ANÁLISE: Plextor PX-M3 Series 256GB

ANÁLISE: Plextor PX-M3 Series 256GB

Diferente da grande maioria dos drives SSD, os modelos da série PX-M3 da Plextor utilizam um controlador da Marvell. JÁ as memórias NAND Flash são de 24nm da Toshiba.

O modelo que iremos analisar é de 256GB. Como destaque ele possui tempo de leitura de 510Mb/s. O tempo de escrita é de 360 Mb/s. O IOPS em random chega a 70.000, valor de um bom SSD nos tempos atuais. No Brasil esse modelo estÁ custando cerca de R$ 1150, alto, mas dentro da média pela sua capacidade.



Nas próximas pÁginas você confere a anÁlise completa, com especificações e desempenho, do modelo PX-M3 de 256GB da Plextor comparado com alguns dos melhores modelos de SSDs do mercado.

{break::Especificações}Abaixo temos uma imagem mostrando as principais especificações do SSD analisado.

Como podemos ver, na tabela temos as especificações de todos os modelos da série PX-M3. Assim como acontece com séries de outras empresas, existem mudanças técnicas dependendo da capacidade do SSD.

No caso do modelo que estamos analisando, ele possui tempo de leitura próximo ao modelo TOP, de 512GB, mas seu tempo de escrita ficou consideravelmente abaixo, inclusive de outros bons modelos que temos atualmente, acima de 500Mb/s.

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{break::Entenda o SSD}O solid-state drive (SSD) é um disco de armazenamento de dados que utiliza módulos de memória NAND Flash (microchips) onde são mantidas as informações. Diferente dos hard disk drives (HDD) que utilizam discos magnéticos e cabeçotes para leitura/escrita, os SSD não possuem peças móveis para o processo de leitura, gravação e armazenamento dos dados.


Imagem ampliada do SSD. Fonte: How It Works

Os dados são armazenados em chips, na mesma lógica do HDD, no padrão de zeros e uns. Cada bit é alocado em um transistor microscópico, mil vezes mais fino que um fio de cabelo. Quando "em branco", todos os transistores estarão sem carga, o que representa o valor "1". Para gravar o valor "0", o transistor é carregado com elétrons (e-), ficando com com carga negativa em um extremo, e tornando-se positivamente carregado no outro extremo (B).


(A) Base do microchip, (B) extremo carregado positivamente e (C) extremo carregado negativamente. Imagem ampliada 110 mil vezes. Fonte: How It Works

A leitura é feita lançando uma corrente elétrica através da base do chip (A). Onde não houver carga, a corrente circularÁ livremente e retornarÁ o valor "1". JÁ nas partes que foram carregadas com elétrons, a corrente não conseguirÁ passar, e serÁ registrado o valor "0".

Para gravar dados, é preciso lançar elétrons em um transistor na frequência específica de 20 volts. Só assim os elétrons mudam de posição e altera-se o valor do bit. Essa estabilidade é o motivo que garante menos perdas de dados em caso de choque, e também diminui o consumo de energia para manter os dados. A leitura por corrente elétrica também é muito mais Ágil que a leitura por cabeçotes dos HDDs, pois não necessita da aceleração do giro do disco, e também é praticamente irrelevante a localização do bit no espaço físico do driver de armazenamento.

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{break::O que importa na escolha de um SSD}Na hora de decidir qual SSD você deve adquirir, hÁ uma série de fatores que devem ser pesados para definir qual o menor modelo para você. Aqui vamos fazer uma lista dos principais fatores que devem ser levados em consideração:

Capacidade de armazenamento
Como se trata de um dispositivo de armazenamento, é natural que o espaço disponível para guardar os arquivos é um dos principais fatores a ser avaliado. Em casos com pouco espaço, como até 60GB, o SSD serve apenas para atuar "como cache" (à exceção de casos isolados), movendo os arquivos mais utilizados para esta mídia mais rÁpida, melhorando a velocidade dos sistema nas atividades mais comuns. A partir dos 120GB é que temos um espaço suficiente para colocar todo o sistema no SSD, com um detalhe importante: mais espaço aumenta de forma drÁstica o preço, especialmente em SSDs.

