ANÁLISE: GIGABYTE Z87X-OC

ANÁLISE: GIGABYTE Z87X-OC

A placa-mãe Z87X-OC é um dos melhores modelos da Gigabyte com chipset Intel Z87 para mainboards socket 1150 e com suporte aos processadores Intel Core de 4ª geração (Haswell). Ela foi desenvolvida especialmente para os usuÁrios que pretendem overclockar o sistema, com diversos diferenciais para essa finalidade.

A Z87X-OC possui suporte para quatro placas de vídeo, através das tecnologias SLI (no caso de placas da NVIDIA) e CrossFire (AMD). Para resistir a altos overclocks, a placa vem com MOSFET de alta qualidade, capacitores de metais nobres e componentes que prometem aguentar as sobrecargas.

Para refrigerar os componentes, a mainboard permite o encaixe de radiadores de nitrogênio líquido e, para não precisar abrir a BIOS, o usuÁrio pode mexer nas configurações do sistema através dos botões e seletores da placa, além de trazer duas conexões USB internas.

Na imagem abaixo podemos ver o destacada de grande parte dos componentes e tecnologias da placa:

A anÁlise completa da Gigabyte Z87X-OC você confere nas próximas pÁginas.

{break::O que é uma placa-mãe}A placa-mãe é o componente central de todo computador (e alguns outros dispositivos eletrônicos, como smartphones e tablets). Ela fornece as conexões elétricas através das quais os outros componentes se comunicam, unificando-os em um só sistema. É na placa-mãe que são ligados elementos-chave como processador, placas de vídeo dedicadas e memórias. Além disso, modelos modernos oferecem suporte integrado a Áudio, controlador grÁfico (dispensando a existência de uma placa de vídeo para a funcionalidade bÁsica de um monitor), controlador de rede, USB 2.0 (com os 3.0 se tornando mais comuns) e algumas outras coisas.

Atualmente, podemos dizer que as placas-mãe são diferenciadas entre si por três características base: soquete, chipset e tamanho. O soquete é a "peça" feita para o encaixe e instalação do processador, que funciona como o cérebro de um computador. Os diferentes modelos de processadores exigem diferentes tipos de soquetes, e geralmente só funcionam com aqueles feitos especificamente para eles.

O chipset é o conjunto de circuitos integrados (chips) instalado na placa e também funciona apenas com determinadas famílias de processadores. Por controlar a comunicação entre processador e demais aparelhos externos, detém um papel crucial na performance do sistema, além das tecnologias disponíveis. O tamanho é a característica com menor importância, mas que define elementos fundamentais, como suporte a múltiplas placas de vídeo. Além disso, pode impossibilitar a instalação em alguns gabinetes, no caso de placas maiores.

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Por se tratar de uma peça tão central e que envolve tanta troca de energia constante, as placas-mãe modernas apresentam encaixe para cooler sobre o processador e fornecedores de energia para fans adicionais, além de poder contar com dissipadores de calor integrados à sua própria estrutura. Algumas placas também contam com sensores de temperatura para detectar o calor, possibilitando o controle da velocidade dos fans através da BIOS (um sistema de controle bÁsico do sistema).

{break::Chipset Intel série 8}

Como normalmente ocorre, o lançamento de uma nova geração de processadores representa a chegada de uma nova linha de chipsets (na realidade, com a migração de diversas funções do chipset para a CPU, o termo mais correto atualmente é Platform Controller Hub - PCH). Seja pela necessidade de uma nova pinagem, sejam pelas novas tecnologias embarcadas na CPU. 

Junto com os processadores Haswell para desktops, a Intel lançou cinco opções de chipset/PCH da nova série 8: B85, H87, Q85, Q87 e Z87. Destes, dois são voltados prioritariamente para o mercado doméstico, o H87 (especialmente projetado para o segmento de entrada/intermediÁrio e sistemas HTPCs) e o Z87 (para o mercado intermediÁrio de alto desempenho e entusiasta, que desejam explorar os recursos de overclock dos processadores), ficando os demais para o mercado corporativo.



