especificações técnicas 

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CPU Intel Core i5-3337U processor
Windows 8 Pro, 64-bit
4GB Dual Channel DDR3
Chipset: Mobile Intel QS77 Express Chipset
GPU: Card Intel HD 4000
Tela: 12.5" FHD 1080p Touch, Corning Gorilla Glass
Áudio: Realtek ALC3260; dois microfones
Armazenamento: 256GB SSD
Câmera: 1.3MP webcam; 1280 x 1024

Conectividade
WiFi Intel Centrino Advanced-N 6235 802.11 a/g/n
Bluetooth 4.0

Intel Wireless Display (WiDi) 3.0
2x USB 3.0
mini DisplayPort

Bateria: Lítio, com 6 células
Dimensões: 317x215x15-20 mm
Peso: 1.52 kg

Dell XPS 12 vs Acer Aspire S7 vs Lenovo Yoga 13



Dell XPS 12
Acer Aspire S7
Lenovo Yoga 13
Processador
Intel Core i5 3337U Intel Core i7 3517U Intel Core i5 3317U
Chip GrÁfico
Intel Graphics 4000 Intel Graphics 4000 Intel Graphics 4000
Memória RAM
4GB 4GB 4GB
Tela
12.5" FullHD  13.3" FullHD Led-backlight
13.3" 1600x900 Led-bakclight
Dimensões (AxPxL)
31.7 x 21.5 x 1.5-2.0 cm  32.3 x 21.8 x 1.3 cm 33.34 x 22.48 x 1.69 cm
Peso
1.52 Kg 1.3 Kg 1.54 Kg
Armazenamento

128GB SSD

256GB HDD 128GB SSD
Bateria
6 células Li-Ion
4 células Li-Ion 4 células Li-Ion
Preço

R$ 4.599,00

R$ 6.089,00 R$ 4.599,00

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{break::Fotos e design}No geral, o Dell XPS 12 tem um ótimo acabamento, passando uma imagem de bastante resistência e, ao mesmo tempo, leveza. Isto é resultado do uso de materiais como fibra de carbono e alumínio em sua carcaça, resultando em solidez ao conjunto sem comprometer o peso.

No comparativo com outros modelos, o XPS 12 chama a atenção por seu tamanho. Enquanto a maioria dos Ultrabooks estão divididos em modelos de 11" e 13", este modelo possui uma tela de 12,5", apesar de ficar com um tamanho próximo dos modelos de 13", sendo ligeiramente menor. O motivo para isto é a sua borda extra em torno da tela, resultado de "uma moldura" que ele possui e que, dentro dela, a tela gira.

Este mecanismo de giro é como funciona o hibridismo deste modelo. Girando dentro da moldura, a tela pode ficar para o lado de fora quando fechamos o notebook, entregando um design parecido com o de um tablet convencional. Girando novamente, temos uma ergonomia muito próxima a de um notebook comum. Esta transformação é muito fÁcil, e o encaixe é praticamente instantâneo ao finalizarmos o giro.

Este modelo híbrido estÁ entre os melhores que jÁ analisamos, por praticamente não comprometer em nada seu uso nas duas formas: como notebook não hÁ perda nenhuma, comparado a um modelo convencional, e como tablet, sua única desvantagem é o peso: seus 1.5kg são demais para serem utilizados por muito tempo sem um apoio. 

Nos demais aspectos, a ergonomia neste modelo é ótima, com um teclado retroiluminado confortÁvel que ocupa bem a Área disponível e um touchpad aceitÁvel (dentro do que touchpads costumam nos oferecer, não se surpreenda se passar a usar a touchscreen no lugar, para algumas ações). O apoio para pulsos tem um bom espaço e o acabamento emborrachado é ótimo para a digitação.

{break::CineBench, WinScore, WinRAR}Começamos nossos testes sintéticos com o CineBench, ferramenta que avalia a capacidade do hardware de trabalhar com a API OpenGL.