Velocidade de transferência
A principal vantagem de um SSD é sua velocidade superior, conseguindo transferir arquivos em uma média de quase 300 MB/s, enquanto um HD dificilmente ultrapassa muito os 100 MB/s. Esta vantagem do SSD impacta em todo o funcionamento do computador, que fica mais Ágil para iniciar o sistema operacional, e pode até reduzir o tempo necessÁrio para abrir um programa para menos da metade.

A anÁlise da velocidade de um drive costuma ser divido em duas partes: a velocidade de leitura (read), que mede quantos Megabytes por segundo (MB/s) são lidos pelo dispositivo, e a velocidade de gravação (write), que mede quantos Megabytes de dados o dispositivo consegue gravar em sua memória por segundo.

Um exemplo da diferença de velocidade é este benchmark abaixo. É evidente a vantagem dos modelos equipados com SSD, pois conseguiram transferências próximas ou acima dos 200 MB/s,enquanto os HDs "penam" para chegar aos 100MB/s. O FullRange também deixa isso claro, pois ele possui os dois, e não é difícil saber qual resultado é do SSD e qual é o do HD, jÁ que o SSD manteve uma velocidade mais que duas vezes superior.

IOPS
O Input/Output Operations Per Second, ou operações de entrada/saída por segundo, em português, é a velocidade em que que um dispositivo de armazenamento realiza as operações de leitura e gravação de dados. Esta capacidade influencia as taxas de transferência, pois mostra a agilidade do SSD em acessar os espaços onde cada dado estÁ armazenado. Costuma-se dividir em dois tipos de testes: o de acesso sequencial (seq), que testa a capacidade do dispositivo em acessar dados armazenados em espaços "vizinhos", e que demonstra melhor a velocidade de leitura de arquivos maiores, e o acesso randômico (random), que verifica a velocidade que o SSD possui em buscar e ler os arquivos, normalmente pequenos, em locais distantes dentro dos blocos de armazenamento.

Tipo de conexão
A conexão do SSD também influencia a velocidade da transferência dos arquivos, jÁ que é por ela que os dados "entram e saem" para os outros componentes do computador, como o processador ou a memória RAM. A mais comum é a Serial ATA, ou SATA, que na versão SATA II chega a transferir até 300 MB/s. Como em alguns momentos a capacidade do SSD pode superar essa velocidade da conexão, os modelos SATA III chegam com o objetivo de evitar este "gargalo", com velocidade mÁxima teórica de 600 MB/s.

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Outra conexão presente em alguns modelos é a PCI Express, que possui taxas de transferências superiores às do SATA, e fica muito acima do que o SSD demanda. Não vale a pena? Não é bem assim... essa conexão farÁ a diferença quando houver um número alto de acessos simultâneos no SSD, como vÁrias transferências sendo feitas ao mesmo tempo. Nesses casos, os modelos com SATA III entregam menos IOPS que os modelos PCI Express. O usuÁrio doméstico, na maioria dos casos, jÁ estarÁ bem servido com a terceira geração SATA.

Durabilidade
A vida útil de um SSD é limitada pelo número de vezes que cada "espaço" para armazenar os dados recebe informações e depois é "apagado".  Por isto, é importante verificar a quantidade de ciclos que o fabricante promete ou, como normalmente é feito, de quanto tempo é a garantia do dispositivo. Outro ponto importante é possuir um sistema que possua suporte à tecnologia TRIM, e ativÁ-la, para melhorar o funcionamento e a durabilidade do SSD (explicamos isso melhor nas próximas pÁginas). Outro detalhe em se tratando de durabilidade estÁ na qualidade das memórias NAND utilizadas: marcas de menor expressão estavam utilizando memórias de baixa qualidade, que comprometiam o armazenamento dos dados, o que não acontece com as de renome como Intel, OCZ, Corsair, Patriot etc.

{break::SSD vs HD}Temos algumas diferenças "gritantes" entre SSD e HD. Vamos falar um pouco mais de três que julgamos estar entre as principais. Fica difícil determinar qual é mais relevante, sendo que em todas elas temos uma disparidade muito grande na performance.


Barulho
A diferença é simples, o HD faz o barulho clÁssico das agulhas procurando os dados nos discos, jÁ o SSD faz ...... ops, ele não faz barulho, isso mesmo, nenhum SSD emite ruído algum, característica muito importante para muitos usuÁrios, especialmente para alguns equipamentos como notebooks. Mesmo que um HD não seja um dos componentes mais barulhentos de um computador, se ele fizer pouco barulho (ou nenhum, como no caso de um SSD), melhor.

