ANÁLISE: Intel Core i7-3770K

ANÁLISE: Intel Core i7-3770K

Após muita expectativa e mistério, eis que a Intel lança a sua nova geração de processadores para o segmento de entrada e intermediÁrio, codinome Ivy Bridge (IVB), sendo que iremos hoje analisar o Core i7 3770K, modelo TOP de linha custando $313 dólares em mercado internacional.

Apesar de fazer parte do segmento "tick" do modelo "tick tock" da Intel (mais detalhes na próxima seção deste artigo), as CPUs da geração IVB trazem, além de um refinamento no processo de fabricação (litografia em 22nm), algumas novidades em termos de recursos e tecnologias, muito bem-vindas para os usuÁrios.

É bom que se diga que esta geração – como toda pertencente ao segmento "tick" – é na realidade um upgrade parcial na linha de processadores da Intel. E não é por menos. Ao promover um refinamento no processo de fabricação, a companhia prefere concentrar seus esforços em otimizar a relação de desempenho por watt gasto, do que se arriscar em fazer mudanças radicais na arquitetura. Basta lembrar os "apuros" que AMD e NVIDIA passam quase sempre ao lançar GPUs com litografia refinada e arquitetura nova.


HÁ ainda outro ponto "complicador" para a engenharia da Intel. O Ivy Bridge é o primeiro chip do mercado a utilizar transistores do tipo tri-gate, com o objetivo de auxiliar a redução do consumo de energia, possibilitando ainda atingir clocks mais elevados.

Um natural, mas importante aprimoramento ocorreu na GPU integrada ao die da CPU (lembrando que o IVB faz parte do conceito tecnológico conhecido como APU – unidade de processamento acelerado – para designar um chip que compartilha, no mesmo die, transistores encarregados para executar as tarefas gerais e multimídia/3D).

Se, por um lado, as mudanças na CPU não foram tão significantes assim – representando um ganho que pode oscilar entre 5-15%, o mesmo não se pode dizer da GPU. Entra em cena agora um chip grÁfico consideravelmente mais robusto – Intel HD Graphics 4000, fundamental para o processo de modernização da nova geração da Intel.

Na realidade, a Intel considera o Ivy Bridge de tick+. Isso porque, enquanto o ganho de desempenho no processamento geral é discreto, o incremento na parte grÁfica é digno de um segmento tock. Em alguns casos, a melhora pode chegar a 50%, ficando na média dos 30%.

A nossa anÁlise como estacamos serÁ sobre o Core i7 3770K, modelo top da linha IVB, com frequência de operação em 3.5Ghz (podendo chegar a 3.9Ghz via Turbo Boost), quatro núcleos físicos e oito lógicos (capacidade de lidar com oito threads simultâneos), 8MB de memória cache L3, GPU Intel HD Graphics 4000 e TDP em 77W, com preço de $ 313dólares.

No decorrer desta review, veremos mais detalhes sobre a nova geração Ivy Bridge, bem como descobrir quão veloz ela é sobre o Sandy Bridge e demais rivais.

{break::Por "dentro" do Ivy Bridge}Em 2007, a Intel revelou ao mundo o seu modelo de atualização tecnológica, chamado "Tick-Tock", como demonstração da dedicação que a companhia tem em continuar a manter-se no topo da inovação no que diz respeito ao refinamento do processo de fabricação de seus processadores, bem como na inserção de novas tecnologias.

O período "Tick" é marcado pela migração para uma nova litografia de uma arquitetura pré-existente (como por exemplo, ao migrar dos 65nm para 45nm e depois para 32nm, e assim sucessivamente), enquanto a fase "Tock" é conhecida pelo desenvolvimento de uma nova microarquitetura de processadores, mantendo o atual processo de fabricação.


(Modelo Tick-Tock)

O primeiro grande salto da Intel aconteceu em 2008, quando a companhia saiu da macro arquitetura Core (Merom/Penryn) para a Nehalem, com o advento dos Core i7 (codinome Bloomfield), que representaram a próxima etapa da tecnologia de núcleos múltiplos para a companhia, maximizando de forma inteligente o desempenho para atender à crescente carga de trabalho dos usuÁrios. Com projeto totalmente novo para beneficiar-se do processo high-k de 45nm, os Nehalems liberaram desempenho de processamento paralelo, habilitado por uma controladora de memória integrada e pela tecnologia Intel QuickPath, proporcionando interconexões de alta velocidade para cada núcleo de processamento.

Em seguida, a companhia introduziu uma espécie de segunda geração da microarquitetura Nehalem, chamada Westmere, trazendo como grande novidade uma plataforma global de menor custo para o usuÁrio, com a introdução de um novo padrão de pinagem para as CPUs, o LGA 1156, além dos chipsets P55/P57.

Seguindo a sua estratégia, eis que em 2011, a Intel apresentou a micro arquitetura SNB (Sandy Bridge), composta inicialmente pelos processadores Sandy Bridge com litografia em 32nm (fase Tock), e das novas CPUs Ivy Bridges (fase Tick), trazendo como grande diferencial um processo de fabricação mais refinado em 22nm, além da badalada tecnologia de transistores 3D, mais conhecida como Tri-Gate.


Nos processadores das gerações anteriores, hÁ somente uma via por onde é conduzida a corrente através do transistor, por uma passagem chamada de gate. Com a nova tecnologia, até três correntes poderão passar através de um mesmo duto.

Com a implementação do Tri-Gate, hÁ um melhor desempenho e um menor consumo de energia, superando os resultados alcançados apenas com a redução do tamanho na litografia. Segundo a Intel, o ganho de desempenho foi de 18%, chegando a 37% em baixa voltagem.

Muitas das características presentes na linha Sandy Bridge estão presentes na IVB, algo muito natural, uma vez que ambas pertencem a uma mesma macro-arquitetura. Assim, o front end da nova geração compartilha o mesmo pipeline de quatro estÁgios (4-wide front end) do SNB, com fusão tanto para as instruções x86, quanto para os uOps decodificados. O mesmo vale para o cache uOp, sem grandes mudanças entre as gerações.


Apesar de pertencer à macro-arquitetura Sandy Bridge, a Intel implementou importantes melhorias nas estruturas internas do IVB, como foi o caso, por exemplo, da otimização das execuções do tipo single-threaded.

