ANÁLISE: Patriot Pyro 120GB SATA 3 SSD

ANÁLISE: Patriot Pyro 120GB SATA 3 SSD

A Patriot Memory é uma empresa fundada em 1985, e tem foco no mercado de memórias ram e flash, com produtos como memórias DDR3, pendrives, cartões de memória e SSDs, mas possui também algumas empreitadas na Área de coolers e media players.

A empresa faz a sua estreia em nossas reviews com um produto dentro de uma de suas apostas de alta qualidade: os SSDs. Analisamos o Patriot Pyro 120GB SATA 3 SSD, unidade de armazenamento que, como o nome indica, opera com a tecnologia SATA 3 e possui 120GB de capacidade, custando atualmente cerca de R$ 650,00.

O SSD possui o processador de segunda geração SandForce, o SF-2281, e 120GB de memórias NAND em arquitetura de 25 nm, além de uma série de tecnologias para aumentar a performance e a durabilidade do dispositivo, como TRIM, DuraClass e DuraWrite. Tem tempo de leitura de 550MB/s e escrita de 515MB/s, assim como o modelo de 240GB. O modelo de 60GB da linha Pyro possui tempo de leitura de 520MB/s e 490 MB/s para leitura.

{break::Características técnicas}Abaixo, as principais características do Patriot Pyro 120GB SATA 3 SSD:

  • Processador Sandforce SF-2200 Series SSD
  • 25nm Asynchronous MLC NAND flash
  • SATA 6Gb/s, 3Gb/s e 1.5Gb/s
  • Suporte ao TRIM
  • DuraClass
  • DuraWrite
  • Intelligent Block Management and Wear Leveling
  • Intelligent Read Disturb Management
  • Intelligent "Recycling" para administração avançada dos espaços disponíveis
  • RAISE (Redundant Array of Independent Silicon Elements)
  • Intelligent Data Retention optimization
  • Proteção ECC para maior durabilidade do SSD e dos dados
  • Power/Performance Balancing
  • Thermal Threshold Management
  • Native Command Queuing (NCQ) - até 32 comandos
  • ECC Recovery: até 55 bits corrigíveis por setor de 512-byte (BCH)
  • Velocidade de transferências: 550MB/s leitura | 515MB/s escrita (mesmos do modelo de 240GB, o modelo de 60GB tem tempos de 520MB/s de leitura e 490MB/s de escrita)
  • Escrita randômica: até 85,000 IOPS (4K alinhados) - (mesmos do modelo de 240GB, o modelo de 60GB tem 80,000)
  • Sistemas suportados: Windows XP/Vista/7, Mac OS e Linux

Com estas características, o SSD fica bastante próximo do Corsair Forces Series GT, apenas 5 MB/s mais lento na leitura e 10MB/s atrÁs na escrita, mas levando vantagem no comparativo com o Agility 3 da OCZ, seu concorrente direto nessa review, veremos como o drive se comporta nos testes comparado a esses dois modelos.

Firmware
O SSD veio com a firmware versão 3.3.2, mas no site oficial da Patriot estÁ disponível uma nova versão, 5.0.2. Abaixo características das últimas firmwares para o Pyro 120GB:

5.0.2 Release Notes

  • Added Nand Support
  • Updated SMART and Log Support
  • Improved hardware handling
  • Improved internal read buffering
  • Improved block count management
  • Improved Power Management

3.3.2 Release Notes

  • Added Nand Support
  • Addresses Drive Timeout Issue
  • Fixed SMART attributes log calculation
  • Optimizes Drive Read to improve ECC errors
  • Improves Secure Erase operation to ensure Drive is Idle for improved stability
  • Addresses S3/S4 power cycling issue on boot drives which resulted in BSoDs
  • Addresses issues with READ/WRITE commands during power up
  • Addresses issues during Firmware Updates
  • Changed firmware Identify Parameters during commands
  • Addresses Trim support issue which resulted in the drive freezing
  • Addresses issue on primary boot drives waking from sleep mode and hanging

Rev 3.2.0

  • Improves Drive Management after unsafe power cycle
  • Improves Drive Recovery from Sleep/Hibernate failures
  • Adds support with specific Raid Cards
  • Enhances Drive power management

{break::Entenda o SSD}O solid-state drive (SSD) é um disco de armazenamento de dados que utiliza módulos de memória NAND Flash (microchips) onde são mantidas as informações. Diferente dos hard disk drives (HDD) que utilizam discos magnéticos e cabeçotes para leitura/escrita, os SSD não possuem peças móveis para o processo de leitura, gravação e armazenamento dos dados.


