ANÁLISE: Xperia PLAY: Crash Bandicoot

ANÁLISE: Xperia PLAY: Crash Bandicoot

Um dos mascotes que marcaram a era dos 32 bits retorna 16 anos após sua primeira aparição. Crash faz sua estréia no Android, como um dos primeiros jogos de Ps One disponibilizados pela Sony para os smartphones. E é o único que vem pré-instalado no Xperia PLAY – sem contar os títulos específicos de Android. "Crash Bandicoot", primeiro título da franquia, chega  para mostrar do que o smartphone é capaz.

No game, desenvolvido pela Naughty Dog e originalmente lançado pela Sony em 1996, Crash deve enfrentar seu inimigo Neo Cortex, uma espécie de cientista maluco que construiu uma mÁquina para criar animais mutantes ou transformÁ-los. Crash foi usado como cobaia, mas o experimento não deu certo. Porém, a coisa não ficou por isso mesmo: Neo Cortex deixou a namorada do protagonista, Tawna, presa no castelo.



Para salvar a mocinha, você percorrerÁ 32 níveis em uma perspectiva de 3D. Não hÁ muita liberdade de movimentos nem exploração de cenÁrios, o que torna o jogo bastante linear. No entanto, os desenvolvedores compensaram alternando perspectivas: em algumas fases, a câmera fica nas costas de Crash. Em outras, a ação é no melhor estilo side-scrolling. HÁ ainda estÁgios com ares de Indiana Jones, em que Crash precisa correr desesperadamente para fugir de pedras gigantes que rolam – nesse caso, ao invés de seguir sempre em frente, o mascote é controlado de volta, para "baixo".




O seu maior desafio serÁ, certamente, acertar os pulos. Apesar de os controles responderem muito bem, o game tem lÁ suas pegadinhas. Algumas vezes, seu impulso para pular serÁ tão intenso, que Crash darÁ aquela "escorregadinha" no final, para cair direto em um buraco. Outras vezes, você vai pular com a cara em um inimigo e morrer do mesmo jeito. Além disso, nas fases em 3D com a câmera atrÁs de Crash, nem sempre é possível ter uma idéia exata das dimensões dos buracos (que estão em grandes quantidades), o que acarreta um bocado de erros fatais.



Pelo menos, hÁ uma série de vidas espalhadas em caixas pelos percursos, basta pressionar quadrado para rodopiar e destruí-las. AliÁs, as caixas também guardam maçãs aos montes! E, adivinhe, com 100 delas você também ganhe uma vida. E tem mais: algumas guardam uma espécie de selo que você precisa coletar para passar pelas fases bônus. E só passando por elas você consegue salvar seu progresso. Não pense duas vezes, então, para sair detonando tudo. Por falar em detonar, aliÁs, tome cuidado apenas com as caixas marcadas com o letreito "TNT". Elas explodem!



Jogar um clÁssico como esse no Xperia PLAY é uma experiência muito divertida e que deve agradar em cheio os gamers retrô. A experiência é quase igualzinha a do Playstation. O problema é o direcional, com setas muito pequenas e próximas umas às outras. Isso atrapalha demais um game no qual acertar os pulos é fundamental. Não raro, você vai tentar dar um salto em linha reta, mas o dedo vai acabar tocando em outro botão, fazendo com que Crash dê um pulo em diagonal e caia direto em um abismo ou na Água.



Fora isso, o jogo roda suave com belos grÁficos, sem nenhuma travada. Todos os pequenos detalhes que tornam esse jogo tão simpÁtico estão lÁ: as animações muito bem-feitas e as expressões faciais de Crash, por exemplo. É impagÁvel ver os olhos esbugalhados e a cara de medo enquanto o mascote foge das pedras rolantes.

É uma pena que, nesse game, não seja possível usar o controle analógico, recurso que poderia ajudar bastante em algumas Áreas. Às vezes, os erros pela falta de precisão nos controles e por erros de cÁlculo por causa da perspectiva são tão frustrantes, que podem desanimar o jogador. Mas, ao menos, o game tem chefes variados, todos com formas específicas de derrotÁ-los. E diversão de sobra, no melhor estilo plataforma.

- Continua após a publicidade -


PRÓS
GrÁficos cartunescos e coloridos
Jogabilidade variada
Ótimo game para aproveitar um controle físico
Fator nostalgia: é um clÁssico de plataforma!
CONTRAS
Os botões pequenos do direcional podem arruinar alguns pulos
Extremamente linear
Salvar o jogo é um tremendo desafio
Assuntos
Tags
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.