ANÁLISE: Asus Vivobook X202E

ANÁLISE: Asus Vivobook X202E

O Vivobook é um notebook de entrada da Asus, que chega com a função de entregar toda a experiência da nova interface do Windows, e para isto vem equipado com uma tela sensível ao toque. Outros destaques incluem diversas tecnologias diferenciadas da Asus e um ótimo acabamento, principalmente se considerarmos que é um aparelho com custo não elevado.



Este modelo traz especificações bastante leves, como processador com Core i3 (hÁ modelos com Pentium e Celeron), 4GB de memória RAM e 500GB de armazenamento em HDD. Vejamos, no restante da anÁlise, o potencial deste notebook compacto, com tela de 11.6 polegadas.

{break::Especificações técnicas e vídeo anÁlise}O Vivobook é um notebook de especificações bastante leves, na potência de seus componentes. Equipado com o processador dual-core Core i3, operando em baixa voltagem para economizar energia, o modelo não chega a se destacar por sua performance. Outra característica que deixa claro seu desempenho são os 4GB de RAM, que apesar de não serem comprometedores, mostram que o Vivobook não chega com o objetivo de rodar aplicações que demandem muito do hardware. 

Apesar de ser um modelo de entrada, com Core i3, um ponto positivo do Vivobook é que ele possui a melhor GPU integrada disponível da Intel, a HD Graphics 4000, o que ajuda em atividades que demandam desta peça, como vídeos e games. 

Especificações técnicas 

Processador:
- Modelo: Intel Core i3 3217U
- Velocidade: 1.0 GHz até 1.333 GHz com TurboCore
- Barramento (FSB): 1333 MHz
- Memória Cache: 3MB L3 cache

Tela:
- Tipo de monitor: LED
- Polegadas: 11,6 Polegadas
- Resolução: 1366 x 768 pixels

Memória:
- Capacidade: 4 GB
- Barramento da memória: DDR3

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Armazenamento (HD):
- Capacidade: HD 500 Gb

Sistema Operacional:
- Windows 8 Pro

Webcam:
-1.3 megapixels. 

Leitor de cartões:
- SD Card, MultiMediaCard (MMC).

Placa wireless:
- 802.11b/g/n Wi-Fi

Placa de vídeo:
- Intel® HD Graphics 4000.

Som:
- Optimized Dolby® Home Theater® v4 audio enhancement
- MS-Sound compatible
- High-definition audio
- Dois alto falantes Stereos 3DSonic.

Placa mãe:
- Chipset Mobile Intel® HM76 Express

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Alimentação:
- Bateria recarregÁvel.
- Fonte: bivolt.

Bateria:
- Tipo: 2 células (5136mAh).

Conexões:
- 02 x Conexões USB 2.0 e 1x USB 3.0
- 01 x Saída para Headphone/alto-falante
- 01 x Microfone embutido
- 01 x VGA
- 01 x HDMI
- 01 x RJ-45

Garantia
12 meses de garantia

Peso
1.8 kg

{break::Fotos, design e aquecimento}O Vivobook possui um design bastante elegante em aço escovado e com acabamentos com uma qualidade próxima da que vemos em modelos mais potentes (e caros) da Asus, dando sinal de que, apesar de ser um modelo de entrada, a empresa não deixou de ter cuidado com a aparência do notebook.

 

O design é bastante fino e apesar de não chegar ao nível de refinamento do Asus Zenbook, ele é bem portÁtil. Justamente por sua pouca espessura de 2 centímetros, o seu peso de 1.8kg é um tanto decepcionante. O ótimo acabamento e a construção compacta nos traz a impressão de que ele é leve mas, na prÁtica, basta carregÁ-lo para ver que o peso não é um ponto positivo. O Avell Diamond, por exemplo, tem o mesmo peso e inclui uma placa de vídeo dedicada, enquanto o Zenbook consegue ser meio quilo mais leve.

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A tela de 11,6 polegadas do tipo lustrosa (glossy) e com resolução de 1366x768 não impressiona, com cores e contrastes apenas regulares. O ângulo de visão da tela também estÁ dentro da média. O destaque da tela é que ela é sensível a toques, algo que faz muita diferença na experiência de uso com o Windows 8. A mistura de tela lutrosa e sensível ao toque resulta em uma quantidade considerÁvel de marcas de dedos, sendo que este modelo fica marcado com facilidade.

Aquecimento
Como se trata de um modelo de entrada, e com um processador operando em baixa voltagem, esperamos um bom desempenho térmico do notebook, algo que realmente aconteceu em nossos testes. Após sucessivos benchmarks com o game Tomb Raider rodando em qualidade média, o Vivobook não apresentou um aquecimento excessivo.

A principal diferença de temperatura aconteceu no topo do teclado, tanto na parte de cima quanto de baixo, próximo à saída de ar localizada na fresta entre a tela e o corpo do notebook. Apesar deste aquecimento se propagar pela carcaça do aparelho, as temperaturas ficam, na maioria dos pontos, entre 30ºC e 35ºC, algo que não chega a ser incômodo. Em atividades mais leve, mais comuns no uso cotidiano, não hÁ aumento de temperatura perceptível.

