ANÁLISE: Novas screenshots de Velvet Assassin

ANÁLISE: Novas screenshots de Velvet Assassin

Antes de mais nada, é preciso dizer: "Assassin's Creed: Revelations" é um dos melhores jogos do ano e, quem sabe, até mesmo dessa geração de consoles. Para terem uma ideia, minha primeira experiência foi tão intensa que me fez deixar de lado por uns dias "The Legend of Zelda: Skyward Sword", tão aguardado e querido por mim.



Isso porque, logo de cara, o game coloca você em uma aventura de tirar o fôlego MESMO. O início do jogo é frenético e tem um ritmo alucinante. Para quem não jogou os anteriores (ou quer simplesmente refrescar a memória), o jogo retoma, sem delongas, os aspectos principais até então. Basicamente, você, na pele de Desmond Miles, estÁ perdido dentro da sua própria mente após os acontecimentos de "Brotherhood". A solução para não ficar preso para sempre nessa situação nada agradÁvel, é reconectar-se a Ezio Auditore, um de seus antepassados assassinos, para recuperar suas memórias e completar sua sequência genética.



O game dÁ fim à "trilogia de Ezio" e retoma alguns aspectos de Altair, o protagonista do primeiro game da franquia, finalmente ligando os pontos que faltaram. O mais novo título da série pode até pecar um pouco em inovação, mas cumpre seu papel em amarrar todos os episódios. E, mesmo assim, "Revelations" timidamente introduz uma coisa ou outra, mas que nem sempre agradam a todo mundo.

A seguir, você confere nossa anÁlise completa de "Assassin's Creed: Revelations". Se não tiver muito tempo livre, não se preocupe: o game é uma escolha imperdível. Um roteiro cinematogrÁfico e muito bem balanceado, grÁficos deslumbrantes, gameplay impecÁvel e cenÁrios enormes para explorar fazem dele um ótimo passatempo para as férias.

{break::Chaves para a memória}Revelations é o quarto jogo da franquia, que tem uma história complexa e envolvente, cheia de desdobramentos. E esse game liga os pontos, especialmente a relação entre Desmond, Altair e Ezio.

Quem jogou os episódios anteriores, sabe que toda a série gira em torno do conceito de memória genética, ou seja, impressões sobre os ancestrais que ficam incrustados no DNA e devem ser resgatados a partir de lembranças das vivências desses caras. E quem serve de cobaia para isso é justamente Desmond Miles, um sujeito comum que é a cara do Adam Sandler, raptado pela organização Abstergo. Submetido a Animus, mÁquina que faz o papel de resgatar essas memórias, Desmond entra na pele de seus antepassados e descobre vÁrios elos com o presente.



Pois bem, Ezio é um desses antepassados. Sem entrar em spoilers aqui para quem ainda não destrinchou toda a série, Desmond aparece após os eventos de "Brotherhood" (que não acabou muito bem para ele) totalmente perdido em seu subconsciente. Uma situação nada agradÁvel. Mas ele pode sair dessa revivendo as últimas memórias de Ezio, passando pelas cidades de Masyaf, na Síria, e Constantinopla, importantíssimo centro localizado entre a Europa e a Ásia que, nos idos de 1511, ligava o Oriente ao Ocidente. LÁ, em meio a comerciantes, andarilhos, mendigos e turistas, templÁrios e assassinos cultivavam uma rivalidade secular.

Ezio vai atrÁs de segredos de Altair, um de seus próprios antepassados, enquanto se envolve nas tramas contra os templÁrios, recruta assassinos, reforma bancos e livrarias, ganha uma boa grana e, eventualmente, dÁ em cima de alguma moça (é, o cara não perde tempo). O enredo é complexo e o mais importante da série, e vale muito a pena prestar atenção em tudo com carinho. Pouco a pouco, Ezio recupera certos artefatos que o levam a pesquisar sobre a vida de Altair e é aí que o jogador encarna novamente o protagonista do primeiro título. O melhor é que fica claro que Altair quer revelar alguma coisa, mas vai ser preciso destrinchar todo o game para descobrir. As dúvidas e inquietações de Ezio também são suas. A imersão é espetacular.

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O que facilita muito as coisas e ajuda ainda mais a criar a sensação de identificação com o jogo é a sua direção, digna das melhores produções cinematogrÁficas. Logo no início, o jogador enfrenta um tremendo clímax, vendo Ezio a ponto de ser enforcado e realizando uma escapada triunfal. Outros momentos memorÁveis povoam os primeiros minutos de jogatina, como uma incrível perseguição em carroças, com Ezio sendo arrastado pelo chão rapidamente amarrado a uma corda.



