ANÁLISE: Samsung RF511-SD3

ANÁLISE: Samsung RF511-SD3

O Samsung RF511-SD3 é um notebook intermediÁrio, com processador potente e capacidade de rodar games, sem ser tão caro ou pesado como notebooks de alto desempenho. É encontrado no mercado por preços que variam dos 2600 a 2900 reais, tornado ele uma boa opção para quem busca um produto com bom custo/benefício.

O seu destaque é o processador, o Core i7 2670QM, mais potente que muitas CPUs presentes mesmo em modelos muito mais caros, como notebooks gamers. A placa de vídeo, a Nvidia GT 540M, não acompanha a performance do processador, mas é capaz de rodar jogos modernos se o usuÁrio "maneirar" na qualidade dos grÁficos.


Outros destaques são as conexões USB 3.0 e o drive óptico de Blu-ray, sendo este último muito interessante para quem deseja ver conteúdos multimídia no notebook. O HDD, apesar de lento, tem um bom espaço (1TB), e também hÁ muita memória RAM (8GB), apesar desta quantidade não impactar tanto a mais na performance, se compararmos com um modelo com 6GB como o RF511-SD1. De negativo, a tela, o sistema de som e o design do RF511 são apenas regulares.


{break::Especificações}O RF 511-SD3 da Samsung é um notebook intermediÁrio, com uma série de especificações que garantem a compatibilidade com jogos recentes. A placa de vídeo GeForce GT540M com 1GB de RAM e o processador Core i7 2670QM são suficientes para games modernos em configurações intermediÁrias, não chegando ao patamar de notebooks gamers, mas com a vantagem de não vir a um preço elevado ou ser excessivamente grande e pesado como os aparelhos do segmento entusiasta.

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Especificações técnicas

Processador Segunda Geração do Processador Intel Core i7 2670QM     
Sistema Operacional Windows 7 Professional Original (64 Bits)     
Tela 15.6" LED HD 16 : 9 Brilhante / 1366 x 768 (HD)     
Dimensão (LxPxA) 37.96 x 25.55 x 3.14 ~ 3.7 cm     
Peso 2.6 kg

Placa GrÁfica
Processador NVIDIA GeForce GT540M (Optimus)    
Memória grÁfica 2 GB DDR3 (Memória Dedicada)

Memória
Total de Memória 8 GB DDR3    
Slots 2 x SODIMM

Armazenamento
HDD 1 TB (1000 GB) S-ATA 5400 rpm    
ODD BluRay Reader (S-ATA) / Super Multi Dual Layer Gravação (CD-R 24X / CD-RW 24X / DVD±R 8X / DVD+RW 8X (4X) / DVD-RW 6X / DVD-RAM 5X), Leitura (CD 24X / DVD 8X)    

Chipset
Intel HM65

Multimídia
Áudio HD (High Definition) Audio    
Falantes 3 W Stereo (1.5 W x 2)    
Câmera Integrada 1.3 megapixel HD

Comunicação
Modem               Não    
Placa de Rede     Gigabit (10 / 100 / 1000) LAN    
Placa de Rede Wireless     802.11bg/n    
Bluetooth Bluetooth 3.0

Portas de Comunicação
VGA    
HDMI   
Saída para Fone-de-Ouvido    
Entrada para microfone   
Microfone Integrado

USB
2 x USBs 3.0
2 x USBs 2.0 - Energizadas

Leitor de Cartões Multimídia 4-in-1 (SD, SDHC, SDXC, MMC)    
Slot para Docking Station Não    
RJ11 (Modem) Não    
RJ45 (LAN) Sim    
Conector de Energia Sim

Características para Digitação
Teclado Português-BR
Teclado Númerico Integrado    
Touch Pad com suporte à função multi-toques    

Software Anti-Vírus Norton Internet Security Trial (60 dias de avaliação)    
Slot para Trava de Segurança: Slot padrão Kensington    
Recuperação e Backup de Dados / Sistema Operacional: Samsung Recovery Solution    
Leitor de impressão digital Não TPM     Não    
Segurança de Hardware BIOS Boot Up Password
HDD Password    

Alimentação de Energia
Fonte Adaptadora 90 Watt    
Padrão da bateria 6 Células    
Garantia: 1 ano

{break::Fotos, design e aquecimento}Este notebook traz o mesmo design presente no RF511-SD1, trazendo assim as mesmas caracaterísticas neste aspecto. Por conta da tela de 15 polegadas, o RF511 não se encaixa no segmento portÁtil de notebooks, sendo um aparelho bastante largo. Em compensação, o computador ficou consideravelmente fino, tendo 3,7 cm de espessura.

O acabamento em preto piano com efeito espiral, na parte superior, é bonito porém traz o velho problema das famigeradas marcas de dedos. Na parte do teclado, temos metal escovado no apoio para os pulsos e plÁstico no restante do corpo. Não é um conjunto de muita resistência, mas que não vai "desmanchar nas mãos".