Com o Ivy Bridge, muitas das estruturas internas (como por exemplo, buffers e queues) para o Hyper Threading foram remodeladas para dinamicamente alocar recursos apenas aos threads necessÁrios, evitando assim desperdício de recursos, e consequentemente ineficiência no processamento.


Para ilustrar mais detalhadamente o caso acima, antes do IVB, as estruturas eram estaticamente particionadas. Dessa forma, em um buffer particionado para 40 entradas simultâneas, cada thread pode alocar 20 entradas (1 thread – 2 entradas). Contudo, no caso de uma carga de trabalho de thread única, metade do buffer serÁ inutilizada (1 thread – 1 entrada).

Com o Ivy Bridge, o sistema detecta a quantidade de threads e entradas necessÁrias e disponibiliza a quantidade exata de recursos para a execução da carga de trabalho, o que evita a ineficiência no seu processamento.

O branch predictor – circuito digital que tenta adivinhar o caminho que uma porção de execução seguirÁ, e que tem a finalidade de melhorar o fluxo das instruções no pipeline – não foi modificado em relação ao SNB. E não havia motivo. Afinal, a Intel praticamente o reconstruiu do zero com a geração Sandy Bridge.

JÁ os prefetchers foram atualizados. Não hÁ mais limites de pÁginas, uma vez que estes não são mais baseados fisicamente.

O número de unidades de execução não mudou no Ivy Bridge. Contudo, hÁ algumas alterações. O divisor de ponto flutuante (FP) / inteiro recebeu um expressivo ganho de desempenho. O divisor do IVB possui agora o dobro do rendimento da unidade presente no SNB. Vale ressaltar que, em virtude de ser computacionalmente mais "pesado", o maior ganho ocorreu justamente na execução das instruções do tipo FP.

As operações de movimentações de instruções (MOV) podem agora ocorrer no estÁgio de renomeação dos registradores, em vez de fazê-lo ocupar uma porta de execução. A instrução MOV x86 simplesmente copia o conteúdo de um registo para outro.

As operações MOVs nos processadores Ivy Bridge são executados simplesmente apontando um registo no local de destino. Isso é ativado pelo arquivo de registro físico introduzido inicialmente na geração Sandy Bridge, além da presença de uma grande quantidade de lógica inteligente presente no IVB. Embora tais instruções ainda ocupem a largura de banda de decodificação, a instrução não ocupa mais uma porta, deixando-a livre para a execução de outras instruções.

Segurança
Na parte de segurança, a Intel disponibilizou algumas mudanças no ISA do IVB, como é o caso da inclusão de um gerador digital de altíssima velocidade de números aleatórios (DRNG), além do modo supervisionado de proteção de execução (SMEP).

O DRNG é capaz de gerar números aleatórios de alta qualidade em impressionantes 2-3Gbps. O recurso estÁ tanto disponível para o código de nível do usuÁrio quanto para o sistema operacional. Trata-se de um item muito importante para segurança, bem como para os algoritmos futuros.

JÁ o SMEP fornece proteção de hardware contra o código de modo do usuÁrio que é executado em níveis de privilégios maiores. O objetivo aqui é impedir ataques que elevem privilégios, por parte de aplicações que tenham acesso à memória, mas que não sejam confiÁveis.

Memória
Em se tratando de memória cache, nada muda em relação à geração anterior. O nível L3 continua compartilhado via ring bus entre os núcleos, a GPU e o agente de sistema. Os níveis L1 e L2 permanecem respectivamente com 32KB+32KN e 256KB.

Quanto à memória, houve algumas melhorias. A controladora estÁ mais flexível, suportando DDR3L (para portÁteis) em 1.35V e DDR3 em 1.5V.

No campo da melhoria na perda de corrente, o IVB dÁ um passo adiante, ao permitir o desligamento por completo da interface DDR3, nos casos em que não hÁ qualquer memória externa utilizada.

Ainda sobre as memórias, a Intel amplia o seu poder de overclock, permitindo DDR3 em até 2800Mhz (contra 2133Mhz no SNB).

TDP ajustÁvel
A nova geração IVB traz um recurso particularmente interessante para o mundo dos dispositivos móveis: o cTDP, ou TDP regulÁvel.

Atualmente, as CPUs saem de fÁbrica com um TDP estÁtico calculado para que empresas terceiras saibam o quanto de refrigeração serÁ necessÁrio para manter o chip em condições mínimas aceitÁveis de uso. De certa forma, isso acaba limitando o uso do processador em certas condições.

JÁ o cTDP do Ivy Bridge permite o aumento no TDP, caso seja garantida uma maior dissipação térmica – como por exemplo, em notebook com um dock station super refrigerado e com alimentação de energia; ou a redução em seu consumo, de forma a permitir a colocação de uma CPU em um formato mais compacto.

USB 3.0
Demorou, mas o dia chegou. A geração IVB finalmente suporta de forma nativa o padrão USB 3.0. Até então, as fabricantes de placas-mãe tinham que recorrer à controladores de terceiros, para poder implementar o USB 3.0 em suas mobos.

Com o Ivy Bridge, isso é coisa do passado, visto que a Intel disponibilizou o suporte para até quatro portas 3.0 do USB. Teoricamente, isso deverÁ representar uma economia de custos para as fabricantes de placas mães.

{break::Intel HD Graphics 4000} Conforme evidenciado nas imagens abaixo que mostram os dies do Sandy Bridge e Ivy Bride, a nova geração de processadores para o segmento intermediÁrio da Intel ampliou consideravelmente a Área disponível para a GPU.

Também pudera, grande parte dos transistores extras em relação ao SNB (1,4 bilhão contra 995 milhões) foram utilizados para o processamento grÁfico. Apesar de expressivo na quantidade de transistores, o die do Ivy Bridge é de 160 mm², contra 216 mm² do Sandy Bridge. Isso só foi possível graças ao refinamento no processo de fabricação, passando de uma litografia de 32nm para 22nm.


Die do Ivy Bridge

Grande parte dos transistores extras presentes na GPU do IVB foi atribuída às unidades de execução UE/EU (shaders programÁveis responsÁveis pelo processamento grÁfico). Enquanto na geração anterior, a GPU tinha à disposição 12 EUs, a atual possui 16 shaders, incremento de 33%. Além disso, enquanto no chip grÁfico do SNB havia um texture sampler, no IVB essa quantidade dobrou.


