ANÁLISE: Sony Xperia S

ANÁLISE: Sony Xperia S

O Xperia S faz parte da linha NXT da Sony, os “next generation smartphones”, ou smartphones da próxima geração. Todos Xperia baseados em Android, englobam desde modelos menores e mais simples até o Xperia S, o top de linha da família.

Isso não significa que ele será tão potente quanto o Galaxy S III, que analisamos recentemente. Pelo menos não em números precisos e configurações. No uso geral, porém, dá para dizer com tranqüilidade: é um dos aparelhos Android de alto desempenho com melhor custo-benefício.


Isso porque ele tem um processador de dois núcleos, ou seja, não tão poderoso quanto o quad-core do Galaxy S III. Porém, é mais do que suficiente para o uso diário. Games (inclusive clássicos do PSOne), filmes em FullHD e navegação web, além de um player musical elegante e cheio de funcionalidades com a opção de compartilhar conteúdo com outros dispositivos sem fios, tudo isso faz do Xperia S um smartphone muito atraente.

Isso sem contar os diferenciais da Sony. Primeiro, a excelente câmera para fotos em baixas condições de luminosidade, graças ao sensor com ExmoR, herdado das câmeras Cybershot. Com isso, fotos noturnas dão uma surra na concorrência.

Xperia S x Galaxy S III x Lumia 900


Xperia S
Galaxy S III
Lumia 900
Processador
Dual-core 1.5GHz
Exynos 4212 Quad 1.4GHz
Scorpion 1.4GHz
Armazenamento
32GB
16/32/64GB + slot microSD
16GB
Memória RAM
1GB
1GB
512MB
Sistema operacional
Android 2.3.7 (Gingerbread)
Anroid 4.0 (Ice Cream Sandwich)
Windows Phone 7.5 (Mango)
Câmeras
Traseira 12MP / Frontal 1.3MP
Traseira 8MP / Frontal 1.9MP
Traseira 8 MP / Frontal 1MP
Tela
LED 4.3'
Super AMOLED 4.8'
AMOLED 4.3'
Dimensões
128 x 64 x 10.6 mm
136.6 x 70.6 x 8.6 mm
127.8 x 68.5 x 11.5 mm
Peso
144g
133g
160g
Bateria
Li-Ion 1750 mAh
Li-Ion 2100 mAh
Li-Ion 1830 mAh
LTE



HDMI





Depois, o Timescape, o aplicativo proprietário que agrega todas as redes sociais do usuário. Agora melhorado, mais intuitivo e bem menos pesado, o Timescape mostra os avatares dos seus amigos na homescreen e, a partir daí, você pode retuitar mensagens, curtir e comentar posts do Facebook e conferir as últimas novidades.

Claro, como todo aparelho, o Xperia S tem seus pontos fracos. A tela, apesar de ter uma boa resposta, suja fácil e – principalmente – é muito suscetível a arranhões (nada de Gorilla Glass aqui). O design também dá uma escorregada: o aparelho é bonito e relativamente resistente, mas quadradão demais para segurar confortavelmente com uma mão só.

A duração da bateria, no entanto, compensa. Dá para usar o smartphone o dia todo sem ficar na mão. E, diferente de outros aparelhos que analisamos ultimamente, como o Galaxy S III e os Lumia da Nokia, ele traz uma saída HDMI, o que complementa sua função de hub multimídia.
Quer conferir em detalhes a nossa análise? Navegue pelas páginas a seguir.





Conteúdo da embalagem
Xperia S
Manual do Usuário
Cartão de 2GB
Cabo de Dados
Fone de Ouvido
Carregador
Bateria

{break::Design e tela}Como sempre, a Sony arrasou no visual do Xperia S. O telefone é muito bonito, simples e resistente, mas peca em alguns aspectos. Em primeiro lugar, ele é muito quadradão. Se isso dá uma primeira impressão interessante, não se pode dizer o mesmo após muito tempo de uso. É complicado operá-lo com uma mão só, ainda mais para quem tem as mãos pequenas. A curvatura na traseira é mínima e não faz diferença nenhuma na ergonomia. O Xperia arc continua sendo muito mais confortável.

E já que falamos no arc, o Xperia S também transmite a sensação de borda invisível: quando apagado, a tela fica tão preta quanto as bordas, o que dá um efeito muito legal. A companhia também segue a tendência minimalista e aboliu os botões físicos. Quando o aparelho está apagado, aliás,você só vai ver três minúsculos pontinhos brancos.

A coisa muda quando você aperta o botão liga/desliga. Além do display, também acende a faixa transparente na parte inferior da tela. E, dentro dela, a indicação dos botões capacitivos “voltar”, “home” e “opções” também se iluminam. O estranho é que você não deve pressioná-los, mas sim, tocar o dedo na parte logo acima, onde ficam os pontinhos brancos. De primeira, provavelmente, muita gente vai apertar o local errado.



