ANÁLISE: LG Optimus L7

ANÁLISE: LG Optimus L7

Quando se pensa em um smartphone intermediário, é comum imaginar um aparelho com tela pequena, hardware fraco e um sistema operacional desatualizado. O LG Optimus L7, porém, surpreende. Com uma tela de 4.3 polegadas, é mais do que suficiente para navegar na web, ler e-books e até fazer edições rápidas em documentos - tarefa que fica bem fácil com o Polaris Office, que vem pré-instalado.

O dispositivo ainda conta com duas câmeras. Porém, elas são muito simples, sem capacidade para FullHD. Para fotos, fazem um bom trabalho e quebram um galho para quem não quer gastar muito, já que o Optimus L7 pode ser encontrado por menos de R$999. Mas escorrega na gravação de vídeos, já que hoje em dia não é difícil achar um aparelho por menos de mil reais que grave em resoluções mais altas.

Ele vem com Ice Cream Sandwich, uma versão recente do Android (embora já exista uma mais nova, o Jelly Bean). E mesmo com um preço bem inferior ao de aparelhos top de linha, traz alguns recursos avançados, como NFC e DLNA. É equipado com um processador dual-core, mas tem apenas 512MB de memória RAM e 4GB de espaço para armazenamento, o que prejudica o desempenho do smartphone. Felizmente, dá para instalar aplicações no cartão SD - mas não todas.

Em resumo, o Optimus L7 une um design bonito e moderno com resistência e configurações médias, ideais para quem não é muito exigente. Essa combinação produz um ótimo resultado: você desembolsa menos de mil reais e não fica com a sensação de adquirir um pedaço de plástico barato. Mas também não dá para esperar um desempenho excepcional. Ele é muito bom para o usuário comum, que quer um bom aparelho para navegar na web, instalar aplicações e tirar algumas fotos. Mas quem precisa executar tarefas mais pesadas e quer contar com um smartphone para funcionar como central multimídia, pode preferir gastar mais.

 

{break::Vídeo-análise, comparativos e especificações}Tela: 4.3" LCD IPS 480 x 800 com Gorilla Glass
Memória: 4GB de armazenamento, 512MB de RAM
Cartão SD: expansível até 32GB
WLAN: Wi-Fi 802.11 b/g/n, Wi-Fi Direct, Wi-Fi hotspot, DLNA
Bluetooth: 3.0 com A2DP
NFC: Sim
DLNA: Sim
HDMI: Não
USB:  microUSB 2.0
Câmera traseira: 5MP (2592 x 1944 pixels), autofoco, flash LED
Vídeo câmera traseira: [email protected]
Câmera frontal: 2MP
Sitema operacional: Android 4.0.3 (Ice Cream Sandwich)
CPU: Cortex-A5 dual-core de 1GHz
GPU: Adreno 200
Sensores: Accelerometro, proximidade, bússula
GPS: Sim, A-GPS
Bateria:  Li-Ion 1700 mAh
Dimensões: 125,5 x 67 x 8,7 mm
Peso: 122g



Para o comparativo, escolhemos o Galaxy S II Lite, que é uma versão mais barata e menos poderosa do Galaxy S II, e o iPhone 3GS que, apesar de antigo, ainda é muito utilizado, continua à venda e também recebeu a atualização mais recente da Apple, o iOS 6. Os três estão na mesma faixa de preço.

Optimus L7 x Galaxy S II Lite x iPhone 3GS


Optimus L7
Galaxy S II Lite
iPhone 3GS
Processador
Cortex-A5 dual-core de 1GHz
Dual-core de 1GHz
Cortex-A8 single-core de 600MHz
Armazenamento
4GB (interna) + 32GB (MicroSD)
8GB (interna) + 32GB (MicroSD)
8/16/32GB (interna)
Memória RAM
512MB
768MB
256MB
Sistema operacional
Android 4.0.3 (Ice Cream Sandwich)
Android 2.3 (Gingerbread), atualizável para Jelly Bean
iOS 6
Câmeras
Traseira 5MP / Frontal 2MP
Traseira 5MP / Frontal 1.3MP
Traseira 3.15MP
Tela
 LCD IPS 4.3' (480 x 800)
Super AMOLED 4' (480x840)
TFT 3.5'
(320 x 480)
Dimensões
125.5 x 67 x 8.7 mm
123 x 63 x 9,7mm
115.5 x 62.1 x 12.3 mm
Peso
122g
120g
135g
Bateria
Li-Ion 1700 mAh
Li-Ion 1500 mAh
Li-Ion 1400 mAh
LTE



