ANÁLISE: Apple iPhone 4S

ANÁLISE: Apple iPhone 4S

Todos os anos a Apple anuncia novos produtos. Com isso, a expectativa em torno dos novos iPhones sempre começa meses antes do lançamento. E, não raro, muitas pessoas se frustram. Não foi diferente com o iPhone 4S, que cometeu o "pecado" de não inovar em design e sequer no nome, parecendo um iPhone 4 turbinado.

Mas nas suas entranhas, hÁ um processador bem mais poderoso, um Apple A5 dual-core, o mesmo do iPad 2. E um processamento grÁfico capaz de deixar um Galaxy Nexus no chinelo. Isso sem contar a grande revolução da Apple: o Siri, um assistente completo que entende os comandos por voz do usuÁrio. Entente MESMO, como uma conversa com um ser humano comum, algo que nenhum outro dispositivo eletrônico havia conseguido antes.

O iPhone 4S ainda carrega um aspecto emocional: foi anunciado apenas um dia antes da morte de Steve Jobs, em uma apresentação conduzida pelo atual CEO da companhia, Tim Cook. HÁ quem diga que o "4S" seja "For Steve". Os mais engraçadinhos fazem a ligação com "For ass", ou "traseiro", em uma tradução mais leve. Isso enquanto todos esperavam por um iPhone 5. Mas e aí, vale a pena investir no iPhone 4S? Confiram nossas impressões.

{break::Vídeo-anÁlise, especificações e conteúdo da embalagem}



Especificações
Tamanho:
115,2 x 58,6 x 9,3 mm
Peso: 140 g
Tipo de bateria: Li-Po 1432 mAh
Frequências GSM: 850 / 900 / 1800 / 1900 
GPRS: Sim
3G: Sim
HDSPA: Sim
LTE: Não
Processador: Apple A5 dual-core de 1GHz
Cores disponíveis: Preto/Branco
Tamanho do display: 3.5 polegadas
Resolução: 640 x 960 pixels
Resolução da câmera traseira: 8 megapixels
Resolução da câmera frontal: VGA
Flash: Sim (LED)
Gravação de vídeo: Sim (1080p @30fps)
RÁdio FM: Não
Entrada de fone de ouvido: 3.5mm
Memória interna: 16GB/32GB/64GB
Memória RAM: 512MB
Expansão de memória: Não
Infravermelho: Não
Bluetooth: Sim
Wi-Fi: Sim
USB: Sim
HDMI: Não
DLNA: Não
GPS: Sim
Sistema operacional: iOS 5


Conteúdo da embalagem
1 iPhone 4S
1 manual de usuÁrio
1 cabo USB
1 fone de ouvido
1 chave para retirada da tampa do microSIM

{break::Design e tela}É inegÁvel que o iPhone, desde sua primeira versão, tem uma das melhores concepções de design do segmento. E, apesar de não existirem mudanças no visual do iPhone 4 em relação ao 4S, fica claro que a Apple manteve os acertos. A proporção da tela nunca muda: com suas 3.5 polegadas, tem as dimensões que a Apple considera ideais para um uso prÁtico com uma única mão. O formato principal também mantém a identidade de sempre, mas, desta vez, o aparelho estÁ mais "quadrado" que os modelos anteriores, de forma que, ao ser posicionado em uma mesa, ele permanece retinho, sem sobras.

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O minimalismo é a ordem aqui. Como sempre, na parte frontal, a única coisa que se sobressai é o famigerado botão Home. Acima, fica a câmera frontal e o alto falante para escutar as ligações e bem no topo fica o plug para fones de ouvido e o botão liga/desliga. No lado esquerdo, ficam os botões de volume e uma chavinha para ativar o modo silencioso, algo bem útil e que faz falta nos Androids. Na parte inferior ficam os alto-falantes e o conector para o cabo USB ou para dock stations.



No lado direito, por fim, fica o slot para cartão microSIM. Trata-se de uma gavetinha que exige bastante cuidado: ela tem um pequeno furo que deve ser pressionado com uma chave específica ultrafina para abrir. A chave vem inclusa no pacote e é bom jamais perdê-la, por razões óbvias. É uma solução pouco prÁtica e que dÁ um bocado de medo, mas ao menos deixa o design do smartphone discreto e sem tampas ou buracos saltando às vistas.



