ANÁLISE: OCZ Vector (256GB)

ANÁLISE: OCZ Vector (256GB)
A linha de SSDs Vector, da OCZ, foi lançada em novembro do ano passado e vem equipada com o novo controlador da empresa, o Indilinx Barefoot 3. A linha possui versões de 128 GB, 256 GB e 512 GB, com velocidade de leitura de até 550 MB por segundo, velocidade de escrita de até 530 MB por segundo e performance de leitura aleatória de até 100 mil IOPS.

Nas próximas pÁginas você confere a anÁlise completa do drive que possui cinco anos de garantia, espessura de 7mm, acompanha adaptador para baias de 3,5 polegadas e também o software de clonagem Acronis True Image, que busca facilitar a transferência de dados de um disco rígido para os modelos da OCZ.

Especificações
Abaixo temos as características técnicas da linha Vector, onde destacamos as mudanças de velocidade dependendo da capacidade do modelo, situação comum nesse tipo de produto, que pode variar para mais ou para menos à medida que temos o aumento de capacidade.

Performance


Tecnologias

O SSD Vector promete a performance mais rÁpida do mundo, com velocidade de leitura aleatória de 100.000 IOPS e 95.000 de escrita, para oferecer uma melhor uma melhor experiência na computação geral e em estações de trabalho do que qualquer outra solução de armazenamento.

Vector promete redefinir a confiança do usuÁrio e entregar uma solução de SSD Premium, criada a partir do zero para maior estabilidade, qualidade e durabilidade.

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Desenvolvido para durar, o SSD Vector promete maximizar a vida útil do drive com baixa amplificação de gravação e um conjunto avançado de gerenciamento da memória flash NAND para oferecer anos de performance humilhante do drive.

Mais recente tecnologia de controlador construído do zero por experts em SSD.

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Compre um OCZ Vector e ganhe uma cópia de Far Cry 3

Clientes que comprarem um SSD de 256GB ou 512GB da linha Vector, da OCZ, vão poder efetuar o download gratuito do game Far Cry 3 para PC. A promoção é limitada e os downloads poderão ser feitos até o dia 14 de julho após o registro na pÁgina da OCZ.

Abaixo, o vídeo demonstrativo do SSD da OCZ.

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{break::Entenda o SSD}O solid-state drive (SSD) é um disco de armazenamento de dados que utiliza módulos de memória NAND Flash (microchips) onde são mantidas as informações. Diferente dos hard disk drives (HDD) que utilizam discos magnéticos e cabeçotes para leitura/escrita, os SSD não possuem peças móveis para o processo de leitura, gravação e armazenamento dos dados.


Imagem ampliada do SSD. Fonte: How It Works

Os dados são armazenados em chips, na mesma lógica do HDD, no padrão de zeros e uns. Cada bit é alocado em um transistor microscópico, mil vezes mais fino que um fio de cabelo. Quando "em branco", todos os transistores estarão sem carga, o que representa o valor "1". Para gravar o valor "0", o transistor é carregado com elétrons (e-), ficando com com carga negativa em um extremo, e tornando-se positivamente carregado no outro extremo (B).


(A) Base do microchip, (B) extremo carregado positivamente e (C) extremo carregado negativamente. Imagem ampliada 110 mil vezes. Fonte: How It Works

A leitura é feita lançando uma corrente elétrica através da base do chip (A). Onde não houver carga, a corrente circularÁ livremente e retornarÁ o valor "1". JÁ nas partes que foram carregadas com elétrons, a corrente não conseguirÁ passar, e serÁ registrado o valor "0".

Para gravar dados, é preciso lançar elétrons em um transistor na frequência específica de 20 volts. Só assim os elétrons mudam de posição e altera-se o valor do bit. Essa estabilidade é o motivo que garante menos perdas de dados em caso de choque, e também diminui o consumo de energia para manter os dados. A leitura por corrente elétrica também é muito mais Ágil que a leitura por cabeçotes dos HDDs, pois não necessita da aceleração do giro do disco, e também é praticamente irrelevante a localização do bit no espaço físico do driver de armazenamento.

