ANÁLISE: Assassin's Creed: Brotherhood

ANÁLISE: Assassin's Creed: Brotherhood

O terceiro jogo da franquia de sucesso "Assassin's Creed", chamado de "Brotherhood", finalmente chega ao PC, depois de ter sido lançado para consoles no final do ano passado.

O jogo segue a mesma linha dos antecessores, mas com algumas novidades, principalmente nas novas possibilidades de jogabilidade como o multiplayer e ainda, como o próprio nome do jogo diz, na criação de uma fraternidade.

Nesta review veremos se essas novidades fazem jus ao sucesso que a franquia tem alcançado, ou se a franquia Assassin's Creed jÁ chegou ao seu limite.

{break::História}"Assassin's Creed: Brotherhood" é ambientado na sua maior parte na Roma antiga durante o século XVI. O jogo começa exatamente onde termina Assassin's Creed 2, quando Ezio começa a lutar contra a Ordem dos TemplÁrios. JÁ como um lendÁrio assassino, Ézio comanda toda uma irmandade que vai lutar a seu lado, daí vem o título "Brotherhood" da terceira edição do game. Durante a jogatina, Ézio vai conseguindo alianças, para tentar devolver honra à Roma.

A história inteira de Assassin's Creed daria um belo filme. Tudo começa em Florença quando seu pai e seus irmãos são assassinados. A partir daí, Ezio Auditore de Florença, nome completo do personagem, declara guerra contra a Ordem dos TemplÁrios de Rodrigo Borgia - o grande vilão do game - e ainda enfrenta o Papa no Vaticano. Com isso ele é perseguido por um bom tempo, até chegar à Villa, que fica na região de Toscana e que até então era o local mais seguro para ele.


Quando tudo parecia calmo, ele recebe uma informação de que seus inimigos estão se fortalecendo, e isso acaba se tornando extremamente perigoso. Decidido, ele parte para Roma, onde fica a base da Ordem dos TemplÁrios, a fim de acabar com todos eles de uma vez.

O interessante é que o jogo alterna entre o passado e o presente. A qualquer momento o jogador pode sair da Animus e jogar como Desmond. No mundo real, Desmond e seus amigos são perseguidos por descendentes da Ordem dos TemplÁrios, e conseguem se esconder em Monteriggioni onde instalam a Animus.

A melhor parte de tudo isso é o fato do jogo estar inteiramente em Português, que embora seja o de Portugal, dÁ outro "ar" a história, jÁ que é possível entender os mínimos detalhes da trama.


{break::Jogabilidade}Na verdade os três games da franquia possuem a mesma jogabilidade, variando apenas na inclusão de novas possibilidades, e Brotherhood é o que mais tem novidades, como por exemplo, a possibilidade de se andar a cavalo por dentro das cidades.

O próprio nome do jogo, Brotherhood, jÁ entrega a maior novidade do game: a possibilidade de se criar uma "fraternidade", ou seja, treinar assassinos e montar seu próprio grupo. Após recrutados, o jogador pode dar missões aos assassinos como roubar um tipo de roupa, colher quadros, assassinar alguém, destruir algum local, escoltar alguma autoridade, investigar o desaparecimento de alguém, dentre muitas outras missões. O detalhe é que todas elas são "fora do jogo", ou seja, você estipula a missão e o local dela, sempre longe de Roma e por vezes em cidades de outros países como Espanha e Portugal. O cumprimento da missão faz com que o seu assassino ganhe pontos de experiência que podem ser distribuídos por diversos quesitos, assim como em um RPG.

Outra utilidade dos assassinos, a meu ver, é um tanto desbalanceada. O jogador pode chamÁ-los a qualquer momento que se deparar com algum inimigo, mesmo que este não o veja. Ou seja, a partir do momento que o jogador criar seu grupo, ele não precisa mais lutar. Basta chamar seus assassinos disponíveis usando a tecla "T" e eles dão conta dos inimigos em segundos. A partir daí o jogo fica tão fÁcil que chega a ser ridículo. Nos testes aqui eu treinei seis assassinos, e basta chamar dois no mÁximo para acabar com uma horda de inimigos. O jogador? Basta ficar assistindo de longe. FÁcil demais. Para piorar, até agora nenhum dos meus assassinos se feriu nos combates.


