ANÁLISE: Spec Ops: The Line

ANÁLISE: Spec Ops: The Line

Spec Ops: The Line foi lançado pela 2K Games, que fez uma estratégia de Marketing interessante onde a protagonista era a "areia", e mostrou que ainda hÁ espaço para games cuja influência vem de jogos concorrentes e de sucesso.

HÁ espaço para todos, e Spec Ops: The Line não faz feio. Trazendo uma história cativante, com grÁficos belíssimos de uma Dubai tomada por uma tempestade de areia sob um Sol tão forte capaz de "assar" corpos espalhados pelo cenÁrio e uma jogabilidade interessante mas não inovadora, Spec Ops é um dos melhores jogos nesse estilo que anda tão na moda.

O jogo ainda tem Multiplayer Competitivo e uma promessa da produtora de que serÁ lançado um DLC para adicionar o modo Cooperativo, de forma gratuita.

{break::História}Spec Ops: The Line é baseado em um romance de Joseph Conrad bastante conhecido chamado Heart of Darkness. Este livro jÁ serviu até de inspiração para filmes Hollywoodianos.

Na história, o jogador encarna o capitão Martin Walker do grupo Delta Force que tem como objetivo resgatar um Coronel do Exército Norte Americano chamado John Konrad, que foi dado como desaparecido em meio ao caos que se tornou Dubai depois de uma gigantesca tempestade de areia. Para ajudar o Capitão Walker, foram destacados o Tenente Adams e o Sargento Lugo.

De acordo com as informações que o personagem Martin Walker possui, John Konrad preferiu ficar em Dubai para ajudar as pessoas que sobreviveram na tragédia e que não conseguiram ser evacuadas. O problema é que ninguém sabe exatamente onde essas pessoas estão, portanto o jogador tem que se aventurar pela cidade até encontrar esse grupo de sobreviventes.

No meio desse caos, outro grupo paramilitar tenta tomar o que restou de Dubai, inclusive capturando alguns sobreviventes e executando outros, incluindo mulheres indefesas.

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É bom que se diga que hÁ cenas fortes de execuções sumÁrias, o que pode não agradar a pessoas mais sensíveis à violência.

Por ser baseado em um livro de sucesso que serve de base para alguns filmes famosos e elogiados pela crítica, fica óbvio que a história de Spec Ops: The Line tende ir para o mesmo caminho, ou seja, ser caprichada e com reviravoltas interessantes, além de toques psicológicos que começam a aparecer a partir do meio do jogo.


{break::Jogabilidade #1}Spec Ops The Line começa com uma cena cinematogrÁfica em meio a perseguições de helicópteros onde tudo pode ser destruído, incluindo fachadas de prédios e, em alguns momentos, sob uma tempestade intensa de areia. O jogador controla a metralhadora 50, enquanto o helicóptero é controlado pelo jogo. A ação é realmente intensa e passa uma sensação de realismo.

Basicamente, Spec Ops The Line é um jogo simples em terceira pessoa em que o jogador faz parte de um trio de soldados. Podem ser dadas, inclusive, ordens para seus dois companheiros. Mas somente ordens bÁsicas de ataque, ou seja, "mostrar" a eles quem atacar primeiro. Para ter uma ideia dessa "complexidade" toda, o jogo foi zerado sem que isso fosse usado. Ou seja, esse sistema de ordens é totalmente descartÁvel.


O jogo usa o jÁ consagrado sistema de cover. Em Spec Ops The Line ele é bem fÁcil de usar, basta uma tecla para que o personagem se esconda, mas o diferencial é que a mesma tecla de cover é a que também faz o personagem correr. Com isso, o personagem pode correr até um muro ou objeto grande e automaticamente se esconder atrÁs dele, sem que o jogador tenha que usar outra tecla.

