ANÁLISE: Samsung Série 9

ANÁLISE: Samsung Série 9

O série 9, da Samsung, é um ultraportÁtil com sistema operacional Windows. Tem dimensões e hardware próximo do Macbook Air, preenchendo esta lacuna de aparelhos com dimensões compactas e especificações fortes, com o sistema da Microsoft.

Traz algumas das características anunciadas nos ultrabooks, que trazem o mesmo conceito de design leve e autonomia, mas sem abrir mão de um bom hardware e de todo o "ecossistema" da plataforma da Microsoft. Para tanto, estes aparelhos vem com os processadores mais recentes, com a capacidade de unir GPU e CPU em um único chip, algo que traz um bom desempenho para o computador, ao mesmo tempo que economiza energia.

UPDATE: A Intel não considera o Série 9 um ultrabook, diferente do que afirmamos inicialmente, nesta anÁlise.  Em comum entre este aparelho da empresa e os ultrabooks, estÁ o design ultracompacto e processadores Intel de última geração que aliam GPU e CPU. Nas diferenças, existem algumas especificações de hardware, como portas de conexão e tipo de processador, além do preço: enquanto o Série 9 tem um custo alto, os ultrabooks deverão vir numa casa abaixo dos mil dólares, apesar que rumores indicam que serÁ difícil alcançar esta faixa de preço, inicialmente.

Vejamos até onde a Samsung conseguiu avançar neste conceito, nas próximas pÁginas da review.

{break::Especificações e Vídeo-review}O Serie 9 não é humilde em seu hardware: o processador Core i5 de segunda geração (Sandy Bridge), operando em 1.4 GHz, uma frequência um pouco abaixo da encontrada em outros aparelhos. O objetivo desta redução é economizar energia e facilitar o trabalho do sistema de resfriamento, um pouco abaixo da frequência do processador Core i5 no Macbook Air, que opera em 1.7GHz.

De outros fatores, chama a atenção a tela, que assim como no Galaxy SII, a Samsung acertou a mão com um display de ótima definição de cores e, principalmente, uma nitidez muito boa independente do ângulo em relação à tela. Outro destaque é o armazenamento, que fica por conta de um SSD de 128 GB, o que contribui para a agilidade do sistema.


- Continua após a publicidade -


Especificações técnicas:

Sistema operacional Windows 7 Home Premium (64-bit)
Processador  Intel Core i5 Processor 2537M
Display  LED HD Screen Size 13.3" SuperBright Plus widescreen
Brilho: 400 nits, up to 16 million colors, HD LED Backlit anti-glare
Chip GrÁfico Intel HD Graphics 3000
Memória: 4GB DDR3 (expansível para 8GB)
Armazenamento: 128GB SSD
Alto-falantes: 3 W Stereo Speaker (1.5 W x 2)
Web Camera: 1.3 MP HD
Bateria:  6 células de Lítio, 6300 mAh, (7 horas de autonomia estimada)
Cor: Preta
Tamanho: 32cm x 22.6cm x 1.6cm
Peso: 1.3 kg
Garantia: 3 anos

Connectividade
Wireless LAN 802.11 b/g/n WiFi
Bluetooth V3.0 High Speed
I/O Ports
HDMI
Fone de ouvido
Microfone
Multi Card Slot
RJ45 (LAN)
2 portas USB 2.0

{break::Fotos}

  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
 

{break::Design} Sem dúvida, a Samsung merece os parabéns no desenho de seu Série 9. O ultracompacto ficou bastante fino e leve, rivalizando com o Macbook Air. Com 16 milímetros de altura e pesando 1.3 kg, ele tem condições também de enfrentar a portabilidade dos tablets, com cara de "livro ata", por ser tão fino.


Série 9 ao lado de um Milestone 2

O acabamento é outro ponto forte do Série 9. Feito em duralumínio, um material resistente utilizado na fabricação de aviões, o ultracompacto parece seguro, apesar da pouca espessura. O aparelho em si é bastante discreto em sua cor preta, com a tampa em metal escovado e um design curvado nas laterais.

As conexões ficam em "portas retrÁteis", no estilo do farol de alguns modelos de carros esportivos como a Lamborghini Countach, em ambos os lados do notebook. Têm a vantagem de serem bonitas e proteger as entradas de acúmulo de poeira, mas são um pouco chatas de achar, quase sempre é preciso se inclinar e olhar para conseguir abrir.

