ANÁLISE: Razer Tiamat 7.1

ANÁLISE: Razer Tiamat 7.1

A Razer é uma empresa californiana especializada em acessórios e eletrônicos gamers, fundada em 1998. Nos últimos anos, vem se afirmando como grande potência do ramo e referência no quesito inovação, sendo considerada uma das gigantes do mercado com cada vez mais produtos de qualidade.

Um dos principais produtos lançado pela Razer este ano se chama Tiamat 7.1, que se encaixa na categoria headset true 7.1. Nesta review vamos analisar todos os quesitos que circundam este acessório, sua qualidade e, por que não, seu custo/benefício.

Confira as próximas pÁginas desta anÁlise para conhecer um pouco mais do Razer Tiamat 7.1

{break::Especificações}Veja as especificações de cada alto-falantes do Razer Tiamat 7.1:


  • Verdadeiro 7.1 Surround Sound, com 10 drivers
  • Controle de volume do tipo All-in-one e com customização multi-canal
  • ConfortÁvel
  • RetractÁvel
  • Almofadas substituíveis
  • Cabos de fibra entrelaçada, anti-emaranhamento
  • Master Volume, front speakers, centre speakers, sub-woofer speakers, side speakers, rear speakers, microphone volume, microphone mute, audio mute, 7.1 surround sound e 2.0 stereo mode toggle and speaker/headset toggle
  • Cabo: 3 metros
  • Micro-USB Audio-Out
  • Micro-USB Audio-In
  • PC Connector: Microphone-In, 4x Audio-Out
  • Speakers Connector: 4x Audio-Out, 1x Audio-In
  • Requerimentos:
  • PC com built-in 3.5mm audio jacks e 1 USB port
  • 7.1 Surround Sound-enabled Sound Card (for 7.1 Mode)

A Razer faz também uma comparação entre os dois modelos de Tiamat, confira:

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Além disso, ainda disponibiliza uma lista com as placas de som recomendadas, que terão um desempenho melhor em conjunto com o headset, veja abaixo: 


{break::Áudio}Esqueça tudo que você jÁ ouviu sobre headsets gamers e preste bastante atenção nesta review. O Tiamat não é mais um daqueles acessórios bonitinhos e inúteis que a indústria muitas vezes nos empurra goela abaixo. 

Jogar um FPS com o Tiamat 7.1 é realmente uma daquelas experiências que você precisa ter se for um entusiasta da Área. Mas, calma lÁ. Entre ser maravilhoso e valer o preço, aí são outros quinhentos, ou melhor, outros setescentos.

A qualidade do som é indubitÁvel, é maravilhosa, é  suave, firme e gostosa Os graves são acentuados mas, se bem ajustados, não atrapalham a sonoridade dos outros timbres. Os canais separados criam uma atmosfera interessante e muito próxima a do real. Chamado por "The world's first true 7.1 gaming headset" pela Razer em suas publicidades, o Tiamat carrega este paradigma por ter drivers separados para cada um de seus canais de Áudio, ao invés de simular um sistema surround, como acontece na maioria dos casos. Seus 10 drivers específicos aliam forças a impedâncias, sensibilidade e freqüências diferentes para cada alto-falante, num esforço imenso para te fazer receber os sons, manipulados por hardware – e não mais apenas via software – como se eles viessem de locais muito distintos.

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Mas é claro que aqui chegarão os entendidos do assunto, com quatro pedras – cada – e as cuspirão para todo lado, com argumentos monovisÁrios . É claro, querido, sujeito da ação anterior, que o 7.1 de um headset estÁ a anos-luz de qualquer sistema de som 7.1 surround que você possa vir a experimentar em um home theather. Isto, ainda sim, não tira o grande mérito deste tipo de sistema de sete canais em fones de ouvido – estes considerados os "verdadeiros", com drivers separados para cada alto-falante, neste caso: 10.

A experiência, é claro, não é a mesma de um sistema completo de som, onde são posicionadas caixas de sons em lugares estratégicos, que não apenas te dão a sensação de que você ouve passos de uma pessoa vindo por trÁs de você. Porque, nestes casos, você realmente estÁ ouvindo os passos, e sim, literalmente vindo por trÁs de você. Mas o que estou tentando dizer aqui, é que esta experiência (com o headset 7.1) também é substancialmente diferente do que um simples fone de ouvido estéreo, por melhor que ele seja.