Imagem ampliada do SSD. Fonte: How It Works

Os dados são armazenados em chips, na mesma lógica do HDD, no padrão de zeros e uns. Cada bit é alocado em um transistor microscópico, mil vezes mais fino que um fio de cabelo. Quando "em branco", todos os transistores estarão sem carga, o que representa o valor "1". Para gravar o valor "0", o transistor é carregado com elétrons (e-), ficando com com carga negativa em um extremo, e tornando-se positivamente carregado no outro extremo (B).


(A) Base do microchip, (B) extremo carregado positivamente e (C) extremo carregado negativamente. Imagem ampliada 110 mil vezes. Fonte: How It Works

A leitura é feita lançando uma corrente elétrica através da base do chip (A). Onde não houver carga, a corrente circularÁ livremente e retornarÁ o valor "1". JÁ nas partes que foram carregadas com elétrons, a corrente não conseguirÁ passar, e serÁ registrado o valor "0".

Para gravar dados, é preciso lançar elétrons em um transistor na frequência específica de 20 volts. Só assim os elétrons mudam de posição e altera-se o valor do bit. Essa estabilidade é o motivo que garante menos perdas de dados em caso de choque, e também diminui o consumo de energia para manter os dados. A leitura por corrente elétrica também é muito mais Ágil que a leitura por cabeçotes dos HDDs, pois não necessita da aceleração do giro do disco, e também é praticamente irrelevante a localização do bit no espaço físico do driver de armazenamento.

{break::Memórias Assíncronas e Síncronas}

Os fabricantes de produtos baseados nos processadores SandForce estão liberando dois modelos com base no controlador SATA III SF-2281. Estes produtos diferem pelo tipo de flash usado: o ONFi 2.x, Síncrono, e o ONFi 1.0, Assíncrono. Sem escolher um ou outro fabricante, citamos alguns exemplos: A Patriot tem a linha Pyro SE e Pyro, a OCZ possui o Vertex 3 e o Agility 3, OWC tem o Electra e o Mercury Extreme Pro 6G e a Corsair os SSDs Force GT e Force 3. A lista estÁ crescendo e a cada semana novos produtos passam da pesquisa e desenvolvimento para o varejo.

Ambos os tipos de flash usam 25 nm de tamanho de pacote de dados. O ONFi 2.x utiliza um circuito de tempo central e move os dados sobre a ascensão e queda da onda de sinal, semelhante a DDR RAM, e é capaz de oferecer velocidade de até 133 MB/s. O ONFi 1.0 é limitado a apenas 50 MB/s. Na teoria parece que um é duas vezes mais rÁpido que o outro, mas devido à arquitetura SSD, o benefício é muito menor.

Abaixo hÁ uma lista comparativa com especificações de dois produtos da mesma empresa, um com flash Síncrono e outro com Assíncrono. A performance de um ficou muito próxima da do outro.

A realidade é que um desses produtos é excelente, o mais rÁpido dos SSDs atualmente disponíveis no mercado. O outro é muito mais lento em quase todas as tarefas. Como você pode ver, isso não se reflete nas especificações.

HÁ um velho ditado: "Confie, mas verifique". Segundo o site Hardocp, não é verdadeira a afirmação vista em algumas reviews de que o flash Assíncrono, quando pareado com o controlador SandForce SF-2281, afeta a performance apenas quando lida com dados incompreensíveis ou quando dados jÁ chegam comprimidos ao controlador.

A arquitetura do controlador SandForce é baseada, em parte, na compressão de dados para aumentar o desempenho. O SandForce realiza isso de algumas maneiras, mas a tecnologia de compressão tem uma grande importância.

Dizer que uma unidade flash assíncrona é afetada apenas pelo trÁfego de dados não faz sentido pois todos os dados são compactados no momento em que são passados para o flash. Não importa se os dados são compactados por tipo de arquivo (JPEG, MP3) ou se comprimidos pelo controlador, tudo que passa para o flash é compactado.

As informações e imagens foram retiradas do site Hardocp

{break::SSD vs HD}Temos algumas diferenças "gritantes" entre SSD e HD. Vamos falar um pouco mais de três que julgamos estar entre as principais. Fica difícil determinar qual é mais relevante, sendo que em todas elas temos uma disparidade muito grande na performance.