As laterais são revestidas de aço inoxidÁvel, o que confere um acabamento perfeito e resistente ao aparelho. A traseira, por sua vez, é coberta por um vidro oleofóbico, bastante resistente às marcas de dedos. Só a maçã, em prata, acaba ficando cheia de impressões digitais rapidamente. Esse vidro, conforme a Apple, é bastante resistente, mas, mesmo assim, parece muito perigoso deixÁ-lo cair. O que deve ser catastrófico levando em conta um aspecto negativo: o peso do aparelho.



Os 140g do iPhone 4S evidenciam que, enquanto a Apple optou por manter o visual e suas decisões acertadas, também manteve aspectos de uma geração anterior, jÁ superados por vÁrios concorrentes. Após passar um tempo acostumada com o Galaxy S II e o Xperia arc, foi estranho segurar um iPhone 4S, quase 30g mais pesado. Some-se isso ao revestimento de vidro do aparelho e o medo de uma queda é constante. A espessura também acaba decepcionando um pouco, tendo em vista os smartphones ultrafinos que têm aparecido por aí e até mesmo o design incrível do iPod touch  seus 7,2mm.



O iPhone 4S inteiro tem a mesma espessura que a parte mais grossa do Xperia arc

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A tela é um show à parte, incomparÁvel a qualquer aparelho da concorrência. Sempre foi o forte dos iGadgets e dificilmente isso vai mudar. Com uma resolução de 640x960 pixels, o iPhone 4S tem taxa de contraste de 800:1 e 326 pixels por polegada, no chamado Retina Display. Com isso, a visualização da interface, de pÁginas web, jogos e apps é melhor do que em qualquer outro smartphone.

Não bastasse isso, a responsividade da tela é a melhor da categoria. O display é oleofóbico, ou seja, não acumula marcas de gordura dos dedos (a não ser que você coma uma coxa de frango enquanto usa o smartphone, algo que eu duvido realmente que você faça), ou se for usado realmente por MUITO tempo. No mais, diferentemente dos Androids, é muito difícil ver alguma marca na tela. Qualquer aparelho da concorrência fica bem ensebado após um único dia de uso, e isso, felizmente, não ocorre com o iPhone.

{break::Interface e multimídia}Não hÁ muito o que falar da interface do iPhone 4S, jÁ que pouca coisa muda na medida em que as gerações do iOS evoluem. O padrão continua o mesmo: são quatro fileiras de quatro ícones cada, e um dock com funções importantes: telefone, e-mail, Safari e música. Esses ícones do dock são fixos e não podem ser alterados por outros, nem mudar de lugar. Na medida em que você instala mais apps, novas homescreens surgem para armazenar os novos ícones. A vantagem é que, com as mais novas versões do iOS, você pode criar pastas para se organizar melhor e economizar espaço. DÁ para, por exemplo, guardar todos os games de ação em uma única pasta.



Uma das maiores novidades do iOS 5 é a central de notificações, algo fortemente inspirado no Android. Agora, fica fÁcil ver os últimos tweets (jÁ que o iOS 5 é totalmente integrado à rede) e informações como o clima e os índices da bolsa: basta puxar a barra de status para baixo. O que aparece ali é personalizÁvel, e dÁ para incluir alertas de chamadas perdidas, avisos do calendÁrios, lembretes e novas mensagens de e-mail.



Outra novidade que dÁ um toque a mais no visual e acrescenta funções interessantes é a banca. Trata-se de um ícone em formato de prateleira que aparece vazio na homescreen até que você comece a comprar revistas e jornais na loja (acessível diretamente pelo app, sem a necessidade de abrir a iTunes Store separadamente). Assim que você adquire os primeiros títulos, a prateleira vai enchendo e, ao clicar no ícone, as publicações aparecem em tamanho ampliado. Aí, é só começar a ler.

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Na parte multimídia, os gadgets da Apple dividem opiniões, e não é diferente com o iPhone 4S. De qualquer forma, é inegÁvel que o aparelho é ótimo para organizar Álbuns e ouvi-los. O cover flow é excelente e nenhum outro aparelho conseguiu atingir o nível de excelência dessa interface. E a navegação também é primorosa, tudo corre tranquilamente, sem engasgos.