Outro problema é a porta de rede ethernet. Apesar da vantagem de o Série 9, ao menos, dar essa opção (no Macbook, conexão só por WiFi), é preciso carregar um adaptador. Isso porque a porta é de um tipo bastante incomum, para caber na lateral muito fina do aparelho. O adaptador estÁ no kit do notebook, o que minimiza o problema, mas não lhe salva do inconveniente de ter que carregÁ-lo, e se falamos de portabilidade, não queremos carregar muita coisa. E como é um padrão incomum de entrada, melhor não perder este adaptador...

- Continua após a publicidade -

O teclado é do tipo "chiclete" e tem uma vantagem muito interessante: é retroiluminado. O notebook possui um sensor de luz, que ativa automaticamente o teclado em ambientes escuros. Nos nossos testes, este recurso funcionou bem, apesar de acionar as luzes em alguns momentos em que era desnecessÁrio.


O teclado do Série 9 vem no padrão ABNT2

O touchpad é bastante grande e não possui botões, é preciso pressionar a parte de baixo para acionar o equivalente ao clique com o botão esquerdo e direito. Infelizmente, desta forma não funcionou o clique dos dois botões simultaneamente, mas como este tipo de comando é algo mais usado em jogos, e creio que a maioria prefere conectar um mouse neste tipo de uso. É possível usar comandos com até quatro dedos simultaneamente, o que te possibilita configurar um bom número de comandos adicionais. Na minha opinião, não gostei muito do touchpad, pois achei muito grande esbarrava acidentalmente com mais de uma parte da mão nele, "zoando" todos os meus comandos. Mas isto é muito pessoal, cada um tem uma preferência. E nada que um tempo de adaptação não resolva.

A tela de 13.3" e resolução de 1366x768 é outro ponto forte no Série 9. Assim como no Galaxy S II, a Samsung instalou uma ótima tela, com muita definição e claridade. O que mais chama a atenção é como a imagem sofre pouca distorção quando vista de um ângulo muito inclinado. 

{break::Desempenho}No uso para a computação casual, como navegar na Internet, o Série 9 mostrou uma performance excelente, com um boot do sistema em menos de 20 segundos. Baixando a tampa e colocando o Série 9 em modo de hibernação, ele leva pouco menos que cinco segundos para retornar ao sistema.

Em atividades como edição de imagens e exibição de vídeos em alta definição, o notebook se saiu muito bem, sem engasgos.

Em um teste no Photoshop, aplicando o filtro "Extrude" em uma imagem de 5182x9754 de resolução, o aparelho da Samsung consegui realizar a função em 368 segundos. Para ter uma noção, um desktop com AMD Phenom II X3 720 de 2.8 GHz, 2GB de memória RAM e GPU GeForce GTS 450 alcançou praticamente o mesmo resultado.

Para os games, o processador Core i5 fez o que pôde, mas as limitações de não possuir uma GPU dedicada ficaram evidentes. No game Mafia II, rodando tudo no LOW em resolução de 1024x720, o notebook teve FPS médio de 5.4. Em um teste mais humilde, foi possível ver que o notebook se sai muito bem jogos como Left4Dead 2, sem nem precisar colocar os grÁficos no mínimo.

No teste com o PCMark7, o Série 9 alcançou 2673 pontos, JÁ no CineBench, o resultado não é nada do qual a Samsung possa se gabar: 4.94 fps no teste com o OpenGL e 1.33 pontos no teste de CPU. Não é impressionante, mas estÁ dentro do esperado para o perfil do hardware testado.

- Continua após a publicidade -

O score do Windows deu um bom resultado para o Série 9, com 4,6 como nota geral, puxado pelo desempenho do processador na Área de trabalho do Aero. Nos demais itens, um ótimo resultado, especialmente para o armazenamento, por conta do SSD.

Com o benchmark do Winrar, o Série 9 chegou a 1.740, um score respeitÁvel. O Asus N53JQ, um notebook com perfil para games, alcançou 2.100 pontos, enquanto o desktop, aquele do teste com Photoshop, chegou a 1.300 pontos.

{break::Extras, autonomia e aquecimento}O Série 9 traz alguns recursos diferenciados de hardware e software. O primeiro deles foi a solução encontrada pela Samsung para incluir um drive óptico, em um aparelho tão compacto: um puxadinho. Mas não vÁ imaginando uma gambiarra, a empresa caprichou no design, ficando da mesma qualidade que o restante do notebook.