Barulho
A diferença é simples, o HD faz o barulho clÁssico das agulhas procurando os dados nos discos, jÁ o SSD faz ...... ops, ele não faz barulho, isso mesmo, nenhum SSD emite ruído algum, característica muito importante para muitos usuÁrios, especialmente para alguns equipamentos como notebooks. Mesmo que um HD não seja um dos componentes mais barulhentos de um computador, se ele fizer pouco barulho (ou nenhum, como no caso de um SSD), melhor.

Temperatura
HDs mais recentes, por possuírem maior velocidade e capacidade, se tornaram bastante compactos internamente, gerando mais calor. Com isso, ajudam a aumentar a temperatura interna de um gabinete, ou notebooks, onde existe pouco espaço e a dissipação do calor é precÁria.

Na comparação com um HD, o SSD tem uma temperatura menor em...... ops, SSD não esquenta! E quando dizemos que não esquenta, não é que ele "esquenta menos" ou "pouco", ele não esquenta mesmo, fica totalmente frio. Para nível de comparação, ao usarmos um termômetro a laser, a diferença da temperatura dele desligado para a alcançada durante os testes de performance foi de menos de 0,5 graus, ou seja, a temperatura dele serÁ praticamente igual a temperatura ambiente.

Velocidade
Completando as três principais características temos a velocidade. Mesmo com a significativa diferença dos dois primeiros pontos acima, a velocidade é um dos aspectos que mais atraem os usuÁrios, justamente porque, no caso específico desse tipo de produto, vai impactar diretamente o tempo das ações, tornando a mÁquina mais rÁpida seja para carregar o sistema operacional e alguns aplicativos, seja na transferência de dados.

Para muitos, esse ganho de velocidade não representa muita coisa. JÁ para outros, faz toda a diferença.

Enquanto nos discos magnéticos a velocidade é medida em RPMs (rotações por minuto), ou seja, uma velocidade angular, nos SSDs o desempenho é mensurado normalmente em MB/s, valor da taxa de transferência dos dados, seja de escrita ou leitura. Dessa forma, não é possível fazer uma comparação direta de desempenho entre um SSD e HD apenas pela "leitura" de suas especificações. É preciso partir para testes de desempenho.

Este modelo que estamos analisando jÁ é baseado em conexão SATA III de 6GB/s, o dobro da anterior. Na prÁtica, os tempos de leitura e escrita não atingem o dobro da velocidade, mas ficam muito próximos.

Vale destacar também que opções na BIOS e no sistema operacional fazem toda a diferença no uso de um SSD, como ativar a opção AHCI nas opções de modo Sata. Fazendo isso, seu sistema trabalharÁ de forma mais rÁpida com o drive SSD. Isso pode, no entanto, impactar o sistema operacional. Caso ocorra algum problema, basta retornar ao modo anterior. O ideal é fazer essa mudança antes da instalação do sistema. Dizem que utilizar modo RAID mesmo tendo apena sum HD também é uma boa alternativa, jÁ que o sistema automaticamente direcionaria o modo ideal, desde que se faça a alteração antes de instalar o sistema operacional.

Outras diferenças
Além das três diferenças citadas acima, temos outras também muito importantes. Primeiro o tamanho, jÁ que o padrão de drives SSD é 2.5, diferente de HDs para computadores desktop que é 3.5. Também temos o fator peso, muito menor em um SSD. Os componentes utilizados em um SSD são bem mais leves que em um HD, isso que dizer que mesmo um SSD de 3.5 seria mais leve que um HD de mesmo tamanho.

Entre outros fatores favorÁveis ao SSD, temos o consumo de energia menor, a durabilidade em impactos, tornando um SSD bem mais resistente, jÁ que ele não possui as famosas "agulhas" e "discos" onde os dados são gravados, mas, como vimos, pequenas "memórias".

Com todos esses benefícios, é de se esperar mais uma grande diferença entre um SSD e um HD: PREÇO. Mesmo com a queda de preço que os drives SSD vem tendo desde meados de 2001, eles ainda estão bastante caros. O modelo que estamos analisando custa cerca de $160 dólares fora do país, por aqui estÁ custando em média R$ 650, valor que quase dar para comprar dois HD´s de 1.5TB, afinal os HDs ainda não tem seu preço normalizado após o problema de enchentes da Tailândia.