Temperatura
HDs mais recentes, por possuírem maior velocidade e capacidade, se tornaram bastante compactos internamente, gerando mais calor. Com isso, ajudam a aumentar a temperatura interna de um gabinete, ou notebooks, onde existe pouco espaço e a dissipação do calor é precÁria.

Na comparação com um HD, o SSD tem uma temperatura menor em...... ops, SSD não esquenta! E quando dizemos que não esquenta, não é que ele "esquenta menos" ou "pouco", ele não esquenta mesmo, fica totalmente frio. Para nível de comparação, ao usarmos um termômetro a laser, a diferença da temperatura dele desligado para a alcançada durante os testes de performance foi de menos de 0,5 graus, ou seja, a temperatura dele serÁ praticamente igual a temperatura ambiente.

Velocidade
Completando as três principais características temos a velocidade. Mesmo com a significativa diferença dos dois primeiros pontos acima, a velocidade é um dos aspectos que mais atraem os usuÁrios, justamente porque, no caso específico desse tipo de produto, vai impactar diretamente o tempo das ações, tornando a mÁquina mais rÁpida seja para carregar o sistema operacional e alguns aplicativos, seja na transferência de dados.

Para muitos, esse ganho de velocidade não representa muita coisa. JÁ para outros, faz toda a diferença.

Enquanto nos discos magnéticos a velocidade é medida em RPMs (rotações por minuto), ou seja, uma velocidade angular, nos SSDs o desempenho é mensurado normalmente em MB/s, valor da taxa de transferência dos dados, seja de escrita ou leitura. Dessa forma, não é possível fazer uma comparação direta de desempenho entre um SSD e HD apenas pela "leitura" de suas especificações. É preciso partir para testes de desempenho.

Este modelo que estamos analisando jÁ é baseado em conexão SATA III de 6GB/s, o dobro da anterior. Na prÁtica, os tempos de leitura e escrita não atingem o dobro da velocidade, mas ficam muito próximos.

Vale destacar também que opções na BIOS e no sistema operacional fazem toda a diferença no uso de um SSD, como ativar a opção AHCI nas opções de modo Sata da BIOS da placa-mãe. Fazendo isso, seu sistema trabalharÁ de forma mais rÁpida com o drive SSD. Isso pode, no entanto, impactar o sistema operacional. Caso ocorra algum problema, basta retornar ao modo anterior. O ideal é fazer essa mudança antes da instalação do sistema. Dizem que utilizar modo RAID mesmo tendo apena sum HD/SSD também é uma boa alternativa, jÁ que o sistema automaticamente direcionaria o modo ideal, desde que se faça a alteração antes de instalar o sistema operacional.

Outras diferenças
Além das três diferenças citadas acima, temos outras também muito importantes. Primeiro o tamanho, jÁ que o padrão de drives SSD é 2.5, diferente de HDs para computadores desktop que é 3.5. Também temos o fator peso, muito menor em um SSD. Os componentes utilizados em um SSD são bem mais leves que em um HD, isso que dizer que mesmo um SSD de 3.5 seria mais leve que um HD de mesmo tamanho.

Entre outros fatores favorÁveis ao SSD, temos o consumo de energia menor, a durabilidade em impactos, tornando um SSD bem mais resistente, jÁ que ele não possui as famosas "agulhas" e "discos" onde os dados são gravados, mas, como vimos, pequenas "memórias".

{break::TRIM}O TRIM é o comando que permite ao sistema determinar quais blocos do SSD estão realmente em uso, ou estão livres. À medida que o SSD é utilizado, são acumulados conjuntos de blocos que contêm dados gravados, mas que o usuÁrio jÁ deletou. O SSD aguarda até poder deixar um grupo destes blocos disponível para, então, liberar fisicamente a memória de todos eles juntos. Essa também é uma limitação do SSD, que precisa reunir grupos maiores de blocos (normalmente 512kb), para então deletÁ-los.