Die do Sandy Bridge

A propósito: a nova GPU foi batizada de Intel HD Graphics 4000, nomenclatura natural em relação às anteriores Intel HD Graphics 3000/2000.

Além de aumentar a quantidade de EUs em relação ao HD Graphics 3000, os shaders programÁveis presentes no Intel HD Graphics 4000 trabalham de forma mais eficiente que os EUs da geração anterior. Enquanto os shaders do SNB podem co-expedir os MADs e as operações transcendentais, os EUs do IVB são capazes de lidar com o dobro de MADs por clock. Como resultado, um único shader da GPU do Ivy Bridge tem poder computacional em operações vinculadas próximo ao dobro do Sandy Bridge. Junte isto ao aumento de 33% na quantidade de EUs e de 100% no texture sampler e é possível, em casos específicos, obter um ganho multimídia/3D de até 60% sobre o SNB.

Apesar de possuir uma ampla quantidade de memória cache L3 à disposição, a Intel disponibilizou uma pequena quantidade da L3 estrategicamente posicionada dentro dos núcleos grÁficos (EUs), desafogando assim o ring bus, além, é claro, de aumentar ainda mais o desempenho.

HÁ outras melhorias de desempenho dentro dos EUs. As operações de dispersão e reunião são agora executadas até 32 vezes mais rÁpidas do que os shaders programÁveis presentes no Sandy Bridge, resultando assim em ganho real tanto para a computação de GPU, quanto no desempenho em jogos 3D.

Outro importante destaque do novo chip grÁfico é o suporte para o DirectX 11, além da possibilidade de utilização de até três monitores simultâneos, OpenCL 1.1, OpenGL 3.1, e uma melhora no desempenho do recurso Quick Sync.

De forma a dar maior robustez ao projeto, a arquitetura do HD Graphics 4000 foi dividida em cinco segmentos:

- Ativos globais como o pipeline de geometria. Foi incorporado um encapsulamento programÁvel e estÁgios de sombreamento de domínio complementando uma unidade de tessellation de função fixa como requisitos para suporte ao DirectX 11;

- Slice Common. ResponsÁvel por hospedar o rasterizer, os pixels back-ends e o cache L3. Vale ressaltar que o HD Graphics 3000/2000 não tem L3 dedicada para auxiliar o processamento grÁfico, uma vez que a Intel não foi capaz de obter um ganho significativo de desempenho. Contudo, com a robustez do HD Graphics 4000, foram adicionado aprimoramentos na arquitetura de forma que a GPU conseguisse obter desempenho extra com o uso da memória cache L3, reduzindo simultaneamente o consumo de energia quando a engine pode utilizar seu próprio repositório, ao invés de girar o barramento ring bus;

- Slice. Inclui os shaders, texture samplers, cache L1 e o Media Sampler utilizado pelo Quick Sync. Trata-se de uma coleção de recursos que deverÁ ser amplamente utilizada a partir da geração Haswell (Intel HD Graphics 5000?) que serve para estabelecer Slice Common adicional de forma escalar rendimento de back-end em conformidade;

- O quarto segmento é composto de características multimídia de função fixa. Isso também pode ser dimensionado para cima ou para baixo, dependendo de qual granular a Intel opte para o sistema de desempenho multimídia;

- Por último, mas não por menos estão as saídas de vídeo. É possível utilizar até três monitores em uma plataforma desktop (a depender, claro, da placa-mãe), desde que duas saídas sejam via DisplayPort (uma com resolução mÁxima de 2560x1600, e outra com até 1920x1200). JÁ a terceira saída pode ser através do HDMI (até 1080p), DVI, VGA, ou DisplayPort de até 1920x1200.

Vale mencionar que as 16 EUs do Intel HD Graphics 4000 trabalham a 650Mhz, podendo chegar a 1150Mhz via Turbo Boost 2.0, aumentando, claro, o desempenho no processamento grÁfico. Contudo, como forma de aumentar a margem de dissipação térmica para o overclock dos núcleos de processamento geral (IA), a frequência de operação dos EUs pode cair para 350Mhz, em casos nos quais a parte grÁfica/3D/multimídia não seja tão demandada.

É bom destacar ainda que nem todos os processadores IVB utilizam o Intel HD Graphics 4000. Na realidade, apenas a linha Core i7 (incluindo as variantes para notebooks) foi agraciada com a GPU. JÁ o Core i5 (à exceção do 3570K) utiliza o Intel HD Graphics 2500, contando com seis EUs. Apesar de possuir a mesma quantidade de shaders programÁveis e texture samplers (1) que o HD Graphics 2000, a Intel fala em um ganho entre 10-20% sobre a GPU da geração anterior.

Outra grata novidade, ainda mais com as recém-lançadas VGAs da NVIDIA e AMD, diz respeito ao suporte ao barramento PCI Express 3.0 x16, além do PCIe 2.0 x4.



{break::Principais Tecnologias}Conforme adiantado no início desta anÁlise, o Ivy Bridge compartilha muitos dos recursos presentes no Sandy Bridge. Alguns sem grandes mudanças, outras com melhorias significativas.  Seguem abaixo as principais tecnologias e funções:

Intel Hyper-Threading
O Hyper-Threading Technology (mais conhecido como HT Technology) permite que cada núcleo físico execute múltiplos threads dinamicamente, ou seja, "simula" núcleos lógicos. Dessa forma, um processador com x núcleos comporta-se virtualmente como outro de 2x núcleos.

Essa capacidade é, atualmente, essencial em ambientes de softwares multi-threaded, pois ajudam a melhorar a resposta global do sistema e incrementam, assim, a experiência do usuÁrio.

Alguns dos programas que se beneficiam do recurso são: Adobe Premiere Elements 8, Microsoft Office Excel e Microsoft Windows Live Movie Maker.

Turbo Boost Technology 2.0
A versão 2.0 do Turbo Boost Technology estÁ agora mais dinâmica e inteligente, aprimorando ainda mais a tecnologia da Intel de overclock automÁtico. De forma simples, o Turbo Boost 2.0 oferece maior desempenho quando hÁ espaço disponível para o processador. Essa tecnologia aumenta dinamicamente a frequência dos núcleos ativos se a CPU estiver operando abaixo da potência nominal corrente e dos limites da especificação da temperatura.

