ANÁLISE: Samsung Galaxy Note

ANÁLISE: Samsung Galaxy Note

Quando analisamos o Galaxy Tab de 7 polegadas aqui no Adrenaline, citamos que o tablet, para alguns, tem um jeitão de "smartphone grande". Agora, a Samsung lançou algo que parece um "tabletinho", o Galaxy Note. Com tela de 5.3 polegadas, o dispositivo é consideravelmente maior que o jÁ grande Galaxy S II e acaba funcionando como um intermediÁrio entre as duas categorias.

Para a Samsung, o portÁtil é a convergência dos múltiplos aparelhos que as pessoas querem utilizar no seu dia-a-dia, sem abrir mão do bloquinho de notas convencional. Sim, aquele mesmo, com papel e caneta. Qual foi a ideia da Samsung? Incluir uma canetinha no Note, justificando totalmente o seu nome.



Mas não pensem que é uma stylus Xing-ling feita para lidar com telas resistivas. O display do Note é multitouch capacitivo, não devendo em nada para nenhum smartphone de ponta. Mas essa stylus, batizada de S Pen, é totalmente adaptada para esse tipo de display que, até então, só funcionava bem com os dedos ou com canetas de pontas grossas, como esta:



A S Pen, pelo contrÁrio, busca simular com o mÁximo de precisão uma caneta esferogrÁfica. Assim, a promessa do Note é facilitar a criação de esboços, rascunhos e notas manuscritas. Isso tudo sem abrir mão das funcionalidades de um smartphone. Isso, combinado com o tamanho avantajado, é uma ideia ousada. SerÁ que deu certo? Confira!

{break::Vídeo-anÁlise, especificações e conteúdo da embalagem}

Especificações
Tamanho: 146,9 x 83 x 9,7 mm
Peso: 178 g
Tipo de bateria: Li-ion 2500 mAh
Frequências GSM: 850 / 900 / 1800 / 1900 
GPRS: Sim
3G: Sim
HDSPA: Sim
LTE: Sim
Processador: ARM Cortex-A9 dual-core de 1.4GHz
Cores disponíveis: Preto
Tamanho do display: 5.3 polegadas
Resolução: 800 x 1280 pixels
Resolução da câmera traseira: 8 megapixels
Resolução da câmera frontal: 2 megapixels
Flash: Sim (LED)
Gravação de vídeo: Sim (1080p @24~30fps)
Formatos de Áudio: MP3/eAAC+/WAV/AC3/FLAC
Formatos de vídeo: MP4/H.263/H.264/WMV/DivX/XviD
RÁdio FM: Sim
Entrada de fone de ouvido: 3.5mm
Memória interna: 16GB / 32GB
Memória RAM: 1GB
Expansão de memória: Sim (até 32GB)
Infravermelho: Não
Bluetooth: Sim
Wi-Fi: Sim
USB: Sim
HDMI: Não
DLNA: Sim
GPS: Sim
Sistema operacional: Android 2.3.5 (Gingerbread)

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Conteúdo da emalagem
Smartphone Galaxy Note com stylus S Pen
Fone de ouvido
Cabo USB
Carregador
Manuais de usuÁrio

{break::Design e tela}Ao olhar para o Galaxy Note, a semelhança com o Galaxy S II é evidente. É como se fosse uma versão maior do smartphone, embora ainda extremamente fina e leve. Ele pesa mais que seu companheiro, 176g (contra 116g), mas levando em conta o tamanho avantajado, nem dÁ pra sentir a diferença. Na relação tamanho x peso, dÁ pra dizer que o Note é levíssimo.

O mesmo se pode dizer da espessura. Com 9,7mm, o Note é apenas 1,2mm mais espesso que o Galaxy S II. O bloquinho de notas eletrônico da Samsung é, de fato, bem magrinho, o que torna o transporte fÁcil mesmo com uma tela tão grande.


Comparação com o Xperia Arc, que tem 8,7mm


A parte frontal é, essencialmente, idêntica Á do S2, com um único botão físico – em uma semelhança com o famigerado "Home" do iPhone, e dois botões capacitivos que só acendem quando a tela estÁ ativa. As bordas do display são muito pequenas, o que deixa o design muito bonito e sofisticado (ao contrÁrio do Razr, um aparelho avantajado, mas com uma parte grande demais ocupada pelas bordas em detrimento da tela).  Acima, fica a câmera frontal. Mas, novamente, nada de LED de notificações. A Samsung cometeu o mesmo erro do S II.