{break::CineBENCH, Winscore, WinRAR e conversão de vídeo}Abrimos nossa série com testes "sintéticos" do sistema, mostrando com notebook lida com diversas atividades. Para começar, utilizamos o CineBench, uma ferramenta de benchmark que mede a capacidade do sistema (processador e placa de vídeo) em ligar com a API OpenGL, importante para quem deseja usar aplicações profissionais que trabalham neste padrão.

No teste que demanda mais da CPU, o Vivobook conseguiu um bom resultado, batendo modelos equipados com processador Core i5 Sandy Bridge, caso do HP Folio 13. Comparado a um processador Core i3 de desktop, ele entregou mais ou menos a metade da performance. O modelo Avell Diamond, notebook portÁtil equipado com Core i5, marcou o dobro de pontos, mostrando a diferença entre CPUs operando em frequências convencionais e no modo ULV (Ultra Low Voltage).

 No modo GPU vemos um equilíbrio entre os processadores com grÁficos da Intel. O HD Graphics 4000 não ficou muito acima dos modelos HD 3000 (como o Folio 13), neste teste.

Utilizando o sistema de pontuação do Windows 8, vemos que o Vivobook consegue uma performance na casa dos 6 pontos, algo OK para um dispositivo que se propõe a ser de entrada. O maior gargalo de desempenho é os grÁficos integrados, que levaram um 4.4 e tornaram esta a nota geral do sistema.

No benchmark com o WinRAR temos um ótimo resultado do Vivobook, batendo a maioria dos outros modelos portÁteis, como o Avell Diamond, Asus Zenbook (1ª geração) e o Folio 13. O Core i3 presente neste modelo foi inclusive capaz de bater o i5 geração Sandy Bridge presente no modelo da HP.

Colocando o Vivobook para trabalhar convertendo vídeos, o notebook apresentou uma performance 30% mais lenta que a vista em modelos com processador core i5, e 57% mais lento que modelos com core i7.

{break::PCMark, Photoshop e autonomia}A segunda parte de testes sintéticos é composta pelo PCMark, software que verifica o desempenho geral do sistema em uma série de atividades como rodar vídeos e converter arquivos, dando-nos uma noção da agilidade do sistema em situações cotidianas.

No PCMark 07 temos um bom escore do Vivobook, conseguindo ficar a frente de modelos com placa de vídeo dedicada, por exemplo. O notebook conseguiu ficar próximo de modelos intermediÁrios, mostrando que em situações do dia-a-dia seu hardware leve não compromete a experiência. Os detalhes da pontuação podem ser vistos neste link.

Executando um filtro do Photoshop, vemos que o Core i3 não é um processador que se destaca nesta atividade, levando quase um minuto a mais para finalizar o processamento, comparado a outros Core i5, e chegando a ser 45% mais lento que o Zenbook equipado com processador Core i7 Sandy Bridge. O seu resultado só não foi pior que o do HP Dv6, equipado com um AMD A6 3400M. 

Autonomia
Chegamos ao ponto importante para um notebook compacto: o tempo que ele consegue ficar longe da tomada. No teste de autonomia, dividimos em dois perfis: no primeiro, rodamos o Powermark no modo produtividade, em que o aplicativo se limita a navegar na internet e editar documentos de texto, com o brilho da tela no mínimo e o sistema operacional configurado para economizar o mÁximo de energia. No segundo, mais exigente, colocamos a tela em brilho mÁximo, alteramos o gerenciador de energia do sistema para modo alto desempenho, e configuramos o Powermark para realizar o benchmark no modo "entretenimento", em que pode-se alternar entre executar vídeos e renderizar animações em 3D.

 

As especificações leves do Vivobook resultam em uma boa durabilidade de bateria comparado a modelos intermediÁrios, mas ficando longe da longa duração de ultrabooks, como o Folio 13 da HP. Sendo econômico, o notebook funcionou por 4 horas, enquanto que em atividades que demandam mais processamento, chegou a 2h20.

Considerando o processador ULV, tela de 11,6" e os grÁficos integrados, seria interessante um pouco mais de autonomia no modo economia de energia, sendo que este modelo acabou empatando com concorrentes com telas muito maiores e hardware para games, ou seja, que tem a duração de bateria um tanto comprometida por estas características. 

{break:: Performance em games e benchmarks}Testamos algumas franquias no Vivobook, em geral pegando leve afinal falamos de um modelo equipado com um processador Core i3 e grÁficos integrados. Apesar de ser um modelo de entrada, a CPU deste notebook tem como vantagem vir com o Intel HD Graphics 4000, melhor GPU integrada disponível para processadores Intel.

Rodamos os games Left 4 Dead 2, Metro 2033 e Counter Strike: Global Offense. Com as duas franquias da Valve, vemos que o aparelho tem um potencial para games mais leves, conseguindo inclusive rodar o survivor horror pastelão em configurações intermediÁrias. O mesmo aconteceu com o CS:GO, que rodou de forma bem agradÁvel, com grÁficos e fps bons, numa verdadeira "salada de frutas" de "low", "medium" e "high" nas configurações.

