ANÁLISE: Samsung lança netbook equipado com Via Nano

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Começo esta anÁlise reforçando a minha imensa satisfação em gastar pouco mais de 10 horas na primeira vez em que fechei "Uncharted 3: Drake's Deception". Sem enrolações, esse é facilmente um dos três melhores games do Playstation 3 e compra obrigatória para qualquer apreciador de uma aventura executada com maestria em todos os quesitos.



Em 2009, a produtora Naughty Dog tinha como meta lançar um jogo capaz de superar o primeiro título da franquia "Uncharted". O segundo episódio, "Among Thieves" estreou e arrebatou mais de 110 premiações de Game of The Year ("Jogo do Ano") mundo afora. Chegou 2011 e a tarefa de trazer algo ainda melhor parecia bastante difícil. Mas, pelo jeito, não impossível.

É incrível como a companhia conseguiu extrair ainda mais do hardware do console da Sony e produzir um jogo de altíssima qualidade que, me arrisco a dizer, estÁ entre os cinco jogos que mais curti na minha vida como gamer. Tudo funciona tão bem e a combinação de cada um dos elementos é tão perfeita que chega a ser triste quando a partida termina. É um vazio que não consegue ser reposto.



Quer entender o porquê de toda essa babação? É só ler a review nas pÁginas a seguir. Mas eu recomendo mesmo nem se comprometer a isso. Apenas jogue "Uncharted 3: Drake's Deception" você mesmo e comprove cada um dos parÁgrafos acima (e os próximos).

{break::A Atlântida das Areias}O que seria de um jogo de aventura sem uma história contada de maneira decente? Quase nada. Ainda bem que a Naughty Dog sabe como dar continuidade a eventos passados, sem parecer piegas ou exageradamente forçado, e ainda adicionar detalhes muito convenientes. Sendo assim, "Unchated 3: Drake's Deception" não exatamente conclui a trilogia, mas dÁ sequência a um enredo lotado de ação e cheio de referências históricas.

Sem entregar muito, Nathan Drake embarca numa aventura ainda mais diversificada. O herói finalmente vê sentido no anel arqueológico de Francis Drake, fruto de um roubo seu bem planejado a um museu de Cartagena ( Colômbia) e encontra um artefato que, quando acoplado ao anel de Francis Drake, antepassado do protagonista, revela a localização de Ubar, a Cidade dos Pilares, ou, informalmente, a Atlântida das Areias.



Segundo as lendas, a cidade abriga um grande segredo milenar. Só que ninguém da atualidade realmente sabe se ela existe ou se permanece apenas nas descrições dos grandes desbravadores do passado. Encontrar o local significa encontrar grandes riquezas, algo imensurÁvel que estÁ muito além o entendimento e da imaginação humana. Só que como qualquer grande aventura, as coisas não são tão fÁceis assim.



Uma entidade secular comandada pela vilã Katherine Marlowe também estÁ atrÁs do mesmo destino de Nathan; mas ao contrÁrio dele, por propósitos maldosos. Aí jÁ viu, né: são tiroteios frenéticos, porrada para tudo quanto é lado e muita encrenca para a galerinha do barulho. Percebeu um climão à lÁ Sessão da Tarde?

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Pois é esse exatamente o "feeling" que você vai sentir em diversos pontos do game. E de forma alguma isso é um ponto negativo, pois tudo é mostrado de maneira tão dinâmica e os acontecimentos se entrelaçam de maneira tão plena que algumas vezes é possível se questionar se você estÁ jogando apenas um game ou assistindo a um filme.

Contando com os clichês, você terÁ os dois em doses cavalares. Aquela vontade de saber o que vai acontecer na próxima cena e de interagir com cada um dos eventos são as principais locomotivas que impulsionam a continuar com o joystick na mão e não largar até o fim da partida. E acredite: é bem provÁvel que isso aconteça. Comigo foi a mesma coisa (só parei mesmo para comer e ir ao banheiro, porque nem vontade de dormir deu).



E olha que nem mencionei os personagens. É impressionante o carisma que eles têm. E não falo isso só de Nathan. Sully, mentor do herói, e Elena, a namorada, são apenas dois dos mais marcantes. Isso porque nem citei Chloe, Charlie e Talbot, outros personagens que, por mais coadjuvantes que sejam, são importantíssimos e ganham relevância na hora certa, tornando-se protagonistas nos momentos mais adequados, sem prevalecer ou desmerecer ninguém.