Apesar de escrito em caixa alta, TRIM não é um acrônimo, e sim o nome do comando que organiza esta função. Ao facilitar a identificação desses dados apagados, mas que ainda ocupam os blocos,  ele melhora o desempenho da unidade de armazenamento no momento que reorganiza os blocos de dados invÁlidos (conhecido como "garbage collection"), agilizando o processo de "limpeza" dos blocos.

A durabilidade e a performance de um SSD estão relacionadas com a quantidade de ciclos em que são escritos e apagados os dados nestes blocos, então o uso do TRIM é um fator importante para aumentar a duração do SSD, assim como melhorar sua performance.

O TRIM não é suportado por todos os sistemas operacionais, nem por todos os SSDs. No Mac, estÁ implementado a partir da versão Mac OS X Lion, apesar de ser possível ativar no Snow Leopard, com a instalação de software de terceiros. No Linux, funciona a partir do kernel 2.6.33, mas apenas se a formatação da mídia for de tipos específicos, como EXT4 ou Btrfs. Nos sistemas da Microsoft, opera no Windows 7 e no 2008 R2.

Ativando o TRIM e o AHCI
Existem algumas "manhas" para ativar a tecnologia TRIM, assim como o AHCI, isso caso o sistema operacional não tenha sido instalado do zero sobre o SSD. Abaixo, algumas dicas a respeito.

Para ativar ou desativar o comando TRIM, serÁ necessÁrio abrir o "prompt de comando" do Windows.

Para abrir a janela do "prompt de comando" clique no botão INICIAR, no campo de procura digite "CMD.exe", quando aparecer o CMD selecione e clique com o botão direito. Depois, mande  "Executar como Administrador" (se aparecer uma tela de confirmação, clique em "SIM").

Como ativar o comando TRIM
No prompt, digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior set disabledeletenotify 0

Como desativar o comando TRIM
No prompt, digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior set disabledeletenotify 1

Como saber se o TRIM estÁ ativado em seu Windows 7
No prompt de comando digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior query disabledeletenotify

Explicação dos resultados informados pelo comando:
DisableDeleteNotify = 1 (O Comando TRIM no Windows estÁ DESATIVADO)
DisableDeleteNotify = 0 (O Comando TRIM no Windows estÁ ATIVADO)

Ativando o AHCI no Windows 7 sem reinstalar o sistema
Existe uma forma de editar o registro do Windows e ativar manualmente o modo AHCI, basta seguir o processo abaixo, sempre lembrando que após finalizar a sequência é necessÁrio alterar de IDE para AHCI na BIOS da placa mãe:

1. Feche todos os programas abertos no Windows.
2. Clique em INICIAR, digite "regedit" no campo de procura e dê ENTER.
3. Se aparecer um aviso do "Painel de controle do usuÁrio", clique em Continuar.
4. Dentro da tela de registro, procure pelo seguinte caminho:
HKEY_LOCAL_MACHINE/System/CurrentControlSet/services/Msahci
5. No painel da direita, duplo-clique em iniciar(start).
6. No campo "data", digite 0, depois clique em OK.
7. No menu Arquivo, clique em "Sair" para fechar o Editor de Registro.

Depois de fazer todo o processo acima, reinicie o sistema, entre na BIOS da placa-mãe e ative o AHCI. Quando você entrar no Windows novamente, vai ver uma "nota" da instalação dos drivers para o AHCI. Após mais uma reinicialização, o processo de instalação estarÁ finalizado.

Esse passos devem ser feitos por sua conta e risco, e não sugerimos fazer se você não tiver consciência do processo. Você também deve ter certeza de que seu driver controlador e a BIOS da placa-mãe suportam essa opção antes de ativÁ-la.

{break::Fotos}Abaixo temos algumas fotos do Plextor PX-M3 de 256GB analisado, com tamanho formato 2.5, padrão de mercado. 

O acabamento é bom, semelhante a outros modelos que testamos.

Nas fotos abaixo temos o SSD aberto, mostrando a placa interna com o chip controlador da Marvell e as memórias NAND da Toshiba.

{break::Testes}Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado, baseado em uma mainboard com chipset Z77:

OBS.: Refizemos os testes de TODOS os SSDs na nova plataforma e com SO, drivers e aplicativos idênticos em todos as modelos, dando a noção exata do desempenho de cada um. Vale destacar que todos os SSDs tiveram suas firmwares atualizadas para as últimas versões disponíveis. 