{break::Jogabilidade #2}A jogabilidade de Spec Ops, apesar de ser Ágil e até interessante, pode ser chata em alguns momentos para os jogadores mais exigentes. Mas chata no sentido de serem sempre os mesmos scripts, ou seja, você chega num local e aparece um bando de inimigos, você mata todos eles e avança até outro local onde aparecem mais inimigos. Mata todos e avança para outro ponto. O jogo inteiro é assim, intercaladas com cenas de introdução da missão e de conversa.

A Inteligência artificial em alguns momentos tende a ser simplória demais, com reações ridículas a ponto de alguns inimigos ficarem na sua frente e não fazerem nada até que sejam mortos. Por outro lado, hÁ reações interessantes quando alguns deles se escondem e se esquivam de tiros de maneira convincente.  Isso mostra que a inteligência artificial presente no game é completamente "instÁvel", o que pode frustrar àqueles que gostam de desafios mais difíceis.


Sem dúvidas o grande destaque da jogabilidade de Spec Ops: The Line é a areia. Isso foi usado até como Marketing para a divulgação do game. Ela não é mera coadjuvante, tanto que pode ser usada como arma, ou seja, em vÁrios momentos o jogador pode optar por usÁ-la para soterrar inimigos, destruir locais e até mesmo quebrar uma vidraça para que a areia entre e crie um caminho alternativo. É bem interessante esse sistema, o que gera uma estratégia extra.

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{break::GrÁficos}Belíssimo é o mínimo que se pode dizer sobre os grÁficos de Spec Ops The Line. A arte do game é esplendorosa, com a paisagem de uma Dubai coberta por areia, Áreas internas requintadas com o luxo que os grandes arranha-céus oferecem, e ainda um Sol escaldante tão forte que por vezes ofusca a visão do jogador.

As cores do game podem parecer exageradas, mas, na verdade, não são tão exageradas assim. De fato, ficar em meio a um deserto com Sol fortíssimo e tempestades de areia por todo lado não deve ser nada agradÁvel no que diz respeito ao visual. Ou melhor, deve ser bem difícil conseguir enxergar alguma coisa sem que os raios do Sol afetem os olhos. A sensação que o jogo passa é perfeita. Vale lembrar que hÁ filtros para o visual do game: um padrão, um menos colorido e outro mais forte. Cabe ao jogador escolher o que mais lhe agrada.


O jogo possui um sistema de física bastante convincente, onde tudo sofre impacto dos tiros e da ação da areia. Em determinados momentos, pode-se até destruir um prédio inteiro. Falando em areia, ela é o grande destaque no jogo. A movimentação dela é bem realista, desde pegadas deixadas pelos soldados até explosões onde voa poeira pra todo lado.

Na grande maioria, os cenÁrios usam texturas em alta definição, jÁ em outras partes, poucas, diga-se de passagem, elas são abaixo da média. Normalmente essas texturas mais fracas são de cenÁrios destruídos, como veículos, muros, móveis, prédios, etc. Mas no geral o cenÁrio é bem detalhado e com efeitos bacanas de iluminação, o que ajuda a esconder algumas texturas pobres.

{break::Áudio}A cena citada no início do quesito Jogabilidade jÁ dÁ o tom do resto do game. Quem tem um conjunto de som 5.1 com um subwoofer poderoso, vai se sentir no meio da ação. O som dos helicópteros é um dos mais bem reproduzidos em um game. Realmente é de espantar e até mesmo assustar os mais desavisados.

Embora o jogo tenha muitos efeitos sonoros, como o citado acima, de alta qualidade, em alguns momentos o som não mantém a mesma qualidade, apesar de continuar sendo bom.


É importante que se diga que o som do game é condizente com o ambiente proposto por Spec Ops: The Line, ou seja, o jogo todo é rodeado de areia, de locais fechados e abafados com sol escaldante - afinal estamos no meio do deserto -, e o som fica abafado em locais assim. Da mesma forma que acontece na vida real. O som dos tiros muda radicalmente de acordo com o ambiente que o jogador estÁ, seja em uma Área fechada ou em uma Área aberta no topo de um arranha-céu.

