ANÁLISE: Motorola RAZR MAXX

ANÁLISE: Motorola RAZR MAXX

O Motorola Razr Maxx é um smartphone muito semelhante ao Razr, aparelho jÁ analisado aqui no Adrenaline. Seu principal diferencial foi explorar todo o espaço criado com o design ultra fino do aparelho original, com 7 milímetros e o título de "o smartphone mais fino do mundo", quando lançado, para "preenchê-lo" com muito mais bateria. O resultado é um celular com praticamente o dobro de miliamperes de energia, 2 milímetros a mais de espessura e 18 gramas a mais no peso, comparado a seu modelo anterior. 


No restante, as especificações são idênticas ao Razr, com um processador dual-core, 1GB de RAM e tela de 4,3" Super AMOLED com Gorila Glass, conjunto de especificações que tornam o aparelho Ágil e bastante potente, rodando a versão Ice Cream Sandwich (4.0) do Android sem "engasgar".

{break::Especificações, comparativos e video-review}O Razr Maxx possui boas especificações para um smartphone Android, com 1GB de RAM e um processador dual-core de 1.2GHz. Seu grande destaque é a bateria, com 3300 mAh, muito acima da concorrência.

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Razr Maxx x Galaxy SII x Xperia S


Razr Maxx
Galaxy SII Lite
Xperia S
Processador
Dual-core 1.2GHz
Cortex-A9 dual-core 1 GHz
Qualcomm dual-core 1.5GHz
Armazenamento
16GB (expansível a 32GB com cartão SD)
8/16GB (expansível a 32GB com cartão SD)
1,5 GB ( expansível a 32GB com cartão SD)
Memória RAM
1GB
768 MB
1 GB
Sistema Operacional
Android 2.3 (update para o 4.0)
Android 2.3 (update para o 4.0)
Android 2.3 (update para o 4.0)
Câmeras
8MP traseira, 1.3 frontal
5MP traseira, 1.3MP frontal
12.1MP traseira, 1.3MP frontal
Tela
4.3" Super AMOLED, 540x960
4" SUPER AMOLED, 480x800
4,3" TFT, 1280x720
Dimensões
130,7 x 68,9 x 9 mm
123.2 x 63 x 9.7 mm
128 x 64 x 10,6 mm
Peso
145 g
120 g
144 g
Bateria
3300 mAh
1500 mAh
1750 mAh
LTE



HDMI



Preço médio
R$ 1.399,00
R$ 1.000,00
R$ 1.399,00


Especificações técnicas

Sistema operacional Android 4.0 (Ice Cream Sandwich)
CPU: 1.2 GHz dual-core 
Tela: 4.3" Super AMOLED, 16 milhões de cores
Resolução de tela: 540x960 (256 dpi aproximadamente)
Câmera traseira: 8MP, 3264x2448, [email protected]
Câmera frontal: 1.3MP, 720p
Memória: 16GB interna, 1GB RAM, suporte a cartão MicroSD de até 32GB
Conexões: MicroUSB 2.0, Wi-Fi 802.11 b/g/n, DNLA, Wi-Fi Hotspot
Sensores: Acelerômetro, proximidade, bússola
Tamanho: 130.7 x 68.9 x 9 mm
Peso: 145 g
Bateria: Li-Íon 3300 mAh

{break::Design e tela}O design do Razr Maxx é bastante semelhante ao modelo Razr convencional, aparelho que, na época, era o mais fino do mundo com seus 7 milímetros de espessura. A Motorola aproveito este espaço disponível e, aumentando um pouco a espessura, colocaram muito mais bateria, praticamente dobrando os miliamperes disponíveis.

Apesar deste aumento expressivo da energia disponível na bateria, a "engorda" do MAXX não é algo tão drÁstico: 2 milímetros a mais de altura, e apenas 16 gramas a mais de peso. O Razr não é um aparelho muito leve, considerando a espessura que possui, mas a versão Maxx não compromete tanto, com este peso extra. Na minha opinião, ele ficou com um design mais bonito, com linhas mais harmônicas, pois o Razr convencional tem um desnível abrupto, sendo maior a espessura no local onde fica a câmera, o que gera um corpo irregular. No MAXX, o smartphone tem uma curvatura mais suave, aumentando mais progressivamente a espessura até chegar a câmera.


Razr Maxx e Razr, lado a lado

Em geral, o design do aparelho da Motorola é muito acertado: o cartão de memória e o SIM são facilmente acessíveis por uma porta na lateral esquerda (em muitos modelos da operadora, como o Milestone 2, o procedimento é impossível sem remover a bateria). As conexões HDMI  e MicroUSB estão no topo, e o botão de destrave da tela fica no lado direito. A única dificuldade que encontrei foi pressionar os botões de volume, tão discretos que fica difícil acionÁ-los sem ter que olhar para eles.

A tela de 4,3" Super AMOLED presente no Maxx é de ótima qualidade, com ótima definição nas cores e nos contrastes. Em alguns aspectos, porém, o ele fica atrÁs de outros modelos, como na densidade de pixels em sua tela que, apesar de ser grande, a resolução é limitada a 540x960 (hÁ casos piores, como o Lumia 900). 

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O estilo é bastante discreto, com as bordas bastante demarcadas, design que se tornou a assinatura da empresa em seus aparelhos mais recentes, como o Motorola Xoom 2. O acabamento na parte traseira, com uma textura bastante sútil, também e bem elegante.