Diferentemente do que ocorreu com o Ivy Bridge – que possui compatibilidade com as placas-mãe da geração anterior (Sandy Bridge), o Haswell não possui retrocompatibilidade com as mobos com chipset série 7 (H77, Z75, Z77...). Tudo porque as placas mães equipadas com o PCH Intel série 8 possuem um novo padrão de pinagem. Portanto, sai de cena o socket LGA-1155 para dar entrada ao novo LGA-1150. Essa mudança ocorreu fundamentalmente em virtude do novo projeto de fornecimento de energia dos Core iX 4000. A boa notícia é que ao menos, os coolers são compatíveis com os processadores sockets LGa-1155/1156.

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De modo macro, o chipset Intel série 8 é muito semelhante ao Intel série 7, com discretas mudanças/aprimoramentos, como é o caso da quantidade de portas SATA 6Gbps e USB 3.0 nativas, e o fim do suporte ao PCI legacy (não confundir com o PCIe). 

A novo PCH possui um total de 14 portas USB, sendo seis do padrão 3.0. Trata-se de uma evolução sobre as quatro portas USB 3.0 presentes no Intel série 7. Outro fato é que finalmente o USB 3.0 vem embarcado, não necessitando mais de um chip de terceiro.

Em se tratando do link PCI Express 3.0, todos os novos chipsets suportam 16 linhas, na configuração 1x16. JÁ o Z87 conta ainda com as opções 2x8 ou 1x8 + 2x4, conferindo mais flexibilidade para o uso de múltiplos dispositivos, como é o caso de duas ou mais placas 3D. Vale mencionar que a configuração x4 de um PCIe 3.0 equivale à largura de banda de um PCIe 2.0 x8, desde, claro, que a placa em questão consiga tirar proveito do PCI Express 3.0.

Para quem não sabe, a terceira geração do PCIe dobra a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2 (passando de 16GB/s para 32GB/s – nas placas acessórias. Com isso, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha), evitando assim qualquer possibilidade de gargalo no trÁfego dos dados. Trata-se de algo fundamental para as placas 3D mais poderosas.

Em relação às memórias, os chipsets da série 8 continuam a seguir o padrão do segmento, ou seja, são do tipo dual-channel (bus de 128 bits), com DDR3 aos pares. Embora no "papel", esteja escrito a compatibilidade oficial com memória de 1333/1600Mhz, a geração Haswell suporta DDR3 com frequências bem acima deste valor, ultrapassando os 2800Mhz.

{break::Tecnologias by GYGABYTE}A placa-mãe Gigabyte Z87X-OC possui algumas características exclusivas, disponíveis abaixo. Para a relação completa de especificações da placa, acesse o site da Gigabyte.

OC Ignition

O recurso OC Ignition mantém energia na placa-mãe e nos componentes conectados enquanto o sistema estÁ desligado. Permite ainda que os usuÁrios testem as configurações de water cooler e permite a demonstração do case mod sem a necessidade de ligar o PC.

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OC Brace

O OC Brace permite instalar com tranquilidade até quatro placas grÁficas em um case aberto sem o risco de danificar o slot PCIe ou prevenir que a GPU não apareça no sistema devido a mau contato com o slot.

OC Touch

A tecnologia OC Touch inclui uma gama de botões de fÁcil uso características cambiÁveis exclusivas das placas-mãe Gigabyte. O design por trÁs do OC Touch é simples. Pretende ajudar entusiastas e overclockers a não apenas aproveitar ao mÁximo a performance do seu hardware, como também usufruir de toda a experiência OC.

Suporte a quatro placas de vídeo

A Z87X-OC permite a realização de CrossFire X, com quatro placas de vídeo da AMD ou SLI, com quatro da NVIDIA.

Ultra Durable 5 Plus

A tecnologia Ultra Durable 5 Plus traz placas-mãe com uma gama de componentes de alta capacidade que oferecem a mais alta demanda de energia para o CPU. Quebrando, assim, recordes de desempenho, refrigeração e eficiência, estendendo a via útil da placa.

