ANÁLISE: F3AR

ANÁLISE: F3AR

O terror estÁ de volta com "F.3.A.R.". O game finalmente chegou e retorna com a temida Alma, a garotinha demoníaca que deixou muita gente com pesadelos no game original e que acabou virando uma marca em termos de terror.

O jogo vem com vÁrias novidades. A principal delas é a possibilidade de se jogar toda a campanha com um amigo de forma cooperativa, o que com certeza deve atrair muita gente. Além disso, a Day 1 Studios trouxe renomados mestres do terror para ajudar no projeto da terceira edição da franquia.

SerÁ que as novidades darão certo? É o que veremos adiante.


{break::História}Uma boa notícia sobre "F.3.A.R." é que ele vem totalmente em português, um prato cheio para quem quer entender absolutamente tudo no game, principalmente a história, que continua exatamente do ponto que terminou o segundo game da franquia.

No início da saga, Point Man, soldado que foi o protagonista do primeiro episódio, tinha o objetivo de matar Paxton Fettel, o vilão que assassinava pessoas inocentes de forma sobrenatural. No decorrer da história, surge o fato de Fettel ser irmão de Point Man.

Após conseguir cumprir o objetivo de acabar com Fettel, Point Man passa a ser "perseguido" pelo espírito de Fettel, até que percebem que é preciso se unir para procurar Alma, a garota que estÁ por trÁs de tudo.


Existem muitos detalhes na história de "F.E.A.R." que não dÁ para escrever aqui, senão a review seria apenas da história. Um dos detalhes mais interessantes é que os dois personagens são protótipos de uma experiência secrete da ATC - Armachan Technology Corporation - que criava soldados com poderes mentais extremamente aguçados.

É importante dizer que a história teve um toque de renomados diretores de filmes de terror como John Carpenter ("Enigma de Outro Mundo" e "Fantasmas de Marte") e Steve Niles ("30 Dias de Noite 1 e 2"). Além da história, eles também contribuíram com dicas para as cenas de terror do game. Precisa dizer mais?

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{break::Jogabilidade}A grande novidade de "F.3.A.R." é o fato de que o jogo inteiro pode ser jogado de forma cooperativa, ou seja, com um amigo, tanto em tela dividida quanto online. Um jogador encarna Point Man e, o outro, Paxton Fettel, o que gera uma jogabilidade única, jÁ que pode ser usado tanto o poder bélico do soldado quanto os poderes sobrenaturais do fantasma do bruxo.

A jogabilidade é elogiÁvel, mantendo a mesma mecânica que foi o destaque do primeiro game, mas com umas adições bem interessantes. Dentre elas a inovação da função de cobertura, com a possibilidade de se esconder atrÁs de objetos, paredes e muros. Ao que parece, é uma das melhores implementações desse tipo em um game, tanto é que o jogador pode derrubar objetos para servir de escudos, como mÁquinas de refrigerante, por exemplo. E tudo feito de forma natural e realista, até mesmo o pulo por sobre esses objetos.


Quem conhece "F.E.A.R. sabe que ele foi um marco no uso do efeito "Bullet Time", onde cada tiro dado solta dezenas de partículas e cria um efeito espetacular. Aqui, a coisa evolui para melhor. O efeito ficou mais aprimorado tanto visualmente quanto na jogabilidade. O legal é que, dependendo da performance do jogador, ele acumula pontos e esses pontos são revertidos em melhorias para armas, escudos e também no efeito de câmera lenta criando, assim, um pequeno toque de RPG, embora bem superficial.

O fato é que o game manteve a maestria em termos de jogabilidade, com toda a qualidade que foi a marca do primeiro, mas com a evolução grÁfica das engines atuais. Mas um fato deixa a desejar: o jogo possui um recurso chamado "Comando Ativado", que cria suporte extra para controladores USB.

Mas caso o jogador não use controlador, hÁ um lag imenso no mouse e um tempo de resposta que chega ao absurdo, gerando travadas constantes principalmente ao usar o zoom com a mira das armas. Claro, isso pode ser amenizado e por vezes corrigido por completo, ao desabilitar essa função. Mas não deixa de ser um inconveniente.


{break::GrÁficos}Nota-se de cara que "F.3.A.R." foi feito pensando em consoles. Embora isso pareça ruim em tempos de PC's turbinados, no geral não desagradou. Isso porque, usar grÁficos desenhados para consoles tem suas vantagens e uma delas é tornar o game bem pequeno, cerca de 4.3 gigas apenas, e relativamente leve. No sistema testado, ele rodou com tudo no mÁximo a 60/65 frames cravados. Mesmo em cenas de tiroteio, não houveram slows e nem quedas de frames. Tudo muito bem otimizado.

E mesmo com esse tamanho pequeno ("F.E.A.R. 2" tinha exatos 15 GB!), os grÁficos de "F.3.A.R." estão acima da média, principalmente pelos seus efeitos de iluminação caprichados, além da atmosfera de terror recriada com perfeição.


Apesar de o jogo ter a opção de colocar texturas em alta definição, o que se vê na maioria, são texturas medianas, características de consoles. Por vezes isso atrapalha e deixa bem feia algumas partes dos cenÁrios, principalmente em alguns mapas Multiplayer, que aí incomoda bastante mesmo, lembrando jogos bem antigos como "Quake" e "Unreal", tamanha a "lavagem" das texturas.

Para "compensar" essa pequena falta de definição em algumas texturas, a produtora abusou em efeitos de iluminação, de clima, de ambientação, dentre outras coisas.

