ANÁLISE: Corsair Flash Voyager USB 3.0 16GB

ANÁLISE: Corsair Flash Voyager USB 3.0 16GB
Por 01/10/2011 17:30 comentários Reportar erro

A equipe Adrenaline recebeu e testou a segunda geração da família de flash drives USB 3.0 da Corsair. São três dispositivos ergonômicos e resistentes: O Flash Voyager, o Flash Voyager GT e o Flash Survivor. Ao longo do mês vamos publicar os resultados de cada um dos aparelhos, confirmando ou confrontando as especificações divulgadas pelos fabricantes e analisando a qualidade dos produtos. Para começar, escolhemos o Corsair Flash Voyager USB 3.0 de 16GB.



Corsair Flash Voyager USB 3.0 16GB
Com pouco menos de 77mm de comprimento e 24mm de largura, o Voyager é um drive portÁtil, que pode ser carregado facilmente para qualquer lugar. Seu design é ergonômico e bonito, envolto por uma capa de borracha azul-petróleo. Além dos fins estéticos, a cobertura garante resistência a choques de até 40G e aos efeitos da Água, embora não permita que se mergulhe o aparelho muito fundo.

O problema maior do desenho é a falta de um espaço para se deixar a tampa enquanto o dispositivo estÁ acoplado no computador. Todos sabemos como é fÁcil esquecer uma tampa em cima da mesa e depois nunca mais encontrÁ-la. AliÁs, o capuz emborrachado em si é difícil de tirar e colocar. Considerando que a Corsair usa o mesmo design hÁ anos, eles poderiam repensar melhor esses detalhes e irem melhorando cada versão.



Na parte de metal da conexão, estÁ gravada a laser a capacidade nominal do drive. O que estamos testando é o de 16GB, mas o modelo de 8GB também estÁ disponível no mercado. Conectado ao computador, o Windows 7 acusa a capacidade livre de 14,9GB com a memória completamente vazia.

No sistema operacional do Windows, em porta USB 2.0 o software reconheceu a conexão em menos de dois segundos. Esse tempo, porém, pode mudar nos sistemas Linux e Mac OS X, ambos suportados. Em conexões USB 3.0, a resposta é ainda mais rÁpida. Quando o dispositivo é reconhecido, uma luz LED azul se acende indicando atividade.


De acordo com a Corsair, o modelo de 16 GB tem uma velocidade de leitura sequencial de 79MB/s e uma velocidade de escrita sequencial de até 21MB/s. O modelo de 8 GB teria a velocidade de leitura sequencial de 70MB/s e de escrita seqüencial de 13MB/s. Nas próximas pÁginas, vamos checar essas velocidades, mas antes faremos uma pequena explicação sobre as diferenças entre o USB 2.0 e o USB 3.0.

Abaixo temos uma tela do HD Tune com informações sobre o Flash Drive, apesar de que nem todas as informações estão corretas, como o suporte a tecnologia TRIM, que apesar de ativada, não é suportada.


{break::USB 2.0 ou USB 3.0} O USB 3.0 (Universal Serial Bus) foi lançado oficialmente em novembro de 2008, mas as primeiras placas para usuÁrios com suporte para a tecnologia saíram só em janeiro de 2010. Como o nome sugere, foi a terceira grande mudança no padrão USB de transferência de arquivos, uma evolução do USB 2.0.

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Na realidade, a tecnologia 2.0 ainda se mantém no USB 3.0, mas com a adição de mais quatro cabos chamados de SuperSpeed. Enquanto a versão anterior possuía apenas dois cabos de envio de e dois cabos de recepção de arquivos, a nova série possui dois cabos de envio, dois de recepção, mais dois SuperSpeed de envio e dois SuperSpeed de recepção. Para não confundir, como os encaixes são iguais, as conexões do USB 3.0 são feitas com material azul.

Assim, a família USB que antes só conseguia transferir arquivos a uma velocidade de 480MB/s, agora pode chegar a 5GB/s, um aumento de quase dez vezes. Essas velocidades, é claro, são hipotéticas, a média de velocidade do USB 3.0 num bom computador é calculada em 3,2GB/s. Com a redução do tempo necessÁrio para transferência de arquivos, a nova tecnologia reduz também o consumo de energia.