A frequência mÁxima do Turbo Boost Technology é dependente do número de núcleos ativos. A duração em que o processador utiliza a tecnologia depende do volume de trabalho e ambiente operacional, proporcionando o tempo, local e potência exata que o usuÁrio necessita.

Como novidade, a tecnologia pode alterar vÁrias etapas e níveis "por núcleo" nas frequências de operação. Dependendo da carga de trabalho da CPU, um ou mais núcleos do processador serÁ executado acima da sua especificação padrão. O Turbo Boost 2.0 permitirÁ que a CPU exceda o valor do TDP, quando o resto da plataforma estÁ relativamente tranquila. O ganho na frequência deverÁ ser de até 37% por um curto período de tempo, enquanto que, na maior parte do cenÁrio, deverÁ ficar na casa dos 20%. Para os overclockers serÁ interessante saber que cada núcleo do processador pode ser turbinado de forma independente.

Outro destaque é que agora a GPU passa se beneficiar da tecnologia. Assim, quando o sistema percebe que o usuÁrio necessita de mais "poder de fogo" da unidade grÁfica, o Turbo Boost aumenta o clock da GPU e, se for o caso, reduz a frequência de operação do processador até chegar em sua velocidade padrão.

Alguns dos softwares que se beneficiam desta tecnologia são o iTunes da Apple, Microsoft Windows Live Photo Gallery, Adobe Premiere Elements e Adobe Photoshop Lightroom.

Controladora de Memória Integrada
A controladora integrada oferece uma impressionante performance na leitura/escrita na memória, através de algoritmos eficientes de aceleração, baixa latência e maior largura de banda de memória.

Smart Cache
O Smart Cache permite a alocação dinâmica e eficiente da memória cache para corresponder às necessidades de cada núcleo. Assim, o total da memória cache não fica restrito a um núcleo dedicado, mas sim compartilhado entre todos os núcleos. Com base nas necessidades de cada um, a memória cache é alocada dinamicamente.

Aplicativos como o Microsoft Excel, que precisam importar uma grande quantidade de dados em cache para funcionar, estão entre os que mais se beneficiam dessa funcionalidade.

Advanced Encryption Standard New Instructions (AESNI)
A AESNI, na verdade, não chega a ser uma nova tecnologia, mas sim um conjunto de seis novas instruções que oferecem suporte completo para os algoritmos de segurança AES (Advanced Encryption Standard ou Padrão de Criptografia Avançada) via hardware.

Essas instruções aceleram a criptografia e decifragem dos dados, utilizando algoritmos AES. Como o AES é implantado em vÁrios protocolos, as novas instruções serão valiosas para uma ampla gama de aplicações, oferecendo um aumento no desempenho em comparação a implementações via software. Além de melhorar a performance, as instruções AESNI fornecem importantes benefícios de segurança, reduzindo ataques de hackers.

UtilitÁrios como o WinZip 14, que utiliza criptografia/descriptografia enquanto comprime/descomprime um arquivo, serão grandes beneficiados pelas novas instruções.

Intel Virtualization Technology (Intel VT-x) e Intel Virtualization Technology for Directed I/O (Intel VT-d)
Ambas as tecnologias permitem que uma plataforma de hardware funcione como múltiplas plataformas "virtuais". Para as empresas, a Intel VT-x e a VT-d oferecem uma maior capacidade de gerenciamento, limitando o tempo de inatividade e mantendo a produtividade do trabalhador através do isolamento das atividades computacionais em partições separadas.

Intel Trusted Execution Technology (Intel TXT)
Trata-se de um conjunto de extensões de hardware altamente versÁtil para processadores e chipsets da Intel que, com software adequado, melhora a capacidade de segurança da plataforma.

A linha Sandy Bridge trouxe ainda:

• Intel Quick Sync Video – Promete acelerar em até 17x o processo de codificação/decodificação de vídeos em relação aos IGPs das gerações passadas, uma vez que estas são realizadas via hardware, e parceria com gigantes do setor, como CyberLink, Corel e ArcSoft, habilitando assim a aceleração na conversão de formatos como H.264 e MPEG-2.

Graças, sobretudo, ao aumento na quantidade de núcleos de processamento grÁficos (EUs), bem como aos demais aprimoramentos no Intel HD Graphics 4000, o Quick Sync pode, em alguns casos, ter um aumento de 100% no desempenho de codificação/decodificação.

• Intel InTru 3D / Clear Video HD – PermitirÁ rodar conteúdos em alta definição e em 3D estereoscópico pela TV via HDMI 1.4;

• WiDi 2.0 – Com a atualização do recurso, a Intel permite agora a transmissão sem fio de streaming full HD para TV.

• Intel Insider – Permite que os usuÁrios comprem e aluguem os mais recentes filmes em alta definição (HD) 1080p para seus PCs. Além disso, a tecnologia possibilita aos consumidores o download de filmes antes da data de lançamento.

{break::Chipset Intel série 7}

Como normalmente ocorre, o lançamento de uma nova geração de processadores representa a chegada de uma nova linha de chipsets. Seja pela necessidade de uma nova pinagem, sejam pelas novas tecnologias embarcadas na CPU. E com o Ivy Bridge não é diferente.

Apesar de ser retrocompatível com as atuais placas-mãe LGA-1155 (via atualização de BIOS/Firmware), a Intel disponibilizou um novo chipset – série 7, de forma a suportar algumas de suas novidades, com o é caso do PCI Express 3.0, do USB 3.0 e do Smart Response Technology.

Ao todo são seis modelos de chipsets: Z77, Z75, H77, Q77, Q75 e B75. De forma simples, enquanto as três primeiras linhas são voltadas para os usuÁrios domésticos, as restantes são especialmente desenhadas para o mercado corporativo.

Em relação às opções domésticas, se antes a linha H se diferenciava da Z por trazer saída para o vídeo integrado, o mesmo jÁ não vale para a atual série 7, uma vez que ambas contam com o suporte ao IGP do IVB. Assim, a diferença estÁ no suporte ao overclock.

As placas-mãe da linha Z foram projetadas para tirar todo o potencial de OC dos novos processadores – em especial as CPUs com sufixo K. JÁ nas Hs, o overclock não é permitido.

HÁ ainda outra diferenciação entre os chipsets. São os numerais 75 e 77. Assim, todas as placas equipadas com um chipset com número 77 trazem suporte para o recurso Smart Response Technology (SRT), que em outras palavras, utiliza um SSD como caching para acelerar o desempenho do sistema. Atualmente, apenas as mobos com o chipset Z68 suportam tal recurso.