O que importa na escolha de um SSD
Na hora de decidir qual SSD você deve adquirir, hÁ uma série de fatores que devem ser pesados para definir qual o menor modelo para você. Aqui vamos fazer uma lista dos principais fatores que devem ser levados em consideração:

Capacidade de armazenamento
Como se trata de um dispositivo de armazenamento, é natural que o espaço disponível para guardar os arquivos é um dos principais fatores a ser avaliado. Em casos com pouco espaço, como até 60GB, o SSD serve apenas para atuar "como cache" (à exceção de casos isolados), movendo os arquivos mais utilizados para esta mídia mais rÁpida, melhorando a velocidade dos sistema nas atividades mais comuns. A partir dos 120GB é que temos um espaço suficiente para colocar todo o sistema no SSD, com um detalhe importante: mais espaço aumenta de forma drÁstica o preço, especialmente em SSDs.

Velocidade de transferência
A principal vantagem de um SSD é sua velocidade superior, conseguindo transferir arquivos em uma média de quase 300 MB/s, enquanto um HD dificilmente ultrapassa muito os 100 MB/s. Esta vantagem do SSD impacta em todo o funcionamento do computador, que fica mais Ágil para iniciar o sistema operacional, e pode até reduzir o tempo necessÁrio para abrir um programa para menos da metade.

A anÁlise da velocidade de um drive costuma ser divido em duas partes: a velocidade de leitura (read), que mede quantos Megabytes por segundo (MB/s) são lidos pelo dispositivo, e a velocidade de gravação (write), que mede quantos Megabytes de dados o dispositivo consegue gravar em sua memória por segundo.

Um exemplo da diferença de velocidade é este benchmark abaixo. É evidente a vantagem dos modelos equipados com SSD, pois conseguiram transferências próximas ou acima dos 200 MB/s,enquanto os HDs "penam" para chegar aos 100MB/s. O FullRange também deixa isso claro, pois ele possui os dois, e não é difícil saber qual resultado é do SSD e qual é o do HD, jÁ que o SSD manteve uma velocidade mais que duas vezes superior.

IOPS
O Input/Output Operations Per Second, ou operações de entrada/saída por segundo, em português, é a velocidade em que que um dispositivo de armazenamento realiza as operações de leitura e gravação de dados. Esta capacidade influencia as taxas de transferência, pois mostra a agilidade do SSD em acessar os espaços onde cada dado estÁ armazenado. Costuma-se dividir em dois tipos de testes: o de acesso sequencial (seq), que testa a capacidade do dispositivo em acessar dados armazenados em espaços "vizinhos", e que demonstra melhor a velocidade de leitura de arquivos maiores, e o acesso randômico (random), que verifica a velocidade que o SSD possui em buscar e ler os arquivos, normalmente pequenos, em locais distantes dentro dos blocos de armazenamento.

Tipo de conexão
A conexão do SSD também influencia a velocidade da transferência dos arquivos, jÁ que é por ela que os dados "entram e saem" para os outros componentes do computador, como o processador ou a memória RAM. A mais comum é a Serial ATA, ou SATA, que na versão SATA II chega a transferir até 300 MB/s. Como em alguns momentos a capacidade do SSD pode superar essa velocidade da conexão, os modelos SATA III chegam com o objetivo de evitar este "gargalo", com velocidade mÁxima teórica de 600 MB/s.

Outra conexão presente em alguns modelos é a PCI Express, que possui taxas de transferências superiores às do SATA, e fica muito acima do que o SSD demanda. Não vale a pena? Não é bem assim... essa conexão farÁ a diferença quando houver um número alto de acessos simultâneos no SSD, como vÁrias transferências sendo feitas ao mesmo tempo. Nesses casos, os modelos com SATA III entregam menos IOPS que os modelos PCI Express. O usuÁrio doméstico, na maioria dos casos, jÁ estarÁ bem servido com a terceira geração SATA.

