ANÁLISE: Sony Ericsson Xperia PLAY

ANÁLISE: Sony Ericsson Xperia PLAY

Começou como um rumor no qual muitos não acreditavam: um híbrido de celular com console portÁtil. As primeiras fotos e vídeos começaram a aparecer no final de 2010 e o mistério só foi resolvido em fevereiro deste ano, durante o Mobile World Congress. LÁ, a Sony Ericsson revelou ao mundo seu "Frankenstein", que não se chamaria, como o esperado, "Playstation Phone". Mas sim, Xperia PLAY.

AliÁs, para representar o conceito do novo aparelho, o nosso querido robozinho Android também andou tomando uns ares de Frankenstein:

No dia 25 de agosto, a novidade chegou ao Brasil. Com um inédito gamepad deslizante, o Xperia PLAY promete aprimorar a experiência de jogo e acabar com aqueles probleminhas conhecidos dos controles na touchscreen. O smartphone ainda é o primeiro do mundo com o selo Playstation Certified, o que faz valer seu antigo apelido. Afinal, ele é compatível com alguns clÁssicos do Ps One, que a Sony disponibiliza em sua loja própria para Android.

O aparelho vem com alguns jogos inclusos, incluindo um título com origem no Ps One: "Crash Bandicoot". HÁ também alguns games para Android que foram adaptados para os controles via gamepad, como "Bruce Lee: Dragon Warrior" e "Fifa 2010".

Entre as empresas que estão desenvolvendo jogos para o dispositivo, estão a Electronic Arts, Gameloft e Glu Mobile. A EA, por exemplo, anunciou dois jogos da série "Need for Speed" ("Shift" e "Hot Pursuit"), além de "Dead Space". A empresa ainda promete uma versão exclusiva de "Battlefield: Bad Company 2", além de jogos a partir de R$ 4,99, com demos gratuitas. JÁ a Gameloft estÁ adaptando seus jogos jÁ disponíveis em outras plataformas. Ao todo, atualmente, são 19 títulos para o Xperia Play, dos quais 11 estão traduzidos para o português, com preços a partir de R$5,99.

O aparelho vem com a versão 2.3 do Android (Gingerbread), customizado com a interface proprietÁria da Sony Ericsson, com o Timescape. Como o sistema em si e os detalhes sobre os diferenciais dos recursos do Timescape podem ser conferidos em outras reviews, focaremos esta anÁlise no que o Xperia PLAY tem de mais importante: a experiência de jogo. SerÁ que a mistura deu certo? Confira nas pÁginas a seguir.

{break::Especificações e conteúdo da embalagem}Especificações
Tamanho: 119 x 62 x 16 mm
Peso: 175 g
Tipo de bateria: Li-ion 1500 mAh
Frequências GSM: 850 / 900 / 1800 / 1900 
GPRS: Sim
3G: Sim
HDSPA: Sim
Processador: Scorpion de 1GHz / GPU Adreno 205
Cores disponíveis: Preto com prata
Tamanho do display: 4 polegadas
Resolução: 480 x 854 pixels
Resolução da câmera: 5 megapixels
Câmera frontal: Não
Flash: Sim (LED)
Gravação de vídeo: Sim (WVGA - 800x480)
Formatos de Áudio: MP3/eAAC+/WMA/WAV
Formatos de vídeo: MP4/H.263/H.264/WMV
RÁdio FM: Não
Entrada de fone de ouvido: 3.5mm
Memória RAM: 512MB
Memória interna: 400MB
Expansão de memória: Sim (até 32GB)
Infravermelho: Não
Bluetooth: Sim
Wi-Fi: Sim
USB: Sim
HDMI: Não
GPS: Sim
Sistema operacional: Android 2.3 (Gingerbread)

Conteúdo da embalagem
1 smartphone Xperia PLAY
Fones de ouvido intra-auriculares
Carregador
Cabo USB
Manual de usuÁrio

{break::Design e tela}Não se espera que o smartphone seja fino, mas o Xperia PLAY é mais espesso que outros aparelhos com teclados físicos, como o Milestone. O aparelho da Sony Ericsson tem 16mm, contra 13,7mm do Milestone 2, conhecidamente um aparelho bem robusto. Na verdade, o PLAY se parece bem mais com o PSP Go do que com qualquer smartphone.