A nova linha Intel série 7 possui um total de 14 portas USB, sendo quatro do padrão 3.0. Por sua vez, a CPU por si só suporta o PCI Express 3.0 de 16 linhas, nas seguintes configurações: (1x16, 2x8 ou 1x8 + 2x4). Vale mencionar que a configuração x4 de um PCIe 3.0 equivale à largura de banda de um PCIe 2.0 x8, desde, claro, que a placa em questão consiga tirar proveito do PCI Express 3.0.

Ao suportar a geração 3 do PCIe, a Intel dobra a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2 (passando de 16GB/s para 32GB/s – nas placas acessórias, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha), evitando assim qualquer possibilidade de gargalo no trÁfego dos dados.

Trata-se de algo fundamental para as recém-lançadas Radeons 7000 e GeForces da série 600.
Em relação às memórias, os chipsets da série 7 – assim como o próprio Ivy Bridge, são do tipo dual-channel, ou seja, suportam DDR3 aos pares.

Conforme jÁ abordado no tópico sobre a arquitetura do IVB, a controladora estÁ mais flexível, suportando DDR3L (para portÁteis) em 1.35V e DDR3 em 1.5V.

No campo da melhoria na perda de corrente, o IVB dÁ um passo adiante, ao permitir o desligamento por completo da interface DDR3, nos casos em que não hÁ qualquer memória externa utilizada.

Em relação às frequências de operação, a Intel ampliou consideravelmente o poder de overclock, permitindo DDR3 em até 2800Mhz (contra 2133Mhz no SNB).

Em se tratando de consumo de energia e dissipação térmica, por possuir um TDP mÁximo de 77W (50W a menos do que a versão top da linha Sandy Bridge-E e 18W a menos do que o Core i7 2600K/2700K), as complexidades nos projetos de alimentação (VRM) podem estar com os dias contados. Assim, deverão sair de cena placas-mãe com 24 fases de VRM, resultando no fim da necessidade de se encaixar dois conectores de oito pinos de 12V à mobo. Talvez as soluções mais robustas baseadas no Ivy Bridge necessitem de um conector de quatro pinos de 12V.

{break::Core i7 3770K}

Antes de se detalhar a respeito dos modelos baseados no Ivy Bridge lançados pela Intel, nada melhor do que compreender o significado por trÁs do esquema de sua nomenclatura.

A nova geração IVB chega mantendo o esquema de nomenclatura semelhante ao do SNB. Depois da denominação "Core", hÁ as clÁssicas inscrições para identificar a qual família pertence o processador, se é de baixo custo – i3, intermediÁrio – i5, ou alto desempenho – i7 (ao menos por enquanto, não hÁ menção a CPUs i3 da linha Ivy Bridge). Em seguida, hÁ uma identificação numérica de quatro dígitos, onde o primeiro (3), serve para indicar que trata-se da terceira geração Core. JÁ os três dígitos seguintes indicam os modelos.

Pode haver ainda, a presença de um sufixo – na verdade uma letra – para indicar que se trata de versões especiais de seus "irmãos" tradicionais. Assim, a letra "K" indica que o processador em questão tem os multiplicadores destravados (aceitando assim um alto potencial para overclock). HÁ ainda os modelos com "S" e "T", versões de baixo consumo (com menor clock), respectivamente com TDP de 65W e 45/35W.

Feitos os esclarecimentos, vamos ao que interessa. A Intel lançou inicialmente 14 modelos baseados no Ivy Bridge, sendo quatro pertencentes à linha Core i7 e 10 Core i5, todos do tipo quad-core (à exceção do dual core 3470T), com três diferenças bÁsicas entre as duas linhas: suporte ao Hyper Threading (Core i7 com 4 núcleos e 8 Threads | Core i5 com 4 núcleos e 4 Threads); quantidade de memória cache L3 (8MB para os i7 e 6MB para os i5 – 3MB para o 3470T); além da versão do chip grÁfico (Intel HD Graphics 4000 para os i7 e HD Graphics 2500 nos i5 – exceção do 3570K, com o HD Graphics 4000).

Conforme antecipado logo na introdução, tivemos o privilégio de receber a versão mais poderosa da linha Ivy Bridge, o Core i7 3770K.

A CPU tem frequência de operação em 3.5Ghz (podendo chegar a 3.9Ghz via Turbo Boost), quatro núcleos físicos e oito lógicos (capacidade de lidar com oito threads simultâneos), 8MB de memória cache L3, GPU Intel HD Graphics 4000 e TDP em 77W.

Os mais atentos perceberão que as especificações são praticamente as mesmas em relação ao 2700K, com exceção da nova GPU integrada (Intel HD Graphics 4000 vs. Intel HD Graphics 3000), e do TDP menor (77W vs. 95W).

Dessa forma, jÁ é possível descartar um expressivo ganho no desempenho geral do processador. Espera-se algo como 10-15% a mais de performance na CPU, enquanto que a GPU deverÁ oferecer um incremento médio de 30%. Vale ressaltar, no entanto, o belo trabalho por parte dos engenheiros da Intel no que diz respeito à eficiência energética da nova geração.

Graças à litografia em 22nm, foi possível adicionar mais de 400 milhões de transistores à pastilha de silício, reduzindo a sua Área consideravelmente. Assim, enquanto o SNB (Core i7 2700K) tem 995 milhões de transistores dispostos em 216 mm², o Core i7 3770K tem 1,4 bilhão de transistores em apenas 160 mm² de Área de die.

Em outras palavras, estamos falando de uma densidade de 8,75 milhões por mm² do IVB contra 4,61 milhões mm² do SNB. Com isso, era de supor um expressivo aumento no TDP dos novos processadores, fato que, felizmente, não aconteceu. Muito pelo contrÁrio, houve uma sensível redução no TDP, caindo de 95W para 77W. Isso é explicado, em parte, pela própria litografia, além da utilização do moderno processo Tri-Gate.

Fim de papo. Vamos a seguir entrar no que os nossos leitores mais estavam aguardando: o comportamento do Core i7 3770K sobre os demais competidores.