A diferença neste comparativo é claramente relacionada ao processador. A vantagem fica para o modelo da Acer, equipado com um Core i7, enquanto os dois modelos com Core i5 semelhantes, o XPS 12 e Taichi 21 empatam. Com uma CPU ligeiramente mais lenta, o Lenovo fica logo atrÁs, com 20% menos performance. 

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Com a medição de performance do próprio Windows, vemos que os principais limitantes de desempenho no XPS 12 são seus grÁficos integrados, que puxaram a nota para 5.3. Os 4GB de memória RAM também não alcançam uma pontuação muito alta e o processador Core i5, apesar de operar em baixa tensão, não se saiu mal com seu "quase 7".

 

Com o WinRAR, o processador é o elemento principal para o score do sistema. Vemos novamente que o i7 que equipa o modelo da Acer deu vantagem ao aparelho neste teste, sendo que o modelo de nossa anÁlise não fica muito atrÁs: o XPS 12 ficou 10% abaixo, com seu Core i5 ULV. 

{break::PCMark, Photoshop e autonomia}Seguimos nossa série de testes com o PCMark, benchmark que avalia a performance geral do sistema, testando a capacidade dos aparelhos em executar funções como abrir arquivos, navegação na internet, execução de vídeos e renderização de grÁficos em 3D.

O Dell XPS 12 se sai muito bem neste teste, conseguindo o segundo melhor resultado e perdendo apenas, novamente, para o Aspire S7, que possui um hardware mais potente. Ainda assim, a diferença é pouca: ele ficou 6% abaixo do modelo da Acer.

 

Executando o filtro do Photoshop, o Dell XPS 12 foi ultrapassado pelo Taichi 21, da Asus, mas a margem inferior a 1% nos leva a considerar um empate técnico. O Aspire S7 continua a frente, mas a diferença foi, novamente, na casa de 6%, apenas.

Autonomia
Chegamos a um ponto crítico para os Ultrabooks, dispositivos portÁteis que são uma resposta dos notebooks ao grande crescimento dos tablets. De nada adianta um aparelho superportÁtil que tenha uma portabilidade limitada até "a próxima tomada".

No teste de autonomia dividimos em dois perfis: no primeiro, rodamos o Powermark no modo produtividade, em que o aplicativo se limita a navegar na internet e editar documentos de texto, com o brilho da tela no mínimo e o sistema operacional configurado para economizar o mÁximo de energia. No segundo, mais exigente, colocamos a tela em brilho mÁximo, alteramos o gerenciador de energia do sistema para modo alto desempenho, e configuramos o Powermark para realizar o benchmark no modo "entretenimento", em que pode-se alternar entre executar vídeos e renderizar animações em 3D.  

O resultado do XPS 12 é um dos melhores jÁ medidos aqui no Adrenaline. Ele foi capaz de ficar quase 7 horas longe da tomada, executando atividades leves como navegar na internet e editar um documento de texto. Curiosamente, nosso pódio segue com o HP Folio 13, em seu modelo equipado com um processador da geração passada (Sandy Bridge). Em relação ao outros modelos geração Ivy Bridge, como o Yoga 13 e o Aspire S7, as duas células a mais na bateria trouxeram uma boa vantagem neste critério, ao XPS 12.

{break::Games: GRID 2}Apesar de não ser o foco neste tipo de dispositivo, uma das melhores formas de levar um hardware a seu limite são os games. Com um perfil menos potente, por conta dos grÁficos integrados da Intel, fizemos testes usamos o game "GRID 2" em configurações medianas, para ver até onde o XPS 12 consegue ir, caso seu dono decida usÁ-lo na hora do entretenimento também.

Confira nossa anÁlise do game GRID 2 

O modelo desta anÁlise foi um "meio-termo" entre os desempenhos do Aspire S7 e o Yoga 13. Com a resolução em 1280x720, em qualidade média, é possível jogar o game GRID 2 no XPS 12 de forma aceitÁvel, com uma média 26 quadros por segundo. Não é o ideal, mas é algo dentro do aceitÁvel.

Para outras franquias mais leves, como games da Valve e da Blizzard, que costumam ser bastante "permissivos" em relação ao hardware, é bem provÁvel que o XPS 12 seja o suficiente, rodando com qualidade entre média e alta games como "Diablo III" e "Counter-Strike: Global Offensive".  

