ANÁLISE: Transformers: Fall of Cybertron (Xbox 360)

ANÁLISE: Transformers: Fall of Cybertron (Xbox 360)

Sequência de "Transformers: War for Cybertron" (lançado em junho de 2010), "Transformers: Fall of Cybertron" chega agora aos consoles na proposta de tentar superar o game anterior e entregar uma experiência ainda mais fiel sobre os famosos robôs da Hasbro. O mais legal é que não é necessÁrio ter jogado o game anterior para se aventurar aqui; então você jÁ tem, pelo menos, um motivo considerÁvel para experimentar.

Produzido pela High Moon e distribuído pela Activision, o game convence em diversos aspectos, desde os tiroteios em terceira pessoa, os confrontos épicos entre robôs e uma sólida campanha solo. A ausência de um cooperativo certamente faz falta aqui, mas é parcialmente compensado por um multiplayer que traz vÁrias opções e personalização de personagens. Ainda existem outras novidades, é claro, mas você só vai saber quais são se ler a anÁlise nas pÁginas a seguir.

Agradecemos à NeoPlay pelo envio do game para anÁlise

{break::Enredo + controles}O planeta Cybertron estÁ em guerra e à beira da completa extinção. Robôs tecnologicamente ultra avançados, os Autobots e os Decepcticons, duelam por motivações parecidas, mas com objetivos bem opostos: um quer usar o poder pelo bem de toda uma nação; o outro, não vê a hora de mandar na galÁxia. Só que o primeiro grupo estÁ claramente levando a pior, e o segundo se prepara para realizar um ataque fulminante e eliminar de vez os arquirrivais. Essa é, basicamente, a justificativa do enredo do game.

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Em diversos momentos, é possível se envolver completamente com o que acontece na tela devido à grande reprodução dos ambientes do mundo de Transformers. Não existem super dilemas ou momentos de pura comoção (com exceção de algumas mortes heróicas e sacrifícios de personagens-chave), mas é divertido acompanhar o desenrolar das batalhas épicas pelos 13 capítulos (as jornadas dos Autobots e Decepticons se revezam na trama, bem como variam de personagens em cada uma delas) e se esforçar para ajudar os robôs e tentar não deixar o planeta ser completamente aniquilado. Esse sentimento, é claro, é oposto quando se controla os vilões dessa história toda.   

 

 

A visualização de cada um dos eventos fica ainda mais interessante porque a produtora High Moon fez questão de montar um ótimo sistema de combates com tiros em terceira pessoa. Tudo é muito funcional, sem falhas e a configuração de botões e o que o cada um deles faz nunca vai te deixar na mão. Tudo é muito intuitivo, fÁcil de aprender e muito responsivo. Ataques melee também são possíveis de executar e assumir a forma de carro (veículo) de cada um dos robôs ajuda na locomoção pelos cenÁrios. Mas também é só para isso que eles servem, infelizmente.

Além disso, existe um sistema de evolução bem tradicional. Com o progresso pelas fases, você destrói seus inimigos e vai acumulando dinheiro. Com isso, mÁquinas que permitem realizar upgrades aparecem vÁrias vezes e pode-se evoluir seus equipamentos da maneira como desejar. É absurdamente essencial comprar as atualizações corretas, de acordo com a necessidade do seu robô, pois existem diversos momentos que você vai penar para passar, mesmo na dificuldade padrão (normal). Isso acontece porque, diferente dos jogos mais atuais, sua energia não recarrega com o tempo: você ficarÁ com a contagem no medidor onde ele estiver marcado até encontrar algum item de auxílio que a recupere. E pode ser que, pela falta desses itens de cura, haja contratempos inesperados. Mas fique tranquilo: não é algo desesperador ou desanimador, longe disso. Mas pode complicar.  

{break::GrÁficos e Áudio}Com relação aos grÁficos, "Transformers: Fall of Cybertron" não faz feio. Não se pode exatamente dizer que é uma referência entre os jogos do gênero ou que vai elevar o nível a um patamar nunca antes atingido, mas hÁ uma dinâmica bastante apurada de destruição e partículas de fogo e faíscas que ficam flutuando o tempo todo na tela e ajudam a compor o cenÁrio de total desolação do game. Afinal, o planeta local estÁ no limite e, como a guerra insiste em não acabar, resta muito pouco tempo para que tudo vÁ pelos ares.

  

 

 

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O design de fases também é bastante elaborado: embora tudo seja bem linear e semelhante, existe uma boa elaboração de caminhos e passagens diversificadas pelos terrenos. Tudo é muito metalizado (óbvio) e tecnologicamente avançado, o que faz com que os detalhes de composição das estruturas saltarem mais aos olhos. Ferrugem, ferragens, estruturas quebradas, fogo, construções parcialmente destruídas e muito lixo material se espalham pelos caminhos e transmitem uma notória sensação de que "tudo estÁ perdido e não existe mais salvação". JÁ as texturas são geralmente bem empregadas, mesmo que existam alguns trechos com pixelagem um tanto exagerada. 

No Áudio, o grande destaque fica dividido entre dois aspectos: a trilha sonora e as dublagens. Na primeira, a diversidade de tons e os cortes de ritmos das melodias casa perfeitamente com o que acontece na tela. Tudo é muito agitado, com batidas fortes de instrumentos pesados que ditam a brutalidade das batalhas da temÁtica. Na segunda, nos interlúdios entre os capítulos, as narrações soam muito épicas e as músicas dão o toque final para atiçar a vontade do jogador em querer voltar o mais rÁpido possível à partida. Cada um dos Transformers, inclusive, tem um dublador próprio e chega a ser interessante o quão humanos eles se caracterizam para dar o toque final ao nível de envolvimento com as cenas.

{break::Conclusão}"Transformers: Fall of Cybertron" é fortíssimo candidato a melhor jogo jÁ feito com base no universo dos brinquedos da Hasbro. O game agrada em praticamente todos os aspectos técnicos e foi muito bem polido antes de chegar às prateleiras. Não existem grandes erros por aqui, apenas algumas faltas notórias, como é o caso do cooperativo offline, que poderia deixar tudo ainda mais divertido. Levando em conta que o modo de sobrevivência Escalation estÁ de volta e o multiplyer online traz modalidades mais desafiadoras e a possibilidade de customizar seus robôs em até quatro classes diferentes, não hÁ como negar que o título faz bonito e deve ser jogado por qualquer fã de Transformers.


PRÓS
História empolgante
Confrontos épicos e constantes
Configuração de comandos muito atraente
Controles sem falhas
Tiroteios bem balanceados
Ambientação de guerra robótica, destruição e caos 
Personagens diferentes em cada missão
Dublagens e narrações
CONTRAS
Onde estÁ o cooperativo na campanha?
CenÁrios e desafios um pouco repetitivos
Sistema de evolução muito bÁsico
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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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