{break::MÁquinas/Softwares utilizados}Mudamos consideravelmente o sistema de benchmarks do site, o que demandou bastante trabalho nessa review. Por outro lado, estamos fazendo testes de diversos tipos para esclarecer bem ao usuÁrio como é o comportamento de alguns dos principais processadores do mercado em diferentes situações, de aplicações a games.

Nesta anÁlise utilizamos oito processadores para os comparativos, de diferentes preços, com resultados que podem abrir a cabeça de muita gente. Abaixo, algumas fotos do processador analisado.

Mais algumas fotos, agora do sistema rodando o Core i7 3770K, em seguida detalhes dos demais processadores utilizados na review.

MÁquinas utilizadas nos testes:
- AMD Vision A8-3870K (3.0GHz) + ASUS F1A75-V Pro
- AMD FX-8150 (3.6GHz) + MSI 990FXA-GD80
- AMD Phenom II X6 1100T (3.4GHz) + Gigabyte GA-890GPA-UD3H
- Intel Core i7 3960X (3.3GHz) + MSI X79A-GD65 8D
- Intel Core i7 980X (3.33GHz) + Gigabyte G1.Assassin
- Intel Core i7 3770K (3.5GHz) + ASUS Sabertooth Z77
- Intel Core i7 2600K (3.4GHz) + ASUS P8Z68-V Pro
- Intel Core i7 875K (2.93GHz) + Gigabyte GA-H55M-S2HP

- Placa de vídeo: HD Graphics 4000 (Core i7 3770K), XFX Radeon HD 6670 e XFX Radeon HD 7970 BE DD
- Memórias: 8 GB G.Skill ARES @ 1600MHz (2x4GB)
- HD: Seagate ST31000528AS 1TB SATA II 7200RPM
- Fonte de energia (PSU): XFX ProSeries 850W PSU

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits com Updates
- Intel INF 9.3.0.1019
- Intel HD Graphics Drivers 15.26.5.2656
- AMD Catalyst 12.3
- Virtu MVP 2.1.110.19997

Aplicativos/Games:
- WinRAR 4.11
- Sandra Lite 2012
- CineBENCH 11.5
- x264 FHD Benchmark 1.0.1
- Adobe Photoshop CS5
- wPrime 2.09
- 3DMark Vantage
- 3DMark 11
- Aliens vs Predator (DX11)
- Crysis 2 (DX11)
- Far Cry 2 (DX10)

{break::CPU-Z, GPU-Z}Antes de começarmos com os testes, nas imagens abaixo, que são screens do CPU-Z e GPU-Z, vemos alguns detalhes do processador e sistema utilizado.

A versão 0.6.1 do GPU-Z adicionou suporte completo a linha Sandy-Bridge e Ivy-Bridge, abaixo a tela principal do HD Graphics 4000 do Core i7 3770K que analisamos..

Vale destacar aqui que desativamos o Turbo Boost para deixar o processador com seu clock padrão. 


{break::Temperatura}Abaixo testes de temperatura com o Core i7 3770K em seu clock padrão de 3.5GHz e overclockado para 4.8GHz. Vale destacar que quando utilizando clock de 3.5GHz ele estÁ com Turbo Boost desativado.

Reparem que a temperatura do 3770K quando overclockado em 4.8GHz fica consideravelmente alta, chegando a 88 graus, na comparação com o 2600K também overclockado a 4.8GHz e ambos utilizando o mesmo cooler, vemos com o 3770K tem sua temperatura muito acima do 2600K, nada menos que 14% acima no 3DMark e 31% acima no wPrime, comprovando alguns reports de possível problema dos novos Ivy Bridge quando rodando com altos overclocks, se não problema, ao menos temperatura muito acima dos Sandy Bridge como demonstrado.

Ambos os processadores estão com o mesmo cooler, um Noctua NH-D14(apenas com o FAN central).

{break::Consumo de energia}Agora vamos aos testes de consumo de energia comparando três processadores(iremos adicionar outros em breve), o Core i7 3770K analisado, o Core i7 2600K e o Core i7 3960X. Destacamos que colocamos testes com todos os processadores em conjunto com uma 7970 também devido o 3960X não ter vídeo integrado, mas achamos interessante colocar ele nos comparativos.

Também colocamos testes com o 3770K e o 2600K overclockados, ambos em 4.8GHz com multiplicador a 48X e voltagem em 1.4v.

IDLE (Sistema ocioso)
Abaixo podemos ver que o consumo de energia do 3770K é consideravelmente inferior ao 2600K quando com seu clock padrão, mas ao ser overclockado para 4.8GHz, no caso ambos os modelos com voltagem em 1.4v, o 3770K consome 11% a mais do que o 2600K.

A diferença de ambos os modelos socket 1155 é grande para com o 3960X, mostrando que esse último consome bem mais quando o sistema estÁ em modo ocioso. 

3DMark 11
Para medir o consumo de energia quando o sistema sendo consideravelmente exigido, deixamos rodando o teste do 3DMark 11(Vantage no caso do vídeo integrado do 2600K), abaixo o resultado de consumo mÁximo de cada sistema.

Em se tratando de consumo, o 3770K teve boa melhora sobre o 2600K, principalmente quando rodando com seu clock padrão de 3.5GHz, com diferença de 47% menos consumo, mesmo ele sendo 100MHz acima do 2600K que possui clock de 3.4GH.

Quando overclockado a 4.8GHz ele continua com consumo inferior ao 2600K, mas agora apenas 5% menos.

Reparem também que a diferença para com o 3960X caiu consideravelmente quando o sistema estÁ em uso. 


{break::Winrar, Sandra 2012}WinRAR
Começamos nossos testes com o benchmark do WinRAR, no qual o 3770K teve um ganho muito pequeno sobre o 2600K, praticamente empate técnico. Outro ponto jÁ conhecido é a diferença sobre os processadores TOPs de seis núcleos, bem pequena se levarmos em consideração a diferença de preço.

SiSoftware Sandra 2012
Com o teste de processamento aritmético do Sandra, o 3770K se distancia um pouco mais do 2600K, mas ainda assim pouco para o que se espera de uma nova geração, dando a entender que o foco ficarÁ mesmo sobre aplicações grÁficas, com uma promessa de ganho bem maior.

Com o teste de memória, não existe diferença, empate técnico, jÁ que em novo teste pode haver mudança nos scores.