É exatamente por esse tipo de relação intercalada com maestria com as cenas de ação, lutas e eventos impressionantes, que a franquia "Uncharted" é conhecida e, em "Drake's Deception", isso estÁ definitivamente melhor dosado e variado. 

{break::No controle de Nathan Drake}Em time que estÁ ganhando não se mexe, certo? Em alguns casos, errado. Muito errado. Inovar demais significa correr grandes riscos e por tudo a perder. Em outros, muito certo. Tão certo que "Uncharted 3: Drake's Deception" continua com a jogabilidade extremamente funcional que a série sempre teve.

A dinâmica segue a mesma linha dos jogos anteriores: atirar, usar cobertura, escalar plataformas, correr loucamente, jogar-se de um lugar para outro, bater nos pilantras, bolar estratégias de ataque (e defesa), pendurar-se em estruturas, furtos sorrateiros, descer por cordas e repetir cada uma dessas ações no próximo cenÁrio.



A diferença é que agora existem mais possibilidades de interação de Nathan com cenÁrios e inimigos. E isso acontece justamente pela variedade de cenas de ação e de momentos únicos de adrenalina que percorrem toda a aventura. Por exemplo, o herói estÁ num avião e, de repente, é jogado para fora com todo o cargueiro junto. Para tentar se safar, precisa alcançar a estrutura mais próxima em pleno ar, mas estÁ sem para quedas.... O jeito é tentar se agarrar em alguma coisa que também estÁ "voando" e que amorteça a queda...



É esse tipo de situação que existem aos montes e você não fica na inércia apenas assistindo, mas controla tudo espontaneamente, de maneira responsiva e precisa. Sobre os inimigos, a maior novidade fica no novo sistema de combate corporal. Nate agora pode agarrÁ-los e se esquivar com mais eficiência dos ataque, ao mesmo tempo em que planeja o contra-ataque com socos, chutes ou ganchos.



E a interação fica ainda mais legal quando o herói se aproxima de alguma mesa ou estante, por exemplo, e pega um objeto qualquer, podendo ser uma garrafa, pedaço de maneira ou um peixe enorme (!), e golpeia os inimigos com a maior vontade do mundo. Não se pode chamar isso de inovação ou algo que adicione muito ao gameplay, mas é divertido e traz uma pitada suave de humor às cenas de combate.



JÁ os tiroteios frenéticos estão lÁ como sempre. Chegou um fortão blindado com uma shotgun tensa? Simples: jogue uma granada para amortecer e não tire o dedo do gatilho da sua melhor metralhadora na cabeça dele. Três ou mais inimigos simples amontoados num canto? Jogue uma granada rÁpida bem no meio deles. Um solado com escudo à prova de bala se aproxima? Acabe com um pente de balas sobre o escudo até ele se desequilibrar e, então, torcer o pescoço dele. É divertidíssimo. 

{break::Que visual fodÁstico é esse? *_*}Falar de grÁficos jÁ nos rumos finais da geração atual é praticamente chover no molhado. Mas não no caso de "Uncharted 3: Drake's Decpetion". Eu só queria mesmo é entender como a Naughty Dog consegue extrair tanto do Playstaiton 3 a cada novo game lançado e sempre definir novos padrões visuais, pois o game definitivamente tem os melhores grÁficos do console da Sony.

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Até existem outros títulos no videogame que trazem grÁficos lindíssimos, como "Killzone 3", "God of War III" e "Heavy Rain". Mas os desse aqui são sem comparações. Não hÁ nada parecido ou que até mesmo chegue perto, tamanha a qualidade da tecnologia, do capricho e do cuidado na produção e no polimento do game.

Pois por onde começar? Texturas: são altamente bem acentuadas e praticamente não existem falhas de baixa definição ou de borrões perceptíveis pelas estruturas dos cenÁrios na modelagem dos personagens ou no design das armas. Acompanhado à grandiosidade das ambientações, a experiência se torna muito mais imersiva com a riqueza dos detalhes.



São centenas de objetos de variedade, densidade, volume e características diversas, como pedregulhos, areia, eletrodomésticos, veículos, ferragens, vegetação, alavancas, ferrugem, janelas, cinzas, paredes, madeira em chamas, cavernas, animais (insetos e cavalos, por exemplo), casarões, castelos, vegetação, selvas, ruas, bares, navios, lanchas, mares, praias, aviões, etc. Ufa!