As atuações estão incríveis. A dublagem de todos os personagens é muito bem feita e expressiva, inclusive com sotaques diferenciados. As expressões faciais também são um show à parte, algumas das melhores jÁ vistas em um jogo. Tudo isso sem contar, é claro, a grandiosidade dos cenÁrios e a trilha sonora envolvente. Tudo isso faz com que Revelations se pareça com uma espécie de "filme interativo", sem nem um pouco da carga de monotonia que uma classificação como essa possa sugerir. Ainda por cima, o jogo estÁ todo legendado em português. Assim, quem não é expert em inglês não tem mais desculpa para não acompanhar a excelente trama de Assassin's Creed. Só faltava algo assim no primeiro episódio – mesmo legendas em inglês jÁ seriam muito bem-vindas.

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{break::Imagem e som de primeira}A apresentação de "Revelations" é simplesmente espetacular. Não tem como não se sentir "capturado" pelo game logo de cara, com os grÁficos deslumbrantes e as cutscenes do início da trama. É uma sensação muito parecida com a de entrar no cinema e começar a assistir um ótimo filme, daqueles que prendem a atenção desde o começo. É isso que o novo game da franquia faz, com maestria.



Ao fim da cutscene inicial de encher os olhos, você toma o controle de Ezio. E aí, você percebe que os grÁficos in-game também estão impecÁveis. O primeiro "Assassin's Creed" jÁ primava por grÁficos muito bonitos e a Ubisoft aprimorou ainda mais o visual no novo título. Como sempre, as localidades para visitar são enormes e, ao escalar as maiores torres da cidade, você pode observar tudo em volta, até o por-do-sol lÁ no horizonte, com toda a luz alaranjada refletindo sobre a Água. DÁ para perder um bom tempo só admirando tudo, como se você estivesse mesmo lÁ.



Outro detalhe que vale a pena mencionar é o cuidado no design dos personagens. Ao visualizar Ezio de perto, por exemplo, dÁ para ver a textura da pele, uma cicatriz no lÁbio e os pelos da barba levemente grisalha. E isso vale para qualquer ser humano do game, inclusive os NPCs. Todos são retratados com riqueza de detalhes. As roupas também são dignas de nota, especialmente em Constantinopla. LÁ, você pode observar as mulheres caminhando pelas ruas com seus trajes típicos, cobertas da cabeça aos pés, com tecidos coloridos e ricamente estampados. Isso sem contar o contraste com os pedintes, que andam maltrapilhos, com cores neutras e vestes ligeiramente sujas e desgastadas.

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As expressões faciais estão entre as mais bem trabalhadas desta geração, o que contribui para a sensação de estar participando ativamente de um filme. Inclusive os olhares (algo que dificilmente um game consegue retratar sem um pequeno estranhamento) estão vivos e bonitos. Lógico, as coisas ainda não chegaram à perfeição, mas estão bem perto.



Ainda dentro da analogia com o cinema, não tem como não mencionar o Áudio. Com músicas bem selecionadas, toda a experiência sonora coloca o jogador no clima certo, proporcionando momentos de tensão, outros de calmaria e, inclusive, algumas situações bem engraçadas. Não tem como não se divertir com Ezio e seus colegas disfarçados de menestréis distraindo a população enquanto alguns assassinatos são executados à surdina. O protagonista mostra todo o seu "talento" musical tocando e cantando, o que arranca, inclusive, alguns escÁrnios dos guardas. Arrisco a dizer que, inclusive, a cantoria fica na cabeça por algum tempo.


E aí? Gostaram do disfarce?

{break::Ezio na "melhor idade"}cada vez que Ezio precisa fazer determinado movimento, o jogo dÁ uma relembrada com instruções na tela. Penso que um tutorial inteiro dessa forma teria sido uma solução melhor para o primeiro jogo da franquia, mas... isso não vem ao caso agora.

Acontece que, mais uma vez, o protagonista tem tantas habilidades que parece faltar botão no joystick do Xbox 360. Quem jÁ tem experiência com o jogo não vai sentir dificuldade alguma, mas é um esquema que requer dedicação para aprender tudo direitinho e não se perder mais adiante. Quem jÁ estÁ mais do que acostumado, verÁ a mesma técnica: o modo discreto e o modo de combate, que você alterna segurando o botão RT. Cada modo tem funções específicas para cada botão.



