ANÁLISE: PowerColor Radeon HD 7950 PCS+

ANÁLISE: PowerColor Radeon HD 7950 PCS+

Após a anÁlise da XFX HD7950 Black Edition Double Dissipation, agora vamos analisar a Radeon HD 7950 PCS+ da PowerColor, outro modelo com características diferenciadas sobre a mesma placa referência. O modelo da PowerColor conta com um clock base de 880 MHz, um aumento de 10% sobre o desempenho referência, e clock de memória não modificada, de 1250 MHz (5 GHz efetivos). A empresa também garante temperaturas 15% menores e uma placa 20% mais silenciosa, encontrada por cerca de 399 dólares, mesmo preço da grande maioria das placas referência (a própria PowerColor tem uma versão da referência por 379 dólares). Vale destacar que as placas com chipset 7950 também tiveram uma boa redução de preço, sendo que inicialmente custava U$ 449.



Apesar do robusto desempenho apresentado pela placa, a Radeon HD 7970 tem como "calcanhar de Aquiles" o preço, substancialmente "salgado" (US$ 549 no lançamento – agora a placa pode ser encontrada por US$ 479) em relação às placas 3D de sua categoria da geração passada (algo entre US$ 370-399). Resumindo: embora seja fabulosa, a VGA é um produto para poucos felizardos, principalmente em mercados emergentes, como é o caso do Brasil, que graças aos impostos insanos, elevam o preço da placa para patamares astronômicos, tornando-a quase que um objeto de simples contemplação.

Desta forma, os olhos do mercado voltaram-se naturalmente para a sua "irmã menor", a Radeon HD 7950, ao prometer um ganho de desempenho expressivo sobre as placas da geração anterior, com a vantagem de possuir um preço mais próximo do orçamento do "cidadão comum".

Assim como a 7970, a Radeon HD 7950 é equipada com o chip grÁfico codinome Tahiti, sendo parte integrante da nova geração de GPUs Southern Islands da AMD.

O primeiro grande destaque refere-se ao seu processo de fabricação. Depois de passar duas gerações em 40nm, a AMD, junto com a TSMC, finalmente refinou a litografia. Agora as novas Radeons HD 7000 contam com o moderno processo em 28nm. Esse refinamento possibilitou não apenas uma redução nos custos de fabricação, como também permitiu que as GPUs atingissem uma maior performance, seja pela possibilidade de clocks maiores, seja pelo aumento da quantidade de Stream Processors/ROPs/TMUs do chip. Outra vantagem diz respeito à redução no consumo de energia proporcional às suas especificações.

No campo dos jogos, o suporte ao DirectX 11.1 talvez seja um dos fatores que mais chamaram a atenção dos gamers. Entretanto, não hÁ muitos detalhes sobre os benefícios da nova API grÁfica da Microsoft, que só entrarÁ em cena com a chegada do Windows 8.

JÁ o ZeroCore Power Technology promete a redução significativa no consumo de energia quando a placa estÁ sendo subutilizada, como por exemplo, quando o usuÁrio estÁ navegando na internet, ou utilizando uma suíte de escritório, por exemplo.

Outros aprimoramentos importantes são o suporte ao PCIe 3.0 (que dobra a largura de banda no trÁfego dos dados – impedindo qualquer tipo de gargalo); nova geração do Tessellator (que promete aumentar a performance em games com uso abusivo do Tessellation); Eyefinity 2.0 (que flexibiliza e melhora o uso de múltiplos monitores); HD3D (que amplia o uso da tecnologia 3D); entre outros. 

Linha PCS+
A PowerColor lancou a sua série PCS+ como uma linha de placas de vídeo diferenciadas, com o sistema Professional Cooling System (PCS), próprio da empresa, que busca permitir ao usuÁrio maior controle sobre as placas, com temperaturas mais baixas para uma melhor performance de overclock.

Além da HD 7950, a linha também conta com os modelos:
- PowerColor HD 7970 PCS+
- PowerColor HD 7870 PCS+
- PowerColor HD 7770 PCS+
- PowerColor HD 6970 PCS+
- PowerColor HD 6950 PCS+
- PowerColor HD 6870 PCS+
- PowerColor HD 6850 PCS+

{break::A Arquitetura GCN}Uma das grandes novidades (e destaques) da geração Southern Islands estÁ na utilização de uma arquitetura mais robusta e aprimorada em relação às antigas VLIW5 (Very Long Instruction Word, 5:1 ratio) e VLIW4 (Very Long Instruction Word, 4:1 ratio), presentes nas Radeons das séries 5000 e 6000.

Superficialmente falando, o design VLIW era composto por unidades de Stream Processors (também chamados de ALUs), preparadas para lidar com o processamento dos shaders. No padrão VLIW5 a AMD dividiu a arquitetura em quatro unidades para lidar com shaders do tipo simples e um do tipo complexo, no VLIW4 (Radeons 6900), extinguiu-se a divisão entre shaders simples e complexos, ficando "apenas" quatro Stream Processors para lidar com shaders de complexidade mediana.


(Arquitetura VLIW5)


(Arquitetura VLIW4)

Com a chegada da nova geração de GPUs, a AMD resolveu dar um passo a frente em termos de arquitetura, ao desenvolver um design que não ficasse limitado apenas ao processamento grÁfico, como ocorreu com o VLIW.