O teclado tipo ilha possui também o teclado numérico e vem no padrão ABNT-2. Os únicos botões adicionais são três botões para o Áudio (deixar no mudo, aumentar e diminuir o volume) e um para ligar e desligar o wireless. O teclado é bastante amplo e confortÁvel, aproveitando a largura do RF511.

O notebook possui uma boa quantidade de conexões distribuídas pelas laterais, com duas USB 3.0 na lateral de direita, na parte posterior, e duas USB 2.0 na lateral esquerda, na parte dianteira. Para vídeo temos uma conexão HDMI e uma VGA, além da entrada para cabo de rede, entrada para fone, microfone e a conexão de energia na lateral esquerda. Aqui temos um opção no desenho do RF511, um pouco infeliz: o microfone é posicionado na base, próximo de onde é apoiado o pulso. O resultado é que fica difícil digitar sem "deixar seu interlocutor surdo", caso esteja usando o microfone para falar com alguém ao mesmo tempo que escreve. Este problema não acontece na maioria dos outros notebooks, pois normalmente os fabricantes posicionam o microfone logo acima da tela.

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Quanto ao aquecimento, o RF511 não aqueceu em excesso na maior parte das Áreas críticas, como no apoio para os pulsos ou no teclado. Nestas Áreas, ele não ultrapassou dos 33ºC, temperatura medida no centro do teclado, o que é um leve aquecimento que não chega a incomodar muito. O notebook foi eficiente em concentrar o calor no canto esquerdo posterior, onde alcançou 46ºC e chegou aos 50ºC nas saídas de ar traseira e lateral.

Para realizar este teste, rodamos um benchmark repetidas vezes, em um ambiente em 25ºC. Logo, para o uso cotidiano, a tendência é que o aquecimento do aparelho seja muito menor, tornando confortÁvel o uso do SD3 na maioria das situações, mesmo no colo. 

{break::CineBench, WinScore, WinRAR}Começamos os testes sintéticos do hardware com o benchmark do CineBench, que mede a capacidade da placa de vídeo e do processador de lidar com grÁficos, e trabalha também com o padrão OpenGL.

Nestes testes vemos que o hardware um pouco mais encorpado, no comparativo com o SD1, deu alguns pontos a mais, chegando a 6% de ganho no teste envolvendo o processador. Como para o teste de OpenGL o que conta mesmo é chip grÁfico, e ambos os modelos possuem o mesmo, a diferença beirou a casa do 1%.

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Na pontuação dada pelo sistema operacional, vemos um certo desequilíbrio no hardware: estamos muito bem servidos de processador e memória RAM, o que entrega uma pontuação muito próxima do 7.9, nota limite, mas a velocidade do dispositivo de armazenamento e a potência da placa de vídeo puxam o score geral para um intermediÁrio 5.9.

Com o WinRAR, vemos a eficiência do processador que equipa do SD3, batendo até mesmo modelos de notebooks gamers e se situando com o melhor resultado, entre os modelos analisados por aqui.

{break::PCMark, Photoshop e autonomia}Dando sequência aos testes, vemos o desempenho do notebook com filtros no Photoshop, rodando o PCMark e a autonomia do SD3.

No teste com o PCMark, notamos que o SD3 apresenta uma performance geral boa, comparado inclusive com modelos como o notebook gamer Lamborghini VX7, mas a performance apenas regular da placa de vídeo e do HDD criam um precipício entre o notebook e outros modelos com hardware mais potente nestes aspectos, como o Zenbook e o FullRange, ambos equipados com SSDs.

No teste com o Photoshop, vemos mais uma vez que, se depender da CPU, o SD3 não vai decepcionar no desempenho. Na aplicação do filtro Extrude, o notebook da Samsung alcançou o melhor desempenho entre todos os aparelhos testados, até o momento.

Quanto à bateria, fizemos testes com dois perfis: um rodando o Powermark no modo produtividade, onde o aplicativo se limita a navegar na internet e editar documentos de texto, com o brilho na tela no mínimo e o sistema operacional configurado para economizar o mÁximo de energia. No outro teste, mais exigente, colocamos a tela em brilho mÁximo, alteramos o gerenciador de energia do sistema para modo alto desempenho, e configuramos o Powermark para realizar o benchmark no modo "entretenimento", onde alterna entre executar vídeos e renderização animações em 3D.

 

 


No modo de economia de energia, e pegando leve nas aplicações usadas, segurou 3h 34min, um tempo não muito bom comparado a outros modelos, ficando atrÁs até mesmo de aparelhos com telas maiores e hardwares mais potentes, caso do FullRange. O SD3 também levou a pior quando fizemos o teste mais pesado, rodando aplicações como games e vídeos com o notebook operando na bateria. Nesta situação, ele segurou apenas em torno de uma hora.