Do jeito discreto, Ezio caminha devagar e usa o botão "A" para determinadas ações, como, por exemplo, roubar um ou outro transeunte. É algo até divertido, mas é bom tomar cuidado: eventualmente, alguém vai perceber e vai vir correndo atrÁs de você desferindo socos e pontapés. JÁ o botão B serve para conversar com as pessoas ou saquear baús. Por fim, você pode dar uma de Sílvio Santos e apertar Y para jogar dinheiro por aí. É ótimo para distrair as pessoas ou para que aqueles pedintes chatos parem de incomodar.

Claro que não dÁ pra desperdiçar. O dinheiro é usado para coisas bem mais importantes, como comprar remédios, aprimorar armas e vestimentas e reformar estabelecimentos – cada vez que você faz isso, aliÁs, sua renda aumenta. Depois, é só sacar no banco antes que seus rios de dinheiro transbordem pelas capacidades dos cofres. Outra possibilidade importantíssima é a de contratar mais assassinos. Na hora H, quando você estÁ cercado de templÁrios sanguinolentos, basta o toque de um botão para "pedir penico".

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O modo de combate também não mudou muito. Apertando RT, você pode pressionar A para correr ainda mais rÁpido e saltar e os outros botões executam contra-ataques, golpes com a arma selecionada (ou com os próprios punhos, para quem gosta de deixar a coisa MUITO difícil) e agarrões. Ao matar os inimigos, também é possível carregar o corpo para escondê-lo, não sem antes saqueÁ-lo.

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A novidade aqui é a possibilidade de criar bombas. Você coleta uma série de itens ao longo do jogo e combina-os em cabines especiais para criar três tipos: as de distração, as armadilhas e as letais. As possibilidades são muito variadas, assim como os efeitos. HÁ desde explosivos mortais até artifícios de distração, como uma bomba que espalha moedas falsas de ouro para que as pessoas tentem pegar o dinheiro e ataquem qualquer guarda que se atrever a atrapalhar o "serviço". É uma inovação tímida, que não chega a trazer um novo fôlego para a série, mas acrescenta alguma variedade ao jÁ bem complexo gameplay. Só faltou serem mais essenciais para as missões. Levando em conta que existem vÁrias estratégias de lidar com os inimigos, muita gente vai simplesmente esquecer que as bombas estão ali.



Outra inovação foi a introdução de alguns modos de jogo diferentes em pontos específicos da trama. Especialmente uma espécie de "tower defense" para reforçar edificações e resistir às invasões dos inimigos. Eventualmente, você precisarÁ colocar Ezio no comando dos assassinos para impedir a destruição de um alojamento. Assim, serÁ preciso posicionar unidades (cada uma com habilidades diferentes) em locais específicos e estratégicos para conter o avanço do oponente.

Quem gosta do gênero, pode encarar a adição desse aspecto como uma singela homenagem. Mas fica claro que ainda falta muito para que esse tipo de novidade acrescente algo realmente útil e divertido à franquia. Embora esse "minigame" quebre um pouco o ritmo da trama e introduza algo inovador, que poderia ser muito positivo se fosse melhor aproveitado, muitos jogadores podem simplesmente se sentir entediados. O negócio sequer é muito desafiador e, embora pareça exigir certa estratégia, não é tão estratégico como deveria. Entenderam? Não é preciso pensar muito, na verdade. Não pensem que vocês jogarão um "Assassin's Creed: Civilization".



No mais, "Assassin's Creed Revelations" requenta a mesma fórmula de sempre: passeie por grandes cidades e tente não ser detectado durante suas peripécias. Caso isso ocorra, você pode encontrar um ponto seguro para se esconder, sair correndo feito um louco até despistar todo mundo ou... descer a faca! E é nessa hora que o jogo fica bem mais fÁcil se você contrata assassinos por aí. AliÁs, aqui entra outra novidade: a facção dos ciganos, que também pode ser sua aliada. As moças servem como um ótima distração para os guardas: é só deixÁ-las dançando na frente deles.