Chamado pela companhia de Graphics Core Next – GCN (Novo Core GrÁfico), a nova arquitetura possui significativas mudanças em seu design, de forma a remover algumas ineficiências presentes no VLIW.

O GCN é a base de uma GPU que tem um bom desempenho tanto em tarefas grÁficas, quanto de computação geral. Para lidar com o processamento de tarefas de uso geral, foi introduzida uma nova unidade modelo de computação na arquitetura. Essa nova unidade foi projetada para melhorar o aproveitamento, elevar a capacidade de processamento e de multitarefa do chip grÁfico.


(Arquitetura GCN - Compute Unit)

Assim, a base do novo cluster de shaders da arquitetura Graphics Core Next – chamada pela AMD de Compute Unit (CU) é composta dos seguintes elementos:

• 16 Unidades SIMD de largura;
• 64 KB nos registradores por Unidade SIMD.

Vale ressaltar que cada Compute Unit possui na realidade quatro Unidades SIMD, totalizando assim 64 shaders processors/stream processors. Levando-se ainda em conta que a GPU Tahiti (Radeon 7900) é composta por 32 CUs, chegamos então à conclusão de que o novo chip grÁfico tem um total de 2.048 stream processors (64 SIMDs x 32 CUs) – pelo menos no caso da Radeon HD 7970.

Seguindo a velha receita das fabricantes de GPU, a AMD utilizou o artifício de desabilitar algumas unidades computacionais, resultando assim na redução de algumas de suas macro especificações. Assim, ao invés de 32 CUs, a Radeon HD 7950 conta com 28 Compute Units, resultando assim em 1.792 stream processors (64 SIMDs x 28 CUs).

A redução na quantidade de CUs impactou ainda no total de unidades de texturas, uma vez que cada unidade computacional estÁ associado a 4 TMUs. Assim, a Radeon 7950 possui um total de 112 unidades de texturas (28 CUs x 4 TMUs), contra 128 TMUs (32 CUs x 4 TMUs) da 7970.

É importante ainda destacar que a nova geração Southern Islands (ao menos a linha 7900) é composta ainda das seguintes características:

• Engine com design de Geometria Dupla / motores de Computação Assíncrono;
• 8 render backends / 32 ROPs do tipo Color por ciclo de clock / 128 ROPs do tipo Z/Stencil por clock;
• Engine composta por 768KB R/W de cache L2;

A unidade computacional presente na arquitetura GCN possui praticamente a mesma força em termos de processamento de ponto flutuante por clock que as GPUs da geração anterior. O mesmo vale para a quantidade do tamanho dos registradores (para unidades de vetores). Cada CU possui seus próprios registradores e dados locais compartilhados.


(Arquitetura GCN - Hierarquia de Cache)

Embora tanto as Radeons 6900 quanto as 7900 possuam a capacidade de processar 64 operações em paralelo, pesa em favor da Southern Islands o fato de contar com apenas quatro processadores de vetores com 16 elementos, contra 16 processadores de vetores com quatro elementos. Outra vantagem para a arquitetura GCN é que esta possui ainda um processador escalar.

Outro importante aprimoramento implementado pela AMD na nova arquitetura diz respeito ao fato de a Graphics Core Next não necessitar de paralelismo de nível de instrução, ou seja, cada uma das quatro unidades de vector de largura 16 SIMD executa um diferente conjunto de processos, sendo todo o conjunto de envergadura 64, necessitando de apenas quatro ciclos.


(Arquitetura GCN - Diagrama do bloco)

Ainda que o poder computacional de ponto flutuante tenha permanecido quase idêntico por CU, a arquitetura GCN é mais eficiente que a anterior, na medida em que, ao dispensar o paralelismo de nível de instrução, o resultado da compilação das instruções também se torna muito mais simples, traduzindo em mais eficiência e, portanto, melhor desempenho.

De certa forma, o GCN é muito semelhante à arquitetura MIMD (Múltiplas Instruções, Múltiplos Dados) presente na geração Fermi da NVIDIA, ou seja, trata-se de um chip focado no conceito da computação de uso geral – GPGPU, podendo ser utilizado tanto para o processamento grÁfico, quanto para realizar tarefas que atualmente são tratadas pelo processador.

{break::Aprimoramentos e novidades}A nova geração Southern Islands não trouxe "apenas" mais desempenho. As Radeons 7000 possuem ainda uma série de novos recursos e o aprimoramento de outros jÁ presentes nas gerações passadas, de forma a agregar ainda mais valor tangível e intangível ao usuÁrio.

Tessellation Gen 9
Para quem ainda não sabe, o Tessellation (tess), tenha sido provavelmente uma das grandes "estrelas" presentes no DirectX 11. Sua função é a de melhorar consideravelmente a qualidade de uma cena, ao acrescentar uma imensa quantidade de detalhes geométricos às imagens. Entretanto, tal recurso gerou um grande esforço computacional extra às GPUs, resultando, em muitos casos, no comprometimento do desempenho.

Talvez essa tenha sido a principal crítica feita às Radeons das gerações 5000 e 6000, uma vez que elas não estavam devidamente preparadas para lidar com um grande fluxo de trabalho gerado pelo tess. Ainda que a linha 6000 tenha dado um importante salto em relação à 5000 nesse quesito, as placas da geração passada ainda estavam distantes de suas rivais em matéria de Tessellation.