Novo Gigabyte UEFI DualBIOS

Com o novo DualBIOS, a Gigabyte permite que os usuÁrios controlem e customizem a BIOS, além de ajustar o overclock e a performance em tempo real. Atalhos e controles através do mouse fazem a navegação no software ser mais rÁpida.

Nova central de aplicativos Gigabyte

A central de apps da Gigabyte dÁ ao usuÁrio fÁcil acesso aos aplicativos que ajudam a aproveitar os recursos da placa.

Um fuso para cada porta USB

Na série 8 de placas-mãe da Gigabyte, cada porta USB possui seu próprio fuso de energia, que previne falhas inesperadas na porta, ajudando a salvar os dados com segurança durante a transferência

{break::Fotos}Como é de se esperar de um modelo bastante diferenciado, o acabamento sobre componentes e tecnologias é bastante superior a modelos de entrada e até mesmo intermediÁrios.

Com as cores preto e laranja em destaque, adotadas pela Gigabyte para os modelos com características de overclock, a Z87X-OC tem como principais destaques o suporte a quatro placas de vídeo através de Crossfire ou SLI, controles de overclock diretos no PCB da placa (localizados perto dos slots de memória). Esses controles facilitam o overclock em tempo real e surtem efeito imediatamente quando acionados, mesmo com o sistema operacional em funcionamento. HÁ ainda uma série de controles de monitoramento do sistema, importante para overclockers extremos.

Também destacamos as duas portas USB internas da placa-mãe, algo que não vemos normalmente, mas que é bastante interessante para quem usa o sistema montado em bancada, comum entre overclockers extremos.

Para aqueles que sempre imaginaram uma conexão USB interna no PCB e que facilite a vida de quem utiliza sistema montado em bancada, a Gigabyte resolveu o problema, colocando duas conexões. Quem sabe futuramente não resolvam outra necessidade nossa, adicionar uma memória flash de ao menos 8 GB a placa, uma espécie de pen drive integrado. 

A mainboard suporta possui oito conectores para FANs no PCB, dando opção de sobra para resfriamento do sistema. Outros destaque estÁ nos conectores de energia, incluindo inclusive um específico para overclock das placas de vídeo ou indicado quando utilizando múltiplas placas.

Em se tratando de conexões no painel traseiro, o modelo traz o que mais vem sendo utilizado atualmente, como portas USB 3.0 e duas entradas HDMI. Como terceira conexão de vídeo, uma DisplayPort, ainda rara em monitores no Brasil.

Outro destaque da placa é o OC Brace, um acessório desenvolvido pela Gigabyte que visa resolver o problemas das placas ficarem "soltas" quando o sistema for montado em bancada. Após sua instalação, é possível prender de forma mais simples uma placa na mainboard, mesmo que o sistema esteja montado sobre uma bancada.

Nas fotos abaixo temos a Z87X-OC ao lado da Z77X-UP7, também da Gigabyte, e que é considerada a placa topo de linha com chipset série 7. A UP7 era um pouco maior, mas a nova Z87C-OC parece que trouxe a intenção de conquistar o mesmo tipo de usuÁrio, com os botões de overclock direto na placa, além de possibilidade de monitorar as voltagens por um aparelho específico para essa finalidade.

{break::BIOS}JÁ considerÁvamos as BIOS mais recentes da Gigabyte entre as melhores, mas a empresa fez uma nova mudança alterando totalmente a BIOS anterior, felizmente, para melhor.

O visual ficou bastante bonito, jÁ de inicio chamando a atenção pela quantidade de informações na tela, graças à resolução 1920x1080 adotada pela empresa - até então era de 1024x768.

Além de uma série de controles avançados como se espera de uma placa voltada a overclock, a BIOS traz uma grande gama de personalizações - e como deve ser um local de comum acesso do usuÁrio overclocker, a ideia é bastante bem vinda. É possível trocar desde cores a menus que vão aparecer na BIOS. O usuÁrio praticamente monta a sua própria BIOS.