Só com essa descrição toda jÁ deu para sacar também que essa é a aventura de Nathan mais variada de todas em termos de localidades, né? Pois bem: de Londres à Síria, passando pela Colômbia, França e indo até o Iêmen, a diversificação dos cenÁrios é grandiosa e fica ainda melhor estampada com a recriação de cada uma das cidadelas. Ponto alto para a reprodução do deserto de Rub' AL-Khali, localizado na Península ArÁbica. A sensação de escala é absurda e a de se sentir ínfimo num deserto hostil é esmagadora.



Fora isso, as expressões faciais dos personagens convencem em quase todos os momentos e combinam com cada tipo de situação. Por vezes, seguem mais o estilo cartunesco dos movimentos da face do que o realismo propriamente dito. Mas nem de longe isso é um defeito, jÁ que "Uncharted" sempre apresentou essa tendência. O bom é que nas cut-scenes  a qualidade melhora muito, é ali que se vê o potencial da produção.

{break::O melhor som para a melhor aventura}Um jogo de aventura lotado de ação e momentos marcantes não seria nada se não tivesse uma trilha sonora que acompanhasse toda a epicidade dos acontecimentos. E é exatamente isso o que se ouve enquanto se joga "Uncharted 3: Drakes Deception". A trilha sonora do game combina com absolutamente todas as situações e mostra sua grandeza em todos os ambientes.


"Atltnatis of the Sands"
(Jogo: Uncharted 3: Drake's Deception | Playstation 3 | 2011)




Dependendo do que acontece no enredo, tudo por mudar de uma hora para outra. Por exemplo: você pode estar subindo por estruturas na calmaria, encontra ns pilantras pelo caminho e resolve abatê-los na surdina. A música de fundo exprime exatamente toda a ação sorrateira feita por você. Mas basta sacar a arma e disparar um tiro por engano que e o climão da melodia se adapta totalmente aos tiroteios frenéticos.


"Small Beginnings"
(Jogo: Uncharted 3: Drake's Deception | Playstation 3 | 2011)


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A mesma coisa para os momentos de exploração em tumbas, cavernas, palÁcios, casarões e até mesmo no deserto. Por vezes, músicas calmas, serenas e de suspense tocam ao fundo e dão o ritmo perfeito à aventura. Mas basta uma descoberta de uma relíquia ou um fato histórico importante que as coisas logo mudam de teor e ganham uma nova dinâmica com orquestras muito bem empregadas e sons diversos. Assim também seguem os efeitos sonoros.


 "Badlands"
(Jogo: Uncharted 3: Drake's Deception | Playstation 3 | 2011)




O que não pode ser tão elogiado assim, contudo, é a dublagem do título em português brasileiro. Primeiramente, Áudio e legendas no idioma nacional são sempre bem vindos. Mas isso não quer dizer que mereçam qualquer tipo de descaso. Afinal, um gamer brasileiro que não domina um idioma estrangeiro pode aumentar sua imersão e diversão caso hajam escritas e dublagem convincentes no português do nosso país.


225) "The Empty Quarter"
(Jogo: Uncharted 3: Drake's Deception | Playstation 3 | 2011)




Nas legendas, "Uncharted 3: Drake's Deception" dÁ conta do recado, pois tudo o que acontece no enredo é transmitido ao jogador sem perda de sentido. Existem, é claro, algumas ocasiões que poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas não são tão significantes assim. JÁ a dublagem peca um pouco e às vezes soa muito cafona.


"Something Better"
(Jogo: Uncharted 3: Drake's Deception | Playstation 3 | 2011)




Alguns palavrões são ditos exaustivamente a todo momento sem contexto e se tornam repetitivos, ao passo que algumas expressões vêm de traduções literais do inglês que não funcionam exatamente ao nosso cotidiano e acabam tirando a importância de alguns diÁlogos. E isso é prejudicial na identificação do jogador e no reconhecimento deste em relação Á personalidade de cada um dos aventureiros. É algo que precisa ser trabalhado em games futuros.

{break::Multiplayer online}Terminou a campanha solo umas duas vezes e também jÁ passou por tudo na dificuldade mais difícil? O modo multiplayer online estÁ aí para atender às suas exigências e te divertir por muito mais tempo. Os tiroteios em rede surgiram no segundo episódio, "Among Thieves", e retornam agora maiores, com novas opções de jogo, desafios e partidas melhor distribuídas.



