ANÁLISE: Avell Diamond P110 F1HA

ANÁLISE: Avell Diamond P110 F1HA

O Avell Diamond P110 F1HA é um notebook de ótimo desempenho em um "corpo de netbook". Apesar de portÁtil, tem componentes intermediÁrios (e alguns de altíssimo desempenho) e entrega uma performance para rivalizar com modelos muito maiores que ele. É comercializado por R$ 2.969,00, o que é um bom preço para os componentes que o equipam.

Ele traz uma performance de notebooks convencionais, mas com o tamanho que estamos habituados em encontrar em netbooks, e só um pouco mais pesado (1.8 kg). É capaz de rodar games em configurações entre intermediÁrias e altas, mas por conta de seus componentes potentes em seu "pouco espaço", ele pode aquecer de forma a não ser confortÁvel jogar com ele no colo, com games de última geração. Em seu uso para atividades cotidianas e games mais leves, este problema não acontece.

{break::Especificações} Apesar do tamanho discreto, o Diamond P1110 não decepciona nos seus componentes, equipado com um processador intermediÁrio Intel Core i7 e uma placa também do segmento intermediÁrio, a GT 650M. O resultado desta dupla é que o notebook encara tranquilmente os games em configurações intermediÁrias, e dÁ até para arriscar alguns filtros mais pesados em alguns momentos. O SSD dÁ um ganho de desempenho, dando ao Diamond uma experiência bastante responsiva.



- Continua após a publicidade -

Descrição Física
- 28.7(W) x 20.7(D) x 1.270(H) cm
- Peso: 1.80 Kg
- Cor: Preto

Processador e Chipset
- Intel Core i7 (2670QM) 2.5Ghz
- 2nd Generation Intel Core Chipset HM76

Memória
- 8 GB instalado
- 2 SODIMM Slots;
- Suporte para Dual-Channel
- Tipo de memória:  DDR3 SDRAM 1333 * ( freqüência de operação real depende FSB do processador )
- Expansível até 8 GB ( Sistema Operacional 32 bit tem uma limitação de memória de 2.8GB no hardware. Outros as limitações de aplicação pode ainda evitar o uso de toda a memória instalada. Windows 7 64bit é necessÁrio para configurações de memória de 4GB ou acima. )

Hard Disk (HD)
- 120GB SSD
- FÁcil remoção

Drive Óptico

- Nenhum

Tela
- 11.6" (16:9) HD LED-Backlit Display
- Resolução: 1366x768

Vídeo
- nVIDIA GeForce GT 650M
- 2 GB Video dedicado
- Microsoft DirectX 11 Compatível
- nVIDIA PhysX® Technology
- nVIDIA 3D Vision
- OpenGL 4.1
- Tipo de Barramento: PCI-E 2.0
- Núcleos CUDA: 384
- Velocidade da memória: 850Mhz
- Interface de memória: 128-bit DDR3

Áudio
- High Definition Audio Interface
- Entrada de Microfone
- Saída de Fone de Ouvido

Comunicação
- 10/100/1000 Mbps GigaLAN
- Wireless LAN 802.11 b/g/n
- Bluetooth V2.1 + EDR module

Teclado
- 86/87 teclas suporte com 101/102 teclas
- Teclado chiclet

Mouse
- Touch Pad com up/down scroll zone e 2 botões

Entradas/Saídas
- USB 2.0 x 1
- USB 3.0 x 2
- Entrada de microfone x 1
- Saída de fone de ouvido x 1
- DC-in x 1
- RJ-45 x 1 (LAN)
- HDMI x 1
- VGA x 1

Slots

- Leitor de cartão de memória (MMC/RSMMC/MS/MS Pro/MS Duo/SD/Mini-SD/SDHC/SDXC)

Adaptador de Energia
- Universal AC-in 100~240V, 50~60Hz
- 120W com 19V, 3.42A DC
- 3 pin 240V AC cabo

Bateria
- 6 células Smart Lithium-Ion - 62.16WH

Webcam
- Integrada: 1.3 megapixel web câmera

Segurança

- Kensington lock

Pasta Térmica

- Artic Silver 5 thermal

Sistema Operacional
- Nenhum

Garantia
- Garantia de 3 Anos

{break::Design, fotos e aquecimento}O design do Diamond pode levar a pessoa a pensar que o aparelho é um netbook, mas como vimos nas especificações, ele passa longe de ser um "Atom powered da vida". Os componentes de alto desempenho, porém, trazem um contra: para quem espera um perfil de netbook, vai se surpreender com o peso, pois apesar de portÁtil, o P110 pesa 1.8 kg, bastante para seu tamanho.