{break::Multiplayer}O modo para múltiplos jogadores, introduzido em "Brotherhood", foi aprimorado em "Revelations". O modo dÁ um novo fôlego aos games multiplayer, por oferecer uma bela alternativa aos tão populares jogos de tiro. Aqui, assim como na campanha principal, o negócio é ser discreto para não morrer. Uma das novidades é poder jogar com quatro pessoas, ao invés de seis como no game anterior. Além disso, o gamer tem a possibilidade de utilizar uma das novidades da trama principal: as bombas, para atrapalhar os adversÁrios.



A variedade de modos de jogo é grande. No total, são dez modos: Procurado, Caçada, Todos VS. Todos simples, Todos contra todos, Assassinato, Roubo de Artefato, Corrupção, Assalto de artefatos, Apreensão de baús e Escolta. O modo mais legal é o Procurado, no qual é cada um por si. O mais interessante é a esfera de apreensão que ele forma. Isso porque cada jogador escolhe um personagem e cada um recebe um alvo específico para assassinar. Da mesma forma, você é o alvo de alguém. Mas você não sabe quem é seu algoz e a única forma de achar seu alvo é pela aparência dele, mostrada por um pequeno avatar na parte superior da tela. É fÁcil se perder entre os vÁrios NPCs e, então, acabar matando um civil. Assim, você é penalizado e recebe outro alvo.

Como ninguém sabe quem é seu perseguidor, você se sente em perigo todo o tempo. Qualquer pessoa que vier atrÁs de você pode te matar, ou, simplesmente, passar reto a procura de outro alvo. O mapa é bem pequeno e não hÁ bússola, o que torna as coisas mais aflitas e difíceis. É adrenalina pura do começo ao fim: a tensão é constante.



Outro modo interessante é o Assassinato. Ele é parecido com o Procurado, com a diferença de que não é o game que escolhe um alvo e sim você mesmo. Dessa forma, toda a coisa fica um pouco mais caótica, jÁ que dÁ pra sair matando todo mundo – evitando os civis, é claro. Dependendo da forma como você mata, aliÁs, você faz mais pontos. É o caso do assassinato acrobÁtico, por exemplo.

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Também hÁ alguns modos em equipe. Um deles é o Caçada, no qual formam-se dois grupos: um de assassinos e o outro de alvos. Os assassinos, é claro, devem perseguir os alvos inimigos e matÁ-los. JÁ a outra equipe precisa apenas fugir, acumulando pontos por isso. Aqui é hora de aproveitar todos os recursos defensivos que o game oferece: montes de feno, multidões de NPCs, telhados e qualquer outra coisa que sua criatividade imaginar para que você passe despercebido pelos oponentes. Existe um equivalente semelhante no modo "cada um por si", que é o Corrupção. Nele, o grupo de corruptos precisa assassinar a outra equipe para corrompê-los. Os incorruptos, por sua vez, precisam fugir e sobreviver. Caso o jogador seja morto, volta do outro lado, como corrupto, e precisa matar os outros para acumular pontos.

Outro modo em equipes é o Roubo de Artefato, no qual, além de lutar pela sobrevivência, é preciso evitar que o time inimigo roube o baú da sua base. É como se fosse um "capture a bandeira" adaptado para o universo de Assassin's Creed. Por fim, as equipes ainda podem competir no modo Escolta, no qual é preciso proteger certas pessoas até a chegar a um ponto.



As opções de personalização dos personagens são grandes. Inicialmente, você pode escolher entre dez e, depois, desbloquear mais dois. Cada um pode ser customizado de inúmeras maneiras, desde a cabeça, passando pelas roupas e armas, até ombros e vestimentas. Mas é preciso realizar vÁrias proezas tanto no modo single player quanto no multiplayer para destravar os itens, o que incentiva o jogador a curtir o game vÁrias vezes.

Apesar de o novo game ter reduzido a quantidade mínima de jogadores necessÁrios para uma partida, ainda não é possível jogar apenas com duas pessoas. Além disso, a demora para que surjam players no modo criado pelo jogador continua grande. O negócio é recorrer a jogos jÁ criados, mas, não raro, os colegas que surgem para a jogatina têm níveis muito altos, o que pode assustar um bocado os iniciantes. Seria muito legal se o jogo incluísse uma maneira de filtrar os companheiros de jogo por nível.

Mas a Ubisoft não abandona os iniciantes. Felizmente, hÁ um modo de tutorial para os marinheiros de primeira viagem. Algo necessÁrio e muito amigÁvel para quem nunca jogou um multiplayer da franquia, mas pode soar chato para quem jÁ é expert. Felizmente, é possível pular tudo e ir direto para o que interessa.