Os menus tradicionais estão lÁ como sempre: conecte-se e escolha o tipo de modalidade (Team Deathmatch, Capture the Flag, Treasure Hunt, etc) em que quer competir e pronto, basta aguardar os outros jogadores e começar a partida. Mas diferente do game anterior, as partidas começam com muito mais rapidez e fluência e não têm aquela "delonga" chata na busca infinita por jogadores que, às vezes, acabavam nem seguindo em frente.



Ainda, o modalidade Arena faz com que os jogadores montem uma equipe – aleatória ou cooperativa com amigos – e batalhem contra hordas de inimigos que não param de vir. Só que, para trazer um pouco mais de dinâmica, cada uma das rodadas trazem objetivos específicos: numa delas, você só precisa se livrar dos inimigos. Na outra, transportar um tesouro até o outro lado do mapa sem morrer. Numa terceira, matar todos dentro de uma Área pré-estabelecida (fora dela a pontuação não é contabilizada).

São esses tipos de variações que trazem muita diversão extra para quem jÁ enjoou da aventura principal do game. Ainda mais porque não hÁ problemas de conexão e a qualidade dos servidores é constante e, por mais que a sua não seja das melhores, ela ficarÁ estÁvel com boas condições de "segurÁ-lo" na partida. No mÁximo o "host" é que terÁ que ser realocado, mas isso não interrompe por mais que 5 segundos o fluxo nos mapas e tudo segue na normalidade.



O mais interessante fica para o sistema de evolução. Como qualquer multiplayer de respeito, o de "Uncharted 3: Drake's Deception" também traz bonificações, armas e habilidades novas com o passar dos níveis. Nem é preciso dizer que algumas das melhores estão nas numerações mais altas, certo? Por isso, é preciso se dedicar muitas horas para ter acesso a todas elas. Mas uma vez em posse delas, seu rendimento só tende a crescer, o que pode empolgar cada vez mais.

{break::Conclusão}"Uncharted 3: Drake's Deception" é impressionante em todos os sentidos e compra obrigatória para qualquer jogador que goste de uma aventura extremamente bem produzida. A começar pela narrativa, tudo é muito bem encaixado e contado de forma misteriosa, que progressivamente atiça a curiosidade do jogador.

Os grÁficos são deslumbrantes: a riqueza na reprodução dos cenÁrios, os detalhes são fantÁsticos, a variedade dos ambientes é imensa, o design das fases é intuitiva, texturas isentas de falhas e as expressões faciais características com cada momento fazem este jogo ter o melhor visual no console da Sony. Curto e grosso: não existem concorrentes aqui. Nem adianta procurar.



A jogabilidade, embora não tenha muitas novidades em comparação com os outros games da série, não apresenta defeitos e continua tão dinâmica, responsiva e bem executada como antes. Tudo é tão fÁcil de manejar, interagir e dar pancadas nos adversÁrios é tão prazeroso que a diversão é garantida em todos os momentos.

O Áudio casa com exatamente todos acontecimentos do game, que vão da calmaria e suspense das exploração e momentos de plataforma aos tiroteios frenéticos muito bem dosados e intercalados com a trama, tornando-se barulhentos o suficiente com orquestradas típicas de aventuras.

O multiplayer também não é um "mais do mesmo" e traz novidades e variações suficientes para entreter por muito, mas muito tempo. Seja nas modalidades competitivas ou cooperativas, o acúmulo de experiência desbloqueia novas habilidades e melhorias essenciais ao seu personagem. A customização também é um dos pontos mais fortes aqui.



É exatamente por essas e outras que "Uncharted 3: Drake´s Deception" é possivelmente o melhor jogo disponível no Playstation 3. Lembra daquela história que citei na Introdução de que o game provavelmente estaria no meu top 5 geral de todos os tempos? Pois é, mudei de ideia: agora eu tenho certeza mesmo. Só tenho mesmo é que agradecer à Naughty Dog por esse jogaço. E torcer por uma continuação que, ao que parece, pode realmente chegar em breve.


PRÓS
GrÁficos incomparÁveis
Trilha sonora envolvente
História interessante
Controles Ágeis
Multiplayer revigorado
CONTRAS
Um pouco curto: apenas 10h de partida
Aventura às vezes muito linear
Novidades nos combates não inovam tanto assim
Visual do multiplayer é inferior à campanha solo
Dublagem em português um tanto tosca
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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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