O acabamento do Diamond é bom, com uma tampa fosca e aderente, bastante confortÁvel para carregar o dispositivo. Para quem não gosta de teclados pequenos e telas compactas, deve estar ciente que o perfil do P110 pode não agradar neste aspecto, algo que pode ser contornado conectando ele a uma tela maior e um teclado convencional, quando utilizando o notebook em casa. Se não gosta de tela e teclado compactos, terÁ que procurar aparelhos maiores.

Como jÁ discutimos em uma coluna por aqui, a relação potência vs. tamanho traz algumas dificuldades para o ramo de notebooks para jogos. Este conflito fica visível, no Diamond, com aquecimento do aparelho quando colocamos um jogo pesado para rodar. As temperaturas ficaram bem acima da média vista em outros aparelhos, mesmo com o bom sistema de resfriamento instalado nele (vimos esta eficiência no FullRange), resultado de muitos componentes de boa performance em pouco espaço.

{break::CineBench, WinScore, WinRAR}Hora de começar a por o hardware para trabalhar! Começamos a rodada de testes de performance com softwares mais sintéticos, para analisar a performance geral do sistema. Com o CineBench, testamos a capacidade de renderizar imagens, tanto com o processador quanto com a placa de vídeo (utilizando o OpenGL)



O desempenho do Diamond situou o notebook no meio de nossa tabela, o que não é ruim se considerarmos que ele disputa com aparelhos de tamanho "convencional" (e até alguns com tela de 17 polegadas).

- Continua após a publicidade -


A pontuação do Windows nos dÁ uma ideia do desmpenho do sistema, mostrando que temos um hardware de bastante qualidade. O destaque é o disco rígido, um atributo que normalmente é o responsÁvel por puxar o score final para baixo, em outros modelos. Também vemos que a principal limitação do notebook é a placa de vídeo, que é o componente que acaba definindo o desempenho do notebook em atividades mais pesadas, como games. Claro que os 6.9 estão longe de ser uma nota ruim, em uma escala que vai até 7.9.

No teste com o Winrar, o Core i7 se mostrou com uma performance intermediÁria, uns 50% abaixo dos modelos com o mesmo processador, mas com uma boa vantagem para o AMD A6 (mais de 40%).

{break::PCMark, Photoshop e bateria}Dando sequência aos testes, vemos o desempenho do notebook com filtros no Photoshop, rodando o PCMark e a autonomia do FullRange.

Rodando o teste do PCMark 07, temos um resultado bastante positivo para o Diamond, que só perdeu para o FullRange na pontuação total. Este teste envolve o conjunto de componentes em uma série de atividades, e a CPU e GPU intermediÁrios, unidos ao desempenho Ágil do SSD, garantiram uma boa posição para o aparelho.

- Continua após a publicidade -

Aplicando o filtro Extrude no Photoshop, o Diamond conseguiu concluir o processo em 291 segundos, entre 10 a 25% abaixo de outros modelos com i7. Novamente, a vantagem para o A6 beirou os 40%.

No teste de autonomia, dividimos o teste em dois perfis: um rodando o Powermark no modo produtividade, onde o aplicativo se limita a navegar na internet e editar documentos de texto, com o brilho na tela no mínimo e o sistema operacional configurado para economizar o mÁximo de energia. No outro teste, mais exigente, colocamos a tela em brilho mÁximo, alteramos o gerenciador de energia do sistema para modo alto desempenho, e configuramos o Powermark para realizar o benchmark no modo "entretenimento", onde alterna entre executar vídeos e renderização animações em 3D.


No teste de autonomia temos um dos pontos altos do aparelho: ele foi capaz de funcionar por 5 horas, no teste mais leve. Assim, o Diamond, além de portÁtil, é também um notebook que poderÁ ser usado sem aquela preocupação de "onde estÁ a tomada mais próxima?".

Forçando mais o sistema, o Diamond teve um desempenho intermediÁrio. O FullRange, com componentes mais potentes, conseguiu lidar melhor com um teste de estresse com renderização de grÁficos 3D e filmes, apesar de ter uma tela bem maior. Neste perfil de consumo, o P110 segura na bateria por mais ou menos uma hora e meia.

{break::Mafia II}

Abrimos a série de teste com games com o Mafia II, continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da mÁfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

Na resolução de 1366x768, vemos que a GT 650M é capaz de rivalizar com uma GTX 460M que equipa o Lamborghini VX7, perdendo apenas nos testes com configurações mais avançadas. Pelos benchmarks, vemos que é tranquilo rodar o game com o Diamond P110.