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte GA-Z77X-UP7
- Processador Intel Core i7 3770K
- Memórias G.Skill 8GB (2x4GB) ARES
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler BOX Intel

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 Pro 64 Bits com updates
- Intel INF 9.3.0.1021
- Intel HD Graphics Drivers 15.26.12.2761
- Intel Rapid Storage Technology 11.5.4.1001

Aplicativos:
- AS SSD Benchmark 1.6
- Sandra Lite 2012
- ATTO Disk Benchmark 2.47
- CrystalDiskMark 3.0.1c x64
- HD Tune Pro 5.00

Antes de começarmos com os testes, abaixo a tela do CrystalDiskInfo e do HD Tune Pro com alguns detalhes técnicos do SSD.

Firmware
Como em toda anÁlise de drive SSD, atualizamos a firmware para a última versão disponível no site da Plextor, especificamente a versão 1.05. Diferente de outros modelos que podem ser atualizados via Windows, o firmware desse SSD precisa ser atualizado via DOS, para isso a Patriot disponibiliza para download uma imagem .ISO que deve ser gravada em um CD/DVD e depois utilizada para dar boot no sistema. Tirando esse contratempo o processo é bem simples. Abaixo algumas telas do andamento da atualização do firmware:

Temperatura
Como comentamos anteriormente, um dos grandes trunfos de um SSD frente a um HD estÁ associado à temperatura, jÁ que o SSD não gera calor, dessa forma ele ficarÁ em temperatura ambiente.

É importante destacar que, como o SSD não gera calor, melhora consideravelmente o "ambiente" onde ele estiver, pois não demanda um sistema de resfriamento adicional, seja em um gabinete, notebook ou case externo.

{break::AS SSD Benchmark}Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD ou mesmo outros drives que usem conexão SATA.

Aqui observamos que a capacidade do modelo deve influenciar diretamente no teste, considerando que os modelos da OCZ e da Plextor, ambos com 256 GB, são os dois primeiros colocados (são também os únicos sem um controlador SandForce, preferindo o Indilinx Infused Everest 2 e um controlador Marvell, respectivamente). O Plextor fica assim com o segundo melhor desempenho, 11% abaixo do OCZ e mais de 17% acima do Corsair Force GT.

{break::ATTO Disk Benchmark}Abaixo temos o comportamento de todos os drives em cima do ATTO Disk Benchmark, conceituado utilitÁrio que testa performance desse tipo de produto.

Empate técnico entre quase todos, que não chegam a 2% de diferença no desempenho, com exceção do Plextor, do Intel 510 Series e dos Agility 2 e Vertex 2 da OCZ. O modelo perde por mais de 2% para a maioria dos demais, chegando a 4,65% em relação ao OCZ Vertex 4.

Dessa vez a diferença entre os modelos foi um pouco maior, e apenas os dois Patriot e o Corsair apresentaram um empate técnico com os melhores resultados. Mais uma vez o Plextor ficou abaixo dos demais com uma diferença que ficou entre 37% e 43%, superando apenas os Agility 2 e Vertex 2 da OCZ e o 510 Series da Intel por mais de 40%.


Abaixo a tela do aplicativo com os resultados, mostrando mais detalhes.


{break::CrystalDiskMark}Com o aplicativo CrystalDiskMark, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar o teste "Seq". Abaixo, seguem os resultados.

O Plextor se recupera dos resultados ruins anteriores e apresenta o melhor desempenho analisado. Mesmo assim, podemos considerar empate técnico com o Corsair Force e o Vertex 4, jÁ que a diferença entre os três não chega a 1%.

No modo write com o Cristal Disk Mark, o Plextor consegue mais um bom resultado, novamente ficando atrÁs apenas do Vertex 4 com um desempenho 27% inferior. Mesmo assim, consegue vantagem de 62% em relação ao terceiro colocado, o Corsair Force GT.

Abaixo a tela do aplicativo com os resultados, mostrando mais detalhes.


{break::HD Tune Pro}Também utilizamos o benchmark em "modo leitura" (read) do HD Tune Pro, um dos mais reconhecidos do mercado.