Spec Ops The Line é o tipo de jogo no qual a placa e a caixa de som fazem toda diferença. Nos testes foram usadas uma placa Creative X-fi Fatality e uma placa omboard HD Áudio. As caixas de som usadas foram uma simples 2.1 de 75 watts, e um kit da Logitech 5.1 modelo Z906 de 500 Watts com certificação THX.

A diferença na qualidade de som entre as duas placas foi gritante. Enquanto em uma o som era cristalino, na outra havia distorção e "sujeira" no som, com algumas imperfeições. HÁ momentos que fica claro isso, quando hÁ um silêncio total no jogo, e de repente ecoa o som característico de ventania. Realmente um espetÁculo.

JÁ a diferença das caixas de som, testadas com ambas as placas, fica com a potência e a relação de graves e agudos. O grave foi o que teve maior diferença, principalmente no início do jogo.

Isso prova que muitas vezes o que faz um jogo parecer ter algo ruim é o equipamento do jogador, e não o jogo em si.


{break::Multiplayer}Multiplayer de Spec Ops The Line não tem muita graça. É a parte nula de todo game.

A Yager, produtora do game, e a 2K Games jÁ estavam cientes da qualidade questionÁvel do Multiplayer, e por isso na semana anterior ao lançamento do game jÁ anunciaram que vão lançar um DLC gratuito este mês, que adicionarÁ um modo Cooperativo. Embora ainda não se saiba como serÁ este modo, se serÁ adicionado na campanha principal ou se serÁ mapas cooperativos com objetivos fixos, a atitude de lançÁ-lo jÁ deixa claro que o Multiplayer de Spec Ops é simplório.


Foi praticamente impossível testar o Multiplayer desde o dia 26 quando a 2K Games nos enviou o game para anÁlise. Isso porque até hoje foram raras as vezes que se conseguiu encontrar alguém jogando. Quando o jogo encontra algum servidor, só hÁ no mÁximo duas pessoas conectadas.

O modo Multiplayer é basicamente um time contra o outro, e o jogador vai angariando pontos de experiência e assim conseguir acesso a armas, armaduras, mÁscaras, e acessórios diversos.

Nos testes, onde só pude jogar com duas pessoas, não houve lag em momento algum. É importante que se diga que o game é Steamworks, portanto jÁ era esperado um servidor robusto para as partidas online com um mínimo de lag. HÁ ainda um modo via Lan onde se pode jogar com amigos em uma mesma rede.

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{break::Conclusão}Spec Ops: The Line é um bom jogo, com uma história interessante e realista, baseado em um livro de sucesso. Além disso, é eficaz na sua jogabilidade, com bastante ação em cenas dignas de filmes e uma ambientação ímpar de uma Dubai "pós-apocaliptica".

O grande destaque, sem sombras de dúvidas, é o uso da areia, que tanto pode ser mortal para o jogador como pode ser uma arma a favor dele.

A promessa de ser lançado este mês um DLC gratuito com um modo cooperativo eleva ainda mais o potencial do game, sendo um dos melhores nesse estilo de jogo.

PRÓS
- História cativante
- DÁ pra sentir calor com o Sol escaldante do jogo
- Areia é uma adição muito bem vinda
- Som dos helicópteros em um subwoofer poderoso é de estremecer tudo
CONTRAS
- Multiplayer simples demais
- Falta modo cooperativo
- Em alguns momentos a IA é bisonha
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  • Redator: João Paulo Losada

    João Paulo Losada

    Gamer por natureza, JP Losada, ou simplesmente DJLosada como é conhecido por toda a comunidade gamer, é um grande conhecedor de games em geral. Eventualmente analisa lançamentos e comenta sobre os sucessos e decepções relacionadas aos games que chegam ao mercado através do portal Adrenaline. Jé escreveu para revistas de games, artigos para produtoras, além de ter citações em seu nome em caixas de jogos de PC lançados no Brasil. Possui parceria com algumas produtoras, principalmente de corrida

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