PhysX

Acionando esta tecnologia, e forçando a GPU a trabalhar muito mais com a física do game, vamos ver como a GPU se vira para encarar um processamento mais pesado do jogo.

A performance da GT650M é suficiente para acionarmos o PhysX, se maneirarmos nos demais filtros. Quem prefere um jogo mais próximo dos 60fps, porém, é melhor deixar este recurso desabilitado.

{break::Alien vs. Predator}

Nosso próximo teste é com o game Alien vs. Predator, no qual utilizamos o Adrenaline Benchmark Tools para rodar a bateria de testes.

 

Em 1366x768, o game roda sem nenhuma dificuldade, podendo ser jogado com configurações intermediÁrias. Apenas com muitos filtros acionados é que os fps não são bons para uma jogabilidade fluída.


Tessellation

Um recurso interessante de se testar com o game, que suporta DirectX 11, é o Tessellation. Acionando ele, hÁ um ganho de qualidade nas formas dos objetos, porém, em contrapartida, hÁ também uma perda de desempenho do sistema pois esta tecnologia é bastante pesada.

Com o Tessellation ativo, e com muitos filtros ativos, não foi possível um bom fps com o Diamond. Outro resultado interessante deste teste é que, apesar de bater a GTX 460M em testes com resoluções intermediÁrias e leves, quando ativamos o Tessellation ou aumentamos a qualidade dos grÁficos, a 460M passa a ter uma performance  melhor.

Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Alien vs Predator Benchmark Tool. As filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em FullHD.

{break::Crysis 2}

Como comentamos, para os teses utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que, lançada no ano passado, é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho de 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, jÁ que originalmente o game vinha apenas em DX9.

Com este game fazemos o teste de maior "estresse" do sistema, com configurações bastante pesadas. O Diamond não conseguiu um resultado de muito destaque, porém é importante ressaltar que estes resultados não impossibilitam jogar Crysis neste aparelho. Basta utilizar configurações intermediÁrias que a GT 650M não encontrarÁ problemas para executar o jogo com boa qualidade grÁfica.


Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool. As filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: em 1366x768 e em FullHD.

{break::Recursos adicionais e armazenamento}Um dos recursos diferenciados é o som com o selo THX, que tem como objetivo atestar a fidelidade sonora de um dispositivo. Apesar da certificação, as caixas de som do Diamond não entregam um som de muito destaque, com qualidade regular na maioria dos tons, e um pouco audível em partes mais graves.

Em compensação, o armazenamento dos dados no P110 estão muito longe de decepcionar. O SSD SATA III que equipa o notebook é o primeiro aparelho a destronar o até então incalcançÁvel Zenbook, que utiliza a mesma tecnologia. Mais que alcançar, ele bateu o Ultrabook da ASUS com um ganho de 40%.

{break::Conclusão}O Avell Diamond P110 F1HA é um dos aparelhos com relação entre performance e portabilidade mais interessantes que testamos até o momento. Com o tamanho de um netbook, entrega uma performance de um bom notebook intermediÁrio/alto, com condições para encarar games em configurações intermediÁrias e altas.

Um ponto alto do sistema é o armazenamento em um SSD SATA III, com o melhor resultado em nossos benchmarks. Outras peças do sistema não decepcionam também, como o processador i7 e a GPU GT 650M, que em alguns momentos se equiparou a uma GTX 460M.

O Diamond pode não ser uma opção interessante para quem deseja consumir multimídias, por conta da tela, que apesar de ter uma boa qualidade com o uso da tecnologia Backlit, é um pouco pequena, assim como o teclado, que por conta do menor espaço disponível, não é tão confortÁvel. Este tipo de problema pode ser corrigido conectando o aparelho a um monitor e um teclado, quando utilizado em casa, e deixar os poréns de seu design portÁtil apenas para quando o levar "a campo".

Os acabamentos neste aparelho se mostraram melhores que os presentes no FullRange, e o Diamond P110 é uma opção muito interessante para quem deseja um notebook portÁtil, sem abrir mão de uma ótima performance suficiente até mesmo para jogos.

PRÓS
Ótima relação tamanho vs. potência
O bastante para encarar games em configurações entre intermediÁria e alta
Bons componentes
Muita velocidade com o SSD SATA III
CONTRAS
Pesado para um portÁtil
Aquece bastante em games
Assuntos
Tags
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.