Durabilidade
A vida útil de um SSD é limitada pelo número de vezes que cada "espaço" para armazenar os dados recebe informações e depois é "apagado".  Por isto, é importante verificar a quantidade de ciclos que o fabricante promete ou, como normalmente é feito, de quanto tempo é a garantia do dispositivo. Outro ponto importante é possuir um sistema que possua suporte à tecnologia TRIM, e ativÁ-la, para melhorar o funcionamento e a durabilidade do SSD (explicamos isso melhor nas próximas pÁginas). Outro detalhe em se tratando de durabilidade estÁ na qualidade das memórias NAND utilizadas: marcas de menor expressão estavam utilizando memórias de baixa qualidade, que comprometiam o armazenamento dos dados, o que não acontece com as de renome como Intel, OCZ, Corsair, Patriot etc.

SSD vs HD
Temos algumas diferenças "gritantes" entre SSD e HD. Vamos falar um pouco mais de três que julgamos estar entre as principais. Fica difícil determinar qual é mais relevante, sendo que em todas elas temos uma disparidade muito grande na performance.


Barulho
A diferença é simples, o HD faz o barulho clÁssico das agulhas procurando os dados nos discos, jÁ o SSD faz ...... ops, ele não faz barulho, isso mesmo, nenhum SSD emite ruído algum, característica muito importante para muitos usuÁrios, especialmente para alguns equipamentos como notebooks. Mesmo que um HD não seja um dos componentes mais barulhentos de um computador, se ele fizer pouco barulho (ou nenhum, como no caso de um SSD), melhor.

Temperatura
HDs mais recentes, por possuírem maior velocidade e capacidade, se tornaram bastante compactos internamente, gerando mais calor. Com isso, ajudam a aumentar a temperatura interna de um gabinete, ou notebooks, onde existe pouco espaço e a dissipação do calor é precÁria.

Na comparação com um HD, o SSD tem uma temperatura menor em...... ops, SSD não esquenta! E quando dizemos que não esquenta, não é que ele "esquenta menos" ou "pouco", ele não esquenta mesmo, fica totalmente frio. Para nível de comparação, ao usarmos um termômetro a laser, a diferença da temperatura dele desligado para a alcançada durante os testes de performance foi de menos de 0,5 graus, ou seja, a temperatura dele serÁ praticamente igual a temperatura ambiente.

Velocidade
Completando as três principais características temos a velocidade. Mesmo com a significativa diferença dos dois primeiros pontos acima, a velocidade é um dos aspectos que mais atraem os usuÁrios, justamente porque, no caso específico desse tipo de produto, vai impactar diretamente o tempo das ações, tornando a mÁquina mais rÁpida seja para carregar o sistema operacional e alguns aplicativos, seja na transferência de dados.

Para muitos, esse ganho de velocidade não representa muita coisa. JÁ para outros, faz toda a diferença.

Enquanto nos discos magnéticos a velocidade é medida em RPMs (rotações por minuto), ou seja, uma velocidade angular, nos SSDs o desempenho é mensurado normalmente em MB/s, valor da taxa de transferência dos dados, seja de escrita ou leitura. Dessa forma, não é possível fazer uma comparação direta de desempenho entre um SSD e HD apenas pela "leitura" de suas especificações. É preciso partir para testes de desempenho.

Este modelo que estamos analisando jÁ é baseado em conexão SATA III de 6GB/s, o dobro da anterior. Na prÁtica, os tempos de leitura e escrita não atingem o dobro da velocidade, mas ficam muito próximos.

Vale destacar também que opções na BIOS e no sistema operacional fazem toda a diferença no uso de um SSD, como ativar a opção AHCI nas opções de modo Sata da BIOS da placa-mãe. Fazendo isso, seu sistema trabalharÁ de forma mais rÁpida com o drive SSD. Isso pode, no entanto, impactar o sistema operacional. Caso ocorra algum problema, basta retornar ao modo anterior. O ideal é fazer essa mudança antes da instalação do sistema. Dizem que utilizar modo RAID mesmo tendo apena sum HD/SSD também é uma boa alternativa, jÁ que o sistema automaticamente direcionaria o modo ideal, desde que se faça a alteração antes de instalar o sistema operacional.

