ANÁLISE: WD TV Live Hub

ANÁLISE: WD TV Live Hub

HÁ aproximadamente quatro meses, fizemos a review de outro media player da Western Digital, o Live Plus. Agora, testamos o Live Hub, outro aparelho da empresa, com diversas especificações semelhantes ao aparelho testado anteriormente: capaz de rodar diversos formatos de Áudio, vídeo e imagens, conexão à internet por cabo ethernet, capacidade de acessar conteúdos de diversas redes via streaming ou conteúdos na rede local.


A principal diferença entre os aparelhos é a capacidade de armazenamento de 1 TB, presente no Live Hub, o que muda os seus possíveis usos: passa de um simples media player (dispositivo capaz de rodar os conteúdos) para o media center (local onde você armazena e distribui seus arquivos). Por mais que o Live Plus possibilitasse conectar um HD externo ou um pen-drive, colocar em definitivo, a solução fica com cara de "gambiarra", além de tirar a mobilidade do dispositivo de armazenamento externo.

Vamos então conhecer mais a fundo o Live Hub, que além do HD interno, trouxe outras novidades interessantes, especialmente na parte do sistema operacional.

{break::Especificações}O Live Hub é um aparelho compacto, um pouco mais largo e mais baixo que o Live Plus e, assim como este, tem suporte aos principais formatos de arquivos de Áudio, vídeo e imagem. Só fica devendo alguns poucos formatos proprietÁrios, caso do .RMVB, da Real Media.


Formatos suportados:

Video - AVI (Xvid, AVC, MPEG1/2/4), MPG/MPEG, VOB, MKV (h.264, x.264, AVC, MPEG1/2/4, VC-1), TS/TP/M2T (MPEG1/2/4, AVC, VC-1), MP4/MOV (MPEG4, h.264), M2TS, WMV9, FLV (h.264)

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Foto - JPEG, GIF, TIF/TIFF, BMP, PNG

Áudio - MP3, WAV/PCM/LPCM, WMA, AAC, FLAC, MKA, AIF/AIFF, OGG, Dolby Digital, Playlist - PLS, M3U, WPL

Legendas - SRT, ASS, SSA, SUB, SMI 

Conectividade:

Ethernet, HDMI, Composite A/V, vídeo componente, Áudio composto, USB 2.0

Tamanho (AxLxC)3,2cm x 19,8cm x 15,4cm

{break::Design e Fotos}O design do Live Hub é bastante sóbrio, nas cores pretas e sem muitas "firulas". O único elemento mais chamativo é a luz na parte frontal, que fica acesa quando o aparelho estÁ ligado. É bem sutil, mas caso incomode, basta entrar nas configurações para desligar.

A única falhar, pela minha experiência de uso, foi o controle que possui botões bastante altos, o que torna cansativo caso você utilize muitos comandos.  Isto acontece quando digitamos algo, mas no uso geral isto quase não é notado.

  
  
  
  
 

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{break::Interface}A Western Digital caprichou na interface do Live Hub, especialmente se comparada ao do Live Plus. Os tema padrão é bastante agradÁvel, menos escuro que o presente no outro modelo, e a organização dos menus é de fÁcil entendimento. O update do firmware foi bem simples, não precisando baixar nada pelo computador. O próprio aparelho se ofereceu para baixar e instalar a nova versão, num processo simples e rÁpido.


Um ponto interessante do layout do sistema, no Live Hub, é que mesmo outras aplicações ganharam uma "roupagem" no mesmo padrão do resto do sistema. Assim hÁ uma certa constância na organização dos menus em todos os recursos do sistema, ajudando a tornar a experiência de uso mais agradÁvel.


Tela inicial do You Tube


O comandos são bem adaptados ao uso do controle remoto, utilizando as tradicionais setas, comandos de avançar e voltar, e também um conjunto com quatro botões coloridos: amarelo, vermelho, azul e verde. Com estes botões você realiza comandos adicionais, sempre indicados com pequenos ícones na tela. No princípio estes ícones não são muito auto-explicativos, mas com pouco tempo acabamos memorizando o que cada um faz.

{break::Desempenho}Ao longo do uso dos menus e dos aplicativos, a experiência de uso foi bastante fluida, sem engasgos ou travamentos. Vídeos em FullHD rodaram sem nenhum problema, e inclusive a interface rodou uma miniatura, ao selecionar um vídeo, para ajudar a identificar se o arquivo é o certo antes de abrir. Nestes casos o atraso para abrir a miniatura não passava de 2 segundos, mesmo nos filmes em alta qualidade.



Ao conectar um HD externo, através da porta USB 2.0, o aparelho se ofereceu para indexar os arquivos. Isto auxilia nas buscas e na organização das bibliotecas, mas em nosso teste este processo foi demorado, jÁ que conectamos um HD com muitos conteúdos. É possível cancelar o processo e somente acessar os arquivos, e a navegação pelas pastas foi rÁpida e simples, com a possibilidade de sincronizar todos os conteúdos do dispositivo externo com o HD interno do Live Hub. Assim como na indexação, a sincronização é um processo demorado, caso você tenha muitos arquivos no HD externo.

Novamente os vídeos no YouTube não apresentaram uma resolução alta, da mesma forma como ocorreu nos testes com o Live Plus. Não hÁ nenhuma opção acessível para selecionar em qual qualidade os vídeos serão exibidos, então fica a dúvida se o sistema jÁ determinou isto baseado na velocidade da conexão, ou se hÁ um valor padrão. De qualquer forma, vídeos que tem versões em FullHD (1080p) disponíveis, visivelmente rodavam em uma resolução menor, em nossos testes.