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Xperia PLAY e Mielstone 2 lado a lado. E "sanduíche" de Milestone 2 e Xperia neo com recheio de PLAY


Apesar disso, felizmente, o PLAY não é tão pesado quanto se poderia esperar: são 175g, apenas 6g a mais que o smartphone da Motorola. Nada mal, jÁ que o aparelho ficou mais leve que plataformas próprias apenas para games, como o PSP 3000 e Slim (189g) e o Nintendo DS Lite (218g). Com uma leve curvatura convexa na traseira, o Xperia Play encaixa-se confortavelmente na mão, mas conta com um pequeno inconveniente: a traseira brilhante e muito lisa, que proporciona uma sensação de insegurança desagradÁvel ao segurÁ-lo. Seria melhor adotar um estilo fosco e mais aderente, a exemplo do Xperia X10, que, além de mais seguro, também não acumula tantas marcas de dedos.



O botão liga/desliga, posicionado no topo, é pequeno e discreto, com pouco relevo, e nem sempre é fÁcil de achar de primeira. Na lateral direita, no centro, estão os botões de volume, entre os gatilhos L e R do gamepad. Eles, aliÁs, poderiam ter recebido alguma utilidade no aparelho, como, por exemplo, disparar a câmera, jÁ que são grandes e bem acessíveis. Infelizmente, não hÁ botão físico para a câmera e os gatilhos tão expostos ficaram sem função, a não ser dentro de jogos adaptados.



A parte inferior, além dos botões clÁssicos do Android, traz apenas uma ranhura para a retirada da tampa da bateria – algo que nem sempre é fÁcil de fazer. Por fim, na lateral esquerda, estão o plug para fone de ouvido e a porta USB, que serve também para conectar o carregador. A traseira segue o padrão da linha Xperia, com um discreto logotipo da Sony Ericsson em alto relevo e a câmera com flash. Notou a falta de alguma coisa? Sim – nada de saída HDMI, o que é lamentÁvel para um smartphone que se propõe a ser uma plataforma de jogos.


O Xperia PLAY tem uma tela de 4 polegadas, um tamanho razoÁvel, equivalente ao do Xperia X10. É menor que aparelhos como o Galaxy S II e o Xperia Arc, mas isso traz uma vantagem na autonomia da bateria, que acaba durando um pouco mais. Com 480 x 854 de resolução e 245 pixels por polegada, o display do smartphone é mais do que suficiente para os jogos e demais atividades, como navegação web e multimídia.



Infelizmente, nada de Gorilla Glass no aparelhinho, embora a tela tenha exibido uma resistência satisfatória a arranhões. No entanto, considerando o preço cobrado pelo PLAY, a falta de uma proteção a mais é uma séria desvantagem, ainda mais considerando o peso e a pegada "escorregadia" do dispositivo, que sofre sérios riscos de quedas.

{break::O gamepad}Agora, vamos falar do destaque do Xperia PLAY: o gamepad.  Basta deslizar a tela para cima e pronto, você tem à sua disposição um joystick físico com tudo o que tem direito: um direcional digital e dois analógicos, quatro botões idênticos aos consoles Playstation (X, círculo, triângulo e quadrado), "select" e "start" e, na parte superior, os gatilhos L e R. Faltaram apenas o L2 e R2, gerando dúvidas sobre como ficarÁ a adaptação dos jogos de PsOne que exigem o uso desses botões.



Os analógicos são interessantes: ambos são "achatados", ou seja, nada de alavancas (o que seria inviÁvel em um smartphone). Digamos que são analógicos "touch". Apesar da estranheza inicial, basta alguns minutos de jogo para perceber que o recurso funciona bem. Eles ficam bem posicionados e têm uma ranhura que impede que você acabe, por acidente, encostando no analógico errado. AliÁs, eles se encaixam muito bem com a distância normal entre os polegares de uma mão e de outra em posição de jogo, portanto, provavelmente você não terÁ problemas.



Só o direcional digital e os botões do Playstation é que são bem pequenos e podem incomodar algumas pessoas, oferecendo certa dificuldade para quem tem dedos maiores. Eventualmente, erros podem acontecer, como pressionar o triângulo ao invés do círculo por exemplo. Mesmo assim, é uma conveniência enorme frente ao controle tradicional na tela. Ao menos, você nunca vai cobrir o personagem com o próprio dedão.



