ANÁLISE: The Godfather 2 e Dragon Age adiados

ANÁLISE: The Godfather 2 e Dragon Age adiados

Uma das série de espionagem mais populares do mundo dos games também chega ao Xperia PLAY: "Tom Clancy's Splinter Cell: Conviction", originalmente lançado para Xbox 360 e PC em 2010, foi portado pela Gameloft ao novo smartphone da Sony. O resultado? Além de alguns contratempos irritantes na jogabilidade, o título empolga em algumas partes e chega a ser divertido.



Para se dar bem em "Splinter Cell" é necessÁrio vagar pelas nas sombras, sempre abatendo os inimigos desavisados. Quanto menos barulhento e mais cuidadoso for, menos trabalho vai dar durante a jogatina. Afinal, é muito mais divertido passar despercebido eliminando aos poucos do que enfrentar fogo cruzado com altas chances de morrer.

A trama do game é simplória: no comando de Sam Fischer, é preciso cumprir diversas missões, todas com algum objetivo primÁrio bem característico da franquia, como desativar painéis, resgatar reféns, capturar inimigos, recuperar itens e por aí vai. Só que, diferente, das outras edições, a jogabilidade aqui pode frustrar quem não tem prÁtica (meu caso) ou caso mãos sejam grandes (meu caso²).



Isso porque, além de ser possível jogar pelos botões físicos, a tela sensível a toque nem sempre é tão responsiva assim ou faz aquilo que se deseja. Quando faz, pode dar um nó no jogador, que fica perdido entre escolher o comando de toque ou pressionar o botão para ativar a ação do momento, jÁ que pelos dois meios é possível controlar as mesmas funções.



Sendo assim, não é raro, por exemplo, usar cobertura para evitar ser visto. E isso é acionado com simples toque na tela. Bastante funcional, é verdade. Mas, para se levantar, é melhor continuar com a tela ou usar os botões físicos? Girar a câmera? Mirar e atirar? Selecionar equipamentos? Além do gosto pessoal, essa dúvida e confusão ficam na jogatina até se acostumar com alguma das duas opções.

Levantar-se, abater sorrateiramente, atirar, ativar switches, correr, pendurar-se, trocar de arma são apenas algumas das opções de comandos. O detalhe é que, enquanto umas parecem se encaixar melhor com a proposta do direcional e botões físicos, outras se encaixam melhor com os comandos virtuais da telinha. E vice-versa para os lados negativos.



Por isso, é quase certo que uma estratégia de ataque sorrateiro darÁ errado porque um botão (ou a tela) foi apertado errado, arruinando toda a ação e aumentando bastante as chances de morrer.  É, em outras palavras, consideravelmente irritante. Mas nada muito frustrante. Diria que em 30 minutos de gameplay jÁ é possível fazer ajustes próprios e decidir o que fica melhor em cada ocasião.   

Fora isso, o visual de "Splinter Cell: Conviction" é muito bom e um tanto nostÁlgico. Cheguei a me lembrar das incríveis aventuras de Gabe Logan em "Syphon Filter", tamanha a semelhança em algumas partes. Embora de franquias totalmente diferentes, aqui tudo nos cenÁrios remete ao foco de espionagem e de invasão aos lugares, com detalhes bem apurados, como iluminação, sombras e matos que ajudam nas infiltrações. O design dos personagens é que parece meio morto, feito de madeira e sem vida...



JÁ um dos pontos mais altos fica com a trilha sonora. Na maior parte do tempo, é o silêncio profundo que exalta a jogatina. Se levantar suspeitas ou for descoberto, o lance jÁ muda. No primeiro, uma música de suspense toca ao fundo, e você deve se esforçar para se esconder antes do alvoroço.



Se for pego, você vai ouvir muitos barulhos: música eletrônica se mistura com batidas de outros instrumentos mais pesados e fazem a troca de tiros serem tensas. Quando isso acontecer, uma silhueta de fantasma vai marcar sua posição em relação aos soldados, que é onde eles acham que você se encontra.



Por essas e outras é que "Slinter Cell: Conviction" não deve ser seu jogo de estreia no "Xperia PLAY". Até se acostumar com a ergonomia do aparelho e as dimensões da sua mão sobre ele, fique com "Crash Bandicoot". Sabe por que isso? Simples: as coisas a princípio parecem não engrenar no game. Tudo culpa da jogabilidade, que insiste em não ser muito precisa no touchscreen e ainda com botões que, se apertados por mãos mais avantajadas, podem confundir e derrubar o climão de espionagem das partidas.

- Continua após a publicidade -

 

PRÓS
Trilha sonora envolvente
Visual detalhado
Climão de espionagem
Sam Fischer não é mais tão bonzinho assim
CONTRAS
Controles confundem demais
Respostas dos comandos atrapalham a fluência da partida
Enredo quase nunca empolga
Burrice artificial em foco
Tela reflete demais / jogar em locais muito claros é um desafio
Assuntos
Tags
  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.