Com Metro 2033, porém, forçamos a barra (afinal, queremos ver até onde o i3 iria, não é?). A jogabilidade ficou comprometida mesmo rodando em DirectX 9 e com os grÁficos e resolução nos níveis mais baixos disponíveis, mostrando que os compradores deste modelo precisam estar cientes que somente franquias mais "gentis" com seu hardware poderão ser jogadas, coisas como Diablo III, StarCraft 2, games da Valve e alguns mais antigos. 

Nos benchmarks, utilizamos dois games: Alien vs Predator, por jÁ termos um histórico longo de testes com iGPUs neste game, e Tomb Raider, para trazer um lançamento nos testes. 

 

Nossos dois benchmarks refletem a situação descrita com Metro: mesmo reduzindo totalmente as configurações, alguns games não poderão ser jogados no Vivobook de forma satisfatória, ficando longe de manter os 24fps mínimos. Também é possível notar que o Core i3 operando em frequência mais baixa (para economizar energia e reduzir o aquecimento) fez com que os HD Graphics 4000 deste notebook não passasse nem perto de processadores para desktop com esta mesma iGPU, caso do Intel Core i5 3570K, que entregou quase o dobro de performance. 

{break::Recursos adicionais e armazenamento}A ASUS inclui algumas tecnologias adicionais neste notebook, sendo que a mais notÁvel e sua tela sensível a toque, recurso que por hora vem se limitando a modelos mais caros. As respostas da tela são eficientes, sendo possível utilizÁ-la inclusive no desktop, pois algumas ações são mais confortÁveis de serem realizadas tocando na tela que usando o touchpad.

O sistema de som utiliza a tecnologia Sonic Master com Waves MaxxAudio, que promete som mais potente e com graves mais ricos através de alto-falantes e câmaras acústicas feitas para modelos de notebook maiores. Em nossos testes, o Vivobook mostrou ter um Áudio acima da média de outros modelos compactos, com bastante intensidade sonora mas, é claro, não fazendo milagres em tons mais graves. Apesar da qualidade, não chega a bater o Zenbook, da própria Asus, equipado com o sistema ICEpower.

Outros dois recursos são o Instant ON e WebStorage, sendo que o primeiro torna o aparelho capaz de hibernar por um período de até 15 dias, e o tempo de reinicialização é de apenas dois segundos, enquanto o segundo é uma armazenamento na nuvem disponibilizado pela Asus, com 32GB de espaço. 

Armazenamento
Rodamos o aplicativo HDTune para mensurar a velocidade do disco presente no notebook. 

 

Neste teste, a pontuação alcançada pelo Vivobook ficou dentro da esperada para um HDD, conseguindo em um empate técnico com vÁrios outros modelos e ficando evidente os modelos equipados com SSD, no topo do grÁfico.

{break::Conclusão}O Vivobook se destaca por ser um produto com um ótimo acabamento e uma tela sensível ao toque na casa dos R$ 2.000, algo raro atualmente. A touchscreen faz muita diferença no uso do Windows 8, tanto para os aplicativos com a nova interface Modern, quanto para alguns usos no próprio desktop convencional. Não raro, você poderÁ substituir comandos chatos com o touchpad por ações mais intuitivas, tocando na tela, algo bem acessível neste modelo compacto de 11.6".

Na performance, porém, vemos os efeitos de um dispositivo com o intuito de ser "de entrada". Equipado com  Core i3 e 4GB de RAM, ele consegue lidar bem com as atividades cotidianas para as quais se propõe, mas não conseguirÁ ir muito além. É possível arriscar alguns games mais leves, mas é preciso estar ciente que a qualidade não serÁ alta, e muitos dos jogos atuais simplesmente não rodarão. Este não chega a ser um defeito grande, jÁ que tratamos de um aparelho que não tem este foco, mas para quem curte games hÁ opções em faixa de preço semelhante com desempenho muito superior.

 As tecnologias adicionais como o som SonicMaster, o Instant ON e o acabamento dão a sensação de mexermos em um aparelho de "classe superior" (com exceção da tela, que é apenas regular), tornando este aparelho uma escolha muito boa para quem não necessita de um hardware de alto desempenho, e quer um aparelho compacto, eficiente e com a experiência adequada com o Windows 8.

HÁ modelos mais baratos, na casa dos R$ 1.699, equipados com processador Celeron e Pentium. Apesar da economia nestas opções, vale a pena desembolsar um pouco mais e levar um modelo semelhante a este da anÁlise, com uma CPU Intel Core i3. 

O Vivobook é a melhor opção para quem quer um bom design e tela sensível a toque em um modelo compacto de 11.6 polegadas, e não necessita de muita performance

 

PRÓS
Design fino e elegante
Preço interessante pelo conjunto acabamento + tela sensível ao toque
Touchscreen faz a diferença em Windows 8
CONTRAS
Baixa performance para um modelo de R$ 2.000
Pesado, apesar do tamanho
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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