Fora isso, a parte frontal não traz mais nada além do alto-falante, o logo da Sony (não mais Sony Ericsson), o LED de notificações e a câmera frontal, ambos discretíssimos. Abaixo da faixa transparente, a marca “Xperia” está gravada em baixo-relevo.

Na lateral direita, fica a saída HDMI, felizmente protegida por uma portinha. Também estão ali os botões de volume e o de disparo da câmera, ambos cromados. A lateral esquerda abriga apenas a saída microUSB, também protegida por uma tampinha. Na parte de cima, fica o botão liga/desliga e o plug para fones de ouvido de 3.5mm.




A traseira é removível, mas o processo não é tão fácil. Faltou uma ranhura para encaixar a unha e, então, puxar a tampa. Pelo menos, não é preciso remover a bateria para inserir o cartão MicroSIM.



A tela é ótima. Seus 4.3 pixels são ideais para usar o aparelho confortavelmente com uma mão só. Pena que isso fica um pouco prejudicado pelo design quadradão do smartphone: ele é um pouco pesado e largo demais para isso, então, no começo, você vai precisar de um pouco de malabarismo.

O display não tem nenhuma tecnologia super diferenciada como o Super AMOLED da Samsung, mas tem uma boa densidade de pixels, com 342ppi, ainda maior que a do Galaxy S III, algo que é uma tendência nessa nova geração. Isso se traduz em ícones mais definidos e fontes nítidas e legíveis.



A visibilidade das letras, sem dar o zoom na tela, não é tão boa quanto no Galaxy S III e sua tela de 4.8. Mas, assim como no aparelho da Samsung, a tela responde super bem e de forma imediata ao comando do usuário, de forma que o movimento de zoom-in e zoom-out nas páginas pode ser feito rapidamente, sem travamentos. E para quem usa o aparelho com uma mão só, basta dar dois toques para aumentar a página.

O display, porém, não é protegido por Gorilla Glass. Nas especificações oficiais, a Sony só diz que ele tem proteção anti-arranhões. Proteção que não parece ser muito decente, uma vez que a unidade que nos mandaram para análise já veio com alguns arranhões. Bem chato... pelo menos, a tela tem um toque agradável e desliza suavemente.

{break::Câmeras e multimídia}A parte multimídia do Xperia S é excelente. O smartphone reproduz com perfeição vídeos em FullHD, com ótimo som, fluidez, cores vibrantes e contraste. E, ao contrário de smartphones como o Galaxy S III e o Lumia 800, ele tem uma saída micro-HDMI, o que transforma facilmente o aparelhinho em uma pequena central multimídia.

Ele também grava vídeos em FullHD e o resultado é muito bom, principalmente em boas condições de luminosidade. Os vídeos ficam com praticamente nenhum ruído e rodam com suavidade.


As fotos sempre são um dos pontos fortes da linha Xperia e desta vez também não é diferente. A câmera principal, de 12 megapixels, faz fotos excelentes. E a exclusiva tecnologia ExmoR da Sony ajuda muito a captura de fotos noturnas: tanto com flash quanto sem, o resultado é bem acima da média se comparado a outros smartphones.

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Um diferencial do Xperia S é a possibilidade de tirar fotos parnorâmicas e visualizá-las em 3D caso você tenha um televisor compatível com a tecnologia.


A câmera frontal de 1.3 megapixels surpreende. Capaz de gravar vídeos em 720p, ela tira fotos bem nítidas e com cores vivas, bem diferente do resultado lavado e sem graça do Galaxy S III. Não há muitos recursos para melhorar a foto instantaneamente (como o “Beleza”, da Samsung, que aplica um pequeno “blur” para disfarçar espinhas e imperfeições), mas a qualidade da foto “crua” mesmo compensa bastante.


O estranho é que acionar a câmera secundária não é muito intuitivo: normalmente, há um ícone de troca na tela para, com um toque só, você alternar entre a traseira e a frontal. No Xperia S, demorei um pouco até descobrir: é preciso tocar no canto superior esquerdo, onde está o ícone “SCN auto”, ou seja, o reconhecimento de cena. Só ali você encontra a câmera frontal.

O player musical é funcional e bem elegante. Em tons de cinza, com imagens no topo que se alternam entre imagens padrão do aparelho e fotos dos artistas que você tiver armazenados, o app mostra suas músicas classificadas por faixas, álbum, artistas, listas de reprodução, “SenseMe e favoritos.


Se você se perguntou o que é o “SenseMe”, é o seguinte: após baixar as informações sobre suas músicas, algo feito através do próprio aplicativo (e dá até pra baixar as capas dos álbuns assim), ele organiza suas canções em categorias de, digamos... estado de espírito. Assim, quando estiver em dúvida sobre qual música vai ouvir, pode escolher entre “noite”, “intenso”, “relaxar”, “animado” entre outras.