A AMD implementou ainda na arquitetura GCN, uma nova geração de Tesselator (Gen 9) em sua Engine de Geometria, que trouxe as seguintes otimizações:

• Reutilização de vértice ampliado;
• Melhorias no buffer de memória fora do chip;
• Ampliação nos caches de parâmetro.

Assim, as Radeons HD 7000 tiveram um aumento de desempenho nos fatores de Tessellation na ordem de até 500% em relação às Radeons 6900.

DirectX 11.1
Em matéria de marketing, um dos maiores apelos das novas Radeons HD 7000 serÁ a compatibilidade com a nova versão da API grÁfica da Microsoft, o DirectX 11.1. Entretanto, até o Windows 8 chegar, tal recurso ficarÁ apenas no papel. Ainda assim, as principais novidades do DX11.1 serão:

• Rasterização independente de objeto;
• Interoperabilidade flexível entre computação grÁfica e vídeo;
• Suporte nativo ao Stereo 3D.

ZeroCore Power Technology
Trata-se de um recurso bastante interessante para o usuÁrio (e para o meio ambiente), ainda que não traga nenhum tipo de ganho. Embora este recurso não traga nenhum aumento na performance ou melhoria na qualidade da imagem, o ZeroCore Power Technology possibilita uma economia bastante interessante na conta de luz no final do mês.

Com as preocupações em torno de um mundo mais "verde" e ambientalmente correto, a AMD fez um verdadeiro "golaço" ao disponibilizar um consumo de energia virtualmente zero para as Radeons da geração Southern Islands quando subutilizadas, como, por exemplo, ao surfar na web, mandar e-mails, utilizar suíte de escritório, entre outras tarefas rotineiras do dia a dia.

Na realidade, a companhia vem, nas últimas gerações, aumentando a sua preocupação no que diz respeito ao – digamos – consumo passivo de suas placas. Para se ter ideia da evolução obtida, em 2008, quando as Radeons tinham litografia em 55nm, o consumo em idle (em modo ocioso) era de até 90W! Essa patamar mudou consideravelmente com as VGAs em 40nm, caindo para até 20W.

Contudo, o que parecia jÁ muito bom, ficou ainda melhor. Com a nova geração, a AMD conseguiu reduzir o TDP para apenas 2,7W, quando a GPU é demandada em menos de 95% de seu "poder de fogo". A eficiência (e confiança) no ZeroCore Power Technology é tão grande, que até mesmo a ventoinha da GPU é desligada! Algo que seria insano de se imaginar hÁ alguns anos.

Engana-se, porém, quem acha que os benefícios de um menor nível de consumo pararam por aí. A AMD conseguiu reduzir significativamente o TDP mÁximo da Radeon HD 7970 para impressionantes 210W! São 40W a menos do que a Radeon HD 6970! Em outras palavras, a nova geração Southern Islands tem uma relação de performance por watt absurdamente mais eficiente que as placas das gerações passadas.

Eyefinity 2.0
Embora a tecnologia de uso simultâneo de múltiplos monitores ainda seja algo para poucos (principalmente em mercados emergentes como é o caso do Brasil) , é inegÁvel que o Eyefinity trouxe uma verdadeira revolução para o mercado ao permitir o uso de até seis telas por VGA (a depender do tipo de Radeon utilizada).

Conforme pode ser visto abaixo, as possibilidades para a tecnologia são inúmeras, permitindo o uso de imagens independentes, simultâneas ou um misto das duas. É possível, por exemplo, o uso de três monitores para formar uma única imagem panorâmica, com o quarto independente, quatro telas simultâneas formando um grande painel e mais duas independes da primeira e entre si. E por aí vai.

A nova geração Southern Islands trouxe como novidade o Eyefinity 2.0, que flexibiliza o uso dos múltiplos monitores. Agora, com as Radeons HD 7000, o usuÁrio não necessita ter os mesmos monitores com as mesmas resoluções. Assim, em caso de três telas de tamanhos diferentes, é possível ajustar as resoluções independentemente, e utilizar simultaneamente os monitores.

Por falar em ajustes de resolução, com a introdução do driver Catalyst 12.2, a AMD permitirÁ que o usuÁrio configure a resolução do monitor como bem entender, permitindo, por exemplo, 3072x768, ou 5040x1050, entre outras.

Outra novidade presente no Eyefinity 2.0 foi a ampliação da largura de banda de sinal do monitor. Com isso, o usuÁrio pode agora utilizar resoluções de 16k x 16k! É possível, por exemplo, configurar cinco telas em modo Paisagem 5.1, com resolução de 2560x1600 pixels. Ou seja, um imenso painel de 12800x1600 pixels, em uma resolução de 20MPixels.

Vale ressaltar que o Eyefinity 2.0 foi um dos grandes responsÁveis pela utilização de uma configuração de memória tão robusta na Radeon 7900. São ao todo 3GB de memória com interface de 384 bits.

HD3D (Stereo 3D)
Apesar de ter ficado "inerte" por vÁrias gerações em se tratando do recurso 3D, a AMD não apenas recupera o tempo perdido, como fez importantes aprimoramentos no HD3D (tecnologia estereoscópica 3D).