{break::Mafia II}

Abrimos a série de teste com games com o Mafia II, continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da mÁfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

Nesta primeira bateria de testes, utilizando a resolução 1366x768, a suportada pela maioria dos notebooks, vemos que o processador mais potente e o upgrade de memórias, no comparativo com o SD1, não trouxeram muita vantagem ao RF511-SD3, que no melhor dos casos conseguiu 4% de performance superior, algo que não chega a melhorar a experiência com o game.

Para quem deseja jogar este ótimo game, o SD3 vai entregar a performance necessÁria para um gameplay bom, até com algumas configurações mais avançadas.

{break::Alien vs. Predator}

Desde a anÁlise do Avell FullRagne, mudamos a fila de testes do Alien vs. Predator, para aproveitar os recursos do Adrenaline Benchmark Tool. Como resultado, ainda temos poucos testes disponíveis para comparação, mas isso deve melhorar jÁ dentro das próximas semanas.

 

O RF511-SD3 não conseguiu rodar bem a fila de testes que montamos para este game, e a comparação com o FullRange e sua GTX 675M chega a ser ingrata. É possível jogar o game neste notebook, usando configurações mais leves, como vimos nos benchmarks com o RF511-SD1 (onde maneiramos bastante nos filtros).

Tessellation

Um recurso interessante de se testar com o game, que suporta DirectX 11, é o Tessellation. Acionando ele, hÁ um ganho de qualidade nas formas dos objetos, porém, em contrapartida, hÁ também uma perda de desempenho do sistema pois esta tecnologia é bastante pesada.

Se jÁ foi difícil encarar o game antes, acionar o tessellation não ajudou nem um pouco no score do RF511-SD3. Para quem deseja rodar o Alien vs Predator neste notebook, é melhor deixar este recurso desligado.

Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Alien vs Predator Benchmark Tool. As filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em FullHD.

{break::Crysis 2}

Como comentamos, para os teses utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que, lançada no ano passado, é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho de 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, jÁ que originalmente o game vinha apenas em DX9.


Nossa fila de testes com Crysis não pega leve com o hardware, e o resultado é que o game rodou muito mal no RF511-SD3. É possível jogar o game neste notebook, mas é preciso desabilitar vÁrios recursos para que ele funcione de forma fluída. Para quem não é muito exigente na parte grÁfica, algumas configurações intermediÁrias rodam bem no SD3, ainda entregando uma qualidade nas imagens bastante aceitÁvel.


Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool. As filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: em 1366x768 e em FullHD.

{break::Armazenamento multimídia e recursos adicionais}Assim como no SD1, a Samsung não investiu muito no HDD do notebook, instalando apenas um modelo de 5400 RPM. Ao menos, o espaço para armazenamento é generoso (1TB).


O desempenho do HDD ficou acima de outros modelos com 5200 RPM, mas nada que dê grande destaque ao SD3. Para quem deseja respostas mais rÁpidas do sistema, terÁ que substituir este componente por um mais Ágil, como um HDD de 7200 RPM ou, dependendo da coragem (e orçamento), um SSD.

Para quem deseja consumir conteúdos multimídia no aparelho, o RF511-SD3 tem como ponto forte o drive óptico, que suporta Blu-ray, mas em compensação não deve esperar muito da tela e do sistema de som do notebook, que são apenas medianos.

{break::Conclusões}O RF511-SD3 traz alguns upgrades em relação ao SD1 que podem fazer valer a pena o investimento extra. O Core i7 2670QM que equipa o notebook fez com que o SD3 batesse até mesmo outros aparelhos de alto desempenho, nos testes em que a CPU é o componente mais exigido.

A memória RAM adicional (6 GB no SD1, 8 GB no SD3) não é um diferencial muito forte, afinal jÁ vimos por aqui que o impacto de mais memória não é significativo. Os 250GB a mais de HDD também podem não ser o suficiente para convencer o usuÁrio a pegar este modelo, que estÁ entre 300 e 500 reais mais caro que o SD1.

Para quem não necessita do poder de fogo do processador, e pensa mesmo é em usar notebook para atividade cotidiana e games, é possível que o modelo SD2, equipado com um Core i5 e custando entre 500 a 700 reais a menos, vÁ entregar um desempenho muito próximo aos vistos nos outros dois notebooks, jÁ que a GPU GT540M é o principal gargalo de desempenho quando jogamos nos notebooks RF511 da Samsung.

No geral, o RF511-SD3 tem tela e Áudio com qualidade regular, e tem como grande vantagem o seu processador potente e outros componentes intermediÁrios, que entregam um bom desempenho, principalmente se analisamos a relação custo vs. benefício. Para quem realiza atividades que demandam muito do processador, o SD3 é a melhor opção entre os RF511.

PRÓS
Processador de alto desempenho
Dimensões portÁteis para o segmento
Bom custo/benefício
CONTRAS
Alguns acabamentos
É preciso pegar leve nos filtros, em games
Tela não faz FullHD
Microfone mal posicionado
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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