ANÁLISE: Corsair Flash Survivor USB 3.0 16GB

ANÁLISE: Corsair Flash Survivor USB 3.0 16GB
Por 17/12/2011 18:14 comentários Reportar erro

A equipe Adrenaline recebeu e testou a segunda geração da família de flash drives USB 3.0 da Corsair. São três dispositivos ergonômicos e resistentes: O Flash Voyager, o Flash Voyager GT e o Flash Survivor. Ao longo do mês, publicamos os resultados de cada um dos aparelhos, confirmando ou confrontando as especificações divulgadas pelos fabricantes e analisando a qualidade dos produtos. O último da lista, que vamos revisar agora, é o Corsair Flash Voyager GT USB 3.0 de 32GB.

Corsair Flash Survivor USB 3.0 16GB
Pelo visto, aumentou a demanda por flash drives entre os oficiais do exército em guerra no Afeganistão. Ou, então, espiões do governo americano, de repente, decidiram que o melhor seria usar dispositivos comerciais para transportar seus dados ultrassecretos. E esses são, basicamente, os dois exemplos que eu consigo imaginar de pessoas que precisam de um pen drive como o Survivor.

Extremamente resistente, o hardware do aparelho vem envolto por uma capa de metal capaz de protegê-lo contra, praticamente, qualquer choque. Mergulhado, aguenta a pressão até 200m abaixo do nível do mar. Perfeito para quem precisa carregar seus documentos através de um campo minado ou vai atravessar o Canal da Mancha a nado e não pode deixar suas músicas para trÁs.

Tudo bem, agora parando a brincadeira. O Survivor é mesmo muito resistente. Foi desenvolvido para ser exatamente isso, um flash drive rÁpido, com ótimo desempenho, e que resista às situações mais adversas, mas seu público-alvo é extremamente restrito. Os Flash Voyager da própria Corsair jÁ têm bastante resistência, o suficiente para a grande maioria dos usuÁrios, então fica a dúvida: Qual é a utilidade prÁtica do aparelho?

O design também não é mais bonito, nem mais prÁtico. Por fora, o Survivor parece um tubo de metal que carrega algo muito frÁgil dentro, mas quando se abre a tampa, trabalho que não é muito fÁcil, vê-se outro revestimento de metal pesado. O dispositivo não é pequeno e não pode ser carregado por aí sem alguma dificuldade.

Na parte de metal da conexão, estÁ gravada a laser a capacidade nominal do drive. O que estamos testando é o de 16GB, mas os modelos de 32GB e 8GB também estão disponíveis no mercado. Conectado ao computador, o Windows 7 acusa a capacidade livre de 14GB com a memória completamente vazia.

- Continua após a publicidade -

 

No sistema operacional do Windows, em porta USB 2.0, o software reconheceu a conexão em menos de dois segundos. Esse tempo, porém, pode mudar nos sistemas Linux e Mac OS X, ambos suportados. Em conexões USB 3.0, a resposta é ainda mais rÁpida.

De acordo com a Corsair, o modelo de 16GB tem uma velocidade de leitura sequencial de 75MB/s e uma velocidade de escrita sequencial de até 18MB/s. O modelo de 32GB teria a velocidade de leitura sequencial de 80MB/s e de escrita sequencial de 40MB/s. Nas próximas pÁginas, vamos checar essas velocidades, mas antes faremos uma pequena explicação sobre as diferenças entre o USB 2.0 e o USB 3.0.

{break::USB 2.0 ou USB 3.0} O USB 3.0 (Universal Serial Bus) foi lançado oficialmente em novembro de 2008, mas as primeiras placas para usuÁrios com suporte para a tecnologia saíram só em janeiro de 2010. Como o nome sugere, foi a terceira grande mudança no padrão USB de transferência de arquivos, uma evolução do USB 2.0.


Na realidade, a tecnologia 2.0 ainda se mantém no USB 3.0, mas com a adição de mais quatro cabos chamados de SuperSpeed. Enquanto a versão anterior possuía apenas dois cabos de envio e dois cabos de recepção de arquivos, a nova série possui dois cabos de envio, dois de recepção, mais dois SuperSpeed de envio e dois SuperSpeed de recepção. Para não confundir, como os encaixes são iguais, as conexões do USB 3.0 são feitas com material azul.

