ANÁLISE: Motorola Razr D3

ANÁLISE: Motorola Razr D3

Há algo interessante acontecendo no segmento de smartphones no Brasil: agora, é possível desembolsar menos de R$700 e levar para casa um bom aparelho, com Android atualizado e configurações de hardware suficientes para realizar tarefas cotidianas e até curtir alguns jogos e filmes.

Esse é o caso do Motorola Razr D3, que busta atingir a esse público que não é hard user, mas não abre mão de uma boa performance. Com uma construção robusta, tela viva e brilhante de 4 polegadas, Android 4.1 (Jelly Bean) e processador dual-core, o smartphone ainda vem em versões single chip e dual chip, por preços que não ultrapassam os R$799,00.

Como será que o Razr D3 se comporta no dia-a-dia? Veja a seguir.

{break::Especificações, comparativos e vídeo-análise}



Tela:
4.0" TFT 480x800
Memória: 4GB de armazenamento, 1GB de RAM
Cartão SD: expansível em até 32GB
WLAN: Wi-Fi 802.11 b/g/n, Wi-Fi hotspot, Wi-Fi Direct
Bluetooth: 4.0 com EDR
NFC: Sim
DLNA: Não
HDMI: Não
MHL: Não
USB:  microUSB 2.0
Câmera traseira: 8MP (3264x2448 pixels), autofoco, flash LED
Vídeo câmera traseira: 720p
Câmera frontal: 1.2MP
Sitema operacional: Android 4.1 (Jelly Bean)
CPU: Dual-core de 1.2GHz
Sensores: Accelerometro, proximidade, bússula
GPS: Sim, A-GPS
Bateria:  Li-Ion 2000 mAh
Dimensões: 119.3 x 59.8 x 9.8 mm
Peso: 120g

RAZR HD x Optimus 4X HD x Xperia P


RAZR D3 (dual)
Optimus L7 II (dual)
Xperia P
Processador
Dual-core 1.2GHz
Cortex A5 dual-core 1GHz
Cortex-A9 dual-core de 1GHz
Armazenamento
4GB (interna) + 32GB (MicroSD)
4GB (interna) + 32GB (MicroSD)
16GB (interna) 
Memória RAM
1GB
738MB
1GB
Sistema operacional
Android 4.1 (Jelly Bean)
Android 4.1.2 (Jelly Bean)
Android 4.0 (Ice Cream Sandwich), atualizável para Jelly Bean
Câmeras
Traseira 8MP / Frontal 1.2MP
Traseira 8MP / Frontal VGA
Traseira 8MP / Frontal VGA
Tela
TFT 4.0' (480 x 800)
LCD IPS 4.3' (480 x 800)
LED LCD 4' (540 x 960)
Dimensões
119.3 x 59.8 x 9.8 mm
122.2 x 66.6 x 9.7 mm
122 x 59.5 x 10.5 mm
Peso
120g
115,5g
120g
Bateria
Li-Ion 2000 mAh
Li-Ion 2460 mAh
Li-Ion 1305 mAh
LTE



HDMI



Preço (03/05/13)
R$705
R$889
R$764

{break::Design e tela}O Motorola Razr D3 segue o mesmo padrão de design dos demais modelos da linha Razr, principalmente o intermediário Razr i, com uma parte frontal em preto fosco e cantos levemente arredondados. A traseira, não removível, é um pouco rugosa com alguns detalhes que fazem com que essa parte não seja lisa, o que ajuda a manter a segurança na pegada.

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Apesar de ser muito semelhante aos outros smartphones da família Razr, o D3 chama a atenção por ser pequenininho. Ele mede 119,3 x 59,8mm e tem uma tela de 4 polegadas, contra 4,3Â’Â’ do Razr i. No entanto, ele é mais grosso, com 9,8 mm de espessura, enquanto o Razr i tem 8,3mm.

Com essas medidas e a espessura um tanto acima da média dos smartphones atuais, o peso surpreende: são apenas 120g, 6g a menos que o Razr i. De fato, o D3 é bem leve, o que foi uma surpresa bastante positiva. 

O design é muito bem trabalhado, discreto e o aparelho é resistente, embora conte apenas com a primeira geração do Gorilla Glass. O material é bom, difícil de arranhar, e praticamente todos os slots estão protegidos por uma tampinha facilmente removível, com exceção da microUSB.