{break::Tela, Áudio e armazenamento}Ao ligar o XPS 12, jÁ percebemos a ótima qualidade da tela. Com resolução FullHD e intesidade de luz de 400 nits, a tela tem ótimos contrastes, cores vivas e ângulos de visão amplos com baixa distorção. Seu uso me incomodou apenas em um aspecto: o acelerômetro.


Lado errado, XPS. Lado errado... 

O XPS 12 parece demorar para entender a posição da tela, e em alguns momentos você acaba balançando o gadget no ar para fazer ele entender que a imagem estÁ na orientação errada. A Dell também não parece ter previsto a seguinte situação: a tela girada para o lado de fora, mas sem ser fechada como tablet. Se você quiser mostrar algo para alguém à sua frente, e quiser fazer isto girando a tela para o lado de lÁ, infelizmente a imagem ficarÁ de ponta-cabeça.

O Áudio do XPS 12 fica dentro das limitações que dispositivos ultracompactos possuem. O som é nítido, mas basta "subir o volume" para que ele passe a apresentar vÁrias distorções. Nos tons mais agudos e intermediÁrios a qualidade é boa e nos tons mais graves não faz feio, mas também não faz milagre.

O armazenamento presente neste modelo estÁ entre os melhores que jÁ testamos, em Ultrabooks. O SSD presentes no XPS 12 ficou empatado com o presente no Asus Taichi, e só não bateu o do Acer Aspires S7. O motivo, desta vez, não é o processador: o S7 vem com nada menos que dois SSDs em RAID  0, levando a esta grande diferença no benchmark.  

{break::Conclusão}O Dell XPS 12 estÁ entre os melhores Ultrabooks jÁ analisados aqui no Adrenaline. Sua performance só não foi capaz de bater o Aspire S7, aparelho que possui um processador mais potente e um RAID 0 de SSDs. Mesmo assim, ele não perdeu por muito, ficando muitas vezes apenas 10% abaixo do modelo da Acer, nos testes. A autonomia foi outro grande destaque, sendo que este modelo foi capaz de aguentar 7 horas longe da tomada, em uso com atividades leves. 

Como um modelo conversível, este aparelho é o melhor formato que jÁ testamos, por não comprometer em nada o uso como tablet e como notebook. A transformação é rÁpida e simples, e a única desvantagem acontece na forma tablet: apesar da ergonomia ficar adequada, ele ainda pesa 1.5kg, contra 635 gramas de um modelo convencional como o iPad. 

Outro grande atrativo deste modelo é usa tela de 12.5", que entrega alta resolução, luminosidade e ângulo de visão. O acabamento e os materiais utilizados entregam um ótimo design e, ao mesmo tempo, uma sensação de robustez, com a durabilidade de materiais como alumínio, fibra de carbono e Gorilla Glass. Os finos apoios da tela na moldura, nas laterais, parecem um ponto crítico da resistência deste modelo mas, ao menos em nosso período de testes, eles não deram qualquer sinal de desgaste.

Por fim, o custo do XPS 12 é alto, mas dentro do valor bastante inflacionado dos Ultrabooks conversíveis no mercado brasileiro. As especificações de hardware deste modelo podem ser encontradas em notebooks muito mais baratos, mas eles não entregam o design presentes neste híbrido. Se você quer um aparelho leve e com ótimo acabamento, capaz de atuar como tablet e notebook, e não vê problema em abrir a carteira para conseguir estas características, o XPS 12 é uma opção que você deve cogitar.  

O Dell XPS 12 é o Ultrabook híbrido mais eficiente que jÁ testamos, conseguindo uma experiência sem perdas como tablet e notebook, entregando também uma ótima performance, autonomia e design

 

PRÓS
Boa autonomia
Alta performance
Resistente e com ótimo acabamento
Transformação muito eficiente tablet-notebook
CONTRAS
Rotação automÁtica da tela não funciona em algumas posições
Tela ligeiramente menor que alguns concorrentes
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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