Assim, a família USB, que antes só conseguia transferir arquivos a uma velocidade de 480MB/s, agora pode chegar a 5GB/s, um aumento de quase dez vezes. Essas velocidades, é claro, são hipotéticas, a média de velocidade do USB 3.0 num bom computador é calculada em 3,2GB/s. Com a redução do tempo necessÁrio para transferência de arquivos, a nova tecnologia reduz também o consumo de energia. Veja abaixo um quadro com algumas comparações de velocidade entre as três gerações USB.


Quando colocamos o flash drive USB 3.0 em uma porta USB 2.0, o Windows logo soltou um aviso de que o dispositivo funcionaria mais rÁpido em uma porta 3.0. O drive que instalamos reconheceu que o computador possuia uma entrada de terceira geração e alertou que deveríamos mudar para melhorar a performance.


Duas grandes grandes companhias manifestaram sua falta de interesse no USB 3.0, a  Apple, que continua adotando o sistema FireWire, e Intel que aposta no Thunderbolt. A Microsoft jÁ anunciou que seu novo sistema operacional, o Windows 8, terÁ "suporte robusto" para a tecnologia. Em seu blog, postaram um vídeo mostrando a diferença de velocidades entre o USB 2.0 e o 3.0. Para outros sistemas operacionais, ainda é necessÁria a instalação de drivers específicos.


Na próxima pÁgina, começaremos os testes com o Survivor.

{break::Testes}Utilizamos uma mÁquina TOP de linha baseada em uma mainboard X58 com um processador Intel Core i7 980X.

Para os comparativos, utilizamos os modelos Corsair Flash Voyager de 16GB, Corsair Flash Voyager GT de 32GB, Corsair Padlock 2, além de um flash drive de 8GB USB 2.0 da Kingston.

Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado:

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte G1.Assassin
- Processador Intel Core i7 980X
- Memórias 4 GB DDR3-1600MHz Corsair Vengeance
- Placa de vídeo ZOTAC GeForce GTX 560
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler Thermalright Venomous X

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits
- Intel INF 9.2.0.1030
- Nvidia ForceWare 275.33

Aplicativos:
- ATTO Disk Benchmark 2.46
- CrystalDiskMark 3.0.1
- HD Tune Pro 4.60

Temperatura
Não hÁ mudança significativa de temperatura.

Cópia de arquivo

Fizemos dois testes prÁticos copiando cinco arquivos que totalizam 4.5GB do HD para o Flash Drive e do Flash Drive para o HD. Comparamos o Survivor com outros modelos da mesma empresa em portas USB 2.0 e USB 3.0 e um KingstonDT 101 II de 8GB.

No teste de transferência do HD para o USB, o Survivor manteve-se, tecnicamente, empatado com o modelo Voyager. Como jÁ havia ocorrido com o outro modelo, não houve diferença de velocidade entre as portas USB 2.0 e 3.0. Apenas o GT ficou na frente dos dois modelos, levando 133 segundos para transferir os arquivos, quase cem segundos a menos. O Padlock e o Kingston, como era previsto, ficaram bem atrÁs, levando 515 segundos e 715 segundos, respectivamente.

{benchmark::2222}

Na cópia do Flash Drive para o HD podemos ver a real diferença entre as conexões USB 2.0 e 3.0. De novo, o Survivor e o Voyager tiveram empate técnico, levando em torno de 60 segundos na conexão 3.0 para completar a transferência. O GT ficou um pouco na frente, com 44 segundos. Nas portas USB 2.0, o Voyager, o GT e o Survivor quase empataram, e o Survivor até foi um pouquinho mais rÁpido que o GT.

{benchmark::2223}

{break::Performance: ATTO Benchmark}Abaixo temos o comportamento dos drivers em cima do ATTO Benchmark, conceituado utilitÁrio que testa performance desse tipo de produto.

Em modo de escrita, o Survivor mostra resultados bem parecidos, chegando a uma velocidade de transferência de 21,9MB/s. O Voyager novamente fica no empate e o GT na porta 3.0 ultrapassa em muito os seus resultados com 41,5MB/s. Humilhados, no fim da lista estão o Padlock e o Kingston, com 9,8 e 6,6MB/s, respectivamente.