Não há botões aparentes, pois o Android 4.1.2 faz uso de botões virtuais, que surgem na parte de baixo do display. Assim, fica a impressão de que a parte de baixo do D3 poderia ser menor, ou, ainda, a tela poderia “invadir” um pouco esse espaço e ficar maior na vertical.

Na parte superior do smartphone, fica apenas o plug para fone de ouvido de 3,5mm. Na lateral direita, estão os botões de volume e o único botão que se destaca no visual do aparelho: o liga/desliga, que é cromado. Na lateral esquerda fica a microUSB e os slots para os dois cartões SIM e o microSD.

A tela do aparelho é muito boa para o segmento: são 4 polegadas, um tamanho médio que serve para todas as atividades cotidianas, sem dificuldade. As dimensões do aparelho, em conjunto com o display mediano, devem agradar a quem tem as mãos pequenas, mas pode causar um pouco de estranheza em quem tem as mãos maiores ou dedos longos.

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A resolução é de 480x800 pixels, na medida para o ramo intermediário. Inclusive, a relação de pixels por polegada é bem decente: são 233ppi. Não é um Retina Display, é claro, mas na prática, o resultado é bonito. Os pixels praticamente não são visíveis e a nitidez das letras é uma boa surpresa. 

O que incomoda um pouco é que o display é um pouco reflexivo demais. Mas as cores são bonitas, o contraste é muito bom e, inclusive, a tela parece não sujar tão facilmente quando a de modelos mais antigos da Motorola. Pelo visto, a companhia está começando a acertar em alguns pontos que sempre foram críticos em seus dispositivos móveis.

{break::Câmeras e multimídia}A parte multimídia nunca foi o forte dos smartphones da Motorola e desta vez não foi diferente. No entanto, podemos citar alguns pontos positivos levando em conta que o D3 é um aparelho mais em conta para o consumidor.

Primeiro é que existem duas câmeras, uma frontal e uma traseira, com 1.2 megapixels e 8 megapixels, nada mal para o segmento. A câmera traseira, inclusive, filma em 720p. 

As fotos são boas, mas há intermediários que se saem melhor, como a linha Xperia. Em boas condições de luminosidade, especialmente ao ar livre o Razr D3 se sai bem, mas em ambientes internos as imagens já mostram sinais de ruído, mesmo em locais bem iluminados. As fotos noturnas, por outro lado, não se saíram tão mal quanto o esperado, mas mostram que os aparelhos da Motorola continuam inapropriados para essas situações.

O Razr D3 permite algumas configurações, na câmera, o que é um belo ponto positivo, como balanço de branco, tipo de cena e até um modo HDR que, no entanto, não faz muita diferença na prática. Outro recurso é o modo panorama, muito fácil de usar e que ajuda o usuário a fazer fotos praticamente perfeitas, sem problemas nas “emendas”. Isso porque o aparelho exibe uma linha horizontal como guia e uma seta que muda de acordo com a posição do telefone. O smartphone só tira a foto no momento em que você consegue fazer as duas linhas coincidirem. Assim, a foto panorâmica sai retinha.

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A gravação de vídeo quebra um galho e a qualidade não difere muito da de modelos mais avançados e caros. O resultado final é em HD 720p, sem grandes problemas de foco nem de estabilização. 

Outra boa surpresa é a câmera frontal, com cores vivas e pouco nível de ruído. 

O Motorola Razr D3 surpreendeu também ao rodar sem problemas vídeos em FullHD (1080p). Além disso, conta com rádio FM, recurso não muito frequente, e quase sempre ausente em modelos top de linha. Por fim, ele ainda traz um editor de vídeos, o mesmo presente em outros modelos da linha Razr, um diferencial interessante para quem gosta de brincar com vídeos sem a necessidade de gastar mais de R$1 mil.

O player musical continua a mesma coisa dos outros modelos da linha Razr. A interface é simples, bonita e intuitiva, mas sem grandes apelos visuais. Os álbuns ficam exibidos em listas, com thumbnails das capas, e as faixas também ficam dispostas em listas, bem simples. Os alto-falantes têm uma qualidade boa e o som bem audível, mas fica o alerta: a bateria é um tremendo problema no D3. Ouvir músicas por muito tempo ou assistir a vídeos irá drená-la em um par de horas.