{break::MÁquinas/Softwares utilizados, CPU/GPU-Z}Abaixo temos algumas fotos do processador montado sobre a mainboard analisada. Vale destacar que nos testes de overclock utilizamos o cooler Noctua NH-D14 ao invés do cooler box

 

MÁquinas utilizadas nos testes:
- Intel Core i7 4770K (3.5GHz) + Gigabyte Z87X-OC

- Intel Core i7 4770K (3.5GHz) + ASUS Gryphon Z87

Todas os sistemas utilizaram os mesmos hardwares para os testes:
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 680 referência
- Memórias: 8 GB G.Skill ARES @ 1600MHz (2x4GB)
- SSD: Corsair Force GT 240GB Sata III
- HD: Seagate ST31000528AS 1TB SATA II 7200RPM
- Fonte de energia (PSU): XFX ProSeries 850W PSU

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits com Updates
- Intel INF 9.4.0.1017
- Intel HD Graphics Drivers 15.31.9.3165
- NVIDIA GeForce 320.18

Aplicativos/Games:
- CineBENCH 11.5
- MaxxMEM
- x264 FHD Benchmark 1.0.1
- wPrime 2.09

- 3DMark 11 (DX11)
- Aliens vs Predator (DX11)
- Tomb Raider (DX11)

CPU-Z, GPU-Z
Abaixo, algumas telas do CPU-Z e GPU-Z mostrando detalhes da placa-mãe e sistema utilizado na anÁlise, sendo as telas do CPU-Z relacionadas ao processador, placa-mãe e memórias, e do GPU-Z relacionada ao vídeo HD Graphics 4600 integrado ao Core i7 4770K. 


{break::Consumo de energia}Além de teste em modo ocioso, criamos duas situações de testes de consumo com o sistema sendo exigido: uma apenas dos modelos com vídeo integrado rodando o 3DMark 11 e outra com os sistema rodando com uma NVIDIA GeForce GTX 680 referência, também rodando o 3DMark 11.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark 11
Quando colocamos os sistema com vídeo integrado rodando o 3DMark 11, temos os consumos abaixo:

+ GTX 680 rodando 3DMark 11
Por fim, quando adicionamos uma placa de vídeo GeForce GTX 680 nos sistemas, os consumos ficam da seguinte forma:

{break::Testes com uso do CPU}CineBENCH 11.5
Começamos os testes de desempenho em aplicações com o CineBench, que testa o processador convertendo uma imagem. 

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo Full HD, temos os seguintes resultados:

MaxxMEM
O aplicativo MaxxMEM serve para testar o desempenho das memórias. Os testes são do modo "copy".

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, temos os resultados abaixo:

Conversão de vídeo
Através do software CyberLink MediaEspresso, fizemos testes de conversão de vídeo com os processadores com vídeo integrado.

{break::Testes com uso do vídeo integrado}Agora vamos aos testes com o vídeo integrado do Core i7 4770K utilizado nos sistemas.

3DMark 11
Começamos nossos testes com o 3DMark 11.

Aliens vs Predator
Em teste de games utilizamos o Aliens vc Predator para medir o desempenho do HD Graphics 4600 e dos sistemas comparados.

Tomb Raider
Para finalizar testes de games, vamos ao teste de desempenho do Tomb Raider.

Versões futuras do pacote de drivers de vídeo da Intel podem trazer boas melhoras de desempenho e consequentemente gerar uma diferença superior entre os sistemas. 

{break::Testes com uma GeForce GTX 680}Além dos testes com o vídeo integrado, fizemos alguns testes com os sistemas rodando em conjunto com uma NVIDIA GeForce GTX 680 referência, confiram abaixo os resultados:

3DMark 11
Começamos pelo 3DMark 11:

Aliens vs Predator
Damos sequência com o game Aliens vs Predator:

Tomb Raider
Por fim, abaixo os resultados com o Tomb Raider.