Obviamente que existem pessoas que não se acostumam, não gostam e até preferem ouvir e jogar utilizando fones estéreo. Mas ninguém estÁ sendo obrigado a comprar um 7.1, estÁ? Se você é um destes, simplesmente não compre, até porque também temos o modelo do Tiamat, praticamente igual disponível, só que em versão 2.2.

A maioria dos casos de pessoas criticando o 7.1 que vejo, caem em um outro grande erro. Confundem o fato de o preço deste tipo de acessório, geralmente, ser muito mais caro em relação aos estéreos, e simplesmente se limitam a condenar o sistema 7.1 e as pessoas que gostam/utilizam/compram.

O fato de o som ser bom e a experiência espetacular, não significa necessariamente que os preços cobrados por eles sejam justos. Muito pelo contrÁrio, este é o principal defeito do Tiamat. Na minha modéstia opinião, o preço pedido por ele (no Brasil), não é nada menos do que um completo absurdo. Não por ele ser isso ou aquilo, mas simplesmente por ser se-tes-cen-tos reais em um headset. InaceitÁvel.

É um belo fone, sim. Tem um som incrível, sim. Mas com 700 reais você compra um home theater e um excelente fone de ouvido estéreo. Não preciso dizer mais nada.

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MAAAS, por outro lado, hÁ quem tenha dinheiro, hÁ quem goste, hÁ quem colecione, enfim. Quem gostar e quiser, com certeza vai ter feito uma ótima compra.

{break::Design e Acabamento}O Tiamat é mais um daqueles produtos que ficamos observando sua imponência enquanto ele nos escraviza, ordenando-nos que paremos tudo que estamos fazendo para contemplar-lhes e usÁ-los.

A robustez, os traços, o perfil e as cores são características dignas de um produto Razer. Sempre trazendo as cores verde e preta em quase tudo o que faz, a Razer ainda consegue achar espaço e criatividade para criar novos designs e modelos completamente diferentes de seus outros, utilizando a mesma fórmula: preto, verde e cobras entrelaçadas.

Com discretos detalhes em verde-limão – discretos em sua recorrência, eu digo – a Razer acertou de novo, o visual do Tiamat é exatamente o tipo de coisa pela qual entusiastas gamers clamam. Para me deixar mais satisfeito, bastava mais um simples detalhe: que quando ligado, além do logo da empresa receber luzes internas, destancando-os, os contornos dos auto-falantes também ganhassem vida. Aí sim, seria perfeito.

Falando nestes auto-falantes, você tem duas opções de uso para os lados. Pode escolher entre ficar com uma espécie de tampa, que deixa à mostra apenas o símbolo da empresa, ou retirÁ-lo – por meio de um encaixe de ímãs – e utilizar o visual com os alto-falantes protegidos apenas por uma capa transparente de algo que me lembra o acrílico.

Agora chegamos ao quesito acabamento - que hÁ muitas reviews, aqui no Adrenaline, não é novidade para ninguém:

Uma empresa do tamanho da Razer não teria a menor desculpa para utilizar materiais que não fossem os melhores existentes. Só hÁ exclusas para aqueles casos em que se quer baratear muito um produto, o que não é lÁ muito a tendência do pessoal de lÁ, aliÁs, bem pelo contrÁrio...

Os únicos defeitos que eu encontrei até hoje neste quesito em produtos da Razer foram quando escolhas erradas em ergonomia ou variações de usabilidade, comprometessem, a longo prazo, algum item ou mais frÁgil ou mal posicionado. No caso do Tiamat, o mesmo caso ocorreu.

