ANÁLISE: WD My Passport (500GB)

ANÁLISE: WD My Passport (500GB)

A Western Digital é uma marca conceituada de dispositivos de armazenamento, com uma série de produtos como HDs internos e externos e mais de 20 anos de experiência nesse mercado. A linha My Passport tem como foco a praticidade, com produtos de tamanhos reduzidos e com apenas um cabo necessÁrio para conexão, sendo que os HDs externos My Passport mais recentes possuem também a compatibilidade com transferências em alta velocidade pela conexão USB 3.0.



O WD My Passport traz muito bem estas características, com um design portÁtil e discreto, transformando em algo bastante prÁtico carregar seus arquivos consigo. Apesar de trazer a tecnologia USB 3.0, o desempenho não é excepcional, mas traz um bom ganho de velocidade comparado com HDs externos operando em portas USB 2.0. Em nossos testes, o My Passport levou metade do tempo, que outros aparelhos gastam na antiga tecnologia USB, para realizar as transferências, o que é longe do sonhado 10x, mas que também não é uma diferença insignificante.

Outra vantagem muito interessante desta linha, para nós brasileiros, é que agora estes HDs externos são fabricados no país, o que significa a possibilidade de preços competitivos e uma melhor disponibilidade do produto por aqui. Mais detalhes do aparelho no restante da review!

{break::Design e fotos} Como jÁ verificamos na anÁlise do My Passport Essentials SE, a Western Digital consegue entregar um produto com um bom design e acabamento. No caso do produto desta anÁlise, o visual não chega a ser tão neutro quanto o do Essentials, mas se você adquirir o modelo na cor preta, ele é interessante para quem quer algo discreto. Para quem prefere aparelhos mais chamativos, pode optar por uma das cinco cores (preta, vermelha, azul, cinza e branca)

Nos demais aspectos, o design do produto cumpre bem o papel de ser um dispositivo compacto para carregar arquivos com praticidade, bastando carregar apenas um cabo de conexão.

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{break::Cópia de arquivos}Começamos os testes com o que realmente interessa: cópia e leitura de arquivos. Para verificar a velocidade do dispositivo, fizemos de duas formas: primeiro copiamos um conjunto de cinco arquivos com 4.5GB no total, do HD externo para o HD interno e vice e versa. Depois, trabalhamos com um conjunto maior de arquivos, com 16GB no total, para analisar o desempenho ao lidar com um número mais expressivo de pastas (pouco mais de 800) e arquivos (35 mil) a serem copiados.


O sistema utilizado para os testes foi:

Processador: Intel Core i5 655K
Placa-mãe: Gigabyte H55N-USB3
Memórias: 4GB DDR3
HDD: 7200 RPM SATA II
Sistema operacional: Windows 7 Professional SP1 (32 bits)

Dispositivos comparados:

WD Essentials SE (USB 3.0)
WD Essentials (modelo da geração anterior do HD externo, opera em USB 2.0)
Corsair Flash Voyager GT USB 3.0 32GB (pendrive com melhor desempenho em nossos testes, até o momento)

Na primeira cópia, enviando os 4.5GB de arquivos do MyPassport para o HD interno do computador, vemos que o HD externo entrega uma performance duas vezes superior a outro aparelho operando em USB 2.0. No compartativo com o Essentials, ele foi 10% mais lento, uma diferença pouco significativa que representou apenas sete segundos a mais para finalizar a cópia.

O pendrive Corsair GT USB 3.0 32GB levou vantagem, precisando de 44 segundos para efetuar a cópia e vencendo a disputa com um tempo 33% melhor que o HD externo em teste nesta anÁlise.

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Invertendo a situação, ou seja, mandando os arquivos do computador para o HD externo, o My Passport tem o melhor desempenho entre os dispositivos testados, levando 71 segundos para copiar os 4.5GB. Comparando com um dispositivo operando em USB 2.0, a velocidade foi quase 2.5 maior.


Cópia de 16GB

Aumentamos a carga dos testes, com um número maior de arquivos e pastas, para ver como isto influencia o tempo de transferência.