Quando colocamos o flash drive USB 3.0 em uma porta USB 2.0, o Windows logo soltou um aviso de que o dispositivo funcionaria mais rÁpido em uma porta 3.0. O drive que instalamos reconheceu que o computador possuia uma entrada de terceira geração e alertou que deveríamos mudar para melhorar a performance.


A única grande companhia que jÁ manifestou sua falta de interesse no USB 3.0 foi a  Apple, que continua apostando no sistema FireWire da Intel. A Microsoft jÁ anunciou que seu novo sistema operacional, o Windows 8, terÁ "suporte robusto" para a tecnologia. Em seu blog, postaram um vídeo mostrando a diferença de velocidades entre o USB 2.0 e o 3.0. Para outros sistemas operacionais, ainda é necessÁria a instalação de drivers específicos.


Na próxima pÁgina, começaremos os testes com o Voyager.

{break::Testes}Utilizamos uma mÁquina TOP de linha baseada em uma mainboard X58 com um processador Intel Core i7 980X.

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Para os comparativos, utilizamos o modelo em anÁlise usando tanto conexão USB 3.0 como USB 2.0, além de um flash drive de 8GB USB 2.0 da Kingston.

Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado:

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte G1.Assassin
- Processador Intel Core i7 980X
- Memórias 4 GB DDR3-1600MHz Corsair Vengeance
- Placa de vídeo ZOTAC GeForce GTX 560
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler Thermalright Venomous X

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits
- Intel INF 9.2.0.1030
- Nvidia ForceWare 275.33

Aplicativos:
- ATTO Disk Benchmark 2.46
- CrystalDiskMark 3.0.1
- HD Tune Pro 4.60

Temperatura
Não hÁ mudança significativa de temperatura

Cópia de arquivo
Fizemos dois testes prÁticos copiando cinco arquivos que totalizam 4.5GB do HD para o Flash Drive e do Flash Drive para o HD. Comparamos o Voyager em uma porta USB 3.0, com o mesmo pendrive em uma porta USB 2.0 e um KingstonDT 101 II de 8GB.

O resultado mostra que na cópia do HD para o Flash Drive não hÁ diferença de velocidade efetiva entre o mesmo dispositivo na porta 2.0 e na 3.0. Testamos os resultados em outros computadores para comprovar se realmente não havia diferença, e a resposta foi a mesma. Em três minutos e 53 segundos os 4,5GB foram transferidos do HD para o aparelho nas duas portas. Comparando com o Kingston, um dispositivo muito mais simples com suporte apenas para USB 2.0, a mesma transferência durou quase quatro vezes mais tempo, 12 minutos e 32 segundos.

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{benchmark::2176}

JÁ na cópia do Flash Drive para o HD temos resultados diferentes, ainda abaixo do que se espera da promessa de velocidade 10x maior das novas conexões USB 3.0. Aqui a diferença entre as portas 2.0 e 3.0 fica evidente, sendo o tempo necessÁrio na primeira quase o dobro da segunda. Essa não é uma característica específica desse modelo, a grande maioria dos flash drives USB 3.0 lançados até hoje mostraram o mesmo resultado na leitura em portas 2.0 e deram respostas diferentes na escrita. Enquanto na entrada de segunda geração os 4,5GB foram transferidos em dois minutos e 21 segundos, na de terceira geração o mesmo processo levou um minuto e dois segundos. O aparelho da Kingston levou três minutos e 21 segundos, uma diferença muito pequena.

{benchmark::2182}

{break::Performance: ATTO Benchmark}Abaixo temos o comportamento dos drivers em cima do ATTO Benchmark, conceituado utilitÁrio que testa performance desse tipo de produto.

Em modo de escrita, novamente as portas 2.0 e 3.0 tiveram o mesmo resultado, a velocidade de transferência chegou a 21,8MB/s. Comparando com o dispositivo da Kingston, temos uma velocidade três vezes menor, com 6,6MB/s.

{benchmark::2177}

JÁ em modo de leitura, o Voyager ligado à porta USB 2.0 chegou a uma velocidade de 29,7MB/s e o ligado à porta 3.0, obteve resultados quase três vezes maiores, chegando a 71,7MB/s. O pen-drive da Kingston ficou bem próximo do outro ligado a uma porta 2.0, com uma velocidade de 23,6MB/s.

{benchmark::2178}

Abaixo, as telas originais dos testes, que mostram maiores detalhes.

