ANÁLISE: Xperia PLAY: Bruce Lee Dragon Warrior

ANÁLISE: Xperia PLAY: Bruce Lee Dragon Warrior

Bruce Lee: Dragon Warrior vem mostrar qual é a grande vantagem de um gamepad físico em um smartphone. Jogos de luta! Nada melhor do que dar uma boas pancadas com botões comuns, sem precisar depender de comandos virtuais que tapam a visão do jogador. Ou que, dependendo da empolgação, até colocam em risco a integridade do display.

E para protagonizar um game de luta que jÁ vem instalado no Xperia PLAY, o escolhido foi Bruce Lee. Para quem viveu em Plutão nas últimas décadas, é um dos maiores nomes das artes marciais do mundo, criador do estilo Jeet kune do e protagonista de filmes hollywoodianos que popularizaram as lutas.



No game, ao contrÁrio do icônico "Hong Kong ‘97", você não encarna nenhum "parente" do lutador. Seu negócio aqui é controlar o próprio Bruce Lee, em uma versão mais jovem e ainda inexperiente, partindo em busca do aperfeiçoamento do seu estilo de luta e de renome, ao lutar com diversos oponentes.

Existem vÁrios modos de jogo, os tradicionais Arcade, Versus, Time Attack, Survival e Training Ground, e o Story. Esse último é o que eu recomendo para começar. Nele,você percorre vÁrias localidades atrÁs de oponentes e, na medida em que avança e os derrota, ganha novos golpes, abre novos personagens para os outros modos e conquista alguns achievements, além de desbloquear conteúdos extras, como fotos reais de Bruce e artworks do jogo.



De posse de novos golpes, é só customizar seu próprio Bruce Lee no menu de pausa no jogo. Você pode alterar agarrões e finalizações, por exemplo, por ataques aprendidos com seus inimigos. Mas os comandos continuam os mesmos! O que muda é apenas o resultado.

Por falar em golpes (o principal de um jogo de luta), a coisa decepciona um pouco em determinados momentos. A primeira coisa a se notar é que falta um botão de pulo. É isso mesmo, Bruce Lee não pula, a não ser quando você executa determinados golpes. Fora isso, nada. E apesar da variedade de golpes, que fazem uma referência decente ao Jeet kune do, falta a sensação de "impacto" nas lutas. Às vezes, fica a dúvida se você realmente acertou o oponente ou não.



A movimentação não é muito natural também. Os personagens parecem duros demais e caem de forma estranha, como se não tivessem sido atingidos de verdade. Mas um elemento ficou realmente bem legal: as finalizações. Ao encher a barrinha azul no topo da tela (o que ocorre ao bloquear golpes ou contra-atacar), você pode acabar com seu inimigo de uma maneira toda especial. Nesse momento, a câmera se aproxima dos brigões e você pode desferir golpes perigosos, bem mais impactantes que os ataques comuns.


Os grÁficos são um ponto forte do game, e se saem muito bem na telinha do Xperia PLAY. As expressões faciais são variadas e o personagem de fato tem os traços de Bruce Lee. Ele muda de expressão de acordo com os golpes e comemorações diferentes, assim como todos os outros lutadores. Os cenÁrios também são bonitos, apesar de não muito diversificados. Bruce Lee também tem vÁrios trajes, embora não seja possível alterÁ-los na tela de edição de golpes. Por fim, entre algumas lutas, o game apresenta alguns aspectos do enredo com cenas estÁticas desenhadas em um estilo que lembra quadrinhos. Uma boa sacada dos desenvolvedores.

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No mais, os outros modos de jogo são os velhos conhecidos de qualquer amante de jogos de luta. Felizmente, você não precisa jogar apenas com Bruce, a não ser que não tenha paciência para terminar o modo Story. Caso consiga, você terÁ à disposição mais nove personagens para botar na briga, o que aumenta um pouco a longevidade do game.

Outra coisa que contribui para o fator "replay" são os achievements e bônus obtidos de acordo com a jogatina. É legal conquistar alguns feitos e obter fotos e artworks. Para os mais hardcore, também dÁ um gostinho a mais poder obter todos os golpes possíveis para deixar o seu lutador com a "sua cara".



O modo Story, porém, podia ser mais variado. Com o tempo, cenÁrios e inimigos passam a se repetir demais, tornando-o enjoativo. Não hÁ objetivos específicos também, algo que eu esperava ao notar a similaridade desse modo com o Edge Master Mode de Soul Blade e os correspondentes nas sequências Soul Calibur. Você só precisa derrotar todo mundo, e pronto. Não seria mÁ idéia acrescentar desafios "plus", como derrubar alguém apenas com agarrões ou enfrentar mais de um inimigo de uma vez – algo, inclusive, nada incomum nos filmes estrelados pelo protagonista do jogo.


PRÓS
A combinação jogo de luta + teclado físico é excelente
Expressões faciais bem trabalhadas
VÁrios modos de jogo, achievements e conteúdo extra garantem a longevidade do game
Possibilidade de customizar golpes
CONTRAS
Falta a sensação de impacto nos golpes
O modo Story é bom, mas acaba ficando repetitivo
Não hÁ um botão dedicado ao pulo
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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