ANÁLISE: Samsung RF511-SD1

ANÁLISE: Samsung RF511-SD1

Notebooks, como muitos aparelhos portÁteis, vivem no dilema potência/peso. Quanto mais desempenho o sistema tem, maior fica, e como resultado é cada vez mais difícil considerar o notebook um "aparelho móvel". Computadores como o Lamborghini VX7 e o Asus N53JQ, que passaram por aqui, tem uma boa performance mais infelizmente são pesados e, principalmente no caso do Lamborghini, caros.

Estes dois aparelhos fazem parte de um mercado entusiasta, e este tipo de aparelho quase sempre traz estas duas características indesejadas (uma pesa no bolso, e a outra na hora de carregÁ-lo mesmo). Para quem não se incomoda em sacrificar um pouco a qualidade dos games, em troca de um aparelho "carregÁvel" e com preço mais acessível, existe o segmento intermediÁrio.

Aqui que encaixamos o Samsung RF 511-SD1, um notebook com um preço não tão elevado, com um peso mediano e, apesar de tudo isto, potência o suficiente para jogar games mais recentes, porém reduzindo um pouco a qualidade grÁfica para que o jogo rode "lisinho".

{break::Review geral}A partir desta anÁlise, irei incluir na segunda pÁgina uma breve descrição dos pontos principais dos aparelhos, escrita de forma mais leve e resumida, para aqueles que não querem os detalhes técnicos ou para o publico com pouco conhecimento em tecnologia. Nas demais pÁginas, continuam nossas tradicionais anÁlises aprofundadas de cada parte do equipamento.

O RF511-SD1 é um notebook potente, com capacidade de para rodar diversos jogos recentes em configurações de qualidade intermediÁrias. Possui um bom número de conexões, como Bluetooth 3.0, HDMI, VGA e até as rÁpidas conexões USB 3.0. Outro item interessante é o leitor óptico, capaz de ler Blu-rays.


Entre seus pontos fracos estÁ a tela de 15 polegadas que, apesar do tamanho grande, não é capaz de reproduzir vídeos em alta resolução (FullHD) e possui uma qualidade de brilho e contraste regular. O notebook também não possui um visual muito atrativo, mas em compensação traz um design relativamente leve e fino, comparado com outros aparelhos do segmento.

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O teclado no padrão ABNT-2 é completo, incluindo o teclado numérico, e vem no padrão chiclete. Faz um bom uso do amplo espaço do RF511, que é bastante largo, e por conta disto é bastante confortÁvel digitar neste aparelho. O touchpad reconhece comandos muiltitoque, como utilizar dois dedos para baixar as barras de rolagem, porém não é muito preciso e possui um acabamento bastante simples.

O grande problema no desempenho do sistema é o HD de 750GB, que possui um bom espaço porém não é muito Ágil, o que resulta num carregamento mais lento do sistema ou uma demora maior para abrir programas e jogos.

Para quem quer detalhes técnicos aprofundados, vamos para o restante da review!

{break::Especificações, fotos e anÁlise em vídeo}Na visão geral, o RF 511 traz uma série de peças interessantes, como o processador Intel Core i7 2630QM, presente em vÁrios notebooks com perfil gamer, sendo uma CPU de entrada no segmento entusiasta.

A placa de vídeo Nvidia GeForce GT540M é capaz de lidar com games recentes em configurações médias, com um gameplay fluído. Os 6GB de memória RAM DDR3 e os 1GB DDR3 dedicados na GPU não são excepcionais, mas estão longe de ser uma configuração que comprometa.



Todo o hardware tende ao nível de intermediÁrio ou segmento entusiasta de entrada, com uma única exceção: o HD. O HDD de 750 GB de 5400 RPM é um dispositivo de armazenamento com uma boa capacidade, porém com um desempenho apenas "OK".


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Especificações Técnicas

Processador: Processador Intel Core i7 2630QM (2.00Hz, 6 MB)
Sistema Operacional: Windows 7 Professional Original (64 Bits)
Memória: 6GB (DDR3 / 4GB x 1+ 2GB x 1)
HDD 750GB (5400 RPM)
Tela: 15.6" LED HD (1366x768)
Processador grÁfico NVIDIA GeForce GT540M
Memória grÁfica: 1GB DDR3 (memória dedicada)
Áudio: HD (High Definition) Audio
Câmera integrada: 1.3 megapixel HD
Blu-ray Player
Conexões
        HDMI
        Wi-Fi 802.11 BG/N
        Bluetooth 3.0 High Speed
        duas entradas USB 3.0 e duas 2.0 (sendo duas delas energizadas)
        entrada VGA
        leitor de cartões 4 em 1 (SD, SDHC, SDXC, MMC)
Bateria: 6 células
Dimensões: 37.96 x 25.55 x 3.14 ~ 3.7cm
Peso: 2,65kg
Cor: Preta






{break::Design e aquecimento} Por conta da tela de 15 polegadas, o RF511 não se encaixa no segmento portÁtil de notebooks, sendo um aparelho bastante largo. Em compensação, o computador ficou consideravelmente fino, tendo 3,7 cm de espessura.