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Criar uma lista de reprodução é moleza, é só tocar em “criar nova lista de reprodução” e, então, marcar nas caixinhas de seleção as músicas que deseja incluir. Pena que não dá para exibir as faixas por categoria, como separadas por artistas ou álbuns, nessa tela. Isso facilitaria bastante o trabalho de quem tem muitos arquivos armazenados.

{break::Funcionalidades e desempenho}O Xperia S tem alguns diferenciais em relação aos outros Androids graças à customização da Sony para o sistema. É muito bonita e funcional, além de trazer o Timescape, introduzido nos primeiros modelos da linha Xperia.

O recurso une todas as redes sociais que o usuário participa e cria um feed que puxa constantemente as informações. Na nova geração de smartphones, a funcionalidade foi bastante aprimorada. A começar pelo widget da homescreen que não mostra mais a linha do tempo das últimas novidades – o que, apesar de bonito, era meio confuso. Se você gosta da linha do tempo, não se preocupe: ela ainda existe, basta acessar o app do Timescape.



Agora, ele exibe pequenos avatares das contas de seus amigos que foram atualizadas mais recentemente e você pode tocar em qualquer um deles para visualizar mais novidades. É possível, inclusive, retuitar nessa própria interface, sem a necessidade do app do Twitter. O mesmo vale para o Facebook: pelo próprio Timescape você consegue curtir e comentar conteúdos.


Outro destaque da linha Xperia é o botão infinito, presente em vários locais do aparelho. Ele serve como um agregador de informações. Em um contato da agenda, por exemplo, o botão traz todas as informações possíveis sobre ele: atualizações em redes sociais, fotos, aniversários... enfim, tudo o que estiver cadastrado. No caso de músicas, dá para procurar mais material do mesmo artista em outros sites ou até por vídeos no Youtube.

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O Xperia S ainda é PlayStation Certified. Isso significa que você pode jogar alguns clássicos do PSOne nele (embora sem o gamepad físico como no Xperia PLAY, o que faz uma tremenda diferença). Infelizmente, a unidade que recebemos não veio com a PlayStation Store então não pudemos testar nenhum desses games.

A navegação web é excelente: embora a tela não seja tão grande como a de um Galaxy, a visualização das fontes é bem satisfatória. Na maioria das vezes, você vai precisar de um zoom, mas, felizmente, o movimento ocorre rapidamente, sem travamentos. Outro detalhe é que, além do pinch-to-zoom, você pode dar dois toques rápidos na tela para aumentar o tamanho, algo ideal para quem usa o aparelho com uma mão só.

O desempenho em geral do aparelho é fantástico. O Xperia S é um smartphone high-end que ainda serve como um servidor de mídia digital, que compartilha músicas e vídeos via Wi-Fi com outros dispositivos. A bateria também surpreende: em uso médio, com wi-fi ativado e brilho médio, dura pouco mais de um dia se você ainda ouvir algumas músicas por pouco mais de uma hora.

{break::Conclusão}O Xperia S é um smartphone high-end que, embora não tenha os “exageros” de configuração do Galaxy S III, desempenha muito bem as suas funções. Sua CPU dual-core em conjunto com a GPU Adreno 220 é mais do que suficiente para as tarefas cotidianas, jogos e vídeos em FullHD.



Falando em números, os benchmarks mostram que o Xperia S é um pouco melhor que o Galaxy S II, um aparelho da geração passada. Algo que faz sentido, já que ambos são dual-core. Devo dizer: mesmo assim, é um excelente aparelho. Na prática, o processamento quad-core ainda não faz uma diferença tão grande, e se o que você quer é um smartphone que atenda perfeitamente às suas necessidades (e não necessariamente um poço de tecnologias de vanguarda), pode apostar no Xperia S tranquilamente.


Quem quer um smartphone para tirar fotos tem aqui um grande motivo para adquirir um Xperia. A tecnologia ExmoR realmente faz diferença, tornando as fotos noturnas muito melhores que qualquer concorrente. Com boa iluminação, a câmera também dá um show. Para os fotógrafos amadores de plantão, a linha Xperia é a melhor escolha.

Apesar de vir de fábrica com o Android 2.3 (Gingerbread), a Sony garante atualização para a versão 4.0 (Ice Cream Sandwich). Então, pode ter certeza que o aparelho não vai ficar defasado tão cedo.

PRÓS
Combina ótimo desempenho com bom preço
Câmera excelente, principalmente para fotos com baixa luminosidade
A certificação PlayStation é um diferencial
O Timescape ficou bem melhor
CONTRAS
A tela deixa um pouco a desejar, arranha fácil
Um pouco pesado e quadradão demais para segurar com uma mão só
Não vem com o cabo HDMI
A borda embaixo pode até ser bonita, mas é praticamente inútil
Cadê a PlayStation Store?
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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