O botão liga/desliga fica na lateral direita enquanto os ajustes de volume estão localizados na esquerda. No topo, fica só o plug para fones de ouvido de 3,5mm e, na parte inferior, a porta micro-USB, que, assim como o S II, funciona como uma saída de vídeo em alta-definição com o uso de um adaptador específico. Do ladinho, a grande surpresa do aparelho: a caneta stylus S-Pen, que fica bem guardadinha em um compartimento dedicado no dispositivo.

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A traseira também é igual à do S II. Um pouco Áspera, ajuda a manter a estabilidade ao segurar o aparelho. Ela também é muito fina e pode ser um pouco difícil de tirar – não pela resistência ou coisa assim. Mas porque dÁ medo de quebrar. Livrando-se dela, hÁ o compartimento para a bateria, para o cartão SIM e para o MicroSD. Logo acima, fica a câmera, em um design mais acertado que o do S II. Não hÁ nenhuma "moldura" no sensor e no flash, apenas um quadradinho discreto, aperfeiçoando o design do modelo anterior.


A tela é um dos diferenciais do Note. Nenhum smartphone tem as mesmas dimensões: são nada menos que 5.3 polegadas, mais do que suficiente para as tarefas do dia-a-dia e ainda ideal para fazer anotações sem perder a mobilidade. Também usa a tecnologia Super AMOLED Plus. Assim como o Super AMOLED do primeiro Galaxy S, elimina uma camada de vidro e de ar, e também o número de superfícies refletoras, integrando os sensores de toque no próprio painel de vidro. Assim, o aparelho gasta menos energia e entrega imagens com mais cor e nitidez.  A Super AMOLED Plus ainda tem todos os subpixels do mesmo tamanho, eliminando a sensação de excesso de uma só cor na tela, como o verde, por exemplo.

Assim, o Note tem uma qualidade de imagem excelente, sem perder em nada para o Galaxy S II. Com dimensões maiores, a resolução também aumentou: são 800 x 1280 pixels, o que é fantÁstico especialmente para navegação na Internet. DÁ para ler sem muita dificuldade até as letrinhas menores, e, ao dar um zoom nas pÁginas ou nas imagens, a qualidade continua incrível.


Isso sem contar a responsividade. Entre os Androids, os aparelhos da Samsung são os que têm a tela mais responsiva e agradÁvel de navegar, sem acumular muita oleosidade dos dedos e nem dar aquela "escorregada", como se fosse lisa demais. Um toque suave basta para ativar qualquer aplicativo e a rolagem entre as telas é fluida e sem engasgos. A visualização das cores é praticamente a mesma em qualquer ângulo e basta ajustar a luminosidade para não ter problemas ao utilizar o Note sob sol forte. Mais uma vez, a Samsung fez um trabalho excelente com a tela.

{break::E com vocês... a S Pen!}Canetas stylus normalmente estão relacionadas àqueles aparelhos Xing-ling, ou, ainda, a smartphones bons, mas com telas resistivas. Por outro lado, jÁ tentou escrever no iPad, manualmente? Ou você faz isso com o dedo ou com stylus com pontas bem grossas, o que torna o processo nem um pouco natural.

A tecnologia da Samsung vem justamente para mudar isso. A S-Pen tem uma ponta fininha, como uma stylus comum. Assim, você pode desenhar e escrever com naturalidade na tela capacitiva, ao passo que navega normalmente pela interface com o toque dos dedos. Para experimentar todo o potencial da novidade, a Samsung incluiu o aplicativo "S Memo", sob medida para fazer anotações e desenhos.


Aí estÁ todo o talento e sensibilidade artística da nossa equipe

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Você pode escrever tanto com o teclado virtual quanto com a caneta, sendo que é possível combinar os dois tipos de escrita em uma única anotação. DÁ para alterar o fundo, simulando, por exemplo, uma folha totalmente em branco ou papel de caderno com linhas. Até partituras podem ser desenhadas rapidamente, jÁ que existe um fundo especial para isso.


Escolhido o fundo, é só começar a escrever ou desenhar. A caneta simula muito bem uma caneta ou lÁpis real, e os rabiscos aparecem com facilidade, sem a necessidade de nenhuma pressão a mais. O "S Memo" ainda permite alterar o tipo de ponta (marca-texto, caneta, lÁpis ou pincel) e a cor da tinta. Assim, dÁ para desenhar e pintar com uma naturalidade bastante satisfatória.