{break::Media Center}Um ponto importante do Live Hub é seu HD interno com 1 Tera de capacidade, algo considerÁvel para alguém que quer centralizar todos seus conteúdos em um único local. Assim como no Live Plus, é possível navegar pelos computadores da rede, e abrir conteúdos de forma remota, mas o mais interessante é a possibilidade de armazenar os arquivos no próprio Live Hub, e distribuir pela rede local para todos os dispositivos da casa.

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É possível acessar da forma convencional, através do próprio Windows Explorer, mas o interessante é utilizar outro protocolo: o DLNA. O Digital Living Network Alliance é um grupo formado por diversas empresas, sem fins lucrativos, para a criação e adoção de padrões de comunicação entre aparelhos eletrônicos, para facilitar a troca de arquivos multimídia entre diversos gadgets. Este protocolo estÁ presente em muitos aparelhos lançados recentemente, com smartphones, televisores, etc. Existem vÁrias opções de programas para configurar e adminstrar o padrão DNLA em computadores, também.


Conexão com um smartphone Android via DNLA

Em nossos testes, a conexão por DNLA funcionou muito bem, sendo possível, por exemplo, abrir a bibilioteca musical de um smartphone com sistema Android, sendo que o celular estava conectado a rede local via WiFi. O processo de copiar os arquivos também é simplificado, tornando o gerenciamento de seus conteúdos bastante interessante, entre vÁrios dispositivos independente dos sistemas operacionais.

{break::Extras}Assim como o Live Plus, o Live Hub traz uma série de aplicativos, aproveitando a capacidade do aparelho em conectar à internet. Infelizmente, uma série deles não funcionam no Brasil, caso do Pandora e, pelo menos por hora, o NetFlix. Mas nem todos estão indisponíveis no Brasil, casos como do YouTube, do Tune In e do Facebook, por exemplo.


Flickr no Live Hub

Abrindo estes apps, vemos que a WD adaptou bem os aplicativos para o layout do sistema do Live Hub, e a navegação é bastante prÁtica através das setas do controle. Todos seguem um padrão semelhante na organização dos menus, melhorando a "curva de aprendizado" nos aplicativos. Apesar do capricho, algumas detalhes ficaram faltando, como por exemplo a opção de definir em qual qualidade deve ser visto o vídeo no YouTube, como jÁ mencionamos. Ao testar o aplicativo do Facebook, também encontramos algumas falhas: apesar de carregar alguns conteúdos, o app não era capaz de abrir fotos e imagens da rede social.

Apesar de algumas falhas, os aplicativos funcionam muito bem, sendo possível ver facilmente vídeos no YouTube, e até informações adicionais sobre cada vídeo. O TuneIn também não apresentou problemas, o que ficou estranho mesmo foi o Facebook, mas nada que uma atualização de firmware futura não possa corrigir (e eu não vejo tanta necessidade de ter a plataforma da rede social no media center, na verdade).

O media center possui também alguns jogos, mas não espere nada impressionante. É um conjunto de jogos casuais que podem servir para te distrair por alguns minutos, no mÁximo. Apesar de bem-feitos, navegar no modo "shuffle" pelo YouTube é uma opção mais interessante, creio, para passar o tempo.


{break::Conclusão}As centrais multimídia estão chegando com força no mercado brasileiro, com novas opções surgindo recentemente, como o Boxee, por exemplo. A maioria destes aparelhos vem se situando na faixa de preço entre 600-900 reais, o que mostra que o preço do WD TV Live Hub estÁ bem situado neste mercado.

A interface do Live Hub é bastante interessante, e como central multimídia o aparelho se sai muito bem, principalmente pelo uso da tecnologia DLNA. Um problema foi a instalação de um teclado sem fio: testamos dois modelos que não funcionaram, no caso o VEHO e outro da Microsoft. Ao conectar uma opção com fio, o aparelho funcionou sem problemas, mas é claro que uma opção wireless é muito mais interessante. Segundo o site oficial, o aparelho possui suporte a teclados sem fio, então fica a dúvida se é uma falha, o que poderia ser corrigido em outra atualização de firmware, ou foi azar nosso.


Conectar um teclado é importante para aqueles que desejam utilizar aplicativos como YouTube ou Facebook, jÁ que a digitação "na base da setinha" é uma tortura. No caso do Live Hub é um pouco pior, pois os botões possuem um perfil muito alto, que não chega  a incomodar na maioria dos usos, mas torna a digitação muito cansativa. Um teclado QWERTY, presente em outros aparelhos, cairia bem no Live Hub.

Apesar de jÁ vir com aplicações instaladas, o Live Hub não traz a opção de instalar novos programas. Para "hard users" que querem customizar seus aparelhos, e adicionar novas funcionalidades, a opção é tentar instalar sistemas alternativos nele, ou montar um HTPC "do zero" e instalar qualquer sistema que desejar.

Para quem não quer ter este trabalho e quer um aparelho capaz de rodar vídeos em alta definição ou acessar conteúdos por streaming, o Live Hub é uma boa pedida, e traz como vantagem se tornar a central multimídia da casa, compartilhando os arquivos na rede local.


PRÓS
Roda FullHD perfeitamente
PrÁtico para compartilhar arquivos na rede local
Boa interface
CONTRAS
Não acompanha teclado QWERTY
Alguns aplicativos não funcionam no Brasil
Controle com botões muito altos
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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