HDMI


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Preço (01/10/2012)
R$ 999
R$ 999
R$ 999

{break::Design e tela}O Optimus L7 é um ótimo exemplo de smartphone que, olhando, não parece ser simplesmente um modelo intermediário. O bichinho é muito bonito e resistente: tem tela protegida por Gorilla Glass e uma traseira fosca bem mais rígida que de modelos top de linha, como o Galaxy S III. Essa tampa, aliás, é toda cheia de pequenos frisos verticais que deixam a “pegada” mais segura, já que o smartphone fica longe de ser todo liso. O único problema é que existe uma tendência grande de acumular sujeirinhas ali, encardindo o aparelho com um longo tempo de uso. E limpar os sulcos pode ser uma tarefa bem trabalhosa.


O design dele é todo quadradão, mas em uma solução realmente elegante. Ele lembra MUITO o Galaxy S e o S II, aliás. A parte inferior é curvada nas extremidades de forma muito, muito sutil, o que dá um acabamento sofisticado. Todo o smartphone é “contornado” por um detalhe cromado, muito mais bonito que o prata meio fosco do Galaxy S III. E que, por sinal, não dá a impressão de que vai descascar tão cedo.

E já que estamos comparando o Optimus L7 com os Galaxys, vale notar uma coisa: o botão “Home”. É praticamente idêntico: um botão retangular na parte inferior do aparelho. Ao acender a tela, tornam-se visíveis também os botões capacitivos de “voltar” e “opções”. Essa é uma tendência bem comum nos Androids atuais, por sinal.


Fora isso, o Optimus L7 é um smartphone bonito e simples visualmente. Na parte de cima, há apenas o logo da LG, o alto-falante e a câmera frontal. A lateral esquerda abriga os botões de volume na mesma cor da carcaça, o que os deixa discretíssimos. Na parte inferior, a USB e, na superior, o botão liga/desliga e o plug para fones de ouvido de 3.5mm.


As comparações como Galaxy S III são descabidas, já que estamos falando de dois aparelhos de segmentos bem diferentes. Mas foi justamente essa a intenção: mostrar como um aparelho mediano como o da LG pode ter uma construção e um design “alto padrão”. Ponto para a LG nesse quesito.

A tela tem o que se espera de um aparelho desse segmento. Nada de especial, um display IPS de 480 x 800. O legal é o tamanho da tela: são 4.3 polegadas, um número excelente para um aparelho intermediário. A densidade de pixels por polegada é que não anima muito: são 217ppi, menos que do Xperia Arc S e do primeiro Galaxy S (233ppi). Nem pense em ler websites sem zoom.

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Pelo menos, o display é mesmo bem resistente a arranhões. Mas é muito liso, o que prejudica um pouco a usabilidade, e suja muito facilmente. Por outro lado, limpá-lo também é muito fácil: basta uma esfregadinha rápida na própria roupa. Algo que nem sempre funciona nos aparelhos da Motorola, por exemplo.


A transição e as respostas ao toque deixam um pouco a desejar, provavelmente por conta da configuração bem modesta do aparelho. O próprio ato de desbloquear a tela, não raro, exige certa insistência. O fato de existirem atalhos para funções básicas, como a câmera, nessa tela, acaba se tornando quase inútil: é difícil arrastar o ícone para disparar a aplicação. Desbloquear a tela primeiro acaba sendo mais rápido, por incrível que pareça. Pelo menos, o movimento de zoom nas páginas responde muito bem, o que vai facilitar bastante as coisas para quem precisa ler.