No primeiro teste, vemos que o desempenho do My Passport não foi de grande destaque, ficando 20% abaixo do Essentials. A diferença no comparativo com um aparelho em USB 2.0 também não impressionou, sendo apenas 30% abaixo o tempo de cópia. Ou seja, o My Passport não conseguiu ser nem duas vezes mais rÁpido que um aparelho com a tecnologia USB anterior.


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Na cópia do PC para o dispositivo externo, as diferenças entre os aparelhos diminuiram, com o My Passport ficando apenas 6% abaixo do Essentials. Em relação a um HD externo operando em USB 2.0, a vantagem foi de 40%, ainda longe de tornar o USB 3.0 uma evolução impressionante.

{break::HD Tune e ATTO Benchmark}Abrimos a série de testes sintéticos com o HD Tune e o ATTO Benchmark. Com o ATTO, o My Passport apresentou um bom desempenho, ficando com uma performance quase 10% melhor que o Essentials SE. Neste teste, a tecnologia USB 3.0 conseguiu entregar um desempenho quase três vezes superior, no comparativo com o modelo operando através da geração passada da tecnologia de conexão.

Também fica bem evidente a grande vantagem do pendrive em testes em que é feita leitura dos dados, por não possuir um disco físico. Em compensação, na hora de escrita de dados, o pendrive perde muita performance e fica próximo de um HD externo operando em USB 2.0.

No teste com o HD Tune, com o teste de leitura (read), vemos um equilíbrio entre os aparelhos da Western Digital com a tecnologia USB 3.0. Comparado com dispositivos 2.0, o My Passport conseguiu performance mais que duas vezes superior. O pendrive da Corsair conseguiu ser duas vezes mais rÁpido que os HDs externos, mostrando novamente a vantagem do aparelho quando utilizamos modos que trabalham com a leitura dos dados no dispositivo.


{break::Crystal Disk Mark}No teste com o Crystal Disk Mark, vemos que o desempenho do Essentials SE ficou bem abaixo do esperado, especialmente no modo Read (leitura). Como jÁ verificamos em testes prÁticos, o ganho com a tecnologia USB 3.0 é bem superior que o apresentado neste software, que apresentou um ganho de apenas 2% em relação ao mesmo produto, conectado na porta USB 2.0.

No modo Write (gravação) voltamos ao padrão observado em outros testes, com o um ganho entre duas a três vezes no comparativo com dispositivos USB 2.0.

{break::Conclusão}Novamente podemos notar que a tecnologia USB 3.0 traz melhorias, mas nada que possa ser considerada uma revolução, falando em taxas de transferências. No comparativo com HDs externos, eles tem em média diminuído para a metade o tempo para realizar as cópias. O benefício é visível, mas se alguém busca muita performance, vai ter que usar outra tecnologia, como Thunderbolt ou eSATA.

Assim como jÁ vimos em outras anÁlises de produtos da Western Digital, a empresa entrega HDs externos com ótimo design e boa portabilidade. A empresa também tem bastante tradição em dispositivos de armazenamento, algo que conta pontos jÁ que ninguém é muito fã de perder os seus dados.

O My Passport traz um bom acabamento, que traz a impressão de ser mais resistente que o Essentials SE. Ainda assim, como todo disco rígido, com vÁrias peças móveis no interior, não é nem um pouco aconselhÁvel derrubÁ-lo, especialmente quando em funcionamento. Se quer um pouco mais de segurança, e for um tanto desastrado, pode adquirir um acessório que traz uma proteção extra, algo necessÁrio se você necessita de um produto resistente a quedas e impactos.

Com preço na casa dos R$ 290, o My Passport estÁ disponível por um valor bastante competitivo. Apesar de encontramos modelos por até 50 reais a menos, normalmente são de marcas com menos tradição ou dispositivos com acabamento de menor qualidade, o que acaba compensando investir alguns reais a mais na aquisição deste modelo.

Por fim, o My Passport pode ser recomendado tranquilamente para alguém que busca um HD externo de qualidade, com design discreto e muita portabilidade, e que quer se beneficiar da vantagem de velocidade do USB 3.0 (mas não precisa de alta performance nas transferências).

PRÓS
Design atraente
PortÁtil
Fabricação nacional
USB 3.0
CONTRAS
Performance não impressiona
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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