É importante dizer que só podem ser usados os assassinos disponíveis naquele momento. Isso porque ao enviar algum deles para uma missão, eles ficam ocupados na tal missão, que sempre possui um contador de tempo.

Além dessa novidade o game também traz outras, mas na Área financeira, como poder reformar e abrir lojas e Bancos, poder comprar locais abandonados, prédios vazios para usar como base dos MercenÁrios, dos Ladrões ou das "cortesãs", e ainda comprar monumentos históricos. Imagina ser dono do Coliseu de Roma? Basta ter uma pequena fortuna.

Falando em fortuna, o jogo tem até um mercado de investimento. O jogador pode investir um valor em qualquer loja, e esperar o resultado depois de um tempo. Claro que é importante escolher bem a loja que vai investir, até porque existem lojas de vÁrios tipos de produtos como roupas, armamentos, antiguidades, etc., além do local delas. Uma dica: escolha loja de roupas e um local bem movimentado.

Enfim, a jogabilidade de Brotherhood segue mesmo patamar excepcional dos outros games da série, mas com a adição de elementos monetÁrios mais detalhados do que o segundo game e a criação de grupos, como os "indestrutíveis" assassinos, que deixa o jogo ridiculamente fÁcil, embora seja interessante.

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{break::GrÁficos}Os grÁficos de Assassin's Creed: Brotherhood continuam no mesmo patamar do segundo game da série, que teve uma melhora significativa em relação ao primeiro.

Quando fizemos a review do Assassin's Creed 2 havia bastante coisa a ser dita sobre o visual do game que mudou muito em relação ao primeiro, como a adição de Água - leia-se rios e canais -, roupas bem mais definidas tanto de Ezio quanto dos NPC's, variação imensa de pessoas pelas ruas, efeitos de fumaça e névoa, texturas bem melhores, dentre outras coisas. Por isso, fica mais complicado falar do visual de Brotherhood sem cair no denominador comum, ou seja, sem repetir as mesmas coisas faladas sobre o segundo game, jÁ que o visual no geral é o mesmo.


Mesmo assim, Brotherhood parece ter mais qualidade, não dos grÁficos em si, mas sim da ambientação em geral, até porque o game é ambientado na sua maior parte em Roma, e a maioria dos locais por onde Ezio passa é conhecido do grande público. Os grandes monumentos Romanos estão todos lÁ, como Coliseu, como a Basílica de São Pedro no Vaticano, a Capela Sistina que fica dentro do PalÁcio Apostólico que é onde vive o Papa, dentre outras coisas.

Nesses locais mais famosos, a primeira coisa que se nota é que as texturas são em alta definição, com uma qualidade excelente, e tudo caprichado nos mínimos detalhes. Realmente dÁ gosto de ver, e as vezes chega a ser quase quem um passeio virtual, como é o caso do enorme Coliseu. Experimente "passear" por dentro dele. Imperdível!

Único porém na parte grÁfica de Assassin's Creed Brotherhood é a sua inconstância em relação aos frames por segundo. A variação é enorme de um local para outro. Usando um medidor de frames, o jogador vai perceber que em alguns momentos basta ele se virar que os frames caem quase pela metade. Embora não atrapalhe tanto, talvez pela engine otimizar os frames, essa variação pode irritar aqueles viciados em medir frames de games. É curioso, porque embora seja o mesmo visual, isso não acontecia em Assassin's Creed 2.


{break::Áudio}O Áudio de Brotherhood segue o mesmo padrão do primeiro game, ou seja, é de uma qualidade fenomenal, até porque hÁ muita variação de sons em qualquer lugar que o jogador vÁ.

O Áudio continua cristalino, desde as conversas entre nos NPC's pelas ruas de Roma, até o som da Água, de espadas se "tocando", de animais como cavalos, até mesmo do tipo de terreno que o personagem pisa. Tudo é feito com extrema qualidade.

O jogo possui vÁrios idiomas dublados - menos português, que é apenas em texto -, e todos eles são carregados em sotaque italiano, inclusive com uma ou outra palavra em italiano inserida na conversa. Normalmente gírias e interjeições.


É curioso que as dublagens encaixem perfeitamente em cada personagem. Quer dizer, fica parecendo que os personagens foram feitos em cima dos dubladores, e não ao contrÁrio, como normalmente acontece.