{break::Câmeras e multimídia}Na parte multimídia, o Optimus L7 é nada mais que um quebra-galho. Funciona bem, mas está bem aquém de modelos mais top do mercado. Para um modelo intermediário, porém, ele se sai muito bem. A câmera de 5 megapixels faz ótimas fotos, com nitidez e baixo nível de ruído. A falta de um botão físico, porém, pode tornar o processo de achar o foco meio complicado em algumas situações (como quando o “objeto” a ser fotografado se mexe sem parar, como é o caso dos meus gatos), mas nada que tirar umas duas ou três fotos para garantir um bom resultado não resolva.



Sem flash em ambiente interno


Em ambientes internos é que a coisa complica um pouco. Mesmo com boa iluminação, as fotos ficam com as cores menos intensas e a nitidez também cai um pouco. Mas algo que surpreendeu foi o resultado à noite, com pouca iluminação. Dependendo do local, mesmo sem flash, como visto abaixo, o resultado pode ficar bem legal. Não chega a bater os aparelhos da linha Xperia, que têm uma engine especial para fotos noturnas, mas faz um trabalho melhor até do que smartphones mais poderosos.


Com flash em ambiente interno

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Com flash / sem flash


A câmera frontal não é grande coisa, mas já é um ponto positivo ela existir em um aparelho intermediário como este, ainda mais com 2 megapixels de resolução. O resultado, porém, apresenta uns borrões estranhos nas bordas e cores não muito fiéis à realidade.


A gravação de vídeos é decente. A câmera não grava em HD, chega só a 640x480 pixels. O que já é suficiente para guardar alguns momentos para quem não faz questão de altíssima qualidade nem de assistir ao material em uma HDTV – por sinal, o Optimus L7 nem tem uma saída HDMI, o que não faz falta neste caso.


De qualquer forma, a imagem é nítida, na medida do possível para uma filmagem em 640x480. Em algumas situações de movimento, ocorrem pequenos borrões, mas não chegam a atrapalhar. O som também é bom e audível, então, se você quiser só gravar alguns vídeos casualmente, o Optimus L7 é uma opção barata e bem satisfatória.

Ainda falando em vídeos, a tela de 4.3 polegadas do Optimus L7 é bem legal para assistir a vídeos. Mas esqueça totalmente a possibilidade de rodar conteúdo em HD ou FullHD. O melhor é ficar com vídeos mais comprimidos mesmo em menor resolução, já que, para formatos em alta qualidade, o smartphone exibe um aviso de “resolução incompatível”.


O player musical também não traz nada incrível. A interface é bem simples, sem nenhum “cover flow” ou qualquer navegação diferenciada do tipo. Tem, porém, o essencial que alguém precisa para ouvir e gerenciar suas músicas: playlists, organização por álbum/artista e capas dos discos.

{break::Funcionalidades e desempenho}O Optimus L7 tem alguns recursos que outros smartphones médios – ou até top - não possuem. É o caso do NFC, por exemplo. É o chip que permite trocar informações com outros dispositivos bastando apenas encostá-los, sem o uso de fios. Com o aplicativo LG Tag, você pode tocar o smartphone em adesivos que ativam configurações pré-estabelecidas.

Entre as possibilidades, estão ativar o Wi-Fi e ligar o modo silencioso ao entrar no escritório, ligar o alarme ao posicionar o smartphone perto da cama ou ativar o GPS e o Bluetooth ao entrar no carro. Infelizmente, porém, o Optimus L7 não acompanha as tags, o que torna difícil aproveitar o recurso.

A tela de 4.3 polegadas é boa o suficiente para fazer pequenas edições em documentos, planilhas ou apresentações e, para isso, o aparelho vem com o Polaris Office pré-instalado. A resolução da tela é que pode atrapalhar um pouco e deixar as coisas meio “gigantes”. Mas dá sim para trabalhar nele tranquilamente. Inclusive, o aplicativo é relativamente rico em recursos, permitindo até capturar uma foto com a câmera e inseri-la automaticamente em um slide.