{break::CineBench, x264 FullHD}CineBENCH 11.5
Aqui ainda temos testes que utilizam bastante o processamento. Na conversão de imagem, o ganho do 3770K sobre o 2600K também não foi grande. Novamente, o resultado não faz o processador alcançar os modelos mais potentes da linha Core i7.

x264 Full HD Benchmark
Esse teste consiste na conversão de vídeo em FULL HD (1080p), em que o 3770K consegue uma diferença maior sobre o 2600K do que vimos nos testes anteriores, na casa de 10%. Assim, ele se aproxima um pouco mais dos modelos de seis núcleos, o que mostra a diferença que os núcleos extras fazem nesse tipo de situação.

{break::Photoshop CS5, wPrime}Photoshop CS5
E finalmente, no teste onde aplicamos o filtro "Extrude" em uma imagem de 4GB no Photoshop CS5, o Core i7 3770K assume a ponta da tabela e consegue o melhor resultado, pouco mais de 5% à frente do 2600K, que jÁ se mostrava uma solução melhor para esse tipo de situação, inclusive sobre os Core i7 de seis núcleos.

wPrime
Com o wPrime no teste em modo 1024M, o novo processador TOP da linha Ivy Bridge novamente tem ganho suave sobre o Sandy Bridge 2600K, o que jÁ era esperado e mesmo informado em testes preliminares.


{break::Overclock}Como todo mundo espera, quando falamos em um processador TOP da Intel que leva o selo "K", que indica um produto desbloqueado, não poderíamos deixar de criar boas expectativas sobre o comportamento do Core i7 3770K quando overclockado.

Colocamos seu clock de 3.5GHz para 4.8GHz, aumento de 37%. O cooler utilizado foi um Noctua NH-D14, um dos melhores coolers a ar do mercado e um dos mais indicados para altos clocks. Não fizemos nenhuma alteração nas memórias, que rodaram a 1600MHz.

Para o processador trabalhar a esse clock, simplesmente alteramos o multiplicador manualmente para 48x na BIOS da placa-mãe, além de aumentar a voltagem manualmente para 1.4v.

Vale destacar que cada sistema se comporta de uma forma. No caso, utilizamos uma mainboard muito boa e que se sai bem em overclocks altos. Abaixo, a tela principal do GPU-Z.


{break::Overclock: WinRAR, CineBENCH, x264 FHD, wPrime}WinRAR
No teste do WinRAR o ganho foi bem acima dos 37% de aumento no clock do overclock feito, com melhora de 61%, mostrando excelente desempenho sob essas condições.

CineBENCH 11.5
JÁ no teste do CineBENCH o ganho foi mais condizente com o aumento do clock, com melhora de 36% no desempenho sobre o processador trabalhando com seu clock original de 3.5GHz. Mesmo assim, um ótimo ganho, que inclusive deixou o processador com o mesmo score de um Core i7 3960X sem overclock.

x264 Full HD Benchmark
No teste de conversão de vídeo, novo desempenho muito bom, com o processador trabalhando a 4.8GHz ficando quase 35% a frente dele com clock padrão de 3.5GHz. Também vemos que o desempenho do 3770K quando overclockado superou o 3960X em quase 6%.

wPrime
Em nosso último teste com o processador overclockado, o 3770K quando trabalhando a 4.8GHz, colou no resultado do 3960X, empatando tecnicamente. O ganho de desempenho quando overclockado foi de 26%, novamente muito bom.

{break::Virtu MVP: 3DMark Vantage, 3DMark 11}Um dos diferenciais das mainboard com chipsets de 7 geração estÁ na tecnologia Virtu MVP, mais uma desenvolvida pela Lucid. A promessa da tecnologia estÁ em melhorar o desempenho através de novos métodos, como o Vsync e o HyperFormance.

Nesta review, fizemos testes com o HD Graphics 4000 presente no Core i7 3770K em conjunto com uma Radeon HD 6670.

Pretendemos fazer um artigo separado com maiores detalhes sobre o Virtu MVP, devido a complexidade de se explicar em poucas palavras. Removemos alguns testes da review para poder gerar uma base melhor sem cometer erros. Para quem souber inglês a Anandtech tem um bom artigo integrado a uma preview de mainboards Z77.

3DMark Vantage
Logo de inicio jÁ podemos ver um resultado muito bom da tecnologia Virtu MVP, quase que a soma dos scores da 6670 com o vídeo integrado.

3DMark 11
Com o 3DMark 11 temos ganho semelhante ao apresentado pelo 3DMark Vantage, onde o sistema Virtu MVP ativado somando a força da 6670 com o vídeo integrado HD Graphics 4000 do Core i7 3770K quase que atingem o que seria o resultado ideal, a somatória real dos resultados.

{break::Virtu MVP: AvsP, Crysis 2, Far Cry 2}Aliens vs Predator
Após os testes sintéticos, quando rodando game o resultado também foi muito bom. Rodando o AvsP em 1280x1024 novamente a tecnologia Virtu MVP quase atingiu a somatória dos dois resultados.

Crysis 2
Agora o mais surpreendente aconteceu com o Crysis 2, onde a tecnologia Virtu MVP teve resultado acima do que a somatória dos resultados únicos da 6670 com o da HD Graphics 4000, que não sabemos a que se deve, mas mesmo refazendo os testes o resultado continuava muito bom, possivelmente algo relacionado a tecnologia do Virtu MVP da Lucid.

Far Cry 2
Assim como aconteceu com o Crysis 2, no Far Cry 2 também tivemos resultado impressionante da tecnologia Virtu MVP, conseguindo resultado superior a somatória das "placas" rodando sozinhas.

{break::Radeon HD 7970: 3DMark 11}Para tirar a prova do real ganho de cada processador quando rodando o 3DMark 11 e games, colocamos todos eles com uma placa de vídeo XFX Radeon HD 7970 BE DD. Fizemos testes com alguns dos principais games do mercado, mas diferente dos testes anteriores dessa review, agora em resoluções e qualidade altas, além de filtros ativados. Vamos ver a seguir como foi o comportamento de cada processador.

3DMark 11
Começamos os testes com o 3DMark 11, com o Core i7 3770K se comportando muito bem, ficando no topo da tabela a frente do principal modelo da Intel para o segmento entusiasta, o Core i7 3960X, o que demonstra o bom comportamento do top da geração Ivy Bridge em algumas aplicações. Por outro lado podemos ver que a diferença entre todos os modelos da Intel não é grande. O ganho sobre o modelo da AMD melhor colocado, o FX-8150, é de 15%.