Você ainda pode navegar pelo smartphone usando a S-Pen, algo útil para não precisar largar o acessório no meio de uma anotação. Se reparar bem, vai perceber que hÁ um botão na caneta. Se você pressionÁ-lo e tocar na tela com a S Pen, o smartphone vai tirar uma screenshot da tela, que pode ser modificada e compartilhada instantaneamente. Para voltar entre menus, basta apertar o mesmo botão e deslizar a stylus para a esquerda.

Outra possibilidade é fazer marcações em mapas ou fotos. É só abrir o "Editor de fotografia". O aplicativo é poderoso e funciona quase como um Photoshop móvel. Um recurso interessante é o de desenhar mÁscaras, por exemplo, permitindo ao usuÁrio aplicar efeitos apenas em determinada Área. Selecionando a opção "caneta", dÁ pra brincar com algumas bobagens, tipo colocar um bigodinho brega naquele amigo chato.


Claro que a utilidade da caneta vai depender dos softwares utilizados. E é aí que a coisa pega: o S Memo é bem legal para brincar um pouquinho, mas depois você pode começar a sentir falta de algo mais útil. O Reader's Hub, o próprio app de compra e leitura de livros, revistas e jornais da Samsung, não é compatível com a caneta. Ou seja, nada de usar o marca texto em trechos importantes (o que, a meu ver, seria uma das maiores vantagens do acessório).  O negócio é procurar no Market algum app de leitura que permita marcações, mas, aí, ele trabalharÁ apenas tendo em vista que o usuÁrio irÁ usar os dedos. Ou seja, você pode até usar a caneta, mas a experiência não serÁ tão personalizada quanto deveria.

Outro ponto é que a ponta da caneta, por mais fina que seja, ainda vai te obrigar a escrever com uma letra normalmente maior do que seria em uma folha de papel. E aí, mesmo a grande tela de 5.3 polegadas não serÁ suficiente para muita coisa. Além disso, a resposta da S Pen não é tão rÁpida como a de uma caneta de verdade. Isso significa que existe um pequeno lag entre o momento em que você faz os movimentos na tela e a hora em que o traço, de fato aparece.

Nada que atrapalhe ou torne o uso irritante, mas deixa claro que ainda é possível aprimorar a experiência. Como o teclado virtual ficou bem maior com esse upgrade no tamanho de tela, provavelmente você vai acabar achando mais rÁpido e prÁtico utilizÁ-lo, ainda mais porque ele jÁ vem, por padrão, com o Swype.

{break::Câmeras e multimídia}O Galaxy Note tem uma câmera de 8 megapixels, e uma câmera frontal de 2 megapixels, assim como o Galaxy S II. Na prÁtica, o resultado não muda muito. As imagens são nítidas, com cores vibrantes, mas ao ampliar a foto para vê-la em todos os seus detalhes é possível observar ruído.


Com luz branca e sem flash / Com luz apagada e com flash


A vantagem são as diversas opções de configuração da captura. Para começar, é possível selecionar ISO entre 100 e 800, além do automÁtico, que vem ativado por padrão. DÁ para ativar a detecção de piscada, o contraste automÁtico, e o temporizador, com opções de 2, 5 e 10 segundos. Outros ajustes também estão presentes, como o balanço de branco e o valor de exposição.

A anti-tremida funciona muito bem, merecendo destaque especial. Durante os testes, pude perceber que, no momento da captura, a foto ficaria bastante irregular, mas a funcionalidade corrige a instabilidade das mãos rapidamente, deixando o resultado perfeito. Outro recurso legal é o "beleza", que dÁ uma alterada rapidamente na foto para melhorar a pele do fotografado. Se você esquecer de aplicar o efeito na hora, não se preocupe. DÁ para conseguir o mesmo resultado depois, através do editor de fotos. Mas o negocinho, é claro, não faz milagres e, em alguns casos, não faz tanta diferença assim. Como no caso do nosso colega Diego (o Kerber), que pelo visto jÁ tem a pele suficientemente boa. Arrasou!


Nosso colega Diego, primeiro sem "beleza". Depois, com. Notem o efeito "blur" no nariz. Pouca diferença.


Recursos como esses não estão disponíveis na câmera frontal, que ainda faz imagens mais "lavadas" sem vida. Minha cara após uma semana mal dormida também não ajuda muito. Aí não hÁ "beleza" que resolva.


A câmera de vídeo faz um bom trabalho, mas não chega a ser excepcional. A gravação em 1080p apresenta uma granulação um pouco chata, e as configurações não são vastas como as possíveis na hora de tirar fotos. Como vocês vão perceber jÁ jÁ, faltou também um estabilizador de imagem. Mas estÁ em um nível bom para smartphones do tipo, embora ainda perca um pouco para os da Sony Ericsson.