O acabamento do gamepad é muito bom, mas a cor em prata acaba destoando um pouco do restante do aparelho, em que predomina o preto. Olhando de relance, parece uma "gambiarra", como se tivessem encaixado a parte de outro aparelho no smartphone. Pelo menos, essa parte é fosca (ao contrÁrio da traseira), portanto, mantém um aspecto apresentÁvel mesmo "maltratada" por dedadas constantes. Apenas a região dos botões e do direcional digital é um pouco escorregadia demais, o que aumenta ainda mais a possibilidade de erros.

{break::Jogando no smartphone}O mais importante nesta review, é claro, é a experiência de jogo, grande diferencial do Xperia PLAY. E a Sony Ericsson realmente quis facilitar as coisas para o usuÁrio: basta deslizar o gamepad para que a tela, automaticamente, exiba os jogos instalados no aparelho. Isso tem que ser feito, porém, com o aparelho jÁ desbloqueado: se você deslizar o gamepad antes de ligÁ-lo e deslizar a seta para ir até a homescreen, a interface de jogos não aparecerÁ.

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Curiosamente, também, o que mais interessa no PLAY não aparece nessa tela. Sim, estou falando dos tão badalados jogos de Playstation. Eles devem ser acessados como um app comum, na tela de aplicativos, e não nesta interface especial. Aqui, aparecem apenas os jogos de Android devidamente adaptados para os controles do PLAY.

A interface é simples e bonita, exibindo os ícones dos games lado a lado, entre os quais você pode navegar tanto pela touchscreen quanto pelo direcional digital do gamepad. Abaixo, hÁ duas abas: a "jogos Xperia PLAY" exibe os títulos jÁ instalados no smartphone. JÁ a "Mais jogos" mostra outros games disponíveis para download, todo feitos especificamente para aproveitar os novos controles. Ou seja, é uma alternativa fÁcil, prÁtica e certeira de encontrar jogos que, com certeza, rodarão no smartphone sem problemas e aproveitando todo o seu diferencial.



A decepção surge na hora de conferir os jogos de Playstation. Só hÁ um pré-instalado no PLAY: "Crash Bandicoot". E, por mais que seja um clÁssico dos jogos de plataforma, não é um título tão forte quanto outros que seriam escolhas bem melhores. Mas esse não é o maior problema. Crash é um jogo divertido e funciona muito bem no smartphone: dÁ para jogar casualmente e se divertir um bocado, especialmente porque o gamepad funciona muito bem. O problema é na hora de obter mais jogos do console: a tentativa é frustrada, pois o serviço ainda não estÁ disponível no Brasil.



Felizmente, hÁ um bocado de jogos para Android adaptados para o gamepad. Mas não era exatamente o que todos esperavam quando começaram a surgir os primeiros rumores de um "Playstation Phone". O selo "Playstation Certified" traz uma expectativa enorme em relação aos títulos do clÁssico videogame e, por ora, brasileiros ficarão chupando o dedo.

Falando em games de Android, hÁ uma seleção interessante disponível e, inclusive, o smartphone vêm com alguns pré-instalados. São eles: "Bruce Lee Dragon Warrior", "Asphalt 6: Adrenaline", "SIMS 3", "Star Battalion", "FIFA 2010" e "Tetris". Através da interface especial dedicada aos games adaptados, ainda é possível baixar outros títulos, como "Assassin's Creed" e "Avatar".


Os controles físicos são realmente muito bem-vindos. Considerando a evolução gritante nos jogos de Android, que jÁ exibem lindos grÁficos e trazem horas e horas de gameplay, a ideia da Sony Ericsson é louvÁvel. Você vai acabar esquecendo que estÁ jogando em um smartphone. Todos os botões estão bem ao alcance dos dedos certos, sem esforço. E, apesar de pequenos, funcionam muito bem e dão a impressão de que estão muito bem construídos.

Os comandos respondem prontamente. E, para quem quiser pausar o jogo, é possível apertar um pequeno botão equivalente ao mesmo botão de "opções" disponível em qualquer celular Android. O detalhe é que o Xperia PLAY possui dois: um na base do aparelho, como praticamente todo Android, e um no próprio gamepad, facilitando a vida do jogador.