O acabamento em preto piano com efeito espiral, na parte superior, é bonito porém traz o velho problema das famigeradas marcas de dedos. Na parte do teclado, temos metal escovado no apoio para os pulsos e plÁstico no restante do corpo. Não é um conjunto de muita resistência, mas que não vai "desmanchar nas mãos".

O teclado chiclete possui também o teclado numérico e vem no padrão ABNT-2. Os únicos botões adicionais são três botões para o Áudio (deixar no mudo, aumentar e diminuir o volume) e um para ligar e desligar o wireless. O teclado é bastante amplo e confortÁvel, aproveitando a ampla largura do RF511.

O notebook possui uma boa quantidade de conexões distribuídas pelas laterais, com duas USB 3.0 na lateral de direita, na parte posterior, e duas USB 2.0 na lateral esquerda, na parte dianteira. Para vídeo temos uma conexão HDMI e uma VGA, além da entrada para cabo de rede, entrada para fone, microfone e a conexão de energia na lateral esquerda.

Quanto ao aquecimento, o RF511 não aqueceu em excesso na maior parte das Áreas críticas, como no apoio para os pulsos, ou no teclado. Nestas Áreas ele não ultrapassou dos 33ºC, temperatura medida no centro do teclado, o que é um leve aquecimento que não chega a incomodar muito. O notebook foi eficiente em concentrar o calor no canto esquerdo posterior, onde alcançou 45ºC e chegou aos 50ºC nas saídas de ar traseira e lateral.

{break::Cinebench, PCMark, WinRAR}No teste de renderização de vídeo com o CineBench, temos um desempenho muito próximo entre o VX7 e o RF511, algo que não é inesperado jÁ que ambos possuem o mesmo processador, enquanto no teste de OpenGL a GPU superior (GTX 460M) do notebook da Asus deu uma boa vantagem em relação a GT 540M do aparelho da Samsung.

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{benchmark::2378}

Com o teste de renderização no Photoshop tivemos um resultado inesperado, com o RF511 ficando à frente do VX7. No comparativo do hardware de ambos, não hÁ um motivo aparente para esta vantagem para o notebook da Samsung, mas considerando a ocilação que este teste apresenta, podemos dizer que a experiência de uso dos dois notebooks no Photoshop, com o uso de filtros, é bastante parecida.

{benchmark::2379}

Como o Winrar, o processador semelhante do RF511 e do VX7 trouxeram um resultado bem próximo no score do aplicativo, mostrando que a GPU e a memória RAM superior do notebook da Lamborghini não influencia muito no desempenho.

{benchmark::2380}

No teste com o PCMark 07, o RF511 foi razoÁvel, com o hardware bom de CPU e GPU não compensando a velocidade lenta do HD, o que fez o sistema perder bastante pontos na nota geral. Um bom exemplo disto é o Zenbook, que apesar de possuir uma CPU inferior e nem possuir um chip grÁfico dedicado, conseguiu um score geral superior, muito disto mérito de seu Ágil SSD SATA III. O mesmo acontece na pontuação atribuída pelo Windows, que reduz bastante a nota por conta do armazenamento.

{benchmark::2398}


{break::Alien vs Predator}Abrimos a série de testes de games com Alien vs Predator, onde podemos perceber que o RF511 se situa com um desempenho entre o N53Jq, que um notebook com perfil gamer um pouco mais antigo, e o Lamborghini VX7. Os fps em todas as configurações foram suficientes para um gameplay fluído.

{benchmark::2339}


Tessellation

Acionamos mais o tessallation nos testes, e vemos uma natural queda no número de frames por segundo. Novamente o RF511 manteve-se entre os outros dois notebooks, mas aqui o notebook não se mostrou eficiente para rodar o game com o tessallation ativo com as configurações no HIGH. É possível rodar o game em configurações mais modestas e com recurso ativo, onde obteve 36.9 fps (AF 1x,  LOW) e 22.5 (AF 8X, MEDIUM).

{benchmark::2340}

{break::Mafia II}O game da 2K Czech, lançado em agosto do ano passado, é o próximo de nossos testes com games. O benchmark com este jogo, que utiliza DirectX 9, é interessante por possibilitar o uso do PhysX e por não ser um teste fÁcil para a maioria dos notebooks.