Outras diferenças
Além das três diferenças citadas acima, temos outras também muito importantes. Primeiro o tamanho, jÁ que o padrão de drives SSD é 2.5, diferente de HDs para computadores desktop que é 3.5. Também temos o fator peso, muito menor em um SSD. Os componentes utilizados em um SSD são bem mais leves que em um HD, isso que dizer que mesmo um SSD de 3.5 seria mais leve que um HD de mesmo tamanho.

Entre outros fatores favorÁveis ao SSD, temos o consumo de energia menor, a durabilidade em impactos, tornando um SSD bem mais resistente, jÁ que ele não possui as famosas "agulhas" e "discos" onde os dados são gravados, mas, como vimos, pequenas "memórias".

TRIM
O TRIM é o comando que permite ao sistema determinar quais blocos do SSD estão realmente em uso, ou estão livres. À medida que o SSD é utilizado, são acumulados conjuntos de blocos que contêm dados gravados, mas que o usuÁrio jÁ deletou. O SSD aguarda até poder deixar um grupo destes blocos disponível para, então, liberar fisicamente a memória de todos eles juntos. Essa também é uma limitação do SSD, que precisa reunir grupos maiores de blocos (normalmente 512kb), para então deletÁ-los.

Apesar de escrito em caixa alta, TRIM não é um acrônimo, e sim o nome do comando que organiza esta função. Ao facilitar a identificação desses dados apagados, mas que ainda ocupam os blocos,  ele melhora o desempenho da unidade de armazenamento no momento que reorganiza os blocos de dados invÁlidos (conhecido como "garbage collection"), agilizando o processo de "limpeza" dos blocos.

A durabilidade e a performance de um SSD estão relacionadas com a quantidade de ciclos em que são escritos e apagados os dados nestes blocos, então o uso do TRIM é um fator importante para aumentar a duração do SSD, assim como melhorar sua performance.

O TRIM não é suportado por todos os sistemas operacionais, nem por todos os SSDs. No Mac, estÁ implementado a partir da versão Mac OS X Lion, apesar de ser possível ativar no Snow Leopard, com a instalação de software de terceiros. No Linux, funciona a partir do kernel 2.6.33, mas apenas se a formatação da mídia for de tipos específicos, como EXT4 ou Btrfs. Nos sistemas da Microsoft, opera no Windows 7 e no 2008 R2.

Ativando o TRIM e o AHCI
Existem algumas "manhas" para ativar a tecnologia TRIM, assim como o AHCI, isso caso o sistema operacional não tenha sido instalado do zero sobre o SSD. Abaixo, algumas dicas a respeito.

Para ativar ou desativar o comando TRIM, serÁ necessÁrio abrir o "prompt de comando" do Windows.

Para abrir a janela do "prompt de comando" clique no botão INICIAR, no campo de procura digite "CMD.exe", quando aparecer o CMD selecione e clique com o botão direito. Depois, mande  "Executar como Administrador" (se aparecer uma tela de confirmação, clique em "SIM").

Como ativar o comando TRIM
No prompt, digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior set disabledeletenotify 0

Como desativar o comando TRIM
No prompt, digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior set disabledeletenotify 1

Como saber se o TRIM estÁ ativado em seu Windows 7
No prompt de comando digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior query disabledeletenotify

Explicação dos resultados informados pelo comando:
DisableDeleteNotify = 1 (O Comando TRIM no Windows estÁ DESATIVADO)
DisableDeleteNotify = 0 (O Comando TRIM no Windows estÁ ATIVADO)

Ativando o AHCI no Windows 7 sem reinstalar o sistema
Existe uma forma de editar o registro do Windows e ativar manualmente o modo AHCI, basta seguir o processo abaixo, sempre lembrando que após finalizar a sequência é necessÁrio alterar de IDE para AHCI na BIOS da placa mãe:

1. Feche todos os programas abertos no Windows.
2. Clique em INICIAR, digite "regedit" no campo de procura e dê ENTER.
3. Se aparecer um aviso do "Painel de controle do usuÁrio", clique em Continuar.
4. Dentro da tela de registro, procure pelo seguinte caminho:
HKEY_LOCAL_MACHINE/System/CurrentControlSet/services/Msahci
5. No painel da direita, duplo-clique em iniciar(start).
6. No campo "data", digite 0, depois clique em OK.
7. No menu Arquivo, clique em "Sair" para fechar o Editor de Registro.