Mas não hÁ nenhuma novidade aqui. É possível criar playlists (ou usar as criadas automaticamente, como as mais ouvidas ou as melhores avaliadas), navegar por categorias e conferir as letras das músicas. Como dizem, em time que estÁ ganhando não se mexe. A experiência musical é excelente desde a primeira geração do iPhone.



O mesmo não se pode dizer da reprodução de vídeos. Calma, não estou dizendo que é ruim, mas sim, digamos... trabalhosa. Se você for adquirir vídeos no iTunes, ótimo. Tudo vai funcionar direitinho e rÁpido. Mas, se quiser transferir sua biblioteca para o aparelho, aí é que a coisa vai complicar. O iPhone não aceita qualquer formato nem qualquer codec, e nem sempre o iTunes dÁ conta de converter tudo direitinho. O ideal é usar um software à parte. Recomendo o Handbrake, que jÁ tem perfis predefinidos para os gadgets da Apple.



Fazendo a inevitÁvel comparação com os Android, o que pode pesar para muita gente é a falta de uma saída HDMI e a necessidade de sincronizar tudo com o iTunes. Para ligar o aparelho na TV, é preciso um cabo específico e proprietÁrio que se encaixa no conector inferior do iPhone, que não é nem um pouco barato e nem sempre fÁcil de encontrar. E a ausência da praticidade de simplesmente espetar o aparelho na USB e arrastar os arquivos para ele pode intimidar muita gente.

A grande novidade do iPhone 4S na parte multimídia são as câmeras. Com 8 megapixels (contra 5 do iPhone 4), a câmera traseira ficou bem melhor. Ainda mais se comparada às primeiras gerações do telefone, como você pode conferir na imagem abaixo, compilada por Lisa Bettany.



No iPhone 4S, a câmera ganhou nitidez e melhor definição de cores, além de manter o efeito HDR, introduzido no iPhone 4. As fotos noturnas é que não ficam muito boas, tanto em ambientes internos quanto externos, perdendo  muito em nitidez e ganhando ruído.



Para vídeos, o aparelho ainda grava a 1080p e o resultado é bom, mas poderia ser melhor. Como de costume em smartphones com essa resolução, falta um pouco de nitidez e ocorrem algumas travadinhas na gravação:



A câmera frontal é que não mudou muito: continua VGA, pouco para tirar boas fotos de si mesmo, mas suficiente para videochamadas, especialmente o FaceTime.

{break::Assistência por voz e navegação}Falando em recursos, a principal novidade do iPhone 4S é o assistente por voz, o Siri. Diferentemente de sistemas de reconhecimento da fala, nos quais você deve emitir comandos determinados para, por exemplo, efetuar uma ligação, no caso do aparelho da Apple você consegue conversar naturalmente com a tecnologia.

Antes de mais nada, é preciso ativar o recurso nos ajustes do sistema. Depois, basta pressionar o botão Home por um tempinho até que o ícone do aplicativo surja na parte inferior. Aí, é só começar a falar – mas só em inglês, por enquanto. O idioma tem que estar bem apuradinho para que o Siri consiga entender você sem problemas, mas isso não é tão difícil assim.



Se fizer algumas perguntas, ele irÁ pesquisar a resposta para você. DÁ para perguntar, por exemplo, quanto é 2+2 (e o resultado exibido, aliÁs, é bem detalhado), ou como estÁ o clima em Nova York. Apesar de o Siri ser bem restrito por aqui, também é possível obter informações sobre o tempo em cidades brasileiras. Mas é impossível, por exemplo, localizar restaurantes, hotéis ou cinemas próximos à sua casa. Isso, só nos Estados Unidos.



Por isso, o maior recurso do iPhone 4S acaba majoritariamente inútil para os brasileiros, embora seja possível executar certas funções, como fazer uma ligação ou mandar um e-mail. O sistema é, inclusive, bem inteligente. Se você pede apenas "send an e-mail", o Siri abre uma janela com os campos para destinatÁrio e assunto e pergunta para quem você deseja enviar a mensagem. Ou seja, não é preciso decorar comandos predeterminados ou ser extremamente preciso nas suas solicitações. O Siri farÁ de tudo para entender você e pedirÁ mais informações quando for preciso.