{break::Performance: CrystalDiskMark}Nesta review, passamos a utilizar também o aplicativo CrystalDiskMark nos testes. Optamos por utilizar o teste "4K". Abaixo, seguem os resultados.

Em modo de leitura, a velocidade de transferência chegou a 21,6MB/s para o Voyager na porta USB 3.0, um novo empate técnico com o mesmo aparelho na porta 2.0. Algo interessante aocnteceu, porém, na nossa leitura: a porta 2.0 nesse caso superou a 3.0, mesmo que por um valor irrisório. O Kingston ficou bem atrÁs, com velocidade de 6,4MB/s.

{benchmark::2179} 

JÁ em modo de escrita, o 3.0 chegou a 80,48MB/s, superando um pouco a capacidade anunciada pela Corsair, enquanto o 2.0 ficou em 34,9MB/s. O Kingston ficou com 23,7MB/s.

{benchmark::2180}

Abaixo, as telas originais dos testes, que mostram maiores detalhes.

{break::Performance: HD Tune Pro}Também utilizamos o benchmark em "modo leitura" (read) e o File Benchmark do HD Tune, um dos aplicativos mais reconhecidos do mercado.

Como podemos ver, no modo Benchmark a diferença entre as velocidades mÁximas e mínimas de cada aparelho no modo de leitura não foi muito expressiva. Em geral, o Voyager na porta USB 3.0 manteve-se com o dobro da velocidade do mesmo aparelho na 2.0. Enquanto a entrada de terceira geração permitiu uma velocidade média de 76,7MB/s, a de segunda geração parou nos 33,3MB/s. O mÁximo que o aparelho da Kingston conseguiu foi chegar aos 23,8MB/s.

{benchmark::2181}

Nas telas abaixo podemos ver o comportamento sobre o teste File Benchmark do HD Tune, que não colocamos em tabela por não mostrar um score exato através de número, apenas grÁfico.


{break::Conclusão} O Corsair Flash Voyager USB 3.0 de 16 GB se provou um flash drive competente, com design bonito e ergonômico, mas decepciona um pouco sobre toda a expectativa gerada em torno do USB 3.0. Não que seja culpa do aparelho em si, mas da nova tecnologia, o Voyager deve ser um dos dispositivos mais bem desenvolvidos. A questão é que a terceira geração da família USB precisa de mais tempo de maturação, pelo menos é o que parece.

Os sistemas de hoje ainda não parecem estar conseguindo chegar aos 5GB/s prometidos, aliÁs não chegam nem perto. A suposta velocidade dez vezes maior do que a possível em um aparelho da geração 2.0 ainda estÁ longe de ser alcançada. Tanto pelos desenvolvedores de flash drives quanto pelos computadores.

O fato da velocidade de leitura não mudar entre o dispositivo em portas 2.0 e em 3.0 pode se mostrar como uma vantagem para quem não possui placas com entrada da terceira geração, mas também pode decepcionar aqueles que compraram o flash drive para poder usar suas novas capacidades. A velocidade de escrita, pelo menos, mostrou-se superior, incomparÁvel com um pen-drive simples como o Kingston que usamos para a benchmark.


Mesmo com as limitações impostas por uma tecnologia ainda em fase de aprimoramento, a Corsair lançou um aparelho muito eficiente. O revestimento de borracha garante muita resistência ao Voyager e lhe dÁ um design bonito e que se encaixa facilemente na mão. O fato de ser à prova de Água ainda funciona como um alívio para quem, como eu, jÁ lavou um pen-drive junto com a calça na mÁquina.

O preço em terras brasileiras ainda pode terminar bastante salgado, mas em lojas americanas como a NewEgg, encontramos o aparelho por US$19,90, nenhum absurdo se comparado a outros flash drives muito menos potentes. O preço oficial no site da Corsair estÁ em US$29,99.

Aguarde pois ainda lançaremos reviews dos aparelhos Corsair Flash Voyager GT USB 3.0, o  Corsair Flash Survivor USB 3.0 e o Corsair Padlock 2

PRÓS
Revestimento externo 100% de borracha
Bom acabamento
Boa capacidade
CONTRAS
Sem mudança de velocidade de escrita em portas 2.0 e 3.0
Falta de espaço para colocar a tampa enquanto de trabalha
Velocidade abaixo da esperada
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