No único jogo de Playstation que foi possível testar, os controles também se saíram perfeitamente bem. Como o game foi feito para televisões de tubo, em proporção 4:3, a imagem apresenta duas bordas pretas nas laterais, que não chegam a incomodar. De qualquer modo, basta pressionar o botão de opções para mudar as configurações de exibição. É possível, por exemplo, dar uma "esticadinha" na tela para preenchê-la por completo.

Apesar de toda a experiência agradÁvel, a Sony Ericsson cometeu dois "pecados" com esse aparelho. O primeiro é optar por não utilizar o chip NVIDIA Tegra 2, mas sim um processador Scorpion de 1GHz e uma GPU Adreno 205. O aparelho sequer é dual-core, como os modelos mais recentes lançados por concorrentes como a Motorola e a Samsung.



É certo que o desempenho nos jogos foi muito bom com essas configurações: todas as opções testadas rodaram tranquilamente, sem travadas, com fluidez e com grÁficos muito bonitos. Mas hÁ uma série de games muito bons que são simplesmente incompatíveis com esse hardware. Pode-se dizer que os títulos mais bonitos e avançados tecnologicamente disponíveis no Market exigem o Tegra 2 e seria fantÁstico poder jogÁ-los com os controles físicos do PLAY.

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Outro detalhe é a falta de uma saída HDMI. Não hÁ como, simplesmente, conectar o dispositivo a uma televisão e jogar. Smartphones como o Atrix, o Galaxy S II e o Xperia Arc têm esse recurso, mas jogar acaba não sendo a melhor experiência justamente por causa dos controles: é muito difícil olhar para a telona e acertar os botões touch na telinha simultaneamente. Esse problema seria resolvido com os controles físicos do Xperia PLAY e o smartphone se tornaria uma plataforma bem mais versÁtil. Ponto negativo para a Sony Ericsson.

{break::Câmeras, multimídia e desempenho}As câmeras dos aparelhos da linha Xperia costumam apresentar resultados bem satisfatórios. E o mesmo ocorre com o PLAY. Com a mesma quantidade de megapixels que o Xperia mini (5 MP), perde do pequenininho, porém, na hora de gravar vídeos. Isso porque, ao contrÁrio do mini, o PLAY não faz vídeos em FullHD – a qualidade chega, no mÁximo a WVGA (800×480).


Apesar das limitações de resolução, o resultado é bem positivo. Afinal, devemos reconhecer de que não adianta muito uma câmera capaz de gravar vídeos em FullHD que, no entanto, apresenta granulações e ruído. As imagens do Xperia PLAY são nítidas e com pouquíssima granulação, especialmente em boas condições de luminosidade.

O mesmo ocorre nas fotos, em geral, com resultados bem melhores que aos dos smartphones Motorola e comparÁveis às da linha Galaxy da Samsung. Porém, mesmo com boa iluminação, as fotos apresentam um pouco de granulação. Mas as cores aparecem vívidas e fieis e a nitidez faz com que a câmera do PLAY sirva muito bem para a maioria das situações. Como de costume, porém, as fotos noturnas não ficam muito boas, mesmo com as configurações de fotografias noturnas ativadas.



Não hÁ um botão físico de disparo da câmera, o que faz falta para muita gente. Assim, o controle deve ser feito diretamente na tela. A Sony Ericsson poderia ter aproveitado até os botões do gamepad que ficam sempre acessíveis, mesmo quando o smartphone estÁ "fechado": os gatilhos L e R. Por que não configurar um deles para acionar a câmera? Seria uma solução interessante, e não exigiria a adição de mais um botão extra.

Falta também uma câmera frontal, recurso cada vez mais presente nos modelos que vêm sendo lançados. Não é algo essencial, mas, a julgar pelo preço que se paga no PLAY, seria um adicional interessante.

No mais, não hÁ nenhum grande destaque. Para a reprodução de músicas, por exemplo, ao menos a Sony Ericsson deu uma boa recauchutada no player padrão do Android que, no PLAY, segue a mesma identidade visual da interface proprietÁria da companhia. Além disso, o smartphone conta com a adição do interessante botão "infinito", que mostra vÁrias informações agrupadas de um artista selecionado.