{break::TRIM}O TRIM é o comando que permite ao sistema determinar quais blocos do SSD estão realmente em uso, ou estão livres. À medida que o SSD é utilizado, são acumulados conjuntos de blocos que contém dados gravados, mas que o usuÁrio jÁ deletou. O SSD aguarda até poder deixar um grupo destes blocos disponível para, então, liberar fisicamente a memória de todos eles juntos. Essa também é uma limitação do SSD, que precisa reunir grupos maiores de blocos (normalmente 512kb), para então deletÁ-los.

Apesar de escrito em caixa alta, TRIM não é um acrônimo, e sim o nome do comando que organiza esta função. Ao facilitar a identificação desses dados apagados, mas que ainda ocupam os blocos,  ele melhora o desempenho da unidade de armazenamento no momento que reorganiza os blocos de dados invÁlidos (conhecido como "garbage colection"), agilizando o processo de "limpeza" dos blocos.

A durabilidade e a performance de um SSD estão relacionadas com a quantidade de ciclos em que são escritos e apagados os dados nestes blocos, então o uso do TRIM é um fator importante para aumentar a duração do SSD, assim como melhorar sua performance.

O TRIM não é suportado por todos os sistemas operacionais, nem por todos os SSDs. No Mac, estÁ implementado a partir da versão MAC OS X Lion, apesar de ser possível ativar no Snow Leopard, com a instalação de software de terceiros. No Linux, funciona a partir do kernel 2.6.33, mas apenas se a formatação da mídia for de tipos específicos, como EXT4 ou Btrfs. Nos sistemas da Microsoft, opera no Windows 7 e no 2008 R2.

{break::Ativando o TRIM e o AHCI}Existem algumas "manhas" para ativar a tecnologia TRIM, assim como o AHCI, isso caso o sistema operacional não tenha sido instalado do zero sobre o SSD. Abaixo, algumas dicas a respeito.

Para ativar ou desativar o comando TRIM, serÁ necessÁrio abrir o "prompt de comando" do Windows.

Para abrir a janela do "prompt de comando" clique no botão INICIAR, no campo de procura digite "CMD.exe", quando aparecer o CMD selecione e clique com o botão direito. Depois, mande  "Executar como Administrador" (se aparecer uma tela de confirmação, clique em "SIM").

Como ativar o comando TRIM
No prompt, digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior set disabledeletenotify 0

Como desativar o comando TRIM
No prompt, digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior set disabledeletenotify 1

Como saber se o TRIM estÁ ativado em seu Windows 7
No prompt de comando digite a seguinte linha de comando:
fsutil behavior query disabledeletenotify

Explicação dos resultados informados pelo comando:
DisableDeleteNotify = 1 (O Comando TRIM no Windows estÁ DESATIVADO)
DisableDeleteNotify = 0 (O Comando TRIM no Windows estÁ ATIVADO)

Ativando o AHCI no Windows 7 sem reinstalar o sistema
Existe uma forma de editar o registro do Windows e ativar manualmente o modo AHCI, basta seguir o processo abaixo, sempre lembrando que após finalizar a sequência é necessÁrio alterar de IDE para AHCI na BIOS da placa mãe:

1. Feche todos os programas abertos no Windows.
2. Clique em INICIAR, digite "regedit" no campo de procura e dê ENTER.
3. Se aparecer um aviso do "Painel de controle do usuÁrio", clique em Continuar.
4. Dentro da tela de registro, procure pelo seguinte caminho:
HKEY_LOCAL_MACHINE/System/CurrentControlSet/services/Msahci
5. No painel da direita, duplo-clique em iniciar(start).
6. No campo "data", digite 0, depois clique em OK.
7. No menu Arquivo, clique em "Sair" para fechar o Editor de Registro.

Depois de fazer todo o processo acima, reinicie o sistema, entre na BIOS da placa-mãe e ative o AHCI. Quando você entrar no Windows novamente, vai ver uma "nota" da instalação dos drivers para o AHCI. Após mais uma reinicialização, o processo de instalação estarÁ finalizado.

Esse passos devem ser feitos por sua conta e risco, e não sugerimos fazer se você não tiver consciência do processo. Você também deve ter certeza de que seu driver controlador e a BIOS da placa-mãe suportam essa opção antes de ativÁ-la.