{break::Overclock}Overclockamos o sistema utilizando um cooler de alto desempenho, afinal overclockar o processador série K para clocks altos com o cooler box pode trazer problemas ao processador, além de gerar limitação no overclock e consequentemente não possibilitar clocks à altura do que um modelo série "K" pode aguentar. Sem contar que essa placa-mãe se diferencia justamente por ser voltada ao overclock, consequentemente usuÁrios que pretendem optar por ela quase que obrigatoriamente escolherão um cooler mais robusto.

Overclockamos o Core i7 4770K de duas formas. Uma através de um overclock manual na BIOS, e outra através do botão "Turbo" do OC Touch, painel localizado perto dos slots de memória na placa-mãe.

Pelo botão, o processador foi overclockado para 4.3GHz, 800MHz acima do padrão, interessante por ser tudo automÁtico e simples, afinal é só apertar um botão. 

JÁ o overclock manual, mesmo com nossas tentativas de chegar a 4.7GHz, não conseguimos manter o sistema estÁvel em alguns dos testes. Dessa forma, ficamos em 4.6GHz na CPU e 1.4GHz no vídeo integrado e 2400MHz nas memórias, o que não deixa de ser bom, mas é um pouco frustante por ser uma placa-mãe destinada a overclock. O curioso é que o próprio perfil de 4.7GHz da mainboard também não deixou o sistema estÁvel. Atualizações de BIOS podem ajudar a placa a melhorar nesse sentido, ou pelo menos deveriam.

Abaixo as telas do GPU-Z no overclock manual via BIOS com o 4770K a 4.6GHz, e também com o processador trabalhando em 4.3GHz pelo overclock através do botão "Turbo" da placa-mãe, em seguida alguns testes: 

Consumo de Energia
O consumo de energia normalmente sofre um bom aumento dependendo do overclock feito, entre os motivos por aumentar a "entrega" de energia ao processador e sistema.


CineBENCH 11.5
Abaixo o desempenho dos sistemas na conversão de imagem do CineBench.

wPrime
Em um teste que mais vale como validador para o overclock feito, devido estressar todos os cores, temos o seguinte resultado:

3DMark 11
JÁ no 3DMark 11, que vai ter maior ganho em overclocks que também aumentem o clock do vídeo integrado, temos os seguintes resultados:

Aliens vs Predator
Por fim, rodando o Aliens vs Predator os sistemas tiverem os seguintes resultados:

{break::Conclusão}Nada melhor do que começar a testar uma nova geração de placas-mãe com um modelo como a Z87X-OC da Gigabyte. A placa é muito boa e recheada de diferenciais que usuÁrios entusiastas e especialmente overclockers vão gostar.

Além de seu belo acabamento e visual imponente, jÁ característicos de modelos top da empresa, a Gigabyte ainda cuidou para trazer algumas novidades bem legais. Primeiro o que a empresa chama de OC Brace, um "assessório" que permite fixar as placas adicionais no sistema sem que as mesmas fiquem "soltas" quando o sistema estÁ montado sobre uma bancada, bastante normal quando o usuÁrio é um overclocker.

Outra novidade pensando nesse público foram as conexões USB no PCB da placa, perto do local tradicional das portas SATA. Mais uma tecnologia bem legal é o botão chamado "OC Ignition", que mantém a corrente de energia para alguns hardwares do sistema, como coolers. Se para muitos essas tecnologias não importam na prÁtica, para o publico alvo ajudam bastante. Quem sabe não adicionam mais uma coisa que nós gostaríamos em futuros modelos, um "pen drive" embutido de ao menos 4 ou 8GB, no qual poderia se armazenar um sistema de boot em DOS, drivers e atualizações de BIOS etc. O custo não seria alto e seria mais uma tecnologia interessante.

Tirando a porta Thunderbolt(que não faz muita diferença para overclockers), tudo o que existe de melhor para nova plataforma de placas-mãe Serie 8 da Intel a Z87X-OC tem. Tecnologias jÁ padrão de mercado como conexões SATA 3 e USB 3.0 são bÁsicas em qualquer mainboard que se preze atualmente. Mas suporte a quatro placas de vídeo ao mesmo tempo em Crossfire ou SLI, componentes de altíssima qualidade, BIOS bastante diferenciada, projeto avançado em overclock, entre outras características, tornam a placa um modelo diferenciado e uma das melhores opções no mercado atualmente.

