ANÁLISE: Sly Cooper: Thieves in Time (PS3)

ANÁLISE: Sly Cooper: Thieves in Time (PS3)

O mascote guaxinim-ladrão dos consoles da Sony estÁ de volta numa aventura totalmente inédita no Playstation 3. A série "Sly Cooper", que anteriormente estava nas mãos da produtora Sucker Punch, agora é responsabilidade da novata Sanzaru Games. E o resultado, após quase 7 anos de incógnita desde o último jogo, é bem gratificante. "Thieves in Time" mescla aventura com plataforma 3D ao apresentar personagens bastante cativantes, mundos abertos para explorar, vÁrios colecionÁveis e momentos divertidos no desenrolar da trama. Acompanhe a anÁlise do jogo nas pÁginas a seguir.

{break::Enredo e jogabilidade}A história de "Sly Cooper: Thieves in Time" segue os últimos acontecimentos vistos em "Sly 3: Honor Among Thieves", em que Bentley (a tartaruga de cadeira de rodas e membro da gangue de amigos ladrões composta também por Sly e Murray) percebe que as escritas e as pÁginas do livro ancião Thievius Raccoonus estavam gradualmente desaparecendo. Percebendo a gravidade da situação, Bentley reconvoca seus velhos parceiros para sair em busca de respostas. Como isso serÁ feito? Simples: dotado de uma inteligência sem precedentes, o personagem constroi uma mÁquina do tempo para viajar por diversas eras, descobrir o que estÁ acontecendo e tentar recuperar os relatos, as instruções e as técnicas sagradas agora perdidas.   

Basicamente, a trama se apoia na dinâmica "chegue ao novo mundo, colete pistas de alguns suspeitos, invada locais aparentemente fortemente guardados, parta para a batalha com o chefe daquela Área e recupere o artefato lendÁrio". Essa ordem se repete em todos os cinco episódios do game que, à primeira vista, podem parecer demasiadamente repetitivos ou simplistas. Contudo, a variedade das missões, a diversidade de desafios e a estreia de novos personagens controlÁveis (Carmelita Fox, Dimitri, Penelope e os ancestrais de Sly, Riochi, Tennessee, Sir Galleth e Salim Al Kupar) compensam esse modelo de mecânica totalmente característico na série.



Com o controle em mãos, a mescla tradicional de aventura com plataforma 3D jÁ conhecida na franquia continua tão fÁcil e divertida quanto antes: é preciso chegar até os pontos indicados nos cenÁrios e iniciar as missões. Durante as fases, os objetivos muitas vezes reúnem dois ou mais personagens, que devem usar habilidades (é possível evoluí-las e comprar novos truques) específicas e trabalhar conjuntamente para superar os desafios do momento. E, como sempre hÁ uma bússola de apoio no canto da tela, você nunca ficarÁ perdido se quiser dar um tempo no desenrolar do enredo e partir para a caça aos tesouros, que são muito bem balanceados em termos de distribuição pelos ambientes e dificuldade de descoberta. 

 

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Agora três pontos que preciso destacar como falhos da jogabilidade. 1) A história parece querer se justificar o tempo e em parecer bem elaborada com detalhes às vezes exagerados e, somada a realização de missões que talvez não precisassem estar na versão final do game, acabam cadenciando demais a evolução do roteiro. 2) Os objetivos tendem a ser fÁceis e breves demais, o que acaba minimizando o impacto das situações e a absorção pelo jogador das cenas e das missões recém-completadas. 3) Quando a ação aperta, os combates são bastante simplórios e, mesmo que você adquira novas habilidades ou bugigangas, ficarÁ tentado a usar sempre os mesmos golpes porque definitivamente não precisarÁ escolher novos padrões de ataque para se dar bem.   

{break::Visual e Áudio}Um dos destaques de "Sly Cooper: Thieves in Time" são os grÁficos cartunescos. Embora não cheguem a ser impressionante, a técnica cel-shadding é bem empregada, apresentando detalhes vívidos e coloridos, animações de personagens e expressões faciais convincentes, além de trazer vÁrios elementos importantes na composição dos cenÁrios, como animais passeando, folhas ao vento, objetos de acordo com a temÁtica temporal de cada estÁgio e Água realista. 

No Áudio, os elogios ficam todos para a trilha sonora. Cada um dos mundos e suas respectivas fases possuem suas próprias melodias, com musicalidades e ritmos editados de acordo com o que acontece na tela. Esses elementos são também balanceados com sons característicos que variam de investidas de pura jogabilidade stealth a incursos mais rÁpidas e dinâmicas, como as batalhas contra os chefes. Além disso, a dublagem brasileira não faz feio e agrada quase sempre. Digo isso porque a tradução de algumas passagens e a entonação de alguns diÁlogos parecem que não correspondem à emoção que realmente deveriam transmitir.

 

 

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{break::Conclusão}"Sly Cooper: Thieves in Time" chega para preencher o vazio que a série do mascote guaxinim ladrão deixou nos últimos anos com um jogo totalmente inédito. Excetuando os novos personagens, habilidades e formas de hackear sistemas, tudo o que você jÁ viu nos episódios anteriores retorna aqui sem muitas alterações ou novidades significativas. Mas nem por isso o game pode ser considerado ruim ou defasado. Longe disso: é divertido e rende boas horas de jogatina agradÁvel e relaxante sem se tornar maçante ou entediante em momento algum.

PRÓS
Todos os personagens são bem carismÁticos e possuem habilidades únicas
Missões e desafios variados em todos os cinco mundos explorÁveis
Muitos colecionÁveis, que são bem balanceados em quantidade e dificuldade 
Cel-shadding nos grÁficos são muito bonitos
Trilha sonora agradÁvel
Dublagem em português brasileiro é quase sempre agradÁvel
CONTRAS
Carregamentos (loading) são lentos demais 
O enredo às vezes enrola demais para progredir
Desafios demasiadamente fÁceis e combates simplórios
Não traz quase nenhuma inovação quanto aos outros games
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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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