A primeira delas – e a mais natural – é a de expandir o HD3D para o Eyefinity. Assim, com a chegada do driver que habilite esta função, o usuÁrio passarÁ a poder utilizar o 3D em mais de um monitor.

Outra importante melhoria diz respeito a expansão na especificação HDMI 1.4a, que passa agora a suportar empacotamento de quadro para Stereo 3D, permitindo uma ampliação nos framerates. As Radeons da série 7900 são as primeiras VGAs a suportar HDMI de 3GHz com empacotamento de quadro para Stereo 3D. Entretanto, o recurso estÁ limitado às restrições da especificação HDMI 1.4a. Assim, as maiores configurações para jogos 3D são: 720p60 ou 1080p24.

Por último, mas não por menos, o usuÁrio poderÁ agora, sobre o HDMI, configurar a resolução da tela em 1080P, obtendo assim 60Hz por olho (120Hz no total). Até então tal recurso não era possível, uma vez que sobre o HDMI, era possível apenas 24/30Hz em cada olho.

UVD3 - Unified Video Decoder
Para quem ainda não sabe, a tecnologia Decodificação de Vídeo Universal (UVD) da AMD jÁ estÁ no mercado hÁ bastante tempo, sendo consideradas uma das plataformas mais eficientes no processamento de vídeos, e que de tempos em tempos recebe melhorias por parte da companhia.

Com a chegada da geração Southern Islands, a AMD fez pequenos, mas importantes aprimoramentos, como é o caso do suporte, via hardware,  da decodificação de vídeos usando a codificação MVC (Multi-View Codec), MPEG-4 e DiVX. A AMD adicionou ainda um pequeno recurso chamado Dual Stream HD+HD.

PCIe Gen 3

À medida que novas gerações de placas chegavam ao mercado, gerou um temor nos analistas de que o padrão de interface de comunicação PCI Express chegaria a um ponto em que não conseguiria dar mais vazão ao fluxo de dados com a intensidade necessÁria, gerando assim um verdadeiro gargalo para o desempenho da VGA.

Este temor, contudo, se diluiu, com o recente anúncio da geração 3 do PCIe, que dobrou a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2, garantindo assim tranquilidade para as futuras placas 3D.

Com o novo patamar de desempenho advindo da Southern Islands, a AMD garantiu o suporte ao PCI Express 3.0 nas novas Radeons HD 7000, encerrando assim qualquer tipo de temor em relação a gargalo de desempenho.

Com o PCIe Gen 3, a largura de banda saltou de 16GB/s para 32GB/. JÁ nas placas acessórias instaladas, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha. Assim, os dispositivos que utilizam a configuração x16 podem utilizar de 16GB/s, ou 128Gbps. Vale ressaltar, contudo, que para se beneficiar do PCI Express 3.0, o usuÁrio deverÁ ter um sistema totalmente preparado e compatível com tal recurso. Assim, além de uma VGA PCIe Gen 3.0, tanto a placa-mãe quanto o processador deverão suportar a novidade.

{break::Os recursos da Radeon 7950}

Confiram os principais recursos presentes na Radeon HD 7950:

• 4,3 bilhões de transistores;
• Litografia em 28nm;
• 1792 Stream Processors;
• 32 ROPs;
• 112 TMUs;
• GPU: 800Mhz (880Mhz na PowerColor Radeon HD 7950 PCS+)
• VRAM: 5.0Ghz
• 3 GB de memória GDDR5;
• Bus de 384 bits;
• Suporte às tecnologias: DirectX 11.1; Eyefinity 2.0; Accelerated Video Transcoding (AVT); AMD Accelerated Parallel Processing (APP) para DirectCompute 5.1 e OpenCL 1.2; programação Microsoft C++ AMP; CrossFireX; HD3D; Unified Video Decoder 3 (UVD3); Morphological Anti-Aliasing; CSAA; HDMI 1.4a; Dolby TrueHD e DTSHD Master Audio;
• ZeroCore Power Technology
• Suporte ao PCI Express Gen 3 


(Close no chip Tahiti)


Analisando os números acima, podemos perceber claramente que a AMD deu uma significativa turbinada em algumas das especificações da Radeon HD 7950 em comparação a 6950 (é possível perceber com mais nitidez na tabela apresentada no final desta seção). Embora a sua base comparativa natural seja a 6950, a comparação com a 6970 é mais do que justificÁvel, ainda mais se levarmos em conta o preço da Cayman XT.

A primeira informação que salta aos olhos é a quantidade de transistores: 4,3 bilhões. Esse número é 63% maior do que a sua "irmã mais velha", com 2,64 bilhões. Apesar de toda essa imensa quantidade de transistores, incrivelmente a Área do die da Tahiti é de apenas 365 mm², 6,17% menor que o das Radeons HD 6900. Essa "fórmula mÁgica" só foi possível graças à nova arquitetura Graphics Core Next, mas fundamentalmente devido ao refinamento no processo de fabricação em 28nm.

AliÁs, a uma primeira vista, a arquitetura GCN parece não ter disponibilizado um grande aumento de desempenho 3D em si (salvo algumas exceções, como, por exemplo, a nova unidade Tessellator). Sua grande força estÁ mesmo em oferecer uma grande performance em tarefas de uso geral (recurso chamado de GPGPU), transformando assim a VGA em um poderoso processador.