Sabe outra utilidade maravilhosa da tela grande do Note? Assistir a vídeos. E o aparelho se sai muito bem com conteúdo em HD e FullHD. Pegando o vídeo na proporção certa, a tela toda se enche com uma imagem nítida, fluida e tão viva que você parece poder tocÁ-la. É uma pena que alguns vídeos com aspecto de cinema não aproveitem a tela toda e acabem ficando "espremidos".

De qualquer forma, o player de vídeo estÁ bem aprimorado, com vÁrias opções. Existe, inclusive, um modo de visibilidade externa, que você pode ativar nos momentos em que estÁ sob forte luz solar. Também é possível alterar a temperatura de cor.

O player musical, por sua vez, não traz muitos destaques. É o basicão, sem nenhuma modificação interessante na interface. Ao menos, hÁ a possibilidade de configurar diversos efeitos para o Áudio e, inclusive, optar por uma variedade de presets no equalizador. O som é muito bom, inclusive sem fones, mas a tela grande do aparelho poderia ser melhor aproveitada para aprimorar a navegação entre a biblioteca.


Para os fãs de conectividade em alta definição, mais uma vez a Samsung segue o padrão de não incluir uma saída HDMI. Algo que jÁ virou padrão em Androids top de linha, a funcionalidade ficou de fora do Note, ao menos da forma convencional. Quem quiser ligar o smartphone a um televisor, vai precisar de um adaptador que vai justamente na micro-USB do aparelho. E que, infelizmente, não vem incluído no pacote.

{break::Interface, funcionalidades e desempenho}O Note vem com o Android 2.3.5 (Gingerbread) e esperamos que o Ice Cream Sandwich chegue logo, jÁ que o formato do aparelho é ideal para um sistema "híbrido". Dessa forma, a interface não traz novidades, sendo essencialmente a mesma do Galaxy S II.

O visual é o jÁ conhecido TouchWiz, modificação da Samsung que deixa o Android um pouquinho parecido com o iOS.  Mas, como estamos falando de um display parrudo, agora as colunas de ícones têm cinco fileiras. Também hÁ espaço para mais e maiores widgets. Instalando um app para customizar a interface, então, dÁ para imaginar possibilidades imensas.


Assim como o S II, o Note também traz os Hubs da Samsung. São apps que concentram certas categorias de conteúdo: Social Hub e Readers Hub. Senti falta do Game Hub: cadê? O app simplesmente não aparece no Note.

No Readers Hub, você pode baixar vÁrias edições de jornais nacionais e internacionais, bem como livros e revistas. As opções são vastas e quem gosta de uma boa leitura não ficarÁ decepcionado, até porque a tela do aparelho beneficia – e muito – esse tipo de atividade.



JÁ o Social Hub concentra as contas de redes sociais, como o Twitter, Facebook e LinkedIn em uma única interface, na qual você pode acompanhar atualizações e enviar e receber mensagens privadas.


Outro recurso herdado dos outros Galaxys é o Kies Air, que facilita a troca de arquivos ente o smartphone e um PC com Wi-Fi. AliÁs, ao tentar ligar o Note via USB ao computador aqui da redação, não obtive sucesso em transferir meus arquivos, jÁ que o sistema não conseguiu instalar os drivers exigidos. O jeito foi recorrer ao Kies mesmo. E aí, é só transferir seus arquivos em uma janela do browser (o próprio aparelho avisa qual endereço você deve acessar) e, inclusive, fazer backup de seus dados, como contatos e agenda. Infelizmente, às vezes usar o Kies é bem chatinho. Especialmente ao tentar transferir uma grande quantidade de arquivos de uma só vez. Nos nossos testes, não raro, ele parou no meio do processo e foi preciso começar tudo de novo.


Jogar no Galaxy Note é uma experiência e tanto. As dimensões da tela ajudam o jogador a não se perder e nem tapar com os dedos aspectos essenciais do jogo durante o gameplay. E, ao mesmo tempo, a experiência oferece a praticidade e mobilidade de um smartphone, sendo mais confortÁvel que um tablet em vÁrias situações. Mas isso traz uma pequena desvantagem: em alguns games, fica claro que a resolução não é a mais apropriada. "Angry Birds" é um exemplo. Olhando bem, dÁ para perceber uma pequena perda de qualidade, como se a imagem precisasse ser "esticada" além do que ela poderia. Mas o gameplay na telona compensa.