{benchmark::2224}

JÁ em modo de leitura, o Survivor ligado à porta USB 2.0 chegou a uma velocidade muito menor do que a alcançada na entrada de terceira geração. Enquanto a USB 2.0 chegava a 30MB/s, a porta 3.0 disparava mais de duas vezes na frente, a 72,6MB/s. O pendrive da Kingston mostrou-se quatro vezes mais devagar do que o Survivor em mÁxima velocidade, ficando logo na frente do Padlock, este transferindo a 13MB/s.

- Continua após a publicidade -
{benchmark::2225}


Abaixo, as telas originais dos testes, que mostram maiores detalhes.


{break::Performance: CrystalDiskMark}Nesta review, passamos a utilizar também o aplicativo CrystalDiskMark nos testes. Optamos por utilizar o teste "4K". Abaixo, seguem os resultados.

Em modo de leitura, a velocidade de transferência chegou a 80,50MB/s para o Survivor na porta USB 3.0, pouco menos do dobro do desempenho do mesmo aparelho na porta 2.0. Novamente vemos o empate com o Voyager, o que era de se esperar, contando que os dois aparelhos utilizam o mesmo hardware. A performance do GT ficou bem na frente, com 158,4MB/s. O Padlock foi o grande perdedor aqui, chegando a, no mÁximo, 13,19MB/s.

{benchmark::2227}


JÁ em modo de escrita, o Survivor chegou a 21,4MB/s, tanto na porta 2.0 quanto na 3.0. O GT ficou com 40,9MB/s na conexão 3.0 e 24,3 na 2.0, aproximando-se dos resultados do Survivor e do Voyager. O Padlock ficou em penúltimo com 9,79MB/s e o Kingston em último com 6,4Mb/s.

{benchmark::2226}


Abaixo, as telas originais dos testes, que mostram maiores detalhes.



{break::Performance: HD Tune Pro}Também utilizamos o benchmark em "modo leitura" (read) e o File Benchmark do HD Tune, um dos aplicativos mais reconhecidos do mercado.

Como podemos ver, no modo Benchmark a diferença entre as velocidades mÁximas e mínimas de cada aparelho no modo de leitura não foi muito expressiva. Em geral, o Survivor na porta USB 3.0 manteve-se com o dobro da velocidade do mesmo aparelho na 2.0. Enquanto a entrada de terceira geração permitiu uma velocidade média de 76,7MB/s, a de segunda geração parou nos 33,3MB/s. O  Voyager conseguiu acompanhÁ-lo aos 33,3MB/s, enquanto o Padlock rodava a 12,7MB/s e o Kingston a 23,8MB/s. O GT continua na frente, com 151,5MB/s na média, conectado à porta USB 3.0.

{benchmark::2228}

Nas telas abaixo podemos ver o comportamento sobre o teste File Benchmark do HD Tune, que não colocamos em tabela por não mostrar um escore exato através de número, apenas grÁfico.

- Continua após a publicidade -

{break::Conclusão}O Survivor não é um aparelho ruim. Não é mesmo, de forma nenhuma, mas é direcionado a algum público muito restrito que, pessoalmente, ainda não consegui imaginar qual é. Se você é uma pessoa comum, vale mais apena economizar US$15 e comprar um Voyager com a mesma capacidade. Os dois dispositivos contém exatamente o mesmo hardware e, como pudemos ver nos testes, possuem desempenhos quase idênticos.


Se você sentir muita necessidade de proteger seus dados quando for para alguma situação muito estranha de risco ou embaixo da Água, o Survivor é, de fato, a melhor opção. Mas o Voyager garante a segurança dos seus dados na maioria das quedas e é à prova de Água também.

Como vimos na Review do outro aparelho, o desempenho do Survivor é bom. Não é excelente, a tecnologia USB 3.0 prometia bem mais e a Corsair chegou a resultados muito melhores com o Voyager GT. Porém, para quem quer economizar e, ainda assim, ter um flash drive muito eficiente, o Voyager e o Survivor são boas opções no quesito performance.

E se você chegar a, algum dia, precisar da resistência assombrosa do Survivor, recomendo também que use um desses aqui:


 

PRÓS
Revestimento ultra resistente
Boa capacidade
Bom Desempenho
CONTRAS
Design pouco prÁtico
Útil para um público muito específico
Assuntos
Tags
  • Redator:

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.