Quanto aos vídeos... bem, nada de reprodução em FullHD aqui. Mas, felizmente, com todos os softwares e drivers da Sony Ericsson devidamente instalados, o sistema operacional pergunta, no momento da cópia para a memória do telefone, se você quer conveter os arquivos para um formato compatível com o PLAY. Nas nossas tentativas, o recurso funcionou com êxito. Foi possível converter vÁrios vídeos em alta resolução e assistí-los no aparelhinho em uma qualidade excelente, totalmente condizente com a tela do dispositivo. JÁ que não hÁ saída HDMI para espelhar os vídeos em uma tela maior, a perda de resolução não farÁ diferença.

Uma boa notícia para quem temia a questão da autonomia da bateria: de fato, percebemos que ela dura um pouco mais no PLAY do que em outros modelos da linha Xperia e smartphones de outras marcas. Não chega a ser fenomenal, é claro. Qualquer smartphone hoje em dia não fica carregado por mais de dois dias em atividade, mas o Xperia PLAY aguentou bastante, mesmo com brilho no mÁximo, algumas horas de jogatina e conexão com a Internet. Podemos dizer que nem sempre é preciso recarregÁ-lo no final do dia: o smartphone consegue sobreviver até uma parte do dia seguinte. Com pouquíssimo uso, então, a bateria pode durar quase uma semana.

O desempenho, no geral, é bom. Apesar de seu processador single-core, a performance não fica tão abaixo de modelos top de linha, como o Atrix e o Galaxy S II. A escolha do hardware pela Sony Ericsson se mostrou bem equilibrada, aliando bom desempenho nas tarefas gerais, belo resultado em games, e uma autonomia de bateria satisfatória com tudo isso em conjunto. É uma pena que, sem o Tegra 2, uma série de jogos ficam simplesmente incompatíveis com o telefone. Um sacríficio importante, que pode deixar dúvidas sobre a vantagem de ter um controle físico quando alguns dos melhores games disponíveis para Android simplesmente não irão rodar no aparelho.

{break::Conclusão}A ideia de incluir um gamepad deslizante em um smartphone é muito bem-vinda para quem não dispensa uma jogatina portÁtil e não pretende investir em um console à parte. E, é claro, levando em consideração a vasta oferta de títulos para Android, com certeza quem adquirir um Xperia PLAY terÁ horas e horas de diversão de sobra.

Infelizmente, os jogos de Ps One, maior atrativo do aparelho, ainda não estão disponíveis no Brasil. Só é possível curtir o game pré-instalado, "Crash Bandicoot" e torcer para que a Sony disponibilize outras opções em breve. Os games para Android, de qualquer forma, estão disponíveis para qualquer outro aparelho e talvez nem todo mundo veja no gamepad um diferencial realmente importante na hora de escolher o aparelho. Especialmente quem jÁ se acostumou com a touchscreen.

Certas opções podem ser interessantes do ponto de vista da autonomia e até mesmo do preço, mas trazem um grande prejuízo para quem realmente curte games, o que soa muito contraditório em um aparelho desse tipo. Falo da escolha do processador Scorpion de 1GHz em conjunto com a GPU Adreno 205 em detrimento do Tegra 2. Isso torna vÁrios jogos incompatíveis com o smartphone da Sony Ericsson.

A impossibilidade de ligar o Xperia PLAY a um televisor também é uma limitação grave para um aparelho que se propõe a ser uma plataforma de jogos. Até certas versões do antigo PSP podiam ser ligados em um display externo. Não via HDMI, é claro, mas incluir uma mini-HDMI no PLAY, a exemplo de outros aparelhos, seria um diferencial incrível. Imagine controlar no gamepad físico do telefone um game espelhado em uma TV de 40 polegadas!

Some-se esses fatores à indisponibilidade de novos jogos de Ps One para o Brasil no momento. Assim, podemos concluir que o Xperia PLAY, apesar de um ótimo aparelho, ainda pode ser uma compra um pouco precipitada. Se você não abre mão da jogatina e ficou realmente entusiasmado com o controle físico, pode encarar sem medo de ser feliz. Mas se seu negócio é desempenho e compatibilidade com games desenvolvidos para Tegra 2, talvez você deva considerar outros aparelhos. Especialmente levando em conta o preço do Xperia PLAY, ainda muito elevado, praticamente igual ao do Galaxy S II e do Atrix.


PRÓS
Gamepad físico
Ótima autonomia de bateria
Sete jogos pré-carregados
CONTRAS
Falta uma saída HDMI
Incompatível com os jogos que exigem Tegra 2
Preço elevado
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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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