Embora tenha condições de possuir a GPU rodando bem acima de 1Ghz, curiosamente a AMD não alterou o clock da GPU em relação a Radeon 6950, permanecendo assim em 800Mhz, 80Mhz a menos que a 6970. No caso específico da PowerColor Radeon HD 7950 PCS+, esse valor é 10% acima do modelo de referência, ou seja, 880Mhz.

Não estÁ muito clara a razão da AMD ter sido tão comedida neste sentido. HÁ quem diga que seja para manter o TDP baixo, em 200W - mesmo valor da 6950 e 50W abaixo da 6970 - ou uma estratégia para o lançamento de versões especiais consideravelmente mais poderosas, sem contar, é claro, na hipótese de deixar "espaço" para as placas da geração seguinte, as Radeons 8000, que deverão manter a mesma litografia em 28nm.

Para alimentar os 200W, a placa possui dois conectores extra de energia, ambos de 6 pinos, capazes de prover até 225W (somado aos 75W do barramento PCIe). A AMD recomenda uma fonte de energia (PSU) real de 500W.

Em relação às memórias, a Radeon HD 7950 tem VRAM trabalhando no mesmo clock em relação a 6950, ou seja, 5.0Ghz, ficando 500Mhz abaixo da 6970. Entretanto, a AMD fez um belo upgrade nesse quesito, ao aumentar não apenas a quantidade de VRAM da placa (de 2GB nas 6900 para 3GB), além de aumentar em 50% a interface de memória, passando assim dos atuais 256 bits para 384 bits. Isso permitiu um ganho na largura de banda em 50% sobre a 6950 e de 36% sobre a 6970, chegando a 264 GB/s. Assim como na Radeon HD 7970, a 7950 utiliza uma configuração não múltipla de dois, ou seja, diferente dos tradicionais 128 bits, 256 bits e mesmo 512 bits.

Outro significativo avanço na Radeon 7950 em comparação a 6950 diz respeito à quantidade de Stream Processors e TMUs/TAUs, passando respectivamente de 1408/88 para 1792/112. Ou seja, um incremento em 27%. Em relação a 6970 o incremento foi mais discreto, de 16%. JÁ os ROPs mantiveram-se inalterados em 32.

Conforme jÁ mencionado no tópico anterior, a Tahiti conta com o suporte para o PCI Express 3.0, dobrando a largura de banda no trÁfego de dados para 32GB/s. AliÁs, a linha Radeon HD 7900 é inovadora em muitos sentidos. Além de ser a primeira VGA compatível com o PCIe Gen 3, é ainda a primeira a contar com litografia High-K em 28nm e suporte para o DirectX 11.1.

O poder computacional da HD 7950 também merece destaque, podendo atingir em cÁlculos de precisão simples cerca de 2,87 TFlops (teraflops ou trilhões de operações de ponto flutuante por segundo). É um grande avanço comparado à geração anterior, principalmente da 6950 com 2.25 TFlops. Isso com a diferença de que a arquitetura Graphics Core Next é mais previsível em termos de performance atualmente usÁvel, enquanto nas gerações anteriores baseadas nas arquiteturas VLIW-5 e VLIW-4, a performance atual depende muito de diversos fatores, como interdependência entre operações e distribuição das operações pelo compilador.

Tal fato resulta, em alguns casos, em baixos níveis de aproveitamento das ALUs (unidades lógicas de aritmética em tradução livre). Na nova arquitetura GCN, a GPU lida bem tanto com algoritmos seriais como mais paralelizados, garantindo performance muito mais consistente em computação pela GPU.

A versão de referência da Radeon HD conta com um robusto bloco dissipador de alumínio com tecnologia de câmara de vapor (vapor chambre) composto por 41 aletas com 15,5cm de comprimento, 8,5cm de largura e 2,5cm de altura. Para ajudar na dissipação do calor, a placa possui ainda uma ventoinha de 75x20cm que puxa o ar do gabinete e empurra-o para fora pela parte traseira.

A Radeon HD 7950 possui duas pontes de conexão multi GPU, permitindo assim a adição de duas ou mais placas, em configuração CrossFireX. O modelo de referência oferece ainda um par de conectores DL-DVI, uma porta HDMI 1.4a e dois sockets mini DisplayPort 1.2.

Como destacamos, diferente do modelo referência, esse modelo da PowerColor vem com core trabalhando em 880MHz, 80MHz acima do padrão.

{break::PowerColor Radeon HD 7950 PCS+}A PowerColor desenvolveu sua tecnologia de cooling com o objetivo de oferecer aos gamers total controle sobre a placa, para melhor performance, ao baixar as temperaturas do ambiente e aumentar a capacidade de overclock.








{break::Fotos}Abaixo algumas fotos da placa, que por ter a cor azul combinou muito bem com a mobo utilizada como podem ver.

O acabamento é muito bom, como jÁ era de se esperar de um modelo diferenciado como esse da linha PCS+.

Abaixo, algumas fotos comparando a 7950 PCS+ da PowerColor com a HD 7950 BE DD da XFX.

{break::MÁquina/Softwares utilizados}Utilizamos uma mÁquina TOP de linha baseada em um processador Intel Core i7 3960X overclockado para 4.6GHz e 16GB de RAM DDR3 Corsair Dominator-GT em 1600MHz.