Alias, falando em overclock, mesmo esse sendo seu principal diferencial, não conseguimos estabilizar o Core i7 4770K em 4.7GHz, mesmo com o cooler Noctua NH-D14. Como tínhamos tempo contado para publicar a anÁlise, fizemos os testes com o clock mais alto que conseguimos com a mÁquina 100% estÁvel, com o processador overclockado para 4.6GHz e a GPU integrada para 1.4GHz, o que não é ruim, os benchmarks demonstraram excelente ganho. Futuras atualizações de BIOS da placa-mãe devem corrigir problemas relacionados a overclock.

JÁ o sistema de overclock através do painel OC Touch é muito interessante. O modo mais fÁcil é apertando o botão "Turbo" e o resto o sistema faz sozinho. No caso do Core i7 4770K o processador passou a trabalhar em 4.3GHz, em aplicações que exigiram do CPU o ganho ficou na casa de 15%, interessante e simples para qualquer pessoa fazer. Nesse mesmo painel é possível aumentar o multiplicador e a frequência em tempo real, com o sistema em funcionamento. Isso é bastante interessante porque dependendo a situação, se o usuÁrio sentir que a mÁquina precisa de um up no desempenho, basta pressionar por algumas vezes o botão + do multiplicador por exemplo, que o overclock é instantâneo. Testamos e funcionou muito bem. 

Tivemos problema com o aplicativo EasyTune, um dos grandes diferenciais da Gigabyte. Esse aplicativo facilita a vida de usuÁrios leigos para overclockar o sistema, mas não sabemos o motivo - se é ou não um bug - não conseguimos rodar o mesmo, ele sempre travava mesmo reinstalando o sistema. Tentaremos em breve com nova versão fazer novos testes e atualizamos a review. A Gigabyte ainda tem outros aplicativos interessantes, como o APP Center que além de centralizar os demais aplicativos da empresa, faz uma busca e avisa o usuÁrio quando tem novas atualizações pro sistema. Outro destaque fica no EZ Setup, aplicativo que orienta e facilita a configuração de algumas tecnologias, como o uso de RAID. 

Em se tratando das conexões, talvez uma conexão DVI fosse mais interessante que a DisplayPort, especialmente para nós brasileiros que fomos esquecidos pelas empresas de monitores em se tratando dessa tecnologia, mesmo o mundo aderindo a ela. No mais uma porta Thunderbolt e suporte a Wireless / Bluetooth tornariam ela completa para o padrão de placas-mãe, tecnologias que ficaram para a Z87X-OC Force, modelo que custa o dobro desse analisado, U$399, mas como destacamos, essas tecnologias não são muito utilizadas por overclockers, então seriam mais para aumentar o custo da placa do que para tornar ela mais atrativa.

Nos Estados Unidos a Z87X-OC foi lançada com preço de U$ 199 dólares, muito atrativo por se tratar de um modelo bastante diferenciado. Por aqui ela não deve chegar por menos de R$800 ou um pouco mais. Como jÁ destacamos, com a necessidade de um novo processador, que deve ser um grande problema nesse inicio de vendas dessas novas mainboards Socket 1150.

 

PRÓS
Placa-mãe com acabamento e componentes de primeira qualidade
BIOS com opções avançadas e bastante personalizÁvel
Tecnologias novas e atrativas para overclockers, como OC Ignition, Brace e conexões USB no PCB da placa
Painel OC Touch é um prato cheio para quem gosta de overclock
Suporte a quatro placas de vídeo em Crossfire ou SLI
Selo Ultra Durable 5
CONTRAS
Novo socket complica a vida de quem quer fazer upgrade, forçando upgrade do processador para modelos Core de 4ª geração
Não estabilizou o Core i7 4770K em 4.7GHz
Sem grandes diferenciais "prÁticos" em tecnologias de modelos Serie 7
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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