Efeitos de tiro estão acima da média. Experimente atirar, por exemplo, na lataria de um carro por entre favelas no Brasil. A lataria simplesmente amassa com o impacto dos tiros. Ta certo que deveria furar a lataria, mas ficaram bem bacana os amassados para cada projétil atirado nos veículos.

Além disso, os efeitos de tiros que "F.E.A.R." revolucionou, adicionando uma espécie de "Bullet Time", estão presentes aqui com mais qualidade e efeitos. Além disso, o clÁssico efeito de partículas criada com o impacto das balas também estÁ presente. Embora os grÁficos de "F.3.A.R." tenham seus defeitos, no geral ele estÁ bem superior às duas edições anteriores.

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{break::Áudio}Em um jogo de terror, é obrigatório que o Áudio seja acima da média, até porque é talvez o principal fator para recriar um clima sombrio. E "F.3.A.R" não foge à regra. A qualidade sonora do game estÁ acima da média, desde os ruídos demoníacos até as dublagens, passando pelo som dos tiros e impactos das balas. Tudo bem caprichado.

A variação de sons no ambiente de jogo é absurda. Desde passos, batidas em paredes, pessoas pedindo ajuda agonizando, rugidos demoníacos, barulho de vento, portas rangendo, dentre outras coisas, contribuem e muito para que o jogo passe a sensação de medo.

Por curiosidade e para comprovar que o som influencia diretamente o fator "terror", joguei novamente uma parte do game com o Áudio do ambiente desligado, apenas com musica e vozes. E definitivamente tira toda sensação de medo que o jogo possa criar, inclusive nem sustos ele cria. Acaba tornando um jogo chato e cansativo.

Isso prova que o Áudio de "F.3.A.R" estÁ acima da média e entre um dos melhores nesse estilo. Experimente jogar com sistema de, no mínimo, 5.1 canais. Garanto que por vÁrias vezes você vai olhar para trÁs, achando que tem alguém com você. Realmente perturbador e ao mesmo tempo sensacional.


{break::Multiplayer}Como dito anteriormente, a principal mudanças em "F.3.A.R" é o fato do jogo poder ser todo jogado de forma cooperativa com um amigo. O game possui outros modos multiplayer que são baseados em filmes dos diretores John Carpenter e Steve Niles. São eles:

Contrações - é o modo onde o jogador tem que defender um local em meio a uma forte neblina, enquanto aparecem hordas de inimigos de todos os lados.

Rei das Almas - o jogador encarna um fantasma que tem como objetivo capturar mais almas possíveis. Vence aquele que conseguir mais.

Sobrevivente das Almas - modo onde, embora pareça cooperativo, ele se torna competitivo à medida que o jogo avança. Aqui o jogador ou algum parceiro pode ser infectado por Alma, e partir daí ele tem certo tempo para infectar todos os jogadores. Curioso que o jogo se torna bem traiçoeiro, onde um amigo seu, quando você menos espera, trai você e te infecta. Ou vice-versa.

Corrida Maldita - É o modo mais interessante e inovador. O jogador tem que correr junto com seus amigos e não deixar que a névoa chegue perto. Obviamente que enquanto foge, uma horda de inimigos aparece pelo caminho. Mas é bom lembrar que nenhum jogador pode ser pego pela névoa, senão todos perdem.

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As inovações do modo Multiplayer são notÁveis e funcionam perfeitamente bem. Único porém é o fato de praticamente não ter servidores a disposição. Ou seja, é difícil achar uma partida, talvez pelo fato do jogo ter sido lançado mundialmente hÁ pouco mais de 24h.

Vale lembrar que todos esses modos de jogo multiplayer, possui uma opção de treino para se jogar sozinho contra bot's, inclusive valendo pontuação para o ranking online.


{break::Prós & Contras, Conclusão}

Conclusão

É... a "doce e meiga" Alma retorna para atormentar as pessoas durantes as madrugadas com a volta da franquia "F.E.A.R.". O game mescla ação com tiroteios frenéticos e terror com cenas bem fortes e macabras. Tudo isso embalado por um Áudio muito bem produzido e com toques de mestres do terror consagrados.

Além disso, traz inovadores modos multiplayer, como jogo cooperativo e outros modos desafiadores, como o que é preciso fugir de uma nuvem de poeira bem macabra. Quer mais motivos? O jogo é inteirinho em português do Brasil. O que poderia dar errado? Nada. Então é melhor correr e adquirir logo sua cópia antes que Alma te pegue!

OBS: por algum motivo desconhecido as screenshots do game não sai com a qualidade que o F3AR oferece. Não aparecem brilhos e vÁrios dos efeitos visuais do game.


PRÓS
- Modo cooperativo em toda campanha single-player
- Opção de trocar de personagem, entre Point Man ou Paxton Fettel
- Jogabilidade Ágil e prÁtica
- Combates robóticos de primeira
- Inovadores modos Multiplayer
- Efeitos visuais de primeira
- Sangue, sangue e mais sangue
CONTRAS
- Embora seja um ótimo jogo, ele é feito claramente para consoles
- Parece ser curto demais
- Texturas bem abaixo do aceitÁvel em alguns locais
- Em alguns momentos mesmo em nivel mais fÁcil o jogo fica incrivelmente difícil
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  • Redator: João Paulo Losada

    João Paulo Losada

    Gamer por natureza, JP Losada, ou simplesmente DJLosada como é conhecido por toda a comunidade gamer, é um grande conhecedor de games em geral. Eventualmente analisa lançamentos e comenta sobre os sucessos e decepções relacionadas aos games que chegam ao mercado através do portal Adrenaline. Jé escreveu para revistas de games, artigos para produtoras, além de ter citações em seu nome em caixas de jogos de PC lançados no Brasil. Possui parceria com algumas produtoras, principalmente de corrida

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