Abaixo, fotos do sistema montado com a PowerColor HD 7950 PCS+.

A seguir, os detalhes da mÁquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard MSI X79A-GD65 8D
- Processador Intel Core i7 3960X @ 4.6GHz
- Memórias 16 GB(4x4GB) DDR3-1600MHz Corsair Dominator-GT
- HD 1TB Sata2 Western Digital Black
- Fonte XFX ProSeries 1000W
- Cooler Corsair H80

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 7 64 Bits 
- Intel INF 9.2.0.1030
- Catalyst 12.3 WHQL: Placas AMD
- GeForce 296.10 WHQL: Placas Nvidia
- GeForce 301.10 WHQL: GTX 680

Configurações de Drivers
3DMark 
- Anisotropic filtering: OFF 
- Antialiasing - mode: OFF 
- Vertical sync: OFF 
- Demais opções em Default

Games: 
- Anisotropic filtering: Variado através do game testado 
- Antialiasing - mode: Variado através do game testado 
- Texture filtering: High-Quality 
- Vertical sync: OFF 
- Demais opções em Default 

Aplicativos/Games
- 3DMark 11 1.0.3 (DX11) 
- Unigine HEAVEN Benchmark 3.0 (DX11)

- Aliens vs Predator (DX11) 
- Batman Arkham City (DX11)
- Crysis Warhead (DX10) 
- Crysis 2 (DX11)
- DiRT 3 (DX11) 
- HAWK 2 (DX11)
- Just Cause 2 (DX10.1) 
- Mafia II (DX9) 
- Metro 2033 (DX11) 

{break::GPU-Z e Temperatura}Abaixo a tela principal do GPU-Z, mostrando as principais características técnicas do chip/placa. Reparem o clock do core setado em 880MHz, 80MHz acima do clock referência.


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bench bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Em modo ocioso (idle), a placa apresentou um bom resultado, sendo o melhor entre as placas 7950 e com um ganho na casa de 30% em relação a geração passada, as HD 6950.

Medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark 11 rodando em modo contínuo e, nesse teste, a placa surpreendeu com o melhor resultado entre todos os modelos do comparativo, sendo 20% superior ao modelo da XFX e mantendo a diferença de 30% em relação ao modelo da geração passada.

{break::Consumo de energia}Fizemos testes de consumo de energia das placas utilizando o mesmo sistema, dessa forma o consumo tanto em modo idle como rodando o 3DMark 11 diz respeito ao consumo de toda a mÁquina, e não apenas da placa de vídeo.

Assim com no teste de temperatura, a placa apresentou um bom resultado, próximo dos produtos com melhor consumo energético, no teste em modo ocioso.

Com o 3DMark 11 rodando, a placa volta a se destacar, perdendo apenas para a 5870 em nossos comparativos, e batendo todas as placas desta geração e da anterior.

{break::3DMark 11, Heaven 3.0}Com o 3DMark 11, versão mais recente do aplicativo para testes de desempenho de placas de vídeo mais famoso do mundo, a 7950 PCS+ ficou pouco a frente da GTX 580, placa top da geração passada da Nvidia. Como a 7950 da XFX tem clock um pouco acima, o modelo da PowerColor ficou um pouco atrÁs. A diferença para com uma 7970 referência ficou na casa de 8%, isso justifica a diferença de quase $100 dólares?


Unigine HEAVEN 3.0 - DirectX 11
Trata-se de um dos testes sintéticos mais "descolados" do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API grÁfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation, ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

No primeiro teste, com o tessellation desativado, a 7950 da PowerColor ficou 4% abaixo do modelo da XFX e da GTX 680, e ficando em torno de 17% abaixo de modelos com o chip 7970. Em relação a geração passada, abriu 20% de vantagem em relação ao uma placa 6970.

Usando o tessellation ativado em modo normal, a placa ganha um pouco de desempenho no comparativo com outras placas com chip AMD, ficando 2% abaixo do modelo da XFX da 7950, mas caindo em relação as placas da Nvidia, com a GTX 680 aumentando a diferença para 6%.

{break::Aliens vs Predator}Chegamos finalmente ao ponto alto da review: os testes em jogos!

Nada melhor do que começar por "Aliens vs Predator", game que traz o suporte ao DX11 e que foi muito bem recebido pelo público e crítica.

Aqui a placa pega carona com as outras GPUs com chip AMD, e ultrapassa a GTX 680. Novamente a placa de vídeo ficou 4% abaixo da 7950 da XFX, e em torno de 10% abaixo da 7970.

{break::Batman Arkham City}Lançado no final de 2011, a sequência "Batman: Arkham City" é um dos games mais elogiados de 2011, mesmo com alguns problemas relativos à API DirectX 11 na versão para PC. Utilizamos a versão atualizada que corrige o problema.

Neste game, a placa não se destacou entre os modelos do comparativo, ficando de 20 a 30% atrÁs do modelo da XFX da 7950, e perdendo para modelos da geração anterior, como uma placa HD 6970.

{break::Crysis Warhead}O FPS futurístico da Crytek fez muito barulho por trazer uma qualidade grÁfica bem superior a dos concorrentes e por ser considerado por muito tempo como um dos games que mais exigia recursos do computador, principalmente das placas 3D. Assim, nada melhor do que submeter as VGAs da review pelo crivo de "Crysis Warhead".