No comparativo, podemos ver que novamente que o RF511 tem um desempenho intermediÁrio entre o Asus N53Jq e o Lamborghini VX7, suficiente para jogar o game de forma eficiente em todas as configurações testadas.

{benchmark::2367}


PhysX

Acionando o PhysX em HIGH, assim aumentando o número de partículas na cena e tornando mais intenso o uso da GPU no processamento da física do game,  temos um desempenho insuficiente para rodar o game, independente das demais configurações. Somente com o PhysX configurado no MEDIUM que alcançamos fps médios confortÁveis para jogar.

{benchmark::2368}

Creio que a melhor configuração para rodar o game, neste notebook , seja utilizar o PhysX no MEDIUM, AA em 4x e demais configurações no MEDIUM, onde ele obteve 25.3 fps de média, com poucas quedas abaixo dos 20 fps. Quem prefere um gameplay mais liso,  no lugar de grÁficos mais exuberantes ou física mais avançada, pode atacar com AA em 1x ou desabilitar o PhysX e por o restante em alta qualidade.

{break::Armazenamento, multimídia e autonomia}O armazenamento dos arquivos no RF511 é o grande gargalo de desempenho do notebook. Apesar do bom espaço de 750GB, o HDD de 5400RPM não é muito Ágil, trazendo como resultado transferências de arquivos mais lentas, além de uma demora maior para carregar os aplicativos e dar o boot no sistema.

{benchmark::2391}

No desempenho para aplicações multimídia, o hardware do notebook sobra, é claro, para rodar vídeos em FullHD. É claro que, para este teste, conectamos ele a um monitor compatível com esta resolução via porta HDMI, jÁ que a tela de 1366x768 não torna possível exibir 1080p. O Áudio do RF511 não é excepcional, com uma qualidade, intensidade e definição aceitÁvel, sem se destacar entre produtos do segmento ou mesmo notebooks mais simples.

Com o teste de estresse da bateria, onde deixamos o notebook rodando um vídeo em FullHD, com brilho mÁximo da tela e volume no limite, o RF511 descarregou 25% da bateria em 30 min, o que nos leva a estimar a autonomia em 2 horas. Não é um resultado ruim, considerando que este teste traz um consumo alto de energia, bem acima do que acontece com o uso cotidiano.

{break::Conclusão}Vendo de uma forma geral, o RF511-SD1 é um notebook com desempenho intermediÁrio, graças a dupla formada por um bom processador e uma GPU interessante, mantendo um preço que, apesar de não ser necessariamente da classe dos mais acessíveis, estÁ bem abaixo do que se cobra em notebooks com perfil para games. O notebook também traz uma série de tecnologias que nem sempre estão presentes nestes aparelhos, como duas conexões USB 3.0 e um leitor de Blu-ray.

Em contraponto, a tela de resolução 1366x768, o touchpad e o HD são de qualidade regular, sem grande destaque. O posicionamento do microfone foi um pouco infeliz, logo abaixo do teclado, e tem como resultado que toda digitação torna a gravação um "caos sonoro", o que pode se tornar irritante para seu interlocutor, caso use ele em serviços de VOIP e decida digitar algo. Isso não chega a comprometer jÁ que, em geral, estes microfones jÁ possuem uma qualidade sofrível, e a maioria opte por um headset para conversas online.

Este dispositivo pode ser pensado, tranquilamente, como um "desktop replacement" (substitudo de um coputador de mesa) por usuÁrios que usam algumas aplicações profissionais ou games, mas sem demandar altíssima performance. A boa conectividade através de saída HDMI torna ele conveniente para quem deseja conectÁ-lo a um monitor em casa (e assim contornar o problema da menor definição da tela nativa).

Para quem deseja um bom hardware, suficiente para jogos modernos mas não necessariamente nas configurações mais avançadas, o RF511 é uma opção com ótima relação custo/benefício. O RF511-SD2, o outro modelo deste notebook comercializado no Brasil, também é uma opção interessante para quem não vê problema em abrir mão de configurações avançadas, jÁ que substitui o processador por um i5 mas mantem as demais configurações, e para quem visa games ao chip grÁfico é um fator mais importante que o processador, e economiza 400 reais (o aparelho é comercializado por R$ 2599,00).


PRÓS
Ótimo processador e GPU
Bom custo/benefício
Nem muito grande, nem muito pesado
CONTRAS
Alguns acabamentos
Tela de 15 polegadas não faz FullHD
Não é suficiente para configurações avançadas
Microfone embutido próximo do teclado
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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