Depois de fazer todo o processo acima, reinicie o sistema, entre na BIOS da placa-mãe e ative o AHCI. Quando você entrar no Windows novamente, vai ver uma "nota" da instalação dos drivers para o AHCI. Após mais uma reinicialização, o processo de instalação estarÁ finalizado.

Esse passos devem ser feitos por sua conta e risco, e não sugerimos fazer se você não tiver consciência do processo. Você também deve ter certeza de que seu driver controlador e a BIOS da placa-mãe suportam essa opção antes de ativÁ-la.

{break::Fotos}Nas fotos abaixo, além do layout muito bonito, destacamos a espessura dos drivers da linha Vector, com apenas 7mm, abaixo dos 9mm comuns na grande maioria dos drives. Na pratica isso não vai mudar muito para a grande maioria dos usuÁrios, afinal é um produto voltado a desktop, por outro lado quanto menos o espaço que esse tipo de dispositivo ocupa melhor, jÁ que o mercado estÁ buscando cada vez mais produtos compactos.

A linha Vector vem dentro de uma caixa tamanho padrão de vÁrios modelos da OCZ, com uma "base" para adaptar o drive em baias de 3,5 inch, importante para gabinetes mais antigos que não possuem fixação específica para drivers formato 2,5 inch. 


Nas fotos abaixo comparamos o Vector com o Vertex 4, ambos modelos de 256GB, que na pratica utilizam a mesma carcaça dos demais modelos de suas respectivas séries.

Reparem na última foto comparativa a diferença de espessura dos dois modelos. 

OCZ Vector 256GB por dentro
Para finalizar a seção de fotos, abrimos o drive para mostrar a placa com as memórias NAND e o controlador Indilinx Barefoot 3, proprietÁrio da OCZ e que da sequência a aposta da empresa em uma solução proprietÁria, visando tirar a dependência de uma parceira como acontece com os drivers que utilizam controlados SandForce.

Interessante destacarmos também que o drive possui conexões SATA e também MSATA, utilizado por alguns notebooks, placas-mãe e sistemas, dessa forma o usuÁrio pode remover a carcaça e utilizar o SSD em uma solução alternativa.

{break::Testes}Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado, baseado em uma mainboard com chipset Z77:

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte GA-Z77X-UP7
- Processador Intel Core i7 3770K
- Memórias G.Skill 8GB (2x4GB) ARES
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler CM TPC 812

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 Pro 64 Bits com updates
- Intel INF 9.3.0.1021
- Intel HD Graphics Drivers 15.26.12.2761
- Intel Rapid Storage Technology 11.5.4.1001

Aplicativos:
- AS SSD Benchmark 1.x
- ATTO Disk Benchmark 2.x
- CrystalDiskMark 3.x
- HD Tune Pro 5.xx
- Sandra Lite 2013

OVS.: Testes feito com o Turbo Boost desativado, para evitar que alternâncias no clock do processador influenciem nos testes. 

Antes de começarmos com os testes, abaixo a tela do CrystalDiskInfo e do HD Tune Pro com alguns detalhes técnicos do drive.

Firmware
o drive jÁ veio com o Firmware versão 1.03.1, sendo essa a versão recomendada pela OCZ. Caso tenha comprado um drive dessa série e a versão do Firmware foi anterior, recomendamos a atualização antes de começar a utilizar o drive, especialmente se for usar ele como drive principal para o sistema operacional.

Temperatura
Como comentamos anteriormente, um dos grandes trunfos de um SSD frente a um HD estÁ associado à temperatura, jÁ que o SSD não gera calor, dessa forma ele ficarÁ em temperatura ambiente.

É importante destacar que, como o SSD não gera calor, melhora consideravelmente o "ambiente" onde ele estiver, pois não demanda um sistema de resfriamento adicional, seja em um gabinete, notebook ou case externo.