{break::Fotos}Abaixo temos algumas fotos do SSD, com tamanho formato 2.5, padrão de mercado desse tipo de produto.

O acabamento é muito bom, com aço escovado e cantos arredondados e lixados, gerando um visual diferente do padrão.

Mais abaixo, duas fotos comparando o Pyro com o Agility 3 da OCZ, ambos modelos baseados no mesmo chip da série SandForce 2200. 

{break::Testes}Para essa anÁlise refizemos todos os testes, atualizando inclusive o firmware dos drives. Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado, baseado em uma mainboard com chipset Z77:

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard MSI Z77A-GD65
- Processador Intel Core i7 2600K
- Memórias G.Skill 8GB (2x4GB) ARES
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler Noctua NH-D14

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits
- Intel INF 9.3.0.1019
- Intel HD Graphics Drivers v15.26.8.2696

Aplicativos:
- SiSoftware Sandra Lite 2012
- ATTO Disk Benchmark 2.46
- CrystalDiskMark 3.0.1 x64
- HD Tune Pro 5.00

Antes de começarmos com os testes, abaixo a tela do CrystalDiskInfo e do HD Tune Pro com alguns detalhes técnicos do SSD.

Temperatura
Como comentamos anteriormente, um dos grandes trunfos de um SSD frente a um HD estÁ associado à temperatura, jÁ que o SSD não gera calor, dessa forma ele ficarÁ em temperatura ambiente.

É importante destacar que, como o SSD não gera calor, melhora consideravelmente o "ambiente" onde ele estiver, pois não demanda um sistema de resfriamento adicional, seja em um gabinete, notebook ou case externo.

{break::ATTO Disk Benchmark}Abaixo temos o comportamento de todos os drives em cima do ATTO Disk Benchmark, conceituado utilitÁrio que testa performance desse tipo de produto.

Podemos ver que no teste de leitura todos os drives padrão Sata III alcançam desempenho semelhante, com o Pyro na segunda posição na tabela, bastante próximo ao Force GT da Corsair. O ganho sobre o melhor modelo Sata II posicionado foi de quase 100%, justamente pelo fator de versão da conexão.

Nenhuma grande mudança no teste de escrita, apesar das posições alternarem. Podemos ver que os três modelos baseados em Sata III continuam bastante próximos, agora com o Pyro assumindo a primeira colocação.


Abaixo a tela do aplicativo com os resultados, mostrando mais detalhes.

{break::CrystalDiskMark}Com o aplicativo CrystalDiskMark, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar o teste "Seq". Abaixo, seguem os resultados.

Em modo de leitura temos o Force GT bem a frente de todos os demais, que ficam com resultados praticamente iguais, destacando que apenas o Force GT tem 240GB, todos os demais possuem 120GB.

JÁ em modo de escrita o Force Series GT se mostra consideravelmente superior, com seu tempo de escrita mostrando bom resultado na prÁtica.

Abaixo a tela do aplicativo com os resultados, mostrando mais detalhes.


{break::HD Tune Pro}Também utilizamos o benchmark em "modo leitura" (read) do HD Tune Pro, um dos mais reconhecidos do mercado.

Aqui temos um equilíbrio entre o OCZ Agility 3 e o Patriot Pyro, com desempenhos muito próximos e abrindo vantagem para os outros SSDs. Os dois só perdem para o Corsair GT, que apresentou uma performance 27% superior, mas com uma disparidade menor que a vista no teste com o CristalDiskMark.

Também fizemos os testes no modo "File Benchmark", nova funcionalidade da versão 5.00 do HD Tune Pro.

Neste teste o Corsair GT mantém a ponta com larga vantagem, superando o Patriot com mais que o dobro de performance. O SSD de nossa anÁlise também ficou em torno de 20% abaixo de OCZ Agility e o Corsair Force F120

No último teste com o HD Tune vemos um empate entre os SSDs da Patriot, da Corsair e da OCZ.

Abaixo telas do aplicativo com os resultados dos testes:

{break::Sandra 2012, Carregando um Game}SiSoftware Sandra 2012
Com o teste "Physical Disk" do Sandra podemos ter uma noção boa da diferença entre os drives. Aqui voltamos a notar um equilíbrio entre os SSDs Agility e o Pyro, e o Corsarir GT mantendo a ponta com performance quase 40% superior.