{break::Conclusão}Não hÁ dúvidas de que "Assassin's Creed: Revelations" é um jogo excelente. Por mais que o game esteja dando alguns sinais de cansaço, com versões anuais que podem ser vistas por muitos como "caça-níquel" e poucas inovações na fórmula jÁ consagrada, este episódio encerra com chave de ouro a trama de Ezio, Altair e Desmond. Por isso, é o título mais importante da franquia e obrigatório para quem jogou os games anteriores.

O estilo do game, em meio à massificação dos jogos de tiro, é um enorme alívio para quem busca mecânicas diferentes. Executar assassinatos com discrição, passear por enormes cidades e investir nas construções para ganhar uma boa grana e recrutar assassinos auxiliares, e realizar side-quests são passatempos duradouros e infinitamente divertidos.

O multiplayer dÁ mais longevidade ao game e se integra com o singleplayer, fazendo com que o jogador precise conquistar certos objetivos na campanha principal para abrir mais opções de personalização de cada personagem. Os modos de jogo variados, as inúmeras possibilidades de assassinatos e os belos mapas garantem a diversão por horas a fio.

Ao terminar tudo, fica a sensação de mais uma obra-prima em forma de jogo. Mas, por outro lado, faltou inovação. Claro, é mais seguro continuar apostando em uma fórmula de sucesso (que, por sinal, é ótima), mas não custa dar um incentivo a mais para os antigos jogadores. As novidades desse episódio são poucas e, ainda, tímidas. Não são o suficiente para classificar "Revelations" como um jogo totalmente novo, ou revolucionÁrio. Mas damos um desconto: a proposta não é essa. Quem sabe, no próximo?

Alguns dos novos recursos até acrescentam algumas possibilidades ao game, como a possibilidade de desenvolver inúmeras bombas com combinações de ingredientes e efeitos diferentes. No entanto, elas não parecem tão essenciais assim para o gameplay e, na verdade, algumas pessoas podem julgar que elas sequer fazem diferença.

O mais interessante a se citar é o aspecto "multimídia" do jogo: seu lançamento veio acompanhado de um livro, "Assassin's Creed: Renascença", de Oliver Bowden. Trata-se de uma trama paralela a dos jogos, mas com os mesmos personagens, o que, digamos, expande o universo da franquia. A leitura é agradÁvel e serve até mesmo de chamariz para quem ainda não conhece os jogos. AliÁs, isso abre um precedente promissor: imaginem se outros games de peso viraram livros também?


E aí, quer ganhar um?

Por falar nisso, estamos com dois exemplares fresquinhos aqui na redação. Aproveitem a caixa de comentÁrios abaixo para discutir bastante sobre o game e deixarem suas impressões. E não deixem de concordar ou discordar dos outros membros usando os botões abaixo de cada mensagem: os dois comentÁrios mais positivados levarão o livro para casa! Em caso de empate entre concorrentes, leva o que for usuÁrio do fórum Adrenaline mais antigo. Se empatar de novo, leva o que tiver mais comentÁrios no Stream. E se empatar de novo a gente não brinca mais disso. A promoção dura uma semana a partir da publicação da anÁlise, então "corrão".

UPDATE (10/01): Acabou a promoção, galera! Agradecemos os comentÁrios e o engajamento de todos. Os comentÁrios mais positivados foram:

"Ubisoft adotou o ditado "em time que estÁ ganhando não se mexe" e fez certo. Tudo bem que faltou inovaçoes aqui e ali, mais eles tentaram não fugir do enredo e do tema do jogo, e foi oque conseguiram, deram um final (eu acho) digno na saga Ézio, pra mim, um dos melhores do ano." - OxygenBR, com 25 positivos até o momento.

"Essa serie foi a que mais me surpreendeu nessa geração." - GReeNeR, com 20 votos positivos.

Logo entraremos em contato para acertar os detalhes do envio do prêmio. Parabéns! 


PRÓS
GrÁficos deslumbrantes e expressões faciais realistas
Roteiro bem equilibrado, com momentos de ação intensa intercalados por explorações e side-quests
Enredo bem trabalhado
Trilha sonora épica e envolvente
Variados modos no multiplayer
Legendas em português
CONTRAS
Nenhuma inovação realmente significativa
Alguns dos velhos problemas do multiplayer continuam
Modos diferenciados, como o "Tower Defense" podem ser muito entediantes
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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