A placa volta a apresentar um desempenho bastante próximo do modelo da XFX da 7950 e abrindo 10% de vantagem no comparativo da 6970. Comparada com a 7970, ela fica aproximadamente 12% abaixo, na performance.

{break::Crysis 2}Para os testes com o Crysis 2, utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que lançamos no ano passado e é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, jÁ que originalmente o game vinha apenas em DX9.

Com o game, a placa volta a se inserir com um desempenho levemente inferior ao da XFX, 3% abaixo da versão da 7950 da concorrente, e apenas 5% abaixo da GTX 680. Em relação ao modelo da geração anterior, abriu 40% de vantagem no comparativo com a HD 6950.

{break::DiRT 3}"DiRT 3" é o game mais recente de uma das séries de corrida off-road de maior sucesso da história da indústria dos jogos eletrônicos. Lançado em junho de 2011, o game traz o que existe de melhor em tecnologia da API DirectX 11. Os testes com o game foram feitos utilizando a ferramenta Adrenaline Racing Benchmark Tool.

Aqui a disputa entre o modelo da XFX e da PowerColor foi acirrada, com diferenças inferiores a 1%. A GTX 680 abriu uma boa vantagem, com desempenho 39% superior, enquanto a geração anterior com apenas um chip apresentou desempenho 20 a 30% inferior.

{break::HAWX 2}Agora é a vez da NVIDIA. Em "HAWX 2", simulador aéreo da Ubisoft, a empresa tem grande vantagem sobre os modelos da AMD.

Aqui os desempenhos das placas desta geração da AMD foram bastante próximos, com a 7950 abrindo apenas 3% de vantagem em relação a 7870 da Asus, assim como modelos da 7970 não chegam a 5% de ganho de performance, no comparativo com a placa analisada nesta review.

{break::Just Cause 2}Para fazer o "contra peso", as placas da série Radeon dominam em todos os segmentos rodando "Just Cause 2", curiosamente apoiado pela NVIDIA.

Aproveitando o embalo das placas AMD neste teste, a 7950 deixa a GTX 680 para trÁs, com ganho de 7% de performance. Em relação à geração anterior, o ganho foi na casa dos 30%, e novamente a placa da PowerColor fica bastante próxima do modelo da XFX, ficando 3% abaixo.

{break::Mafia II}"Mafia II" trouxe a continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da mÁfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

Encontramos posições mais o menos semelhantes as verificadas em outros testes, com a placa ficando em torno de 3% abaixo do modelo da XFX, e com uma vantagem de 25% se comparada a 6950. Comparada com a 7870, foi 5% superior, enquanto a GTX 680 abre vantagem de 17%.

{break::Metro 2033}Trata-se de um FPS da 4A Games baseado em um romance homônimo russo, que conta a saga dos sobreviventes de uma guerra nuclear ocorrida em 2013 que se refugiam nas estações de metrô. O game, que faz uso intensivo da técnica de Tessellation e demais recursos do DirectX 11, desbancou de Crysis o título de jogo mais pesado. Sendo assim, nada melhor do que observar como se comportam as VGAs sob este intenso teste.

Em Metro 2033, a 7950 da PowerColor supera a GTX 680, e mantém a diferença na casa de 2% em relação a placa da XFX. Neste teste a placa apresenta uma das maiores vantagens em relação ao chip equivalente da geração passada, sendo 31% melhor que a Radeon HD 6950.

{break::Overclock}Como todos os modelos da nova geração da AMD, o potencial de overclock da 7950 é muito bom como demonstramos na review da XFX 7950 BE DD, onde colocamos a placa que jÁ era overclockada trabalhando em 1100MHz, 300MHz acima do clock padrão de 800MHz, isso em se tratando do core, jÁ que as memórias naquela review subimos para 6GHz.

Na review da PowerColor 7950 PCS+ fomos além, deixando a placa totalmente estÁvel com core a 1180MHz, incríveis 380MHz acima do clock referência, resultando em aumento de 47% no clock do core. As memórias colocamos a 6.4GHz, 1.4GHz acima do clock referência. Vale destacar que as memórias sobem ainda mais, mas devido o sistema de controle de erros da placa, clocks mais altos acabam que surtindo efeito contrario, fazendo a placa reduzir automaticamente o desempenho.

Utilizamos o software Afterburner 2.2.0 final para o overclock aplicado, aumentando a voltagem para 1225Mv. 

Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando a placa overclockada. 


{break::Overclock: Temperatura, Consumo de energia}Temperatura
Como esperado, o overclock resultou em um aumento da temperatura da placa de vídeo, durante o teste com o 3DMark. Considerando que o ganho no clock de operação foi de quase 50%, os 18% de aumento de temperatura não é elevado, e insere a placa com uma temperatura próxima da maioria das placas de vídeo da nova geração da AMD, testadas aqui no Adrenaline.

Consumo de energia
Acompanhando a temperatura, o consumo energético subiu em torno de 20%, se comparado ao medido com a placa em seu clock padrão. Com isto a placa se tornou a de maior consumo entre as da nova geração da AMD, com gasto entre 6 e 20% maior. Isso é uma situação normal quando se overclocka tanto uma placa de vídeo como um processador, ou seja, o consumo de energia some consideravelmente.