Enquanto na generalização dos materiais empregados é tudo uma maravilha, uma escolha errada – na minha opinião – no design do produto talvez possa comprometer a longevidade do encaixe do microfone. Não é algo tão grave, mas pode acontecer de o microfone, por ter que ser puxado para fora a partir do encaixe onde hÁ os furos para entrada de voz, e por não ser um movimento muito suave e deslizante, pode fazer com que – a longo prazo – essa peça comece a se soltar um pouco, como aconteceu com o nosso depois de muitas puxadas para uso, fotos e testes. É claro que quando você estiver com ele em casa, não sentirÁ tanta necessidade de esconder o microfone e voltar a puxÁ-lo com tanta freqüência, até porque, geralmente, esse uso é definido na primeira vez e mantido na posição que estÁ, sendo mudado com certa raridade.


Pelo lado positivo, somos obrigados a destacar a brilhante forma como eles bolaram o descanso da cabeça e a forma como ele estica para adaptar-se aos vÁrios tamanhos possíveis. Você deve estar acostumado àqueles métodos de alargamento por níveis – onde em cada estÁgio, ouve-se um clique e sua amplitude aumenta ou diminui – ou aqueles feitos de um plÁstico mais flexível, que cede à força e se adapta à cabeça.  O problema, nestes dois casos, são a fragilidade destes métodos, que ficam muito suscetíveis a quebras por uso pouco cuidadoso, além do segundo sistema às vezes apertar muito as laterais da cabeça daqueles, digamos, um pouco agraciados demais neste quesito.

JÁ no novo método empregado, hÁ uma espécie de tira elÁstica que se adapta ao tamanho da sua cabeça, e nela mesma jÁ hÁ as almofadas – que por sinal são divinas. A grande sacada aqui é que esta tira não faz parte do corpo do headset, ou seja, a parte de plÁstico é bem grande, e não chegarÁ nem perto de ficar apertando sua cabeça. Talvez eu não tenha sido muito claro, é meio difícil de explicar. Então dê uma olhada nas fotos abaixo para entender ou siga para a próxima pÁgina, reservada para muitas outras fotos do produto.

{break::Fotos}Analise o Razer Tiamat 7.1 sob todos os ângulos:

 

 

 

 

 

  

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{break::Conclusão}Não hÁ como negar que este é um headset muito bem acabado e bonito. Da mesma forma, não se pode deixar de evidenciar o belíssimo som que seus alto-falantes reproduzem. Ainda nesta linha de raciocínio, é muito claro o grande esforço que o pessoal da Razer teve para tentar nos dar a melhor sensação possível de um sistema surround 7.1 em um headset, mesmo que isso (surround 7.1 em um fone de ouvido) não seja exatamente uma verdade absoluta, mas hoje, é o que temos de mais próximo do real.

Seu som e seu sistema surround podem não ser o melhor do mundo – ou melhor que o de um home theater – mas eu garanto a vocês que é de longe o melhor headset gamer que tive a oportunidade de provar. Mas aí chegamos na última e massacrante anÁlise: a de seu preço.

Eu não seria louco, também, de dizer que este é um preço razoÁvel de se pagar, especialmente por algo que – por melhor que seja – só reproduz sons. Talvez em outros países com taxas de importações mais baixas, ou com moedas locais mais fortes, ou até mesmo em seu país de fabricação, o investimento pode valer à pena. Mas no Brasil, a este custo, não é algo que seja algo fÁcil de conseguir comprar. Ele não é apenas caro, é caríssimo.

Mas, como dito na review, se você tem dinheiro para investir, procura algo exatamente do tipo, é um entusiasta, é gamer ou simplesmente quer mostrar para os outros o belo acessório que possui, com certeza vai estar fazendo uma ótima compra. Se você tem condições, eu recomendo. Se não, procure um mais barato e que faça algo parecido com o que o Tiamat faz, ou compre um bom fone estéreo mesmo.

PRÓS
Design robusto
Sistema surround 7.1
10 drivers individuais
Acabamento de primeira
Qualidade de som excelente
CONTRAS
Preço
Encaixe do microfone pode quebrar a longo prazo
Preço (sim, de novo)
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  • Redator: Pedro Lima

    Pedro Lima

    Graduando de Jornalismo e Ed. Física, Pedro cresceu jogando videogames e futebol. Dividiu sua infância e adolescência com master-system, super nintendo, 486, k6-2, playstations e outros eletrônicos. Com eles aprendeu, além de gostar de games, tecnologia e ciência, a idolatrar Homer Simpson e Jaiminho, do Chaves.

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