E por falar em telona, como jÁ citei no início da anÁlise, ela é excelente para navegação na web. Seria legal poder aproveitar mais a S-Pen nesses momentos, fazendo marcações em textos, por exemplo. Mas quem sabe a Samsung aprimore a tecnologia nas próximas atualizações. O aparelho ainda, além do editor de fotos, inclui um editor de vídeos, e ambos são ótimos de trabalhar no smartphone. 


Também tem um diÁrio, no qual você pode anotar o que quiser e colocar em uma pÁgina com foto, localização, data e até o tempo no dia. Uma mancada é que não dÁ para usar a S-Pen para escrever à mão, o que faria todo sentido em um app que se propõe a ser um diÁrio. Todas as funções rodam com suavidade e rapidez, oferecendo uma experiência de uso excelente, assim como a do Galaxy S II.


No benchmark AnTuTu, o Note conseguiu 6.494 pontos, mais de 400 pontos a mais que o Motorola RAZR, que testamos em janeiro. No ranking do aplicativo, ele fica atrÁs só do tablet Transformer Prime, mas pudera... o portÁtil vem com Tegra 3, chip quad-core, enquanto o Note ainda é dual-core.


Falei tanto no tamanho e reafirmo: pode ser esquisito no começo, mas, após poucos dias de uso, é fÁcil fÁcil se acostumar. Principalmente porque o Note é muito fino e leve. Mas fica uma questão: e a bateria? Uma tela dessas deve consumir pra caramba, certo? Mas a Samsung pensou nisso e incluiu uma bateria de 2.500mAh, que conseguiu os 565 pontos no AnTuTu Tester (100 a mais que o RAZR). A autonomia do smartphone é suficiente para um dia inteiro e um pouco do dia seguinte. Nem sempre serÁ necessÁrio recarregar a bateria no final do dia, por exemplo. Dependendo do seu uso, dÁ para deixÁ-lo até entre três e quatro dias ligado, isso usando Wi-Fi durante cinco ou seis horas.

{image}

{break::Conclusão}O Note é o pioneiro de algo que pode ser a grande aposta da próxima geração de smartphones, ou um grande fracasso. A Samsung foi bastante ousada em testar esse novo formato, que tem um jeitão de "ame ou odeie". Mas parece que a ideia foi boa: a LG jÁ entrou no pÁreo com o Optimus Vu, com 5 polegadas e uma caneta stylus especial também.

A princípio, porém, o Note é um aparelho sem foco. Não é grande o suficiente para quem quer um tablet e nem pequeno para quem precisa de um smartphone. Posso dizer, então, que é sob medida para os indecisos: quem não precisa de uma tela de 10 polegadas vai se virar muito bem com ele. É como ter um pequeno tablet que faz ligações.

A S-Pen é uma novidade muito bem vinda. Escrever em telas capacitivas costuma ser um martírio, e a stylus da Samsung conseguiu tornar o processo muito natural (e até divertido). Mas ficou evidente que a tecnologia ainda precisa ser muito aprimorada e, principalmente, os aplicativos. De nada adianta ter uma caneta poderosa e poder usÁ-la muito pouco. Quem sabe, se mais empresas apostarem nesse formato, os desenvolvedores de apps se sintam encorajados para criar soluções incríveis para esses acessórios.


O desempenho, como é de praxe nos modelos top da família Galaxy, é excelente. EstÁ entre as melhores experiências de uso do ramo dos Androids. A autonomia satisfaz e a telona é perfeita para games, navegação web, leitura, visualização de vídeos e fotos. 

Pessoalmente, adorei o Galaxy Note. O tamanho não é nem um pouco intimidador e uma caneta como a S-Pen era algo que eu desejava hÁ tempos. O que eu posso sugerir é: vÁ até uma loja, segure o aparelho e teste um pouco, para ver se as dimensões do display irão causar muita estranheza.

Faltam algumas coisas, é claro. A ausência de um LED de notificações incomoda bastante, e comprar um adaptador para ligar o aparelho em uma TV não é exatamente algo positivo. Além disso, a S-Pen ainda não estÁ sendo utilizada em sua plenitude. Devemos encarar o Note como um smartphone pioneiro, mas, de jeito nenhum, definitivo.


PRÓS
A S Pen é uma novidade muito bem vinda, prÁtica e versÁtil
A tela é perfeita para leitura, navegação web, jogos e vídeos
Apesar do tamanho, o Note ainda assim é fino e leve
CONTRAS
Parece um smartphone com crise de identidade
A S Pen precisa melhorar, ainda hÁ poucas aplicações adaptadas
A câmera poderia ser melhor
Assim como no Galaxy S II, nada de LED de notificações
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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