{break::Overclock: 3DMark 11, AvP, Crysis 2 e DiRT 3}3DMark 11
No primeiro teste, com o 3DMark, vemos que o overclock trouxe um ganho de 25%, possibilitando a placa passar vÁrios modelos da 7970 e abrir uma vantagem de 8%. Em relação a geração passada, a placa overclockada batem em 43% modelos da 6950.

Além do 3DMark 11, fizemos testes com a placa overclockada na resolução de 1920x1080 em alguns games. Vamos acompanhar abaixo como a placa se comportou.

Aliens vs Predator
Neste game o overclock apresenta resultados mais modestos, com ganho de 13%, mas suficientes para fazer a placa rivalizar novamente com modelos da 7970.

Crysis 2
Aqui novamente o aumento de performance chegou na casa dos 20%, e com isto a placa PowerColor conseguiu superar até mesmo a solução dual-chip da geração passada, a 6990, e ficou apenas 5% abaixo da dual-chip da Nvidia GTX 590.


Metro 2033
Neste game o ganho foi próximo aos 25%, e com isto a GPU volta a ultrapassar todos os modelos da 7970, a dual-gpu GTX 590 e fica apenas 8% abaixo da HD 6990.

 

{break::Crossfire: Consumo de energia, 3DMark 11}Como tínhamos duas placas com chip 7950, fizemos aluns testes com ambas trabalhando em Crossfire, vamos ver como foi o comportamento delas a seguir, antes uma foto:

 

Consumo de energia
Utilizando um duplo CrossFire, vemos que o consumo sobe em torno de 30% em relação a placa de vídeo em clock padrão, e 14% se comparada ao modelo overclockado.


3DMark 11
Unindo o processamento de duas placas, o ganho foi na casa dos 80% se comparado a uma placa apenas, e de 45% comparado ao resultado com a placa overclockada.


{break::Crossfire: AvP, Crysis 2, Metro 2033}Assim como nos testes de overclock, fizemos testes com alguns games na resolução de 1920x1080. Vamos acompanhar abaixo como duas 7950 se comportaram:

Aliens vs Predator
Neste game, combinar duas placas trouxe o ganho de desempenho na casa dos 90%, e ficou apenas 11% abaixo de um CrossFire entre duas placas 7970.

Crysis 2
Com o jogo Crysis, vemos uma vantagem menor para a conbinação entre placas, na comparação com testes sem CrossFire. Duas Radeon HD 7950 foram 48% superiores ao teste com apenas uma placa, e bateram também o desempenho de três 7970 em CrossFire, combinação que não trouxe muito resultado (apesar da expectativa).


Metro 2033
Novamente vemos um bom ganho de performance combinando duas placas, sendo que o desempenho foi 80% superior ao alcançado com apenas a placa da PowerColor. Em relação ao produto com o overclock, a diferença cai para 45%.

 

{break::Conclusão}Para quem procura uma placa HIGH, possivelmente os modelos com chipset Radeon HD 7950 estão entre as melhores opções do mercado, jÁ que podem ser encontradas por até U$ 379 dólares, ahhhh claro que estamos falando de preço em cenÁrio internacional, jÁ que aqui no Brasil elas não saem por menos de R$ 1200,00, sem contar que o corte de preço da AMD parece que não afeta o nosso país também.

Mas caso você tenha a oportunidade de comprar uma placa fora do país, ou não tenha essa oportunidade e tenha que gastar o dobro comprando aqui, se sua escolha for sobre um modelo de alto desempenho, a PowerColor 7950 PCS+ é uma ótima opção, assim como outros modelos diferenciados, a placa vem com sistema de cooler com dois FANs e projeto diferenciado, tudo visando dar maior poder de overclock a placa, mesmo que seu clock padrão esteja bem abaixo do que ela aguenta como demonstramos. Facilmente serÁ possível aumentar seu clock para 1GHz sem gerar problemas a placa, apesar de que sua performance jÁ é muito boa com seus clocks referência, rodando qualquer game no momento em alta resolução e qualidade grÁfica.

Como a AMD cortou o preço de algumas modelos, entre eles a 7950, a placa que no lançamento custava U$ 449 dólares passou a custar U$ 399, mas em alguns casos é possível encontrar modelos a U$ 379, tornando ela uma das melhores opções do mercado quando se trata de um modelo de alto desempenho, afinal ela tem excelente desempenho e bom potencial de overclock como demonstramos na review. Fica mais uma vez comprovado que, comprar uma placa de vídeo nos três primeiros meses de seu lançamento estÁ longe de ser um bom negócio, a paciência tem que prevalecer nessas situações, difícil para os mais ansiosos.

PRÓS
Overclockada de fÁbrica (GPU em 880MHz contra 800Mhz);
Sistema de refrigeração PCS+;
Componentes de primeiríssima qualidade;
Excelente acabamento;
Bastante silenciosa;
Suporte a vÁriass tecnologias de ponta como DX11.1, PCIe 3.0, Eyefinity 2.0, HD3D multimonitor, ZeroCore Power, filtro MLAA 2.0...
CONTRAS
O overclock padrão poderia ter sido mais alto
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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