Para os brasileiros, talvez o maior benefício seja treinar o inglês e acertar o sotaque. Isso porque o Siri exibe na tela, por escrito, exatamente o que você falou. Então, se alguma coisa na pronúncia não sair bem, a tela vai acabar exibindo uma frase sem nada a ver com sua intenção inicial. Aí, você pode ver quais palavras saíram erradas e aprimorar o idioma. Sério mesmo, é uma ferramenta complementar bem interessante para quem quer aprender outra língua.



A navegação web é muito boa, especialmente pela tela Retina. Isso significa que não serÁ preciso fazer grandes sacrifícios para ler na telinha e, como de costume, ampliar as pÁginas é muito rÁpido, melhor do que em qualquer outro aparelho. Uma pena que nem todas as pÁginas apareçam exibidas corretamente e, nesse aspecto, o Android ganha. O Adrenaline, por exemplo, sempre foi mostrado com perfeição no sistema do robozinho. Mas, no iPhone, algumas coisas da pÁgina ficam totalmente fora de lugar. E nem é culpa do Flash, que nós não usamos mais.


Um espaço vazio surge onde hÁ elementos em Flash



E, falando nele, nem pense em exibir qualquer pÁgina com o plugin da Adobe. A Apple sempre foi enfÁtica em manter seus dispositivos iOS longe dele. Pelo menos, vÁrias pÁginas têm adotado o padrão HTML5,inclusive o Youtube. Isso significa que, quando encontrar algum conteúdo assim pela web, sua experiência com o iPhone serÁ excelente.

{break::Funcionalidades e desempenho}O iPhone 4S vem de fÁbrica com tudo que um usuÁrio bÁsico precisa para realizar suas atividades: contatos, e-mail, e, como novidade do iOS 5, integração total com o Twitter. Basta configurar a conta nos ajustes do aparelho e esperar para receber as notificações. Outros apps, que não são nenhuma novidade do aparelho da Apple, incluem a previsão do tempo (com dados do Yahoo – e, como de costume em iGadgets, não dÁ para mudar isso, só baixando outro app), bolsa de valores, calculadora, Youtube e mapas.

O iPhone 4S ainda tem um gravador de voz, que funciona razoavelmente bem para apontamentos rÁpidos, e uma bússola.


O calendÁrio, felizmente, sincroniza com o serviço do Google, o que pode ser uma enorme vantagem na adoção do iOS. E também exibe alertas na barra de notificações, ajudando a manter os compromissos em dia. É uma ótima novidade, jÁ que o iOS não tem widgets como o Android. Agora, ficou bem mais fÁcil para os fãs da Apple não esquecerem seus compromissos.

O mesmo vale para o novo app de Lembretes. Ele serve para notinhas rÁpidas, uma lista de apontamentos e "o que fazer", com quadradinhos para marcar os objetivos jÁ cumpridos. Ele  também aparece na barra de notificações e mostra apenas os lembretes que você ainda não marcou como concluídos.



Outros recursos incluem as Mensagens, um sistema de troca de mensagens instantâneas entre iDevices, semelhante ao dos smartphones BlackBerry. Assim como o FaceTime (funcionalidade de chat por vídeo), estÁ restrito entre aparelhos da Apple, então seu alcance não é tão grande como ao usar apps de terceiro, como o Skype ou o WhatsApp. Vale lembrar que o FaceTime só funciona em redes Wi-Fi, o que diminuiu ainda mais sua versatilidade, apesar de ser um recurso promissor.

Tudo isso é facilmente gerenciÁvel pela multitarefa, ainda melhor devido ao processador turbinado do iPhone 4S. Só receio o método para ativÁ-la: pressionar duas vezes o botão Home. Muitos donos de iPhones e iPods touch sofrem com o botão que simplesmente para de funcionar com o tempo e fazer esse tipo de movimento parece diminuir ainda mais a vida útil do componente.

