ANÁLISE: Darkstalkers: Resurrection (PS3)

ANÁLISE: Darkstalkers: Resurrection (PS3)

Os Darkstalkers saíram novamente da tumba para brigar em seu console. A Capcom e a Iron Galaxy lançaram neste mês Darkstalkers: Resurrection para aquisição online (apenas na Xbox Live e na PSN). O jogo na verdade é um pacote que contém Darkstalkers: The Night Warriors e Darkstalkers 3, lançados para consoles em 1996 e 1998, respectivamente. 

Essa "ressurreição" traz ainda algumas pequenas novidades para os games que vão agradar tanto fãs como novos jogadores.

{break::História e Jogabilidade}Jogos de luta como Darkstalkers não costumam ter uma história ou um enredo propriamente dito. O que existe, nesse estilo, seria mais como uma mitologia do game. Cada personagem tem sua própria história e existe algo, um motivador, que os compele a lutar em cada jogo e geralmente "justifica" o último adversÁrio das lutas, o final boss.

Darksltakers: The Night Warriors tem como boss um novo personagem, chamado Pyron. Ele é um ser do espaço (sim, um alienígena) que ao ver a Terra envolta em trevas julga que é seu dever reinar sobre ela, acima de humanos e Darkstalkers. 

Darkstalkers 3 jÁ tem um enredo um pouco menos... "espacial". Jedah, um demônio da nobreza no mundo dos mortos, é ressucitado e, vendo como as coisas andam na atualidade, resolve destruir tudo e começar um mundo novo, o que acaba dando a ele o papel de final boss do game.

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A principal diferença entre os games são os personagens presentes em cada um, mas hÁ também algumas mudanças na jogabilidade. The Night Warriors conta com Huitzul, Donovan e Pyron e seu sistema é o típico round por round. Darkstalkers 3 não tem os personagens citados anteriormente, mas tem Lilith, Q-Bee, B.B. Hood e Jedah no seu elenco e seu sistema de rounds é diferente: o adversÁrio derrotado levanta em seguida e o vencedor continua com a mesma health bar com que terminou o primeiro round. Outra diferença é que a barra de especial pode ser usada para ativar a Shadow Force, um recurso com tempo limitado que dÁ uma turbinada nas habilidades do seu personagem.

  

  

A jogabilidade, no geral, é a mesma clÁssica popularizada pelo Street Fighter. Meia lua pra cÁ, meia lua pra lÁ e alguns combos, girando em torno dos 6 hits consecutivos. Mas, por ser um jogo mais voltado para a ficção e fantasia, a Capcom se permitiu inovar bastante nos sprites dos personagens. Os golpes são exagerados e, por vezes, até cômicos. Porém não se deixe enganar. A pancadaria é pra valer e, dando uma ajustadinha no nível de dificuldade, o jogador vai suar pra terminar esses jogos.

{break::Novidades e Multiplayer}Darkstalkers: Resurrection não tem muitas novidades, mas as que tem são interessantes. Foi colocado um sistema tutorial e challenges que são pequenos desafios para se fazer com cada personagem. Esses desafios não só te ensinam a jogar com cada um, mas também contextualizam como cada golpe pode ser usado estrategicamente. HÁ também um sistema de prêmios dentro do jogo, os Awards, que dão ao jogador pontos de experiência para serem usados no Vault. O Vault é a galeria do jogo, ali dÁ pra comprar artes conceituais, as aberturas dos games e o final de cada personagem.

Outra novidade são as variadas perspectivas que se pode ter da tela do game. Existe a visão normal, a estendida em tela cheia, a esticada em tela cheia e mais algumas que simulam um arcade. Na prÁtica não são muito úteis. Jogar em arcade é nostÁlgico e seria ótimo, mas isso não tem nada a ver com poder enxergar o fliperama na tela. É esquisito e duvido que alguém jogue assim.

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O multiplayer é sempre um ponto alto dos jogos de luta. Mas não hÁ muito o que dizer dele. O jogo é o mesmo, a diferença é que hÁ outra pessoa controlando seu adversÁrio, via GPPO, no caso deste game. Mas hÁ aqui novidades interessantes no replay.

É possível gravar suas partidas, assistir com amigos convidados, assistir partidas online ao vivo e até fazer upload de alguns replays para o Youtube. Também é possível gravar replays de outros jogadores, que estejam no servidor, criando uma verdadeira biblioteca de tÁticas alheias para os jogadores realmente hardcore aprenderem estratégias do mundo todo.

{break::GrÁficos e Som}Os grÁficos de Darkstalkers são, com certeza, um ponto alto para o jogo. Desenhos originais no melhor estilo anime e designs absolutamente criativos dão carisma aos personagens. Além disso, as animações dos golpes e a diversidade deles torna divertido até de assistir ao jogo. Em Darkstalkers: Resurrection foi tudo devidamente redesenhado para exibição em HD.

A trilha sonora é boa e as vozes dos personagens são as mesmas de sempre. Para os padrões de hoje, a dublagem não é lÁ essas coisas, mas, levando em conta a nostalgia, é perfeito. Destaque para a música da tela inicial do jogo, é viciante (no bom sentido). 

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{break::Conclusão}Darkstalkers: Resurrection faz um ótimo trabalho em desenterrar a franquia, mas nem tanto em dar vida nova a ela (talvez Darkstalkers: Exumation fosse um nome melhor). Ainda assim, para os fãs (como eu), é um presente muito bem-vindo depois do game passar mais de dez anos na geladeira. Para novos jogadores, talvez valha mais a pena dar uma conferida na demo primeiro. Mas adianto: dificilmente não vão gostar.


A título de curiosidade, deixem nos comentÁrios seu personagem preferido =). O meu é o Jon Talbain (Gallon na versão japonesa).

PRÓS
Ótimo trabalho na atualização dos sprites para HD
Galeria de arte grande que agradarÁ aos fãs
Dois games completos pelo preço de um
CONTRAS
Poucos recursos novos
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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