O Áudio de toda franquia Assassin's Creed se mantém com a qualidade intacta, e é um exemplo a ser seguido, com toda certeza. A trilha sonora toda orquestrada, é digna de aplausos. Pontos para a Ubisoft.


{break::Multiplayer #1}A grande novidade de Assassin's Creed: Brotherhood é sem dúvida o seu Multiplayer, principalmente por inovar e trazer modos de jogo até então inéditos.

Para começar, existem 21 personagens jogÁveis que variam de Padre, Barbeiro, Carrasco, Ferreiro, Salteador, Médico, Nobre, Cortesã, Arlequim, Marquês, dentre outros. Cada um deles com suas peculiaridades tanto de ações normais, como de tipos de assassinatos.

Além da quantidade enorme de personagens, os modos de jogo não ficam atrÁs. Maioria dos jogos possuem de 2 à 4 modos de jogo, mas em Assassin's Creed: Brotherhood são 8 modos à princípio, jÁ que outros podem surgir via DLC, assim como surgiu para consoles.

Os modos de jogo são: Procurado, onde você deve matar os templÁrios que são selecionados pelo próprio jogo; Aliança, onde jogam duas equipes em turnos; Aliança Avançada, onde jogam três equipes sendo que uma equipe ajuda a outra a matar a terceira; Caça aos Cofres, onde jogam duas equipes com intuito de angariar fundos através dos cofres espalhados pelo cenÁrio; Escolta, onde cada equipe tem que proteger ou assassinar alguém designado pelo jogo, sendo que a equipe adversÁria deve impedir que isso aconteça; Procurado Avançado, que é o modo Procurado mais difícil; Caça ao Homem, onde uma equipe tem que caçar um adversÁrio da outra equipe; e o modo Assassino onde o objetivo é identificar e assassinar outros templÁrios.

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Em termos de mapas, o jogo possui 11 deles que são: Florença, San Donato, Forli, Roma, Veneza, Castel Gandolfo, Siena, Monteriggioni, Monte Saint-Michel, Pienza e Alhambra.


{break::Multiplayer #2 & Conclusão}Apesar de tudo parecer ótimo na parte multiplayer, uma coisa pode comprometer tudo: o número de jogadores. O mínimo para se jogar multiplayer são seis jogadores, e a não ser que o jogador tenha seis amigos disponíveis naquele momento, ele sempre vai ter que recorrer a pessoas desconhecidas, e quase sempre com nível mÁximo. E apesar de parecer fÁcil, é um tormento ficar bastante tempo esperando alguém aparecer para jogar na partida criada pelo jogador. O que resta é buscar e entrar em um jogo jÁ criado.

Na maioria dos modos multiplayer de Assassin's Creed: Brotherhood, caberia fÁcil um jogo com apenas duas pessoas, até porque os mapas são cheios de NPC's andando pra lÁ e pra cÁ. Portanto não ficaria "vazio", caso fosse com apenas dois jogadores.


Como hÁ muitas novidades nas partidas multiplayer, a Ubisoft adicionou um modo de treino, que ajuda bastante o jogador a se inteirar com os esquemas de jogo.

Em todo caso, o jogo se mostra bastante estÁvel, sem lag, sem nenhum tipo de problema, e com uma jogabilidade bastante interessante e inovadora, que com toda certeza é um sucesso entre todos que jogam.


Conclusão

Assassin's Creed: Brotherhood é sem dúvida o melhor da série, até porque agrega novidades muito bem vindas como multiplayer e a possibilidade de se treinar assassinos para lutar ao seu lado no jogo. Além dessas novidades, o visual melhorou na questão de texturas e efeitos.

Brotherhood chega para provar que a franquia Assassin's Creed estÁ mais viva do que nunca, e que melhora a cada nova edição. Para os fãs da série, e mesmo aqueles que nunca a jogaram, Brotherhood é uma compra certa!

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  • Redator: João Paulo Losada

    João Paulo Losada

    Gamer por natureza, JP Losada, ou simplesmente DJLosada como é conhecido por toda a comunidade gamer, é um grande conhecedor de games em geral. Eventualmente analisa lançamentos e comenta sobre os sucessos e decepções relacionadas aos games que chegam ao mercado através do portal Adrenaline. Jé escreveu para revistas de games, artigos para produtoras, além de ter citações em seu nome em caixas de jogos de PC lançados no Brasil. Possui parceria com algumas produtoras, principalmente de corrida

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