{break::Radeon HD 7970: Aliens vs Predator}Abaixo temos o resultado quando rodando o Aliens vs Predator com a mesma placa de vídeo, deixando bem claro que o que faz diferença é a placa de vídeo e não processador, ao menos nesse game. Afinal, temos modelos de $1000 dólares com mesmo resultado de um modelo de $150 dólares.

DOWNLOAD - Arquivos com as configurações utilizadas para os testes. Descompacta e carregue a fila de testes através da ferramenta de benchmark do game (Adrenaline Aliens vs Predator Benchmark Tool).

{break::Radeon HD 7970: Crysis 2}Dando sequência nos testes, com o Crysis 2 a história muda um pouco, com os processadores da Intel nas primeiras posições, sendo que o 3770K ficou em segundo na resolução de 1680x1050 e assumiu a ponta em 1920x1080, mesmo que a diferença praticamente não exista.

Como tínhamos demonstrado na review do FX-8150, esse é um dos casos onde ele perde para o processador da geração anterior.

DOWNLOAD - Arquivos com as configurações utilizadas para os testes. Descompacta e carregue a fila de testes através da ferramenta de benchmark do game (Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool).

{break::Radeon HD 7970: Metro 2033}Rodando o Metro 2033 novamente temos resultados muito bons, com o 3770K na ponta da tabela, e novamente vemos que a diferença não é grande entre os diferentes tipos de processadores, agora com os modelos da AMD se comportando melhor.

DOWNLOAD - Arquivos com as configurações utilizadas para os testes. Descompacta e carregue a fila de testes através da ferramenta de benchmark do game. A ferramenta de benchmark do Metro 2033 estarÁ disponível após a atualização para o último patch do game.

{break::Conclusão}Depois de algum atraso, o lançamento da geração de processadores Ivy Bridge da Intel vem demonstrando o que jÁ se esperava, um produto com melhorias em cima da arquitetura Sandy Bridge, sem ganhos altos no processamento do CPU, mas com ganho considerÁvel no processamento do GPU, indicando o que deve ser o foco da Intel para o futuro.

Visivelmente a empresa conseguiu ter um produto competitivo quando falamos em grÁficos, o vídeo integrado HD Graphics 4000 se mostrou uma solução excelente capaz de brigar com o que a AMD tem de melhor, atualmente. Como demonstramos nos testes, o vídeo integrado do Core i7 3770K faz frente a Radeon HD 6550D do A8-3870K, apesar da AMD ainda dominar quando se trata de vídeo integrado.

Em se tratando do CPU, o ganho do 3770K não foi alto na comparação com o 2700K e com o 2600K, mas mesmo assim se mostrou uma excelente opção mesmo para usuÁrios entusiastas, jÁ que em alguns testes superou o Core i7 3960X, processador TOP da Intel e que custa mais do que o triplo do Core i7 3770K.

Os testes deixaram claro alguns pontos, quer montar uma mÁquina visando rodar games em altas resoluções e qualidade grÁfica? Então foque em uma boa placa de vídeo(ou melhor, em uma placa de vídeo com chipset e sistema baseado em plataforma Z77), porque na grande maioria dos casos o processador não farÁ grande diferença. Logico que estamos falando de FPS, jÁ que em ações como carregar o game em si a velocidade do CPU influencia, mas sem grandes milagres também, jÁ que vÁrias situações como um bom drive e quantidade de memória também ajudam.

O Virtu MVP é uma tecnologia promissora e supostamente bem atrativa da nova série de chipset geração 7, mas como tivemos pouco tempo para testar achamos melhor remover os testes com VGAs mais potentes para evitar gerar testes duvidosos e acabar gerando confusão na cabeça das pessoas, principalmente pela complexidade de se falar em poucas palavras como o sistema funciona.

Em se tratando de overclock, colocamos o processador trabalhando a 4.8GHz, 37% acima de seu clock referência, resultado muito bom e mostrando que assim como a geração Sandy Bridge, os processadores Ivy Bridge também se comportam muito bem sobre essas condições. Lógico que temos que levar em conta que utilizamos uma mainboard TOP de linha e conjunto com outros ótimos hardwares, como o kit de memórias G.Skill Ares e o cooler Noctua NH-D14. O lado negativo ficou sobre sua temperatura, consideravelmente acima do Core i7 2600K quando overclockado para o mesmo clock utilizado no 3770K, ou seja, se não tem um bom cooler, terÁ que evitar overclocks altos de mais.

Junto com os processador Ivy Bridge tivemos o lançamento dos chipsets de 7 geração, que também trouxeram algumas novidade muitos aguardadas, mas que iremos dar mais destaque nas reviews das mainboards que faremos em breve. Suporte a USB 3.0 nativo no chipset foi uma das novidades, mas como foco em tecnologias voltadas a melhor gerenciamento de dados do computador e aperfeiçoamento de tecnologias para drivers SSD também se destacam.

Você tem um Core i5 2500K, um Core i7 2600K ou 2700K, não tem muita logica a mudança agora, jÁ que o ganho serÁ mais em cima do vídeo integrado e no consumo de energia, ao menos quando não tiver overclockado o processador, dessa forma não é indicado a troca nesse momento, jÁ que o ganho do processamento do CPU é muito pequeno.

UPDATE 15/10/2012: Devido problemas detectados nos testes do A8-3870K, removemos os testes e comentÁrios relacionados a ele. A BIOS da mainboard FM1 que utilizamos tinha alguns bugs e o clock da memória estava trabalhando abaixo dos demais sistemas comparados, consequentemente afetava diretamente o vídeo integrado, impossibilitando uma comparação justa.

PRÓS
Bom desempenho do vídeo integrado HD Graphics 4000
Baixo consumo de energia, com TDP a 77W
Supera o Core i7 3960X em vÁrias aplicações
Virtu MVP superou todas as expectativas pela facilidade e desempenho
Bom potencial de overclock
Compatível com mainboards série 6 através de atualização de BIOS, desde que disponíveis pelas empresas
CONTRAS
Pouco ganho de desempenho do CPU sobre modelo top da série Sandy Bridge
Esquenta de mais quando overclockado na comparação com os Sandy Bridge
Apesar do bom desempenho o HD Graphics 4000 ainda ficou atrÁs da Radeon HD 6550D
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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