{break::AS SSD Benchmark}Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD ou mesmo outros drives que usem conexão SATA.

JÁ no primeiro teste o Vector mostra todo seu alto desempenho ficando 10% a frente do segundo colocado, o Vertex 4, também da OCZ.

{break::ATTO Disk Benchmark}Abaixo temos o comportamento de todos os drives em cima do ATTO Disk Benchmark, conceituado utilitÁrio que testa performance desse tipo de produto.

No teste do ATTO em modo de leitura o drive fica entre os melhores, todos empatados tecnicamente, mas na tabela ocupa "apenas" a terceira colocação.

No modo de escrita novamente temos empate técnico entre vÁrios modelos, com o Vector na segunda colocação na tabela atrÁs do Vertex. Devido a diferença ser bastante pequena, novos testes poderiam gerar alternância entre os modelos testados.


Abaixo a tela do aplicativo com os resultados, mostrando mais detalhes.


{break::CrystalDiskMark}Com o aplicativo CrystalDiskMark, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar o teste "Seq". Abaixo, seguem os resultados.

Novamente o Vextor voltou ao topo no teste de leitura, por muito pouco e podemos, assim como no ATTO, declarar empate técnico devido a pouca diferença, mas ao menos colocou o drive na ponta da tabela, importante por ele ter características que prometem torna-lo o mais rÁpido do mundo.

No modo write, escrita, o Vector continua na ponta da tabela, agora por uma diferença um pouco maior sobre o Vexter 4, representando quase 3%, mas que aumenta consideravelmente sobre os demais modelos comparados, chegando a 56% de diferença sobre o Force GT da Corsair.

Abaixo a tela do aplicativo com os resultados, mostrando mais detalhes.


{break::HD Tune Pro}Também utilizamos o benchmark em "modo leitura" (read) do HD Tune Pro, um dos mais reconhecidos do mercado.

No primeiro teste, onde é medida a velocidade de leitura média, o Vector deixou a desejar, ficando na quinta colocação 12% atrÁs do primeiro colocado, o modelo de 120GB Intel 510 Series. Ao menos nos comparativos com demais modelos da OCZ o Vector conseguiu o melhor resultado.

Também fizemos os testes no modo "File Benchmark", nova funcionalidade da versão 5.00 do HD Tune Pro.

Se no modo Averange do teste Benchmark o Vector não se saiu bem, no teste "4K randon multi" read o drive mostra sua força e novamente assume a ponta da tabela, quase 14% a frente do Vertex 4, segundo colocado.

Quando utilizamos o modo aleatório para escrita, apesar do Vector ficar em primeiro na tabela, o teste não mostra diferenças grandes entre os modelos comparados, consequentemente podemos considerar empate técnico entre vÁrios modelos.

Abaixo, telas do aplicativo com os resultados dos testes:

{break::SiSoftware Sandra 2013}Também fizemos o teste "Physical Disk" do Sandra, onde vÁrios modelos alcançam resultados semelhantes, como aconteceu em alguns outros testes.

O Vector ficou com a primeira colocação na tabela, mas novamente por diferença muito pequena que pode novamente ser considerado empate técnico, afinal ficou apenas 1,44% a frente do segundo colocado, o PX-M3 da Plextor, que por sua vez também traz vÁrios outros modelos na cola.

{break::Win7 Exp., Tempo de BOOT, Carregando um game}Windows 7 Experience
O Windows 7 possui uma ferramenta de teste de desempenho de alguns dos hardwares do sistema, entre eles do dispositivo de armazenamento onde o sistema operacional estÁ instalado.

Empate técnico entre quase todos os modelos, mostrando que na prÁtica em muitos casos a diferença é nula, o que importa é ter um SSD.

Tempo de BOOT (Windows 7 Pro)
Com o software BootRacer medimos o tempo necessÁrio para inicializar o Windows, sendo que esse é um dos principais atrativos de drivers SSD.

Novamente constatamos que todos os drives ficam empatados tecnicamente, e confirmando o BOOT bem rÁpido do Windows quando utilizando um SSD. Para base de comparação adicionamos um drive de HD de 2TB Sata 3, que demora 44 segundos para dar o boot no mesmo sistema, diferença de mais de 200% sobre os SSDs.