No primeiro teste, onde é medida a velocidade de leitura média, o Plextor repete o desempenho anterior e fica novamente em segundo, em um empate técnico com o Intel 510 Series. O modelo supera o terceiro colocado, o Corsair Force, por mais de 7%.

Também fizemos os testes no modo "File Benchmark", nova funcionalidade da versão 5.00 do HD Tune Pro.

Mais uma vez, o Plextor consegue o segundo melhor desempenho, voltando a ficar atrÁs do Vertex 4, com diferença de quase 9%, enquanto supera o Intel 330 Series por mais de 4%.

Quando utilizamos o modo aleatório para escrita, Wildfire, Corsair, Pyro e 330 Series apresentam empate técnico com os melhores desempenho, com OCZ conseguindo performance mais de 4% abaixo e Plextor mais de 27%.

Abaixo, telas do aplicativo com os resultados dos testes:

{break::Sandra 2012}Com o teste "Physical Disk" do Sandra podemos ter uma noção boa da diferença entre os drives.

O Plextor se recupera do tropeço no último teste e consegue o melhor resultado entre os analisados, mesmo que em empate técnico com o Corsair Force e o Intel 330 Series.

{break::Win7 Exp., Tempo de BOOT, Carregando um game}Windows 7 Experience
O Windows 7 possui uma ferramenta de teste de desempenho de alguns dos hardwares do sistema, entre eles do dispositivo de armazenamento onde o sistema operacional estÁ instalado.

Empate técnico entre todos os modelos. Apenas Pyro e 510 Series se separam dos demais, com desvantagem de pouco mais de 1%, se é que podemos considerar isso desvantagem.

Tempo de BOOT (Windows 7 Pro)
Com o software BootRacer medimos o tempo necessÁrio para inicializar o Windows, sendo que esse é um dos principais atrativos de drivers SSD.

Novo empate técnico. Apenas a Corsair se separa das demais, com superioridade de 7,14%.

Carregando um game
Outro teste interessante é carregando um game, para isso utilizamos o Crysis Warhead com teste em cima do mapa "ambush". O conceito do teste foi simples, computar o tempo que levou desde a hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa.

Mais um empate, com apenas 330 Series e Pyro levando um segundo a mais para carregar o game.

{break::Cópia de arquivo}Cópia de arquivo
Em um teste prÁtico de cópia de arquivos enviando e recebendo 16GB, organizados em pouco mais de 800 pastas e representando um total de 35 mil arquivos a serem copiados, vamos fazer uma cópia de um HD Externo WD 1TB USB 3.0 para o SSD, e depois o mesmo processo do SSD de volta para o HD.

HD Externo para SSD
O Plextor leva cinco segundos a mais que o Intel 510 Series, dois segundos a mais que o Corsair Force e o Vertex 4, sendo um segundo mais rÁpido que o Intel 330 Series.

SSD para HD Externo
Invertendo o processo, o Plextor perde para todos os principais concorrentes, chegando a levar 13 segundos a mais que o Intel 510 Series.

{break::Conclusão}Diferente de grande parte dos SSDs comercializados atualmente, a Plextor optou por um controlador da Marvell na linha PX-M3. Mesmo com tempo de escrita menor do que modelos como Corsair Force GT e OCZ Vertex 4, o desempenho do Plextor PX-M3 de 256 foi muito bom, competindo em pé de igualdade na maioria dos testes.

A capacidade de 256GB ajudou o SSD a ficar entre os melhores em alguns testes onde o espaço se torna um diferencial. Por outro lado, um SSD com essa capacidade tem seu preço como principal problema. Atualmente ele estÁ custando cerca de R$1100,00 no Brasil, preço que dÁ para comprar um bom modelo de 120GB e ainda adquirir um ou dois HDs de 2TB, por exemplo. Vale destacar que isso em se tratando de um desktop, jÁ para um notebook essa capacidade pode ser bastante importante, mesmo com o alto custo.

Bom SSD capaz de competir em pé de igualdade com modelos concorrentes, mas o preço é consideravelmente alto no Brasil, jÁ que custa acima de R$1.000.

PRÓS
Bom tempo de leitura
Alto padrão de qualidade
Boa taxa de IOPS
CONTRAS
Tempo de escrita abaixo de outros modelos TOP do mercado
Devido à sua capacidade, seu preço é consideravelmente alto
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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