O Optimus L7 ainda conta com rádio FM e um gravador de voz, que nos nossos testes deu resultados acima do que esperávamos. O volume é alto e a clareza do som satisfaz bastante.
O smartphone também faz bom uso de várias características do Ice Cream Sandwich. Como o sistema é uma mistura da plataforma para tablets e para smartphones, o dispositivo herda algumas coisas dos “grandões”. A multitarefa, por exemplo, bem melhor que a dos Androids 2.x: ela exibe uma lista dos apps abertos recentemente, na vertical, e você pode rolar entre eles e fechar os que quiser.


A lista de aplicativos está mais organizada, e você pode optar entre visualizar todos os apps, os downloads ou os widgets. Outro ponto positivo é a possibilidade de, facilmente, usar o telefone como modem 3G USB: é só ligá-lo ao PC ou laptop com o cabo USB e escolher essa opção na janela que surge no display.

{image}


O desempenho geral do telefone é muito bom para um produto do segmento intermediário. Com processador dual-core, ele se sai bem na maioria das tarefas diárias. Mas os 512MB de memória pesam um pouco. Eventualmente, os botões não respondem imediatamente – especialmente no app de câmera, no qual a transição entre o modo de captura e o de visualização das fotos é bem demorada. Alguns jogos rodam com um pouco de lentidão, embora continuem jogáveis.

A navegação web é tranquila: felizmente, os movimentos para alternar entre as páginas, abrir os links e, principalmente, dar zoom, respondem com rapidez e tornam a experiência bem agradável. O tamanho da tela também ajuda, assim como a leveza e a “pegada” do smartphone como um todo.

A bateria também não decepcionou: está na média do segmento. Dá pra aguentar um dia inteiro e mais algumas horas do dia posterior, com 3G ativado, brilho automático e uso moderado. Definitivamente, não é um aparelho para quem é exigente em multimídia e games. Mas é excelente para o uso diário.

{break::Conclusão}O LG Optimus L7 é um smartphone para quem não quer gastar muito em um aparelho top de linha e, mesmo assim, levar pra casa um aparelho bonito, com tela grande, recursos como NFC e DLNA e um sistema operacional relativamente recente.

O design lembra muito o da linha Galaxy - que conta com o Galaxy S II Lite, um concorrente direto. O aparelho da LG perde em alguns aspectos, como na memória RAM (apenas 512MB contra 768MB), armazenamento interno e na câmera, já que o concorrente grava em HD. Mas ganha em tamanho de tela, dimensões mais compactas e NFC.

O desempenho, em geral, é satisfatório. No entanto, algumas engasgadas eventuais na hora de mexer com a câmera e com alguns games têm um grande potencial para irritar bastante. Não custava colocar um pouco mais de memória RAM, a exemplo do Galaxy S II Lite. Isso é essencial para a usabilidade. A memória interna também mal dá pro cheiro: os 4GB logo logo ficam lotados.

A parte multimídia é o lado mais fraco. Sem condições de rodar nem gravar vídeos em HD, a captura de vídeos é algo que serve só casualmente, na brincadeira, sem compromisso. As fotos até que ficam boas, mas falta um pouco de cor. Pelo menos, em baixas condições de luminosidade, até que o resultado surpreendeu um pouco.

Por R$999 (em algumas lojas dá para achar por pouco mais de R$800), é um aparelho que ainda vale a pena para o usuário médio. Quando o preço abaixar um pouquinho, porém, é que ele vai se tornar uma opção mais promissora, até porque o Galaxy S II Lite ainda tem configurações melhores e o mesmo preço. 

PRÓS
Leve, fino e bonito
Bem resistente para um aparelho intermediário
A tela é grande e com boas cores
Vem de fábrica com o Ice Cream Sandwich
Tem NFC e DLNA
CONTRAS
Só 512MB de memória e 4GB de armazenamento
Só faz vídeos em 640x480 pixels
A falta das LG tags deixa o NFC meio sem sentido
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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