De qualquer forma, a multitarefa é excelente e o desempenho do aparelho é tão bom que você nem vai lembrar que tem uma série de app rodando em background. Ao pressionar duas vezes o botão, a parte inferior do display exibe, lado a lado, os ícones dos aplicativos abertos e, ao clicar em qualquer um deles, você retorna o que estava fazendo sem problemas. Além disso, ao contrÁrio do Android, é possível nativamente fechar qualquer app. Basta tocar na tela e manter o dedo por um tempo, até que um sinal de "-" surja no topo dos ícones. Aí, é só fazer o trabalho.



Falando em desempenho, essa é a maior vantagem do iPhone 4S frente a concorrência. É um smartphone que vai continuar se comportando da mesma forma, como novo, mesmo que você o utilize por uma semana, duas, um mês, ou um ano. A Apple pode, sim, lançar um modelo novo a cada ano, mas nem por isso o anterior fica obsoleto. A experiência continua perfeita, a responsividade idem e até o sistema operacional continua recebendo atualizações por um bom tempo.

Mas, como não poderia deixar de ser, a bateria não é a melhor do mundo. Cumpre seu trabalho, mas exige recargas diÁrias, especialmente para os heavy users. Em stand by, om poucas ligações e economizando no acesso à Internet, o aparelho até aguenta uns três dias, o que jÁ é uma ótima marca. Mas estÁ mais do que na hora de os smartphones – todos eles, independentemente da marca, evoluírem nesse aspecto.

{break::Conclusão}O padrão de qualidade Apple é indiscutível e, mais uma vez, a empresa entregou uma excelente experiência de uso com o iPhone 4S. Não estamos discutindo marca, hype, ou qualquer coisa do tipo aqui, mas sim as impressões ao utilizar o aparelho no dia-a-dia. Ele realmente se comporta bem o tempo inteiro e muito, muito dificilmente mesmo irÁ frustrar você.

Claro, a partir do momento em que você começa a adquirir apps de terceiros na iTunes App Store, começa a ficar sujeito a pequenos bugs de responsabilidade de cada desenvolvedor. Mesmo assim, a experiência geral do smartphone é ótima. A Apple prova, mais uma vez, que especificações de hatrdware com números parrudos não significam exatamente o melhor desempenho do mercado. Mesmo ainda com 512MB de RAM, o iPhone 4S é ultra-rÁpido, ainda mais com os benefícios do processador dual-core Apple A5.

A empresa, porém, fechada como sempre, acaba repetindo os mesmos equívocos no novo modelo. O botão "Home", por exemplo, jÁ estÁ mais do que na hora de ser repensado, jÁ que são muitos os usuÁrios que enfrentam problemas com ele após certo tempo de uso. Além disso, tendo em vista que o iPhone 4S não inovou em design, mantendo o mesmo aspecto do antecessor, o aparelho parece um pouco "ultrapassado" devido à espessura e ao peso. Outra característica preocupante é o vidro que reveste o corpo do aparelho. Fica lindo, mas passa uma impressão de sensibilidade que assusta.

Por fim, continua a velha questão da restrição de liberdade - embora o iOS 5 tenha soltado bem pouquinho, de leve, essas amarras, ao permitir a utilização imediata do dispositivo sem uma primeira conexão com o iTunes. Mesmo assim, nem pensar em ararastar e soltar conteúdos para ele. O usuÁrio de iPhone ficarÁ sempre à merce do iTunes.

Em resumo, o iPhone 4S é um dos melhores smartphones da atualidade e eu recomendaria a compra sem medo caso não fosse um enorme impeditivo: o preço. Enquanto todos os smartphones da Apple eram lançados no Brasil com o mesmo preço do modelo anterior, desta vez a coisa descambou: o aparelho é vendido desbloqueado no site da própria Apple por R$2.599 na versão mais bÁsica, com 16GB de armazenamento. O modelo de 32GB custa absurdos R$3.399, mais do que o suficiente para comprar um MacBook Air.


PRÓS
Exelente desempenho e experiência de uso
Ótima câmera
Integração nativa com o Twitter
O Siri é mesmo "mÁgico e revolucionÁrio"
CONTRAS
Dimensões e peso relativamente grandes
Assistir a vídeos no player nativo muitas vezes requer conversões
Siri sem previsão de funcionar no Brasil
Preço elevadíssimo
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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