{break::Funcionalidades e desempenho}O Razr D3 é um aparelho do segmento intermediário, mas que nos surpreendeu muito na sua performance durante o dia-a-dia. O smartphone serve muito bem para a maior parte das pessoas: se sai bem na navegação web, com uma transição entre telas e movimentos de zoom muito fluídos.

O smartphone não apresentou nenhum tipo de travamento durante o período de testes e foi realmente agradável de usar. Roda vídeos em 1080p sem grandes problemas, apenas em alguns casos, dependendo do tipo de arquivo, a taxa de frames cai um pouco. Mas nada que impeça a visualização do conteúdo: a diferença é pouco perceptível aos olhos.

O Razr D3 também se mostrou extremamente eficiente na execução de aplicativos e, especialmente, jogos. A tela de 4 polegadas, eventualmente, dificulta um pouco a jogatina. Isso porque em alguns títulos, como “Dungeon Hunter 3”, as letras podem ficar um pouco pequenas demais. Fora isso, o display é suficiente para que você use seus dedos para controlar os personagens e ainda sobrar um bom espaço para visualizar outros elementos e o cenário do game.

O smartphone intermediário da Motorola ainda herda alguns recursos dos seus “primos”, como o Smart Actions. Ele permite a você ajustar configurações e funções que serão ativadas automaticamente no telefone em determinadas situações. Algo útil, por exemplo, para economizar bateria.

Outro detalhe é o editor de vídeos, também presentes nos modelos mais avançados. É uma ferramenta simples, mas bastante intuitiva, leve e fácil de usar, que permite usar não apenas os vídeos gravados com o próprio aparelho como qualquer outro arquivo de vídeo ou foto armazenado. Você ainda pode combinar trilhas de áudio e incluir efeitos de transição.

Isso sem contar a interface do Android modificada pela Motorola, com um resultado muito bonito e funcional. O widget de clima é discreto e tem um visual muito bem trabalhado, que harmoniza bem com o relógio. A melhor parte é o atalho para configurações rápidas: basta deslizar a tela para o lado. Assim, você não precisa ficar acessando o app de configurações para fazer ajustes corriqueiros, como ativar ou desativar a conexão de dados ou o Bluetooth.

O grande ponto fraco do Razr 3D é a bateria. Com 2000 mAh, ela não parece tão ruim, mas deixa um bocado a desejar.  Mesmo praticamente sem usar o smartphone, ele não conseguiu durar mais do que um dia. Em uso moderado, você vai conseguir usar o aparelho por umas sete ou oito horas. Por isso, é importante aprender a usar as Smart Actions a seu favor, caso contrário, você ficará na mão algumas vezes.

{break::Conclusão}Para quem quer um smartphone que se sai muito bem no uso diário e não faz questão de configurações top de linha, o Razr D3 é uma boa pedida. Apesar de ser intermediário, o aparelho mostra que a Motorola está aprendendo com os erros e aprimorando vários aspectos, como a personalização da interface do Android, a câmera e o desempenho geral. Quem gosta de aproveitar vantagens de várias operadoras, ainda pode adquirir a versão dual-chip.

Apesar de ser um bom companheiro para o dia-a-dia, ainda há alguns pontos fracos que devem ser mencionados. A bateria dura pouquíssimo, algo que, se já era um problema em aparelhos tops de linha, fica ainda pior no segmento intermediário. A memória interna também pode ser um problema: embora exista a possibilidade de instalar apps e armazenar arquivos no cartão SD, existem vários dados e aplicativos que só podem ser guardados na memória do telefone. Se você for um pouquinho mais hardcore, talvez prefira um smartphone com maior capacidade.


PRÓS
Ótimo desempenho
Ótima reprodução de vídeos
Recursos legais de software, como edição de vídeos e Smart Actions
As câmeras estão melhores
Versões single e dual-chip
CONTRAS
Baixa autonomia
A resolução pode dificultar um pouco a visão em alguns jogos
Mesmo problema de design de toda família Razr: espaço "sobrando" na parte inferior
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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