Além do visual que combina com o Série 9, o drive óptico é bastante compacto e não é inconveniente para ser carregado. Também tem a vantagem de não precisar carregar nenhum  cabo para conectar ele ao notebook: o conector jÁ fica dentro dele próprio, bem encaixado em uma "portinha" de ótimo acabamento. É um bom diferencial em relação ao Macbook Air, e um recurso importante para quem necessita destas mídias. Ficou devendo ler Blu-rays, ele se limita a gravar e ler CDs e DVDs.


O Série 9 traz também um software diferenciado para o gerenciamento da energia. Neste quesito o notebook não se saiu tão bem: apesar de prometer sete horas de bateria, em atividades leves (navegação pela Wifi, por exemplo) e usando o perfil econômico de energia, p aparelho ficou quase seis horas ligado. Forçando o bichinho, com um vídeo em FullHD, brilho mÁximo da tela e som em uma intensidade alta, ele ficou pouco mais de três horas. JÁ é o suficiente para ver um filme inteiro, mas abaixo das mais de seis horas de autonomia do Macbook Air no "modo econômico".

Em funções em que forçamos mais o hardware, chamou a atenção a eficiência do sistema do ponto de vista térmico. Trocando em miúdos: o Série 9 não esquentou demais. A principal saída de ar fica na parte inferior, um pouco deslocada à esquerda, o que não é o ideal. Mas, pela falta de espaço nas laterais, é o que pode ser feito. Apesar da localização, a saída de ar não esquentou muito, e em momento nenhum usar o notebook no colo foi incômodo.

Em um "teste de estresse", rodando o benchmark do MÁfia II por seis vezes consecutivas, o aparelho aqueceu até próximo dos 40 graus, na Área próxima ao processador. Isto fez a mesa, que estava a 25 graus celsius, subir para 37, o que não é confortÁvel, mas não é ruim jÁ que isto foi um teste mais pesado. Em aplicações leves, a mudança de temperatura é quase imperceptível.

{break::Conclusão}A Samsung traz algumas das características prometidas nos ultrabooks: design compacto, hardware Ágil e potente e boa autonomia. Claro que, quando falamos em autonomia, comparamos o Série 9 com outros aparelhos que rodam o SO Windows, jÁ que a duração da bateria de tablets, por exemplo, é bem acima das seis horas do notebook.

A portabilidade do aparelho é muito boa, com dimensões e peso que não agridem a coluna de ninguém que precise carregÁ-lo. A performance é muito boa, não ficando com cara de netbook, apesar do tamanho compacto. DÁ até para editar algumas imanges, tranquilamente, e arriscar alguns jogos mais leves, mas não é a opção mais indicada para quem quer games. 

Tudo é lindo, exceto o preço. A qualidade do produto é inquestionÁvel, mas o custo é muito elevado, inclusive comparado a outros produtos com perfil semelhante, como o Macbook Air. A diferença pode chegar a quase mil reais, sendo que o principal diferencial do Samsung é a unidade de drive óptico externa e a entrada para rede ethernet (com o adaptador). Ou seja, não se justifica, jÁ que o aparelho da Apple tem especificações muito semelhantes, e a opção de SSD de  256 GB, algo que falta ainda ao Série 9.


Série 9 e Macbook Air. Dois concorrentes de (pouco) peso no mercado dos ultraportÁteis

Para quem necessita de um aparelho portÁtil, de bom desempenho e com tudo que o ecossistema do SO Windows oferece, o Série 9 é uma ótima opção. Especialmente se for uma pessoa que, quando pensa em "custo/benefício", tem condições financeiras de ignorar a parte do custo.

Os primeiros ultrabooks dificilmente chegarão com custo abaixo dos mil dólares, pelo seu perfil de hardware avançado, então teremos que esperar mais para ver se surgem aparelhos com este perfil, por preços mais acessíveis. Uma nova geração de processadores da Intel pode ajudar no surgimento de aparelhos como este, com mais desempenho, ou na criação de opções com preços mais "camaradas", barateando aparelhos com a geração Sandy Bridge. Com o Série 9, que não é ultrabook segundo a Intel, jÁ temos algumas destas características, indicando "os rumos" que este novo tipo de aparelho seguirÁ.

 

 

PRÓS
Design de alto nível
Tela de qualidade e alta luminosidade
Unidade óptica externa acompanha o kit
Tem conexão ethernet
Ágil graças ao SSD e ao hardware
Windows com a portabilidade de um tablet
CONTRAS
Driver externo não lê Blu-ray
Falta opções maiores para o SSD (256 GB, por exemplo)
Porta MicroSD, ao invés de SD
Muito caro, até para o segmento
Assuntos
Tags
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.