{break::Câmera e vídeo}Um ponto em que vem faltando um pouco de empenho, por parte da Motorola em seus smartphones, é a câmera que equipa seus aparelhos. Apesar de, nas especificações, parecerem bem convincentes, com recursos como gravar em FullHD e fotografar com definição de  8 megapixels, em resolução mÁxima de 3264x2448, a qualidade das imagens capturadas estÁ longe de ser convincente.




Em condições ideias de luz, o Razr Maxx é capaz de entregar uma qualidade regular, mas basta qualquer situação mais adversa, como pouca luz, para a câmera reduzir sensivelmente a qualidade das imagens, granulando em excesso e tirando muito dos contrastes e cores, que jÁ não são excepcionais em condições ideais.

Com os vídeos, a qualidade também não foi excepcional, não resultando em vídeo superiores ao Lumia 900, por exemplo, isto que o aparelho da Nokia faz a gravação em uma resolução inferior (720p). É possível notar, principalmente, uma granulação grande em algumas cenas. Tirando estes detalhes, a câmera mostrou-se suficiente para fazer uma captura em FullHD das cenas, com uma qualidade aceitÁvel.

{break::Funcionalidades adicionais e desempenho}Além das novidades trazidas pela versão 4.0 do sistema Android, como uma melhor interface e novas funcionalidades, a Motorola incluiu alguns recursos adicionais neste smartphone. Entre eles, o mais interessante é o Smart Actions, aplicativo jÁ presente no Razr.

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Com ele, é possível criar uma série de ações pré-definidas, tornando o aparelho muito mais adaptado a seu cotidiano. Basta definir um evento e a ação que serÁ realizada, como por exemplo conectar o fone bluetooth faz com que o player de música seja aberto automaticamente. Outro ótimo exemplo é definir ações de acordo com o a rede WiFi conectada, tornando possível ao se celular entrar no modo silencioso ao chegar no trabalho, ou mudando o perfil quando vocês estÁ em sua casa. Realmente, um belo diferencial que agrega muito valor ao aparelho.

Outros diferenciais incluem um aplicativo para realizar impressões via WiFi, precisando apenas instalar um aplicativo no computador que administra a impressora. Por fim, outro diferencial é um aplicativo para compartilhamento de multimídias, algo que pode ser interessante para alguém que busca algo do estilo do iTunes para seu aparelho Android, mas é só um empecilho para os que preferem simplesmente abrir o celular no modo dispositivo de armazenamento e "jogar os arquivos pra dentro".

No desempenho do sistema, temos uma experiência muito próxima da vista com o Razr convencional: ótima performance, o sistema roda de forma fluída e aplicações mais pesadas como games e vídeos em alta resolução "rodam lisinho".

Apesar das semelhanças, o diferença entre os dois modelos muda de forma marcante a usabilidade: a bateria de maior reserva energética. Com 3300 mAh (contra apenas 1780 do Razr convencional), o Maxx impressiona mesmo no comparativo com outros modelos que jÁ possuem uma quantidade maior de bateria, caso do Galaxy SIII e seus 2100 mAh. O resultado desta bateria adicional é que o aparelho melhora muito uma das grandes críticas de usuÁrios de smartphones, quando lembram o saudoso tempo em que celulares só atendiam ligações e mandavam mensagens: a autonomia.

Testamos dois perfis de uso: um utilizando apenas o WiFi e atividades leves, como navegar na internet, rodar alguns aplicativos e ouvir músicas, e outro com o 3G e WiFi ligados o tempo todo, GPS fazendo suas participações, muita navegação e até uns aplicativos de benchmark e vídeos em alta resolução. Com o perfil mais econômico, o Razr Maxx conseguiu chegar a três dias de uso sem ser recarregado, ficando sem bateria no amanhecer do quarto dia, algo muito acima da maioria dos smartphones de alto desempenho no mercado. Com o uso intenso de seus recursos, ele ainda foi capaz de segurar dois dias, e foi ficar sem bateria no começo do terceiro dia, outra marca bastante impressionante.

Como podemos ver no benchmark do Antuntu, o Razr Maxx tem uma autonomia bem acima da maioria dos smartphones, e chega a brigar com alguns tablets. 

{break::Conclusão}O Razr jÁ havia passado por aqui, e seu desempenho havia sido muito interessante. Na época, a nossa review citou que uma melhora na bateria seria algo que agregaria muito ao produto, e a Motorola definitivamente cumpriu este aspecto com folga: a versão MAXX consegue deixar a tomada com saudades.

Apesar da autonomia ainda não ser comparÁvel ao dos celulares antes da era "smartphone", o ganho com a bateria de 3300 mAh é notÁvel, e enfim livra um aparelho da obrigação de ficar carregando todo dia o celular, mesmo se você utilizar muitas (ou todas) as funções do aparelho.

Outro aspecto em que o Razr não se destacou, a câmera, ficou inalterado. Quem busca um smartphone com uma boa câmera, e com sistema Android, estÁ bem melhor servido com modelos de concorrentes, especialmente os da Sony.

Além da evidente vantagem de mais bateria, o Razr MAXX fica próximo dos melhores smartphones disponíveis, em quesitos como a qualidade da tela e a performance do aparelho. Para quem estÁ de saco cheio da pouca autonomia de seu celular Android, e não quer ter que abrir mão de um hardware potente para aumentar o tempo longe da tomada (e não faz questão de uma câmera excepcional), este é seu próximo smartphone.  

PRÓS
Boa performance
Tela de qualidade
Duração de bateria impressionante
Inclui o cabo HDMI (coisa rara)
SmartActions é uma ótima adição ao Android
CONTRAS
Câmera abaixo do nível da concorrência
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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