Carregando um game
Outro teste interessante é carregando um game, para isso utilizamos o Crysis Warhead com teste em cima do mapa "ambush". O conceito do teste foi simples, computar o tempo que levou desde a hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa.

Novamente vÁrios modelos empatados tecnicamente, inclusive com mesmo tempo final. Colocamos o resultado de um HD Sata 3 para termos a noção de diferença entre SSD e HD nesse teste, apesar de grande, 25%, foi bem abaixo de outras situações como boot do sistema.

{break::Cópia de arquivo}Cópia de arquivo
Em um teste prÁtico de cópia de arquivos enviando e recebendo 16GB, organizados em pouco mais de 800 pastas e representando um total de 35 mil arquivos a serem copiados, vamos fazer uma cópia de um HD Externo WD 1TB USB 3.0 para o SSD, e depois o mesmo processo do SSD de volta para o HD.

HD Externo para SSD
No teste de copia do HD Externo para o SSD, ou seja, teste de escrita, o Vector ficou 6 segundos atrÁs do primeiro colocado, o Intel 510 Series. Como a diferença é bem pequena também podemos considerar empate técnico, apesar de esperar que o drive da OCZ tivesse melhor colocação na tabela, ao menos quando batemos os olhos nela.

SSD para HD Externo
Invertendo o processo, em um teste de leitura jÁ que estamos copiando do SSD para o drive externo, tivemos resultado bem aquém do esperado, o pior resultados de todos da anÁlise, colocando o Vector a 11% de distância sobre o primeiro colocado, e pela primeira vez a uma distância grande na comparação com os principais modelos utilizados nos comparativos. 

{break::Conclusão}

A três anos atrÁs os drives SSD começavam a ganhar espaço no mercado, com promessa acabar com as limitações de velocidade dos drives com discos e agulhas, e hoje podemos dizer que a velocidade para os drives SSD padrão SATA 3 chegaram ao limite.

O Vector da OCZ é um exemplo de modelo que chega ao limite das conexões SATA 3, claro que temos outros modelos semelhantes, mas a OCZ conseguiu através do controlador Barefoot 3 chegar ao mÁximo do que deveremos ver para o atual padrão de conexões Serial ATA.

Em vÁrios testes, o drive SSD mais rÁpido que jÁ passou pela nossa redação, produto digno de quem pretende montar um sistema entusiasta.

 

Ele pode ser considerado um dos melhores drives SSD da atualidade, superando modelos da própria OCZ e de outros grandes players do mercado, grande parte deles utilizando controladores da SandForce, Marvell e Toshiba. Inesperadamente em alguns testes ele ficou um pouco aquém do esperado.

O preço do modelo de 256GB poderia ser considerado um pouco caro, mas junto ao drive vem uma cópia FULL do Acronis True Image e nas versões de 256GB e 512GB, por tempo limitado até 14 de julho, o usuÁrio tem direito a uma cópia FULL do game Far Cry 3, um dos melhores jogos no estilo FPS de 2012 como destacamos em nossa anÁlise do game, dessa forma seu preço fica atrativo.

A espessura reduzida e o layout também podem ser considerados diferenciais, mesmo não importante para a grande maioria dos compradores que usarão em computadores desktop, com espaço e provavelmente com o drive praticamente escondido dentro do gabinete. 

 

PRÓS
O drive SSD mais rÁpido que jÁ testamos, graças ao controlador Indilinx Barefoot 3;
Alto tempo de leitura e escrita;
Espessura de pouco mais de 2mm abaixo do padrão do mercado (9,3mm);
Layout bastante bonito;
Acompanha versão completa do game Far Cry 3 (promoção vÁlida por tempo limitado até 14 de julho de 2013);
Acompanha versão completa do software Acronis True Image.
CONTRAS
De U$20 à U$30 dólares mais caro que modelos com desempenho semelhante, mas até 14 de julho quem comprar ganha uma cópia (digital) do game Far Cry 3;
Em alguns testes o desempenho fica abaixo do esperado.
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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