Carregando um game
Outro teste interessante é carregando um game, para isso utilizamos o Crysis Warhead com teste em cima do mapa "ambush". O conceito do teste foi simples, computar o tempo que levou desde a hora que clicamos até a hora que o gameplay começa.

Outra disputa apertada, com uma vitória do Corsair GT por três segundos, no comparativo com a maioria dos SSDs, exceto o Patriot, onde a vantagem foi de apenas dois segundos. No final, as variações de desempenho entre todos os modelos testados não superou a casa dos 8% de diferença.

{break::Cópia de arquivo}Cópia de arquivo
Parando com os "testes sintéticos" e partindo para testes mais prÁticos, cronometramos transferências de dados com os SSDs, enviando e recebendo arquivos de um computador. Os testes movem 16GB no total, organizados em pouco mais de 800 pastas e representando um total de 35 mil arquivos a serem copiados.

SSD para o HD
Do SSD para o HD, onde a capacidade de leitura é mais exigida, vemos um equilíbrio muito grande entre todos os aparelhos testados, com diferença de apenas 10 segundos entre o primeiro e o último colocado.

HD para o SSD
Invertendo o processo, e exigindo mais capacidade de escrita dos dados no SSD, os resultados variaram mais, com o Patriot Pyro na liderança, abrindo em torno de 6% de vantagem em relação ao Corsair GT e próximo de 20% dos demais SSDs testados.

{break::Conclusão}O mercado tem falado cada vez mais em drives SSD, agora com foco nos modelos com conexão Sata III, com os da linha Pyro da Patriot.

Esse modelo de 120GB tem ótimos tempos de leitura e escrita, entre os melhores do mercado, graças ao chip SandForce da série 2280. Como demonstramos, em vÁrias aplicações que medem o desempenho desse tipo de hardware, o Pyro se comportou muito bem, brigando de igual pra igual com outras soluções TOP de marcas concorrentes.

O acabamento segue o padrão dos melhores modelos do mercado, mas sem grandes novidades, afinal é um tipo de "hardware" que não tem pra onde ir no que diz respeito a diferenciais visuais e de desenvolvimento, o que mais importa são suas características técnicas.

A Patriot possui também a linha Pyro SE, essa com memórias síncronas, mais "rÁpidas" que a linha Pyro e comparÁveis às memórias utilizadas no modelo Force GT que utilizamos nos comparativos, esse é um dos motivos do drive da Corsair se sair melhor em determinadas situações. Como modelos semelhantes ao Pyro que analisamos temos: OCZ Agility 3, Corsair Force 3, ADATA S510, Crucial M4 e Mushkin Chronos, entre outros.

Uma ponto é bom ficar claro para quem jÁ possui um drive SSD padrão Sata II. Migrar para um modelo Sata III mesmo que com tempos de leitura e escrita bem mais altos, na prÁtica sobre a maioria dos aplicativos rotineiros, irÁ gerar uma pequena diferença, principalmente porque a tendência do mercado estÁ virando em utilizar esses drives apenas para "cache", como funciona com a tecnologia Intel Smart Response, diga-se de passagem hoje jÁ temos soluções semelhantes via software, sem necessidade da placa mãe (chipset) trazer o suporte a alguma tecnologia específica.

O que ainda é um ponto negativo sobre drives SSD é seu preço, esse modelo analisado estÁ custando no Brasil cerca de R$ 650,00 em websites de venda, mas podendo ser encontrado por R$ 600,00. Vale destacar que a linha Pyro possui ainda um modelo de 240GB e outro de 60GB, esse último suficiente para ser utilizado como drive de cache do sistema operacional.

Para quem pretende comprar um SSD, é bom ficar "ligado" no modelo que for escolher. Algumas empresas possuem modelos consideravelmente mais baratos, os chamados genéricos, que começam a ter perda de desempenho jÁ com menos de 6 meses de uso. Isso acontece devido à qualidade de memórias utilizadas, dessa forma, vale a pena ficar atento e optar por uma marca com garantia e que jÁ tenha credibilidade nesse tipo de produto, a Patriot é uma delas, assim como as demais utilizadas nos comparativos.

PRÓS
Baseado em conexão Sata III
Tempos de leitura e escrita excelentes
Alto padrão de qualidade
Chip SandForce série SF-2200 (2281)
CONTRAS
Chega com preço alto no Brasil
Sem grande diferença de desempenho na prÁtica sobre modelos TOP Sata II
Assuntos
Tags
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.